Projeto
3
História
do português brasileiro - desde a Europa até a América
Coordenadores:
Izete Lehmkuhl Coelho - Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) - izete.lehmkuhl.coelho@ufsc.br
Marco
Antônio Martins - Universidade Federal de Santa Catarina
(Brasil) - marcomartins.ufsc@gmail.com
Paulo
Osório -
University of Beira Interior - UBI (Portugal) - pjtrso@ubi.pt
______________________________________________________
XX CONGRESSO
INTERNACIONAL DA ALFAL
Concepción -
Chile
22 a 26 de janeiro de 2024
CHAMADA PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Convidamos todos os colegas que se voltam à
investigação de questões de história linguística e social do Português
Brasileiro para submeter propostas de comunicação a serem apresentadas no
Projeto 3: “História do português
brasileiro – desde a Europa até a América”, durante o XX
Congresso Internacional da ALFAL, a ser realizado na Universidade
de Concepción /Chile, de 22 a 26 de janeiro de 2024.
DIRETRIZES E
PROPOSTA DE TRABALHO:
Para o triênio 2023/2025, temos o desafio de
agrupar pesquisadores que trabalham com concepções teóricas e metodológicas sob
os seguintes campos disciplinares: teoria da variação e mudança; linguística
histórica; sociolinguística histórica e sintaxe diacrônica.
Nesse sentido, a proposta do Projeto 3 é organizar sessões que se voltem ao estudo e à descrição
do desenvolvimento sócio-histórico, bem como à análise de fenômenos
linguísticos em variação e mudança, do português do e no Brasil, tendo em vista
as diferentes concepções teóricas e metodológicas no campo disciplinar da
linguística histórica.
INFORMAÇÕES
GERAIS:
(a) Os resumos das comunicações devem ser redigidos
em fonte Times New Roman 12 e ter no máximo 300 palavras. Devem ser
especificados o tema, os objetivos, a metodologia, a fonte de dados e os
resultados obtidos na análise.
(b) A submissão deve ser realizada no site do
Congresso, no link https://eventospais.cl/sistema_ferial/visitante/form_3371_544_puerta.php, indicando explicitamente que o trabalho está sendo
submetido para apresentação (comunicação) no Projeto 3.
(c) O resumo deve ser enviado também aos
coordenadores do Projeto 3: izete.lehmkuhl.coelho@ufsc.br; marcomartins.ufsc@gmail.com; pjtrso@ubi.pt.
(d) Datas importantes:
- Data para o envio de propostas: 03 de
julho a 30 de agosto de 2023
- Data limite para notificação do aceite: 30
de outubro de 2023.
Ficaremos muito felizes em rever os colegas e
receber novos pesquisadores interessados na temática deste Projeto 3 na Universidade de Concepción do Chile.
Abraços cordiais,
Izete Lehmkuhl Coelho (Universidade Federal de
Santa Catarina – UFSC/Brasil)
Marco Antonio Rocha Martins (Universidade Federal
de Santa Catarina – UFSC/Brasil)
Paulo Osório (University of Beira Interior –
UBI /Portugal)
______________________________________________________
XIX
Congresso Internacional
ALFAL 2021
8 a 13 de agosto
Remoto
__________________________________________
Chamada
Chamamos a comunidade científica e os colegas que
se voltam à investigação de questões de história linguística e social do
Português Brasileiro para submeter propostas de artigos a serem apresentados no
Projeto 3: “História do português brasileiro – desde a Europa até a América”, por
ocasião do XIX Congresso Internacional da ALFAL, que terá lugar em La
Paz/Bolívia, de 10 a 14 de agosto de 2020. Nossa proposta é organizar sessões
no Projeto que se voltem ao estudo e à descrição do desenvolvimento
sócio-histórico, bem como à análise de fenômenos linguísticos em variação e
mudança, do português do e no Brasil, tendo em vista diferentes concepções
teóricas e metodológicas no campo disciplinar da linguística histórica.
Informações gerais:
(a) Os resumos dos artigos devem ter a seguinte
formatação: fonte Times New Roman/12 com extensão máxima de 300 palavras; e devem
conter a delimitação do tema, objetivos, metodologia, fonte de dados e
resultados obtidos na análise.
(b) A submissão deve ser realizada via inscrição no
Congresso no site da ALFAL com a designação para o Projeto 3
http://alfalbolivia.2iesbolivia.com/; deve indicar explicitamente: Apresentações
(comunicações) no Projeto 3. O resumo deve ser enviado ainda aos
e-mails dos coordenadores do Projeto 3 izete.lehmkuhl.coelho@ufsc.br; marcomartins.ufsc@gmail.com; pjtrso@ubi.pt,
considerando as datas
indicadas no site do Congresso da ALFAL.
(c) As datas importantes:
- Data limite para o envio de propostas: 24 de novembro de
2019
- 31 de janeiro de 2020.
- Data limite para notificar o aceite: 28 de
fevereiro de 2020
- Data limite para envio de artigos completos
para publicação: 20 de abril de 2020
Gratos desde já pela colaboração dos colegas e
divulgação do Projeto 3 da ALFAL, ficaremos contentes
com a oportunidade desse encontro!
Izete Lehmkuhl Coelho
Marco Antonio Rocha Martins
Paulo Osório
-------------------------------------------------------------------------------------------
Projeto
para a História do Português Brasileiro (PHPB)
Produção científica de 1998 a junho de 2019
Ponderando
o passado e planejando o futuro
Versão de
junho de 2019
Ataliba T. de Castilho (USP /
Unicamp)
Coordenador Geral do PHPB de 1998 a
julho de 2019
“Termino como terminavam copistas
medievais
ao findarem seus manuscritos – LAUS DEO,
que Deus seja louvado;
porque o trabalho, a meu ver, será muito,
de muitos e não será por pouco tempo”.
Rosa Virgínia de Mattos e Silva, em T. Alkmim (Org.
2002: p. 462).
sumário
Apresentação
1. Breve história do PHPB. Agenda do PHPB
2. Equipes regionais e formas de atuação. In memoriam.
3. Seminários nacionais
3.1. Atas dos seminários
nacionais
3.2. Livros e teses de doutoramento produzidos pelas equipes regionais
4. Série de consolidação História
do Português Brasileiro
5. Textos sobre direções da Linguística Histórica
6. Corpus do PHPB:
6.1. Metodologia
(1) Definição dos conjuntos do Corpus
Mínimo Comum no eixo diacrônico: séculos XVIII, XIX e XX.
(2) Definição do número de palavras a serem coletadas
(3) Preparação de fichas sociolinguísticas para cada documento
(4) Siglário com orientações para a rotulação dos textos
(5) Circulação dos materiais
(6) Tratamento computacional
dos textos
(7) Corpus comum mínimo e
tradições discursivas
(8) Normas para a edição filológica
(9) Reflexões sobre a constituição de um corpus
diacrônico
6.2. Substituição da Comissão Central de Corpus por Comissões Regionais
de Corpus
6.3. Corpus publicados até 2018.
7. História social e mudança linguística
7.1. Programas
de pesquisa em história social
7.2. Textos sobre História social
8. Mudança gramatical
8.1. Programas de pesquisa
sobre mudança gramatical: fonologia, morfologia e sintaxe
8.2. Mudança fonológica
8.2.1. Teorias sobre mudança
fonológica
8.2.2. Textos sobre mudança
fonológica
8.3. Mudança morfológica
8.3.1. Teorias sobre a mudança
morfológica
8.3.2. Textos sobre mudança
morfológica
8.4. Mudança sintática
8.4.1. Teorias e programas sobre a mudança
sintática.
8.4.2. Textos sobre mudança sintática: as classes de palavras e o tratamento.
8.4.3. Textos sobre
mudança sintática: as construções
9. Linguística do texto e
mudança linguística: processos de construção textual
9.1. Teorias sobre
Linguística do texto e mudança linguística
9.2. Textos sobre
Linguística do texto e mudança linguística
10. Tradições discursivas do Português brasileiro
10.1. Teorias sobre
as Tradições discursivas
10.2. Textos sobre
tradições discursivas e mudança linguística
11. Semântica diacrônica
11.1. Teorias sobre a
semântica diacrônica
11.2. Textos sobre semântica
diacrônica
12. História do Léxico
12.1. Teorias sobre a história
do Léxico
12.2. Textos sobre a história
do Léxico
Breve análise estatística da produção
Observação:
Os textos relacionados nas seções 6.2 a 12
deste trabalho, mencionarão apenas o sobrenome do
organizador, a data de publicação, e as páginas correspondentes. Para obter
dados bibliográficos completos, consulte os Quadros 1
e 2.
Apresentação
De 1987 até à data, os pesquisadores do PHPB
trabalharam continuadamente, produzindo em qualidade e quantidade notáveis.
Foram 21 anos de atividades ininterruptas, em grande parte
aqui documentadas!
A continuação das pesquisas será decidida por
ocasião do X Seminário do PHPB, previsto para 24 a 26 de
julho, em Aracaju, convocado pelo Prof. Dr. Sandro Marcio Drummond Alves
Marengo, coordenador da equipe de Sergipe.
Este relatório tem o objetivo de apresentar toda
a produção científica do PHPB, desde seu início, até junho de 2019. Uma
primeira versão foi enviada a todos os coordenadores regionais, com o pedido de
que a repassassem a seus pesquisadores, objetivando diminuir as falhas, muito
prováveis em documentos deste tipo. Suas respostas me foram de grande ajuda.
Meu objetivo aqui é mostrar o muito que já se
fez, para que possamos planejar o muito que ainda falta fazer, impulsionando o
projeto.
Do ponto de vista científico, há muitos
caminhos para esse impulsos. Precisaremos ler o que já
se produziu, planejando sua continuação. Ciência é descoberta, mas também é
continuação, é acumulação de conhecimento.
Reconheço que nestes 21 anos os pesquisadores
do PHPB foram muito longe, investigando a formação
da identidade linguística dos brasileiros.
Do ponto de vista administrativo, precisaremos
escolher (ou confirmar) os coordenadores regionais e eleger um novo coordenador
geral, caso se considere necessário, pois vou passar o bastão.
Encerro este texto lembrando as palavras
proféticas de uma das fadas madrinhas da Linguística Histórica Brasileira, a
querida Rosa Virgínia de Mattos e Silva, palavras essas que encimam esta
apresentação. Repito suas palavras: o trabalho será muito, de muitos, e não
será por pouco tempo.
1. Breve história do
PHPB. Agenda do PHPB.
A Linguística Histórica tinha perdido espaço
durante o período mais forte de atuação do Estruturalismo e do Gerativismo,
movimentos basicamente a-históricos. Chegou-se mesmo a anunciar sua morte, dado
o forte impacto dessas teorias, que favorecem o estudo de uma dada sincronia.
É verdade, entretanto, que mesmo no interior
dessas teorias algumas vozes anunciavam a presença da “velha senhora”. No
quadro do Estruturalismo, lembrem-se as pesquisas de A. Martinet sobre a
Fonologia diacrônica. No quadro do Gerativismo, a teoria dos Princípios e
parâmetros de N. Chomsky. No Brasil, foi profética a voz de Fernando Tarallo,
que proclamou o renascimento da “fênix”, excelente metáfora para uma ciência
que retorna sempre: Tarallo (1984).
Nos anos 1980, sem que tivesse havido uma
combinação prévia, três respeitadas linguistas fizeram renascer a Linguística
Histórica no domínio da língua portuguesa:
·
Clarinda Maia,
da Universidade de Coimbra, com seus estudos sobre o Galego-Português: MAIA, Clarinda de
Azevedo. História do galego-português. Estudo linguístico da Galiza e do
noroeste de Portugal desde o século XIII ao século XVI. Coimbra: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1986.
·
Rosa Virgínia Mattos e Silva, da Universidade Federal da Bahia, com seu
estudo sobre o Português trecentista, a que se seguiu o Programa de História
do Português (PROHPOR): MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia. Estruturas trecentistas: elementos para uma gramática do português arcaico. Lisboa:
Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1989.
·
Mary Kato,
na Universidade Estadual de Campinas, juntamente com Fernando Tarallo, quando
focalizaram o Português Brasileiro: KATO, Mary A.; TARALLO, Fernando. Restrictive
vs syntax in Brazilian Portuguese:
its correlation with invisible clitics and visible subjects. Trabalho
apresentado na Georgetown
Round Table in Languages and Linguistics 1988. Washington
DC, 1988. Na Universidade Estadual de
Campinas, Kato e Tarallo deram início ao projeto de história do Português
Brasileiro, de que surgiram várias teses e ensaios, estes publicados em ROBERTS, Ian; KATO, Mary Aizawa (Orgs. 1993). Português Brasileiro. Uma viagem
diacrônica. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1993; 2a. edição: São Paulo:
Editora Contexto, 2018. Está no prelo o segundo volume desse livro fundamental.
O quadro desenhado
acima me motivou a propor a criação de um projeto coletivo de pesquisas, tendo
por objetivo, inicialmente, historiar o Português de São Paulo: Castilho
(1998). O Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa da
Universidade de São Paulo tinha aprovado essa proposta em 1995.
O Projeto de História do Português Paulista (PHPP) deveria reconstituir o percurso histórico do português paulista, que representa o primeiro momento de lusitanização do Brasil, iniciado em 1532, na cidade litorânea de São Vicente. Outras motivações do PHPP:
(1)
Retomar
a tradição das pesquisas em Linguística Histórica da Universidade de São Paulo.
(2)
Buscar
as raízes diacrônicas dos fenômenos descritos pelo Projeto NURC (1970-1988) e
pelo Projeto de Gramática do Português Falado no Brasil (1988-2006).
(3)
Repercutir
as atividades do Programa de História do Português (PROHPOR), lançado nos anos
1980 na Universidade Federal da Bahia por Rosa Virgínia Mattos e Silva, e
aquelas que resultaram do “casamento” entre a gramática gerativa e o
variacionismo laboviano, patrocinado por Mary Kato e Fernando Tarallo na
Universidade Estadual de Campinas, igualmente nos anos 1980.
Após intensa troca
de correspondência com pesquisadores eventualmente interessados, realizou-se em
São Paulo o I Seminário do Projeto para a História do Português Paulista, em
1997: Castilho (Org. 1998). Nessa ocasião, por iniciativa dos participantes, o
projeto regional assumiu uma dimensão nacional, mudando-se sua designação para Projeto
para a História do Português Brasileiro (PHPB).
Os pesquisadores do
PHPB decidiram, igualmente, abrir-se às pesquisas dos romanistas alemães, com
financiamento da CAPES e do DAAD: ver Acordo CAPES/DAAD-PROBRAL,
em T. Alkmin (Org. 2002: 489-521). Com isto, hospedamos seminários dirigidos
por Brigitte Schlieben-Lange, Eberhard Gaertner, Konstanze Jungbluth, Johannes
Kabatek, Wulf Oesterreicher, Roland Schimidt Riese. Ao mesmo tempo, vários
pesquisadores brasileiros seguiram para a Alemanha, construindo parcerias
científicas de importância para o PHPB. Ver A.T. de Castilho – O relatório de
Blaubeuren, em: Hora; Camilo Silva (Orgs. 2010: 257-261).
Especialistas
portugueses foram igualmente convidados, ministrando seminários aos
pesquisadores do PHPB: Ivo Castro, Augusto Soares da Silva, Clarinda Maia, Esperança
Cardeira, e, da Universidade de Santiago de Compostela, Rosário Álvarez.
· Sobre a periodização do PB, ver
Schmidt-Riese, Roland – Periodização e português brasileiro. Algumas
considerações. Em: M.E.L. Duarte; D. Callou (Orgs. 2002: 179-196).
· Sobre a produção bibliográfica
do PHPB, ver (i) Ataliba T. de Castilho – Produção bibliográfica do Projeto
para a História do Português Brasileiro (1999-2010). Em:
Hora; Camilo Silva (Orgs. 2010: 395-420). (ii) Ataliba T. de Castilho – Síntese
dos achados do Projeto para a História do Português Brasileiro, em Clarinda
Maia e Isabel Santos (Orgs.) Estudos de Linguística
Histórica: mudança e estandartização. Coimbra: Faculdade de Letras, 2019.
(iii) Um arranjo temático dessa bibliografia aparece em A. T. de Castilho
(Coord. 2018: 153-154).
A presente versão consolida e atualiza essas
bibliografias.
Os pesquisadores assim organizados promoveram
uma verdadeira revolução científica no interior da Linguística Histórica
brasileira, focalizando agora a România Nova, tarefa prioritária dos linguistas
que vivem nesta parte do mundo.
Eles assim
definiram a agenda do PHPB:
1.
Organização
do corpus diacrônico
2.
História
social e mudança linguística
3.
Mudança
gramatical
4.
Tradições
discursivas: constituição e mudança dos gêneros discursivos. Diacronia dos
processos constitutivos do texto
5.
Semântica
diacrônica, iniciada em 2016.
6.
História
do léxico.
Como se pode ver por
essa agenda, todos os sistemas que compõem uma língua natural foram aí
considerados: Gramática, Léxico, Discurso e Semântica. Um empreendimento e
tanto!
Mas seria necessário refletir também sobre a
expressão “Português Brasileiro”: Olga Coelho e Wellington Santos da Silva
fizeram isso em seu ensaio “Páginas de História da terminologia relativa ao Português
Brasileiro”. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2018: 72-96).
2. Equipes regionais e
formas de atuação. In memoriam.
A organização das equipes regionais do PHPB
teve início a partir do I Seminário. Dadas as
dimensões continentais do Brasil, esse empreendimento tomou algum tempo - e
ainda hoje não temos pesquisadores nas “principais praças” do Norte!
Quadro 1 – Equipes regionais do PHPB em 2019
Alagoas |
Elyne Vitório,
em substituição a Maria Denilda Moura (Universidade Federal de Alagoas). Vice-Coordenador:
Thiago Trindade. |
Bahia |
Tânia Lobo, em
substituição a Rosa Virgínia Mattos e Silva (Universidade Federal da Bahia) |
Ceará |
Aurea Suely
Zavam (Universidade Federal do Ceará) |
Mato Grosso |
Carolina Akie Ochiai Seixas Lima, em
substituição a Elias Alves de Andrade (Universidade Federal do
Mato Grosso) |
Minas Gerais |
Aléxia Teles,
em substituição a Jânia Ramos (Universidade Federal de Minas Gerais), que
continua como vice-coordenadora. |
Paraíba |
Juliene Lopes
Ribeiro Pedrosa, em substituição a Roseane Nicolau, que substituiu Camilo Rosa |
Paraná |
Vanderci Aguilera (Universidade Estadual de
Londrina) |
Pernambuco |
Cléber Alves de
Ataíde, em substituição a Valéria Gomes (Universidade Federal Rural de
Pernambuco), que substituiu Marlos de Barros Pessoa (Universidade Federal de
Pernambuco) |
Rio de Janeiro |
Maria Eugênia
Duarte, em substituição a Dinah M. I. Callou (Universidade Federal do Rio de
Janeiro) |
Rio Grande do
Norte |
Alessandra Castilho
da Costa, em substituição a Marco Antonio Martins (Universidade Federal do
Rio Grande do Norte) |
Rio Grande do Sul |
Valeria Neto De Oliveira Monaretto |
Santa Catarina |
Izete L.
Coelho, em substituição a Gilvan Muller de Oliveira (Universidade Federal de
Santa Catarina) |
São Paulo |
Manoel
Mourivaldo Santiago Almeida (Universidade de São Paulo), em substituição a
Clélia C. S. Jubran (Universidade Estadual Paulista / São José do Rio Preto),
que substituiu Ataliba T. de Castilho (Universidade de São Paulo) |
Sergipe |
Sandro Márcio
Drumond Alves Marengo, em substituição a Renata Ferreira Costa (Universidade
Federal de Sergipe) |
No interior das equipes, os pesquisadores
selecionaram tópicos da agenda do projeto, apresentando os resultados em
Seminários Nacionais, em número de 9 até agora. À
semelhança do que ocorrera com o Projeto de Gramática do Português Culto Falado
no Brasil, os textos assim apresentados foram debatidos, reescritos, e
publicados nas séries indicadas nas seções 3 e 4 deste relatório.
Devemos a essas equipes a produção
bibliográfica, à razão de 36.4 textos ao ano, que será enumerada neste texto.
In Memoriam
Perdemos alguns colegas, que nos deixaram
enquanto trabalhavam no PHPB. O volume inaugural da série História do Português
Brasileiro traz uma homenagem singela a esses queridos colegas:
·
Tânia
Lobo e Mailson Lopes – In Memoriam Rosa Virgínia Mattos e Silva. Em: A. T. de
Castilho (Coord. 2018: 97-119).
·
Ataliba
T. de Castilho – In Memoriam Clélia Cândida Spinardi Jubran. Em: A. T. de
Castilho (Coord. 2018: 120-127).
·
Ana
Sartori – In Memoriam Klebson Oliveira. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2018:
128-142).
3. Seminários nacionais
3.1. Todos os seminários nacionais
tiveram suas atas publicadas:
Quadro 2 – Atas
dos Seminários Nacionais
I Seminário, São Paulo SP, 1997:
CASTILHO, Ataliba T. (Org. 1998). Para a História do Português Brasileiro,
vol. I, Primeiras ideias. São Paulo: Humanitas / Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo, 1998. |
II Seminário, Campos
do Jordão SP, 1997: MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia (Org. 2001). Para a
História do Português Brasileiro, vol. II, Primeiros Estudos, 2 tomos. São Paulo: Humanitas / Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo, 2001. |
III Seminário, Campinas
SP, 1999: ALKMIM, Tânia (Org. 2002). Para a História do Português
Brasileiro, vol. III, Novos Estudos. São Paulo:
Humanitas / Unicamp – USP, 2002. |
IV Seminário,
Teresópolis RJ, 2001: DUARTE, Maria Eugênia Lamoglia; CALLOU, Dinah M.
Isensee (Orgs. 2002). Para a História do Português Brasileiro, vol. IV, Notícias de corpora e outros estudos. Rio de
Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro / Fundação de Amparo à
Pesquisa do Rio de Janeiro, 2002. |
V Seminário, Ouro Preto MG, 2002: RAMOS, Jânia; ALCKMIN, Mônica A. (Orgs. 2007). Para
a História do Português Brasileiro, vol. V: Estudos sobre mudança
linguística e história social. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,
2007. |
VI Seminário, Ilha de Itaparica BA, 2004:
LOBO, Tânia C. F.; RIBEIRO, Ilza; CARNEIRO, Zenaide; ALMEIDA, Norma (Orgs.
2006). Para a História do Português Brasileiro, vol. VI: Novos dados,
novas análises, 2 tomos. Salvador: Editora da
Universidade Federal da Bahia, 2006. |
VII Seminário,
Londrina PR, 2007: AGUILERA, Vanderci de Andrade (Org. 2009). Para a
História do Português Brasileiro, vol. VII: vozes, veredas, voragens, 2 tomos. Londrina: Editora da Universidade Estadual de
Londrina, 2009. |
VIII
Seminário, João Pessoa PB, 2010: HORA, Dermeval
da; ROSA SILVA, Camilo (Orgs. 2010). Para a História do Português
Brasileiro, vol. VIII. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba,
2010. |
IX Seminário, Maceió AL, 2013. Foram apresentadas
neste seminário versões preliminares dos textos que sairiam na série História do Português Brasileiro, ora
em curso. Não era, portanto, o caso de publicá-las. Na ocasião, foi
distribuída aos participantes a contribuição da equipe de Alagoas para esse série: MOURA, Maria Denilda; SIBALDO, Marcelo Amorim
(Eds. 2013) - Sintaxe comparativa entre o português brasileiro e línguas
crioulas de base lexical portuguesa. Maceió: Editora da Universidade Federal
de Alagoas, 2013. ISSBN 978-85-7177-753-8, 329 páginas. Esse livro serviu de
forte estímulo para os autores desta série. |
3.2. Livros e teses de doutoramento
produzidos pelas equipes regionais. 5.1. Para corpus
publicados em livros, ver 6.2.
·
Equipe
de Alagoas
MOURA, Maria Denilda; SIBALDO,
Marcelo Amorim (Eds. 2013) - Sintaxe comparativa entre o português brasileiro e
línguas crioulas de base lexical portuguesa. Maceió: Editora da Universidade Federal de Alagoas,
2013. ISSBN 978-85-7177-753-8, 329 páginas.
·
Equipe
da Bahia
Carneiro, Zenaide de Oliveira Novais. Cartas brasileiras (1808-1904): um
estudo linguístico-filológico. Tese de doutorado. Campinas: Universidade
Estadual de Campinas, 4 volumes, 2005.
COSTA, Sônia Borba. Adverbiais
temporais e espaciais no português: indícios de gramaticalização. Salvador:
Universidade Federal da Bahia, Tese de Doutoramento, 2003.
LOPES, Norma; RAMOS, Jânia; OLIVEIRA, Josane Moreira (Orgs. 2014) Diferentes Olhares sobre o português
brasileiro. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana Editora,
2014.
OLIVEIRA, Klebson. Negros e escrita no Brasil do séc. XIX: sócio-história, edição filológica de
documentos e estudo linguístico. Tese de doutorado, 3
volumes. Salvador: Universidade
Federal da Bahia, 2006.
·
Equipe
do Ceará
ZAVAM, Aurea. Por uma abordagem diacrônica dos gêneros
textuais: um estudo com editoriais de jornal. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2017. v. 1. 236 p.,
2017.
·
Equipe
do Mato Grosso
ANDRADE, Elias Alves de; SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo; BARONAS,
Roberto Leiser (Orgs. 2012). Plano de
Guerra da Capitania de Mato Grosso. Janeiro de 1800. Cuiabá: Editora da
Universidade Federal de Mato Grosso, 2012.
·
Equipe de Minas Gerais
AMARAL, E. T. R.; RAMOS,
J. M. Nomes Gerais no Português
Brasileiro. Belo Horizonte: Editora da FALE- Universidade Federal de Minas
Gerais, 2014.
COELHO, Sueli M. Gramaticalização e mudança linguística. Belo Horizonte: FALE/UFMG/VIVA VOZ,
2018. v. 1.
RAMOS, J. M.; ALBUQUERQUE, I. M. B. L.; BATISTA, H. R.; VIEGAS, M.
C.; COELHO, S. M.; SOUSA, L. T.; MOREIRA, J. C.; ALKMIM, M.; DUARTE, F. B.;
DINIZ, C. R.; MAGALHAES, J. O.; VITRAL, L. T.; MOTA, Maria Alice (Orgs.). Português Brasilero Dialetal: temas
gramaticais. Campinas: Mercado de Letras, 2013.
SOBRAL, Gilberto Nazareno Telles; LOPES, Norma da Silva; RAMOS, Jânia
(Orgs.). Linguagem, Sociedade e Discurso.
São Paulo: Blucher, 2015.
TENUTA, Adriana Maria; COELHO, Sueli Maria (Orgs.). Uma abordagem cognitiva da linguagem: perspectivas teóricas e
descritivas. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2018, p. 139-156. Disponível em http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/abordagem-cognitiva-linguagem_Adriana_Tenuta_Sueli_Coelho.pdf. Acesso em: 14 maio 2019.
·
Equipe da Paraíba
NICOLAU, R. B. F;
CARNEIRO, A. A. A Evolução
histórico-discursiva das atas de câmaras municipais da Paraíba do século XX ao
século XXI. Temática. João Pessoa, Online, v. 1, p. 1-37-37, 2013.
NICOLAU, R. B. F. Forma e Sentido: a arquitetônica dos anúncios na imprensa paraibana dos séculos XIX e XX.
João Pessoa: Marca de Fantasia, 2013.
NICOLAU, R. B. F;
CARNEIRO, A. A. A Evolução
histórico-discursiva das atas de câmaras municipais da Paraíba do século XX ao
século XXI. Temática. João Pessoa, Online, v. 1, p. 1-37-37, 2013.
·
Equipe
do Paraná
ALTINO, Fabiane Cristina (Org. 2012). Múltiplos olhares sobre a diversidade linguística: nos caminhos de
Vanderci de Andrade Aguilera. Londrina: Midiograph, v. 2.
CUNHA, Cláudio de Assis. Le lexique dans des documents produits dans le Paraná-Brésil (XVIIIe et
XIXe siecles): approche lexicographique. Université Paris 13
(Paris-Nord) - Campus de Villetaneuse, com período co-tutela na Universidade
Estadual de Londrina. Orientador: SalahMejri. Co-orientadora: Aparecida Negri Isquerdo, 2013.
SIMM, Juliana Fogaça Sanches.
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à Sobre a história do
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Equipe
de Santa Catarina
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à Sobre a história do Projeto de História do
Português Paulista, ver A. Castilho – Introdução. Em: Castilho (Org. 2009:
13-90).
4. Série de
consolidação História do Português
Brasileiro
Por ocasião do VII Seminário (Londrina, 2007),
os pesquisadores decidiram consolidar os resultados até então obtidos,
completando o que ali faltasse. Resultaria daqui a série que dá título a esta
seção, a qual tomaria em conta os seguintes critérios: (i) A História do Português Brasileiro é uma
obra de referência, organizada por capítulos relacionados, não sendo uma
coletânea de artigos soltos. Cada volume será organizado por dois
coordenadores. (ii) O trabalho terá por coordenador geral Ataliba T. de
Castilho, eleito para esse fim em 2007. (iii) Os coordenadores dos volumes
atuarão como editores, convidando os respectivos autores, redigindo uma
Introdução para cada volume/tomo, em que farão constar o(s)
recorte(s) teóricos(s) observados pelos autores dos capítulos, supervisionando
a compatibilização dos capítulos com o recorte teórico adotado e com o corpus
escolhido para a elaboração da obra. (iii) Os autores dos capítulos
serão informados destas disposições, não se aceitando textos encaminhados
voluntariamente aos coordenadores. (iv) Cada autor de capítulo consolidará os
resultados do PHPB obtidos até aqui, mediante consulta à bibliografia do
projeto, complementando-se a pesquisa no que couber. (v) Os capítulos devem
entrar diretamente no tema respectivo, evitando-se considerações teóricas e
apresentações do estado da arte. (vi) A bibliografia citada nos capítulos será
consolidada e transferida para o final do volume por seus coordenadores.
Neste ano de 2019, a série História do Português Brasileiro estará em curso de finalização:
Quadro 3 – Série História do Português Brasileiro
Vol. 1 – Ataliba T. de Castilho (Coord.
2018) – O Português Brasileiro em seu
contexto histórico. São
Paulo: Editora Contexto / Fapesp. |
Vol. 2 - Ataliba T. de Castilho (Coord.
2019 a) – Corpus diacrônico do
Português Brasileiro. São Paulo: Editora Contexto / Fapesp. |
Vol. 3 – Dermeval da Hora, Elisa
Battisti e Valéria de Oliveira Monaretto (Coords.,
2019) – Mudança fonológica do Português
Brasileiro. São Paulo: Editora Contexto. |
Vol. 4 – Célia Regina dos Santos Lopes
(Coord. 2018) – Mudança sintática das
classes de palavras: perspectiva funcionalista. São Paulo: Editora Contexto / CNPq. |
Vol. 5 - Ataliba T. de Castilho (Coord.
2019 b) – Mudança sintática das
construções: perspectiva funcionalista. São Paulo: Editora Contexto / Fapesp. |
Vol. 6 – Sonia M. L. Cyrino e Maria
Aparecida C. R. Torres Morais (Coords. 2018) – Mudança sintática do Português Brasileiro:
perspectiva gerativista. São Paulo: Editora Contexto / Fapesp. |
Vol. 7 – Maria Lúcia C.V.O. Andrade e
Valéria Gomes (Coords. 2018) – Tradições
discursivas do Português Brasileiro: constituição e mudança dos gêneros
discursivos. São Paulo: Editora Contexto / Facepe / LeDoc. |
Vol. 8 – Eduardo Penhavel e Marcos
Rogério Cintra (Coords., no prelo) – Abordagem diacrônica dos processos de
construção textual do Português Brasileiro. São Paulo: Editora
Contexto. |
Vol. 9 – Dinah Callou e Tânia Lobo
(Coords., no prelo) – História social do Português Brasileiro: da história social para a
história linguística. São Paulo: Editora Contexto. |
Vol. 10 – Jânia Ramos e Marilza de
Oliveira (Coords., no prelo) – História social do Português Brasileiro: da história linguística para
a história social. São Paulo: Editora Contexto. |
Vol. 11 – Rodolfo Ilari e Renato Basso
(Coords. 2019) – Semântica diacrônica
do Português Brasileiro. São Paulo: Editora Contexto / Fapesp. |
Vol. 12 – Vanderci Aguilera e Fabiane
Cristina Altino (Coords.) – Léxico
Histórico do Português Brasileiro. Versão
eletrônica em preparação. |
5. Textos sobre
direções da Linguística Histórica
1. OESTERREICHER, Wulf. Progressos
recentes no campo da linguística diacrônica. A historicidade da linguagem:
idiomas, variedades e tradições discursivas no marco de uma semiótica social.
Em: SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo; LIMA-HERNANDES, Maria Célia (Orgs.
2012: 73-88).
2. CASTILHO, Ataliba T.
de. Linguística Histórica e História do Português Brasileiro. Em: A. T. de
Castilho (Coord. 2018: 10-31).
3. FARACO, Carlos
Alberto. Breve retrospectiva do pensamento linguístico-histórico no Brasil. Em:
A. T. de Castilho (Coord. 2018: 32-71).
6. Corpus do PHPB
O corpus diacrônico do PHPB compreende o Corpus Mínimo comum e o Corpus Diferencial.
O Corpus Mínimo Comum reúne
materiais de mesma natureza já levantados pelas equipes. Esse corpus conta com redatores brasileiros ou de
naturalidade não identificada, mas com produção em redes de escrita no Brasil.
O Corpus Diferencial compreende corpora
complementares para controle contrastivo em relação ao Corpus Mínimo
Comum: textos escritos por portugueses, textos literários, gêneros textuais
diversos, etc.
Consulte
esse corpus por meio dos seguintes sites: https://sites.google.com/site/corporaphpb/ , www.phpp.fflch.usp.br/corpus / , www.ledoc.com.br.
Em reunião
realizada em João Pessoa, no dia 01.06.2010, a Comissão de Corpus discutiu e
aprovou a seguinte pauta:
6.1. Metodologia
(1) Definição
dos conjuntos do Corpus Mínimo Comum
no eixo diacrônico: séculos XVIII, XIX e XX.
Foram
constrastados os levantamentos feitos por Afrânio Barbosa no vol. História do Português Brasileiro (Castilho;
Hora Orgs., 2010, versão preliminar, p. 35-49) com o
Corpus Geral do Projeto Nacional PHPB (versão junho 2009) e com a proposta de
Simões; Kewitz (comunicação oral no VIII Seminário do PHPB, João Pessoa).
Procurou-se buscar uma convergência entre as propostas, levando também em
consideração as contribuições dos GT de História Social feitas durante o
referido seminário.
A partir dessas
considerações, os participantes da reunião discutiram a viabilidade de
distribuir a coleta de materiais respeitando a disponibilidade e
representatividade das tipologias textuais em cada uma das 11 regiões [que
compunham o] do Projeto PHPB [à altura]. Nesse sentido, a opção foi de compor
três conjuntos de textos divididos da seguinte maneira:
a. Corpus
comum mínimo – manuscritos
b. Corpus
comum mínimo – impressos
c. Corpus
comum diferencial
O grupo decidiu
priorizar a coleta dos dois primeiros conjuntos (manuscritos e impressos) para
atender à agenda de análises para a publicação dos volumes do PHPB que
consolidarão os trabalhos das várias equipes. Parece ser consenso que esses
dois conjuntos são de fácil acesso nos arquivos para coleta e edição ou já
estão editados por algumas equipes, facilitando assim o trabalho de coleta e
edição desses materiais pelos novos integrantes do Projeto (= Alagoas, Rio
Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso).
A tabela abaixo
descrimina as tipologias textuais que compõem cada um dos conjuntos (a, b, c):
Dada a
dificuldade de encontrar (i) inventários, e (ii)
memórias/relatos históricos e diários históricos de viagem em todas as 11
regiões, optou-se por transferir todos eles para o Corpus Comum Diferencial. Os
(iii) entremezes e outros textos teatrais e (iv) os inquéritos orais (NURC)
também serão considerados no corpus comum diferencial, haja vista a restrição
da existência das memórias em arquivos públicos e de inquéritos orais NURC em
algumas capitais. Observou-se que, para o futuro, seria interessante prever a
coleta desses materiais para incrementar o conjunto de textos para as análises.
Em vista da
dificuldade de ampliar o corpus comum mínimo para os séc. XVI e séc. XVII, optou-se por restringir [por ora] a coleta dos materiais
aos séculos XVIII, XIX e XX.
(2) Definição do
número de palavras a serem coletadas
A partir da
proposta acerca do número de palavras a serem coletadas por tipologia textual,
foi decidido o seguinte:
i. Segmentação dos séculos em dois períodos de
50 anos: 1a e 2a metades.
ii. Número de palavras por tipos de textos em cada uma
das metades dos séculos.
Dada a
dificuldade de levantar grandes quantidades de textos da variada tipologia para
os séculos pretéritos, decidiu-se que seriam levantadas 5.000 palavras para
cada tipo de texto por cada período de 50 anos.
(3) Preparação de
fichas sociolinguísticas para cada documento, segundo os critérios sugeridos
pelas equipes da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ficou acordado
que serão organizadas fichas sociolinguísticas que atendam às necessidades de
cada tipo de documento, conforme as reflexões pontuadas ao longo das
apresentações das equipes de História Social e de Linguística de Corpus.
Sugere-se que seja adaptada a ficha catalográfica proposta pelo Prof. Afrânio
Barbosa no vol. Castilho; Hora (Orgs. 2010, versão
preliminar - Para a História do Português
Brasileiro p. 53), da qual farão parte fatores como informações sobre o
letramento dos escribas, critérios objetivos de erudição como o registro ou
estilo do escriba (latinismos: Barbosa 2005), ampliação das categorias sociais
(grau de parentesco ou hierarquia social entre os escribas ou interlocutores).
(4) Siglário com
orientações para a rotulação dos textos
[C 18 1 AI ___]
[(a) (b) (c) (d) (e) ]
(a) as primeiras letras referem-se ao gênero
textual: carta (C), peça teatral (TEA), memória histórica (M), anúncio (A),
inquérito do Projeto NURC (D2SP-330);
(b) o primeiro número refere-se ao século;
(c) o segundo número indica a 1a ou
2a metade do século em questão;
(d) a notação em letras indica o documento de
origem e
(e) o último campo poderá indicar uma
categoria específica de maior precisão e controle do pesquisador.
(5) Circulação dos
materiais
A Profa. Maria
Clara Paixão de Sousa (USP) sugeriu que a Comissão de Corpus pense em
estratégias de circulação tanto do corpus comum mínimo como da totalidade dos
corpora regionais, através de sua disponibilização em um portal na internet.
Dessa forma, todos os pesquisadores do PHPB terão acesso a todos os textos
disponíveis e não somente os materiais do corpus comum mínimo.
Questão
levantada: Qual o tipo de acesso ao material: regulado com senha ou livre?
(6) Tratamento
computacional dos textos
Proposta da
Profa. Maria Clara Paixão de Sousa (USP): dividir a Comissão de Corpus entre
(a) um grupo responsável pela coleta e edição filológica de manuscritos e afins
e (b) a equipe de processamento computacional dos textos, que preparará os
materiais para as edições anotadas morfossintaticamente. Esta decisão ainda não
foi implementada.
(7) Corpus comum
mínimo e tradições discursivas
Tendo em vista
a proposta de número de palavras para os três conjuntos de corpora, a Profa
Maria Clara informou que a partir da entrega da edição filológica dos
materiais, a edição anotada poderia ser executada em um prazo de 6 meses.
Questão
levantada: que prazo vamos definir para que as equipes
regionais entreguem os materiais do corpus comum mínimo de manuscritos e de
impressos editados filologicamente?
Proposta da
Profa. Tânia Lobo (UFBA): que o volume sobre Tradições Discursivas trabalhe
efetivamente sobre o que foi estabelecido pela Equipe de Corpus. Ou seja,
precisamos conhecer as tradições discursivas das cartas, dos testamentos, dos
processos-crime, etc. Os volumes não podem ser uma coletânea de textos. É
preciso preservarmos a organicidade da obra coletiva
de 21 anos da história de um projeto de pesquisa.
(8) Normas para a edição filológica.
1.
Barbosa, Afrânio G. Tratamento dos corpora de
sincronias passadas da língua portuguesa: recortes grafológicos e linguísticos.
Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro, Zenaide; N. Almeida (Orgs. 2006, Tomo II: p. 761-780), 2006.
2.
CAMBRAIA, César Nardelli. Subsídios para
a fixação das normas de transcrição de textos para estudos linguísticos. Em:
Mattos e Silva (Org. 2001, tomo II, p. 531-534), 2001. Ver Megale (2001).
3.
DUCHOWNY, Aléxia. T. De
Magia (Ms. Laud Or. 282, Bodleian Library):
Grafemática e Normas de Transcrição do Segundo Punho. Revista Todas as Letras (MACKENZIE. Online), v. 17, n. 2, p.
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Acesso em: 11 maio 2019.
4.
DUCHOWNY, Aléxia T.; COHEN, M. A. A. DE M. As aljamias hebraicas, sistemas
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Acesso em: 11maio 2019.
5.
DUCHOWNY, Aléxia T.; COELHO, S. M.; COELHO, G. H. Sistema de
abreviaturas de documentos adamantinos setecentistas. Revista Letras, v. 90, s. n., p. 233-252, 2014. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/letras/article/view/36430.
Acesso em: 11maio 2019.
6.
MEGALE, Heitor. Subsídios para a fixação
de normas de transcrição de textos para estudos linguísticos – II. Em: Mattos e
Silva (Org. 2001: tomo II, p. 535-538), 2001.
7.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Subsídios para a
fixação de normas de transcrição de textos para estudos linguísticos – III. Em:
R. V. Mattos e Silva (Org. 2001, vol. II, tomo 2, p.
540-549), 2001.
8.
TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida. Constituição de corpus
de documentação dos séculos XVII, XVIII e XIX (PHPB-SP). Em: M. E. L. Duarte; D. Callou (Orgs. 2002,
p. 39-48), 2002.
(9) Reflexões sobre a constituição de um
corpus diacrônico
1.
ALKMIM, Mônica
G.R. de. Fontes para o estudo do português setecentista e oitocentista em Minas
Gerais. Em: M.E.L. Duarte; D. Callou (Orgs. 2002: 87-92), 2002.
2.
ALTINO, Fabiane Cristina (Org. 2012). Múltiplos olhares sobre a diversidade
linguística: nos caminhos de Vanderci de Andrade Aguilera. Londrina: Midiograph, v. 2, p. 325-345, 2012.
3.
ALTINO, Fabiane Cristina; VASCONCELOS,
Celciane Alves. Projeto PHPP: balanço geral e banco de dados. Em: Tânia Lobo,
Zenaide Carneiro, Juliana Soledade, Ariadne Almeida e Silvana Ribeiro. (Org.
2012, vol. 1, p. 1766-1788), 2012.
4.
ATAÍDE, Cleber Alves de; SOARES, Thiago
Nunes. Aspectos sócio-históricos e linguísticos em cartas administrativas do
período colonial e republicano de Pernambuco. Em: Gomes,
Valéria Severina; Soares, Thiago Nunes (Orgs. 2012, p.
25-32), 2012.
5.
BARBOSA,
Afrânio Gonçalves. O português escrito no séc. XVIII: fontes reunidas na
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Em:
Castilho (Org. 1998: 229-239), 1998.
6.
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diacrônicos do PHPB-RJ na rede mundial de computadores. Em: M.E.L. Duarte;
D. Callou (Orgs. 2002: p. 29-38), 2002.
7.
BARBOSA, Afrânio G. O Contexto dos textos coloniais. Em: T. Alkmin
(Org. 2002: p. 421-431), 2002.
8.
BARBOSA, Afrânio G. Normas Cultas e Normas
Vernáculas: a encruzilhada histórico-diacrônica nos estudos sobre português
brasileiro. Em: A. T. de Castilho; M.A.T. Morais; R. T. V. Lopes; S. M. L.
Cyrino (Orgs. 2007). Descrição, história
e aquisição do português brasileiro. Homenagem a Mary A. Kato. Campinas: Pontes / Fapesp.:
p. 483-498, 2007.
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Sociolinguística Histórica e o lugar dos grupos de fatores externos: o controle
espaço-geográfico. Em: Hora; Camilo Rosa (Orgs. 2010, p.
14-21), 2010.
10. BARBOSA, Afrânio G. Corpora do Projeto
para a História do Português Brasileiro de 1997 a 2003. Em: Hora; Camilo Silva (Orgs. 2010: 377-393), 2010.
11. BARBOSA,
Afranio G. Linguística de corpus: metodologias para a História do Português
brasileiro. Comunicação ao IX Seminário Nacional do Projeto Para a História do
Português Brasileiro (PHPB). Maceió: Universidade Federal de Alagoas, outubro,
2013.
12.
BARBOSA, Afranio Barbosa. A Plataforma de corpora do PHPB:
uma apresentação ad infinitum. Em: A.
T. de Castilho (Coord. 2018: 16-67), 2018 a.
13.
BARBOSA, Afranio Gonçalves; LIMA,
Alexandre Xavier. O controle indireto de perfis sócio-históricos em corpora histórico-diacrônicos: a identificação de graus de
letramento pela grafia etimológica do séc. XIX. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2018:
168-205), 2018b.
14. BICK, Eckhard; MODOLO,
Marcelo. Letters and editorials. Em: Hora;
Rosa Silva (Orgs. 2010: 29-36), 2010.
15. BICK, Eckhard. Automatic
annotation of historical Brazilian Portugueses. Em: M.M.
Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 475-484), 2012.
16. BUCHARDT,
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três códices de Garcia de Resende: 1521, 1529 e 1545.
In: XII Colóquio nacional de estudos
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17.
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Português de São Paulo. Paleografia e agenda. Estudos Linguísticos [Anais
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18. COELHO, S. F.; COELHO,
S. M. Minas Setecentistas: breve estudo sobre a pontuação em livros de
compromisso das irmandades de Nossa Senhora do Amparo de Paracatu e de
Diamantina. CALETROSCÓPIO, v. 6, n.
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19. FACHIN, Phablo R. M.; MONTE, Vanessa M. do.
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26.
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Castilho (Org.1998: 171-196), 1988.
28.
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Reflexões sobre a constituição e análise de corpora linguísticos históricos e
sobre a identificação de perfis sociais de redatores do passado. Em: A. T. de
Castilho (Coord. 2018: 290-312), 2018.
29.
LOMBARDO, Elena. Do “Grande incêndio que
com tam raro movimento a berberia perturbou”: estudo e
edição semidiplomática de uma crônica portuguesa anônima do séc. XVI. Em: J. S.
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30.
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tensão entre tradição e inovação nos textos: reflexões para a constituição de
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português brasileiro – desde a Europa até a América, no XV Congresso
Internacional da ALFAL - Montevidéu – 18 a 21 de agosto de 2008, 2008a.
31. MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia. Reflexões e questionamentos sobre a constituição de corpora para o Projeto “Para a história
do Português Brasileiro”. Em: Duarte; Callou (Orgs. 2002: 17-28), 2007.
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33. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria. Inventários e testamentos como documentos
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Portuguesa n. 13 (1), p. 269-286, 2011.
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F. C. R.; RAMOS, J. M. A formação de um
banco de dados de fala de Teresina (PI): um estudo de caso. Fórum Linguístico, v. 14, n., p.
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35.
ROCHA, Nei; MARCOTULIO, Leonardo
Lennertz. Reflexões sobre a constituição de amostras derivadas a partir de um
corpus. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2018: 120-167), 2018.
36.
SANTIAGO, Huda da Silva; CARNEIRO,
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inábeis em corpora diacrônicos. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2018:
92-119), 2018.
37. SALLES,
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239-246), 1998.
38.
Simões, José
da Silva; Kewitz, Verena. Traços
linguístico-discursivos em corpora do Português Brasileiro. 53º Seminário do
GEL. São Carlos, UFSCar. Publicado em Estudos Linguísticos XXXV, p. 1018-1027. Disponível em www.gel.org,
2006b.
39. Simões, José da Silva; Kewitz, Verena. Tradições Discursivas e organização de corpora. Em: Vanderci Aguilera (Org.
2009, tomo 2: p. 467-530), 2009b.
40. Simões, José da Silva; Kewitz, Verena. Normas linguísticas, história social, contatos
linguísticos e tradições discursivas: transformando encruzilhadas em novos
caminhos para a constituição de corpora diacrônicos. Em Ataliba T. de Castilho
(Org. 2009: p. 699-720), 2009d.
41.
SIMÕES, José da Silva; KEWITZ, Verena.
A constituição de corpora diacrônicos do Português Brasileiro e seus
traços linguístico-discursivos. Em: Eberhard
Gärtner (Org. 2009). Brasilianisches
Portugiesisch: Geschichte, System und Variation. Frankfurt:
Valentia Verlag, 2009.
42.
SIMÕES, José da Silva. Seleção de gêneros textuais segundo aportes teóricos das tradições
discursivas e da linguística de corpus: critérios para a constituição de
corpora históricos do português brasileiro”. Anais do VI SIGET
– VI Simpósio Internacional de Estudos dos Gêneros Textuais VI International
Symposium on Genre Studies. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do
Norte Campus Universitário, Lagoa Nova, 2011.
43.
SIMÕES, José da Silva. A importância da
história dos gêneros para a constituição de corpora diacrônicos. Em: Marco
Antonio Martins; Maria Alice Tavares. (Orgs. 2012). História do Português
Brasileiro no Rio Grande do Norte: Análise
linguística e textual da correspondência de Luís da Câmara Cascudo a Mario de
Andrade - 1924-1944. Natal/RN: Editora da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, p. 55-94, 2012.
44. SIMÕES, José da Silva. Análise contrastiva
dos gêneros textuais da epistolografia militar portuguesa hispânica. Kolloquium der
Stipendiaten des Iberoamerika-Zentrums. Heidelberg: Institut für Dolmetschen und Übersetzen, Universidade de
Heidelberg, Alemanha, 2013a.
45. SIMÕES, José da
Silva. Neuere Erkenntnisse der Geschichte des brasilianischen
Portugiesischen am Bespiel von einigen sprachspezifischen Phänomenen des PB. Kolloquium der Doktoranden. Heidelberg:
Romanisches Seminar, Universidade de Heidelberg, 2013c.
46.
SIMÕES, José da Silva. Para a organização de corpora históricos do
português paulista: a seleção de gêneros textuais e suas tradições discursivas.
Comunicação apresentada na IX Semana de
Filologia na USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2014.
47. SIMÕES, José da Silva; CASTILHO DA COSTA,
Alessandra. Formação de Corpora da Língua Portuguesa em São Paulo: a
experiência do Projeto Caipira. III. Internationales Kolloquium zu historischen Corpora
der Iberoromanischen Sprachen. Zurique:
Universidade de Zurique, 2014.
48.
SIMÕES, José da Silva. O corpus do
Projeto Para a História do Português Brasileiro: a constituição de corpora históricos
baseada em critérios de tradições discursivas. Comunicação apresentada no
Simpósio Corpus linguísticos e gramática histórica:
Gallaecia – III Congresso Internacional de Linguística Histórica, Universidade
de Santiago de Compostela, 2015b.
6.2 Substituição da
Comissão Central de Corpus por Comissões Regionais de Corpus
O PHPB dispôs por um tempo de uma Comissão de
Corpus, coordenada inicialmente por Afrânio Gonçalves (UFRJ), agregando-se
posteriormente José da Silva Simões e Verena Kewitz (USP).
Em carta-circular 2 de
abril de 2016, enviada aos coordenadores regionais do PHPB e aos coordenadores da série História
do Português Brasileiro, foi proposta a extinção da Comissão de Corpus e a descentralização de suas
atividades.
Justifica-se a proposta lembrando que a esta
altura as equipes regionais tinham recebido treinamento para essa atividade,
estavam disponibilizando em páginas próprias os resultados assim obtidos,
adaptando as Normas a características encontradas nos documentos locais. Tudo isso
indicava um notável amadurecimento das equipes. A proposta foi aprovada.
O volume 2 da série
História do Português Brasileiro foi dedicado ao problema do corpus diacrônico:
Ataliba T. de Castilho (Coord. 2019). No respectivo apêndice, p. 352-361, mencionam-se
as decisões tomadas sobre a recolha de corpus, tanto
quanto os corpora regionais do PHPB apurados até 2016.
6.3. Corpus publicados até 2018
1.
AGUILERA, Vanderci de Andrade
et alii. Manuscritos do
Paraná (1721-1827). Projeto Nacional PHPB - Equipe do Paraná, cd rom, s/d.
2.
AGUILERA,
Vanderci de Andrade; BARONAS, Joyce Elaine de Almeida (Orgs. 2007). Scripturae nas Villas de São Luiz de
Goaratuba e Antonina. Manuscritos setecentistas e oitocentistas. Londrina: Universidade Estadual de Londrina
/ Fundação Araucária, 2007.
3.
AGUILERA, Vanderci de Andrade;
VASCONCELOS, Celciane (Orgs. 2007). Scripturae
na villa de Pernagoa: manuscritos setecentistas.
Londrina: Editora da Universidade Estadual de Londrina, 2007.
4.
Albuquerque, Cássio de; Ferreira, Rafael Rodrigo; Kewitz, Verena (2015). Edição
da Correspondência de Fernando Prestes de Albuquerque e Júlio Prestes de
Albuquerque a Washington Luís (1ª metade do século XX). São
Paulo: FFLCH/USP. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
5.
Albuquerque,
Cássio de; Ferreira, Rafael
Rodrigo; Kewitz, Verena (2014). Edição de Cartas de Paulo de Moraes Barros a
Washington Luís (1910-1923). São Paulo: FFLCH/USP. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
6.
ALDRIGUE, Ana Cristina de Sousa; NICOLAU, Roseane Batista Feitosa (Orgs. 2009). Quem o pretender comprar dirija-se a...: coletânea de anúncios paraibanos do século XIX. João Pessoa: Ideia Editora
/ Edições ProLING, 2009.
7.
ALMEIDA, C. L. Estudo filológico de manuscritos de Luiz de Albuquerque de Mello
Pereira e Cáceres. PPGEL-Universidade Federal do Mato
Grosso (Dissertação de Mestrado), 2012).
8.
ANDRADE, E. A.; ALMEIDA, C. L.; CARVALHO,
A. F. Um posicionamento feminino na
sociedade mato-grossense do século XVIII: estudo filológico. Revista ABRALIN, v. 16 (3), p. 291-307,
2017.
9.
ANDRADE, E. A.; ALMEIDA, C. L.
Carta-resposta ao governador Capitão-general Luiz de Albuquerque de Mello
Pereira e Cáceres: Estudo filológico. Filologia
e Linguística Portuguesa, v. 14 (1), p. 99-120, 2012.
10. ANDRADE, Elias Alves de; SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel
Mourivaldo; BARONAS, Roberto Leiser (Orgs. 2012). Plano de Guerra da Capitania de Mato Grosso. Janeiro de 1800.
Cuiabá: Editora da Universidade Federal de Mato Grosso, 2012.
11. Araújo, Leandro Santos de; Kewitz, Verena (2015). Edição de cartas de um comerciante do Vale do Ribeira (1940-1978).
São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/USP. (digitado),
2015.
12.
ARAÚJO, E. D.; PHILIPPSEN, N. I. (Orgs.). Linguajar de tchapa e cruz. 1. ed. Pará de Minas: Virtual Books, v. 1. 85p, 2018.
13.
AZEVEDO, Antonio Tadeu; PHILIPPSEN, N. I. Projeto atlas linguístico do norte do Estado de Mato
Grosso: reflexões semântico-lexicais. Acta
Semiótica et Linguística, v. 19, p. 158-173, 2014.
14. AUTOS DA
DEVASSA DA CONSPIRAÇÃO DOS ALFAIATES. Arquivo Público do Estado da Bahia, 2 volumes,
1998.
15.
BARBOSA, Afrânio; LOPES, Célia; CALLOU,
Dinah (Orgs. 2000). Corpora. Cd-rom publicado
pelo CNPq/Faperj, 2000.
16. Barbosa, Afrânio G.; Lopes, Célia Regina dos Santos. (Orgs. 2002). Edição de cartas de leitores e de redatores
em jornais brasileiros do século XIX. Rio de Janeiro: Universidade Federal
do Rio de Janeiro, edição digital, CD-ROM, 2002.
17. Barbosa, Afrânio G. Novos
corpora para estudos diafásicos: cartas
pessoais e cartas publicadas em jornais do séc. XIX. Trabalho apresentado no I
Encontro Internacional do Projeto Processos Urbanos, 17-20 de março de 2008 a,
disponibilizado em www.letras.ufrj.br/posverna/ppu/index.html,
2008. Publicação em Veröffentlichungsreihe des Studienbereiches Neue Romania
des Instituts für Romanische Philologie. BerlEm: Freie
Universitaet Berlin, v. 39, p. 197-218, 2009.
18.
BARBOSA, Afrânio G.; LOPES, Célia Regina dos Santos (Orgs. 2006). Críticas, queixumes
e bajulações na imprensa brasileira do século XIX. Rio
de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro / Faperj, 2006.
19. BARBOSA,
Afrânio Gonçalves. Fontes
escritas e história da língua portuguesa no Brasil: as cartas de comércio no
século XVIII. Em: Ivana Stolze Lima; Laura do Carmo (Orgs. 2008b). História social da língua nacional. Rio
de Janeiro: Edições Casa de Rui Barbosa, p. 181-211. Disponível em http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/a-/FCRB_Historia_social_da_lingua_nacional.pdf.
Acesso em 04 maio 2015.
20. BARONAS,
Joyce E. de Almeida; TONIOLO, Ênio José; ALTINO,
Fabiane C.; VASCONCELOS, Celciane; SILVA, Elvira Barbosa da. Documentos
paranaenses do século XVIII: primeiras notícias. Aguilera (Org. 2009, tomo 2:
679-688), 2009.
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BARONAS, Joyce E. de
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encontro. Signum: estudos da linguagem 13
(2): 131-145, dez. 2010.
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Zenaide de Oliveira; ALMEIDA, Norma L. Fernandes de. Documentos dos séculos
XVIII-XX para a constituição de um banco de dados do português. Em: Castilho
(Org.1998: 197-210), 1998.
23.
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ALMEIDA, Norma Lúcia Fernandes de. Arquivos públicos municipais do interior da
Bahia: fontes para a história do português brasileiro. In R.V. Mattos e Silva
(Orgs. 2001), vol. II, tomo 2, p. 505-530, 2001.
24.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais;
ALMEIDA, Norma Lúcia Fernandes de. Notícias sobre o banco de textos de Feira de
Santana e Cachoeira. Em: Alkmim (Org. 2002) 456-489, 2002.
25.
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ALMEIDA, Norma Lúcia Fernandes de. Informes sobre corpus em fase de
conclusão: Cartas de homens “ilustres” do século XIX (PHPB-Bahia). Em:
M.E.L.Duarte; D. Callou (Orgs. 2002), p. 61-76, 2002.
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Estadual de Campinas, 4 volumes, 2005.
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de fontes para o estudo do português. Feira de Santana: Editora da Universidade
Estadual de Feira de Santana, vol. II (1902-1993), 2011.
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do português. Feira de Santana: Editora da Universidade Estadual de Feira de
Santana, vol. III (1906-2000), 2011.
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Zenaide de Oliveira Novais (Org. 2011). Cartas
para Cícero Dantas Martins, Barão de Jeremoabo (1880-1903): edição
fac-similada. Em: Volume 1 de Cartas brasileiras
(1809-2000): coletânea de fontes para o estudo do português. Feira de Santana:
Editora da Universidade Estadual de Feira de Santana, v. 1, CD-ROM 3, 2011.
31. CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais; LISBOA,
Marta Carvalho Ferreira; CRUZ, Mônica Araújo; CERQUEIRA, Denise Branco; LEITE,
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acervo Dantas Jr. (1902-1962): edição fac-similada. Em: volume 2 de Cartas brasileiras (1809-2000): coletânea de fontes
para o estudo do português. Feira de Santana: Editora da Universidade Estadual
de Feira de Santana, CD-ROM 1, Vol. 2, 2011.
32. CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais;
OLIVEIRA, Mariana Fagundes de; ALMEIDA, N. L. F. (Orgs. 2011). Cartas brasileiras (1809-2000): coletânea
de fontes para o estudo do português, Vol. 2 (1902-1993). Feira de Santana: Editora Universidade Estadual de Feira de
Santana, 2011.
33. CARNEIRO,
Zenaide de Oliveira Novais; SANTOS, Maria Rosane Passos dos; BATISTA, Priscila
Starline Estrela Tuy; MASCARENHAS, Anderléia de Jesus (Orgs. 2011). Cartas baianas (1911-1958): o acervo do João
da Costa Pinto Victorio. In. Volume 2 de Cartas
brasileiras (1809-2000): coletânea de fontes para o estudo do português. Feira
de Santana: Editora da Universidade Estadual de Feira de Santana, CD-ROM 2, Vol. 2, 2011.
34.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais;
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em Feira de Santana. Das cartas de leitores e redatores e dos anúncios em O
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38. CHAVES,
E. Cartas do século XVIII. Edição
semidiplomática e fac-similar. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas
Gerais, 2006a.
39. CHAVES,
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semidiplomática e fac-similar. Belo
Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, disponível em CD, 2006b.
40. CHAVES,
E. Cartas do século XX. Edição
semidiplomática e fac-similar. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas
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41. CUNHA,
Cláudio de Assis. Edição Semidiplomática
de Manuscritos de Antonina: Traçando Caminhos da Filologia. Dissertação
(Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem) - Universidade
Estadual de Londrina. Orientadora: Vanderci de Andrade Aguilera, 2008.
42.
CYRINO, Sônia Maria Lazzarini;
BARRICHELLO, Jerusa; FIGUEIREDO DE PAULA, Flávia. Formação de um banco de
documentos paranaenses: primeiros resultados. In M. E. L. Duarte; D. Callou
(Orgs. 2002: p. 77-86), 2002.
43. DUCHOWNY, A. T.;
COELHO, S. M. Edição semidiplomática e fac-similar de documentos adamantinos
setecentistas. Belo Horizonte: Laboratório de edição da Faculdade de Letras da
Universidade Federal de Minas Gerais, v. 2, 2013.
44. Ferreira, Andrea Hitos; Morais,
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Portuguesa / Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. Disponível
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45. GOMES, Valéria Severina. Soares,
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de Pernambuco; site: www.manuscritoseimpressospe.com.br, s/d.
46.
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Permínio de Souza. Aventura no reino das traças: contribuindo para uma história
linguística da Bahia. Em: R. V. Mattos e Silva (Org. 2001: tomo 2, p. 483-504), 2001.
47. GUEDES,
Marymarcia; BERLINCK, Rosane Andrade. Fontes para a história da língua
portuguesa no “Velho Oeste Paulista”. Em: Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 2,
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História da Língua. Texto apresentado no Seminário "Paleografia: a arte de
decifrar". Arquivo Público do Estado de São Paulo, 28 a 29 de agosto de
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51.
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52. KEWITZ,
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do XX). São Paulo: Universidade de São Paulo. Em preparação, 2016b.
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Falada em São Paulo: amostras da variedade culta do séc. XXI. São Paulo: Universidade de São Paulo,
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58. LOBO, Tânia C. F. (Org. 2001). Cartas
Baianas Setecentistas. Textos sob os cuidados de Permínio Souza Ferreira
(Coord.), Klebson Oliveira e Oliveira, Uilton Santos Gonçalves. São Paulo:
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Silva. Edição do Testamento de Henrique
da Cunha Gago – Itu, 1703. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São
Paulo, 2015. Disponível em http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/textual/juizo_residuos/BR_SP_APESP_JR_C0242a_D015.pdf.
Acesso em 25.10.2015, 2015.
61.
LOPES-DAMÁSIO, Lucia;
JUBRAN, Clélia et al. (Orgs. 2010).
Edição semidiplomática de editoriais dos jornais A Província e O Estado de São
Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus, 2015.
62. LOPES,
Célia Regina dos S.; BARBOSA, A. G.; CALLOU, D. M. I. Cartas em jornais
oitocentistas do Rio de Janeiro. Em: Célia Regina dos Santos Lopes; Afrânio
Gonçalves Barbosa (Orgs. 2006: p. 185-224), 2006.
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A. Por minha letra e sinal. Documentos
do ouro do século XVII. São Paulo:
Ateliê Editorial/ Fapesp, 2006.
64.
MEGALE, Heitor; TOLEDO NETO, Sílvio de
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mato dentro. Documentos do ouro do século XVIII. São Paulo: Espaço Editorial/ Fapesp,
2009.
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Manuscritos culinários de 1900 a 1950: memória urbana de mulheres pessoenses.
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e o corpo: performance do poeta de cordel. Revista do
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Recife escrita pelos sujeitos autores das cartas de leitor: uma cidade, muitas
histórias. Em: Gomes, Valéria Severina; Soares, Thiago Nunes (Orgs. 2012). Identidade
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Cleto (1781). São
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semidiplomática do “Diario de viagem, que de Villa Bella deMatto-Grosso
fis para a Cidade deSaõPaulo pelas ordinarias derrotas de terra, eRios que
delle constar no anno de 1788 (BNL PBA 642), www.phpp.fflch.usp.br/corpus,
2013a.
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MORAIS, Priscilla U. Edição
semidiplomática da Dissertaçaõ sobre as Capitanias de Santo Amaro e Saõ Vicente,
de Frei Gaspar da Madre de Deus (1780a), ANTT – Códice 9,
Avulsos, 3, www.phpp.fflch.usp.br/corpus,
2013b.
100.Simões, José da Silva; MANOEL, Patricia;
MORAIS, Priscilla U. Edição
semidiplomática da Fundação da Capitania de S. Amaro no tempo do Governo de
Pedro Lopes de Souza, contendas que houverão sobre os seus limites, ecomo
passou para a Coroa, de Marcelino Pereira Cleto (1788), ANTT PB, Cód 13, www.phpp.fflch.usp.br/corpus,
2013c.
101.Simões, José da Silva; MANOEL, Patricia;
MORAIS, Priscilla U. Edição
semidiplomática da Dizertação a respeito da Capitania de São Paulo e sua
decadência, de Marcelino Pereira Cleto (178?) BNL – PBA 686 Cód 12, www.phpp.fflch.usp.br/corpus, 2013d.
102.Simões, José da Silva; OLIVEIRA, Tábata;
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Nacional de Lisboa, Coleção Pombalina, BNL-PBA 710, fl. 191-192. São
Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
Acesso em 25.10.2015, 2015c
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do juiz de fora de Santos, Representaçaõ daCamara
daVila deSantos a SuaMagestade (1783)
de Marcelino Pereira Cleto e outros (Arquivo Nacional da Torre do Tombo,
Lisboa – ANTT Papéis do Brasil, apêndice do Códice 12). São Paulo: Universidade
de São Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
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105.SIMÕES, José da Silva (Org. 2015c). Carta familiar de Francisco Antonio de
Santana Galvão. Dá notícias de diversas pessoas de Cuyabá, Paraty, etc., datada
de São Paulo a 18 de novembro de 1797 (Biblioteca Nacional de Lisboa,
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Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
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106.SIMÕES, José da Silva (Org. 2015d).
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Deus a Bernardo José de Lorena, sobre a administração da capitania de S. Paulo,
estado do porto de Santos datada do Mosteiro de São Bento de Santos, 6 de março de 1792 (Biblioteca Nacional de Lisboa, Coleção
Pombalina, BNL-PBA 643, fl. 330 a 347). São Paulo: Universidade de São Paulo.
Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
Acesso em 25.10.2015, 2015f.
107.SIMÕES,
José da Silva (Org. 2015e). Carta que escreveu Manoel Luiz Ferraz ao Conde
de Assumar D. Pedro d’Almeida, no anno de 1737, em que dá notícia, entre
outras, de se haver descoberto caminho da nova colonia para a capitania de S.
Paulo, sendo a viagem de mais de um
ano, fl. 148 a 150, São Paulo (Biblioteca Nacional de Lisboa – Coleção
Pombalina – BNL-PBA 672). São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
Acesso em 25.10.2015, 2015g.
108.SIMÕES,
José da Silva (Org. 2015f) Edital de Villa Bella desoprimeiro descobrimento
deste Certaõ doMatto GroSso, noanno de1734 – cópia
registrada como “Annaes de Villa Bella, desde o descobrimento d’este sertão
de Matto Grosso no anno de 1734 até
1754”, datado de 31 de dezembro de 1754. (fl. 29 a 59), Villa Bella da Santissima Trindade, Matto Grosso, de
Francisco Caetano Borgez, escrivão
da camara em nome de Theotonio da Sylva Gusmão, Juiz de Fora das Minas (1754).
(Biblioteca Nacional de Lisboa – BNL BNL-PBA 629). São Paulo: Universidade de
São Paulo. Disponível em www.phpp.fflch.usp.br/corpus.
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Testamentos para o Projeto de História do Português Paulista. Série
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110.SOARES, Thiago Nunes; GOMES,
Valéria Severina. Identidade e memória em manuscritos e impressos
pernambucanos: língua, história e cultura através dos textos. Recife: Ed.
dos autores, 2012.
111.TRAVASSOS,
Tarcísia; FERREIRA, Priscilla Elizabeth Silva Costa. Cartas particulares:
história das pessoas, da sociedade e da linguagem. Em: Gomes, Valéria Severina;
Soares, Thiago Nunes (Orgs. 2012). Identidade e Memória em Manuscritos e
Impressos pernambucanos: língua, história e cultura através de
textos. Ed. CEPE, v. 1. p. 25-32, 2012.
112.VASCONCELOS, C. A. Edição de Manuscritos Setecentistas de
Paranaguá: percorrendo as trilhas da Filologia. Em: Fabiane Cristina Altino.
(Org.). Múltiplos olhares sobre a diversidade linguística: nos caminhos de
Vanderci de Andrade Aguilera. 1 ed. Londrina:
Midiograf, 2012, v. 1, p. 94-115, 2012.
113.VASCONCELOS, C. A.; SANTIAGO-ALMEIDA, M. M. Contribuição
da Filologia e da Crítica Textual para o estudo de documentos manuscritos de
Paranaguá. Signum - Estudos da
Linguagem, v. 15, p. 335-356, 2012.
114.VITRAL, L.T. Cartas
ao Papai Noel. Edição semidiplomática e fac-similar de 926 cartas do
século XXI. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2014.
7. História social e
mudança linguística
7.1. Programas
de pesquisa em história social
1. BARBOSA,
Afrânio G. Demografia histórica e História da língua portuguesa no
Brasil-colônia: reflexões sobre o fim dos setecentos. Revista LINGÜÍSTICA (ALFAL), vol. 17: 2005,
75-94, 2005.
2. CASTILHO,
Ataliba T. de. Para um programa de pesquisas sobre a história social do
português de São Paulo. Em: R.V.
Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 2, 337-370), 2001.
3. CASTRO,
Ivo. Vésperas brasilianas. Em: SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo;
LIMA-HERNANDES, Maria Célia (Orgs. 2012: 45-72), 2012.
4. LOBO, Tânia C.; OLIVEIRA, Klebson. A
história social linguística do Brasil no âmbito do “Projeto para a História do
Português Brasileiro”. Em: D. da Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010: 329-376), 2010.
5. MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia. Ideias para a história do português brasileiro:
fragmentos para uma composição posterior.
In A. Castilho (Org.1998: 21-52), 1998.
6. MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia. Para a história do português culto e popular
brasileiro: sugestões para uma pauta de pesquisa. Em: T. Alkmim (Org. 2002:
443-464), 2002.
7. MELLO,
Heliana Ribeiro de. Português padrão, português não padrão e a hipótese do contato
linguístico. Em: T. Alkmim (Org. 2002: 341-358), 2002.
8. MORAES DE CASTILHO,
Célia Maria (1998 / 2001). Seria quatrocentista a base do Português Brasileiro?
Em: Mattos e Silva (Org.,
2001, tomo 1: 57-90).
9. OLIVEIRA,
Marilza; PEREIRA, Helsius Batista. PB no séc. XIX: uma brasiláfrica
linguística? Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 595-608), 2006.
10.
RAMOS, Jânia – História social do português brasileiro: perspectivas. Em: A. Castilho (Org.1998: 153-170),
1998.
11.
RAMOS, Jânia. A construção de um dialeto: a proposta de um estudo
sociolinguístico de Belo Horizonte. In Norma Lopes; Jania Ramos; Josane Moreira
de Oliveira (Orgs. 2014) Diferentes
Olhares sobre o português brasileiro. Feira de Santana: Universidade
Estadual de Feira de Santana Editora, p. 119-137, 2014.
12.
THUN, Harald. A Geolinguística pluridimensional, a História social e a História
das Línguas. Em: V. Aguilera (Org. 2009, tomo 2: 531-558), 2009.
13.
MOURA, Maria Denilda; SIBALDO, Marcelo Amorim – Apresentação. Em: D. Moura; M.
A. Sibaldo (Orgs. 2013: 7-16) [= comparação entre o português e línguas
crioulas de base lexical portuguesa], 2013.
7.2. Textos sobre História social
1.
ALKMIM, Tânia Maria. A variedade
linguística de negros e escravos: um tópico da história do português no Brasil. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001,
tomo 2, 317-336), 2001.
2.
ALKMIM, Tânia Maria. Estereótipos
linguísticos: negros em charges do séc. XIX· Em: T. Alkmim (Org. 2002:
383-402), 2002.
3.
ALKMIM, Tânia Maria. Os escravos e a
língua: em busca de bases históricas para uma reflexão. Em: J. Ramos; M.A.
Alkmim (Orgs. 2007: 465-484), 2007.
4.
ALKMIM, Tânia Maria. Fala de escravos
brasileiros e portugueses: um esboço de comparação. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z.
Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 585-594),
2006.
5.
ARGOLLO, Wagner. As línguas gerais. Em:
D. Callou; T. Lobo (Coords., vol. 9 da História do Português Brasileiro, no
prelo).
6.
BACELLAR, Carlos de Almeida. O processo de
povoamento do território paulista nos séculos XVI a XX. Em: A. Castilho (Org.
2009: 137-150), 2009.
7.
BATISTA, Adriana Santos; FERNANDES,
Sueli Sapienza. Considerações sobre o trabalho de campo: experiência em
Pirapora do Bom Jesus. Em: Santiago Almeida, Manoel Mourivaldo; Lima-Hernandes,
Maria Célia (Orgs. 2012: 103-110), 2012.
8.
BRITO,
Belkis W. B. Resistência feminina no século XX: o ensino na capital paulista.
Em: A. Castilho (Org. 2009: 159-164), 2009.
9.
CALLOU, Dinah. Da história social à
história linguística: o Rio de Janeiro no séc. XIX. Em: T. Alkmim (Org. 2002:
281-292), 2002 a.
10. CALLOU,
Dinah; AVELAR, Juanito. Subsídios para uma história do falar carioca:
mobilidade social no Rio de Janeiro do séc. XIX. Em: M.E. L. Duarte; D. Callou
(Orgs. 2002: 95-112), 2002b.
11. CALLOU,
Dinah; SERRA, Carolina. Aspectos da história demográfica e social do Rio de
Janeiro. Em: J. Ramos; M.A. Alkmim (Orgs. 2007: 443-464), 2007.
12. CALLOU,
Dinah; BARBOSA, Afranio; AVELAR, Juanito; SERRA, Carolina. Aspectos da história
demográfica e social do Rio de Janeiro: escolarização, norma e nacionalidade.
Em: D. Callou; T. Lobo (Coords., vol.
9 da História do Português Brasileiro,
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13. CALLOU,
Dinah M. I.; BARBOSA, Afrânio G.; CARMO, Laura do
(Orgs. 2011). A norma brasileira em construção: Cartas a Rui Barbosa (1866 a 1899). Rio
de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2011.
14.
COELHO, Maria do Socorro Vieira.
Descrição e análise de um dialeto do português do Brasil: a fala do povo
gurutubano. Agalia - Revista de Estudos na Cultura. antiago de Compostela, n. 105, 2012, p.
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15. COSTA,
Iraci del Nero da. A demografia histórica e a
mobilidade socioeconômica e geográfica no Brasil. Em: D. Callou; T. Lobo
(Coords., vol. 9 da História do Português
Brasileiro, no prelo).
16. CALLOU,
Dinah; SERRA, Carolina. Norma e escolarização no Rio de Janeiro: a nova
realidade social como reflexo de antigos problemas. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z.
Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 675-688),
2006.
17. CALLOU,
Dinah; BARBOSA, Afrânio. Normatização e ensino em final dos oitocentos. Em V.
Aguilera (Org. 2009, tomo 2: 631-654), 2009.
18. CARNEIRO,
Zenaide de Oliveira. N.; ALMEIDA, Norma Lúcia F. Elementos para uma sócio-história do semiárido baiano. Em: J. Ramos; M.A.
Alkmim (Orgs. 2007: 423-442), 2007.
19. CARNEIRO,
Zenaide de Oliveira; ALMEIDA, Norma Lúcia F. A criação de escolas a partir de
critérios demográficos na Bahia do séc. XIX: uma viagem ao interior. Em: T.
Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo
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20. CASTRO,
Vandersi Sant’Ana. Revisitando Amadeu Amaral. Em: A.
Castilho (Org. 2009: 595-602), 2009.
21. FONSECA,
Maria Cristina de A. P. A Paraíba dos sécs. XVIII e XIX: elementos para uma história
social. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 631-648), 2006.
22. FRANÇA,
Ângela. Dois momentos no problema da pronúncia padrão
brasileira (1937-1956). Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida
(Orgs. 2006, tomo 2: 689-712), 2006.
23. FREIRE,
Bessa. História social das línguas indígenas. Em: D. Callou; T. Lobo (Coords., vol. 9 da História
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estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari. Estudos Linguísticos (São Paulo), v. 38,
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Rosicleide Rodrigues. Indícios de um dialeto em Capivari. Em: M.M.
Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 459-474), 2012.
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Paulo no século XVIII. Em: R.V.
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27. LIMA-HERNANDES,
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28. LIMA-HERNANDES,
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da história social feminina na primeira metade do séc. XX. Em: M.A.C.R. Torres
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32. LOPES, Célia; MACHADO, Ana Carolina;
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XVI-XVII: a presença dos judeus na colonização de São Paulo. Em: Jânia Ramos e
Marilza de Oliveira (Coords., no prelo) – História social do Português Brasileiro: da
história linguística para a história social. Vol. 10 da História do
Português Brasileiro.
41. MORENO,
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Em: D. Callou; T. Lobo (Coords., vol. 9 da História do Português Brasileiro, no
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Gilvan Muller de. Matrizes da língua portuguesa no Brasil meridional: 1680-1830. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001,
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Gilvan Muller de. História social das línguas de imigração. Em: D. Callou; T.
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social dos anúncios de emprego de São Paulo do século XIX. Em: S. R. Longhin;
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século XIX. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 285-344), 2009.
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Márcia Santos D. de. O impacto da cultura negra na
constituição do novo mundo: a contribuição dos povos-línguas do grupo Ibom
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Marilza; KEWITZ, Verena. A representação do caipira na imprensa paulista do
século XIX. Em: M.E.L. Duarte; D. Callou (Orgs. 2002: 125-154). Republicado em
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48. OLIVEIRA,
Marilza; SOUSA, Adriana; PEREIRA, Helcius B.; SANTOS, Hosana dos; SIMÕES, José;
RIBEIRO, Priscila B. Perfil das escolas: fins do séc. XIX e início do XX. Em:
V. Aguilera (Org. 2009, tomo 2: 601-654), 2009
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Marilza. Para a história social da língua portuguesa em São Paulo: séculos
XVI-XVIII. Em: A. Castilho (Org. 2009: 173-184), 2009.
50. PAGOTTO,
Emílio; CALLOU, Dinah. O ensino escolarizado e a constituição da norma no
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prelo).
51. PESSOA,
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variedade urbana e semioralidade na primeira metade do século XIX. O caso
do Recife, Brasil. Tübingen.
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52. PETTER,
Margarida T. História social das línguas africanas. Em: D. Callou; T. Lobo
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53. RAMOS,
Jânia M.; VENÂNCIO, Renato P. Para uma cronologia do português escrito no
Brasil. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 575-584), 2006.
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Ilza. Quais as face do português culto brasileiro? Em:
T. Alkmim (Org. 2002: 359-402), 2002.
55. RODRIGUES,
Ângela Cecília de S. Fotografia sociolinguística do Português do Brasil: o
português popular em São Paulo. Em: A. Castilho (Org. 2009: 151-138), 2009.
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Ângela Cecília de S. Exclusão social e história do português popular
brasileiro. Em: Santiago Almeida, Manoel Mourivaldo; Lima-Hernandes, Maria
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Manoel M; PAULA, Maria Helena de; FALCÃO, Cláudia; GABRIEL, Rachel O.; BRAGA, Ruth de Cássia A.; FERREIRA, Helder. Aspectos
linguístico-culturais na rota caipira. Em: A. Castilho (Org. 2009: 165-172),
2009.
58. TEIXEIRA-E-SILVA,
Roberval; LIMA-HERNANDES, Maria Célia; SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo.
Redes sociais e atitudes linguísticas: o caipirês no meio acadêmico. Em: M.M.
Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 485-497), 2012.
59.
VASCONCELOS,
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Estudo Sócio-Histórico da Vila de Paranaguá. Revista Acta, v. I, p. 1-13, 2011.
60. VENÂNCIO,
Renato Pinto. Migração e alfabetização em Mariana colonial. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 2, 391-400), 2001.
61. VENÂNCIO,
Renato Pinto. Para uma história social do português no Brasil. Em: J. Ramos;
M.A. Alkmim (Orgs. 2007: 359-372), 2007.
62. VITRAL,
Lorenzo. Língua geral versus língua portuguesa: a influência do “processo
civilizatório”. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 2, 303-317), 2001.
8. Mudança gramatical
8.1. Mudança fonológica
8.1.1. Teorias sobre mudança fonológica
1.
HORA, Dermeval
da; BATTISTI, Elisa. Introdução: indícios de mudança fônica em documentos
escritos; desafios e perspectivas de análise. Em: D.
da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto (Coords., 2019: 13-33), 2019.
2.
BRANDÃO,
Sílvia Figueiredo; CALLOU, Dinah. Pressupostos básicos para uma caracterização
fonológica do Português Brasileiro. D. da Hora; E.
Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto (Coords.,
2019: 34-59), 2019.
8.1.2. Textos sobre mudança fonológica
1.
ABAURRE, Maria Bernadete Marques.
Monotongações e ditongações. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto
(Coords., 2019: 79-107), 2019.
2.
AGUILERA, Vanderci de Andrade.
Abaixamento das vogais médias pretônicas em documentos paranaenses dos séculos
XVIII e XIX: um estudo diacrônico e diatópico. Strutture e dinamismi della
variazione e del cambiamento linguístico. Atti del convegno
DIA III. Napoli: Università degli Studi di Napoli Federico II- Itália,
2018.
3.
ARAÚJO,
Gabriel Antunes de; SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo; ZAMBOTTO-LIMA,
Criseida Rowena. O vigor do rotacismo na Baixada
Cuiabana. Em:
M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 293-308), 2009.
4.
ARONNE,
Alessandra. Características fonéticas do falar de fronteira – MG e de São José
do Rio Preto – SP. Em: M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O.
Andrade (Orgs. 2009: 487-485), 2009.
5.
BATISTA,
Elisa. A prosodificação de clíticos no Português Brasileiro em documentos dos
séculos XVIII e XIX. Em: D. da Hora; C. Rosa e Silva
(Orgs. 2010: 74-80), 2010.
6.
BATTISTI,
Elisa. Hipossegmentação de sequências com clíticos. Em: D.
da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto (Coords., 2019: 180-197), 2019.
7.
BENÇAL, Dayme Rosane. O
alçamento de médias altas e o abaixamento de altas na pauta pretônica nos
manuscritos castrenses do século XIX. Dissertação (Mestrado em Programa de
Pós-Graduação em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Londrina.
Orientadora: Fabiane Cristina Altino, 2014.
8.
BENÇAL, Dayme Rosane. Registros escritos
paranaenses dos séculos XVIII e XIX: um estudo sobre os alçamentos das médias
pretônicas /e/. Tese (Doutorado, Programa de
Pós-Graduação em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Londrina.
Orientadora: Fabiane Cristina Altino, 2018.
9.
BISOL, Leda.
Harmonização vocálica como indício de uma mudança histórica. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto
(Coords., 2019: 258-277), 2019.
10.
COELHO, Maria
do Socorro Vieira. Aspectos fonológicos das vogais orais do português
falado em comunidades quilombolas do Norte de Minas e Vale do
Jequitinhonha. Revista Caletroscópio. Ouro
Preto: UFOP, v. 6, Série Especial, 2018, p. 150-170. http://www.caletroscopio.ufop.br/index.php/caletroscopio/article/view/418.
11. GARCIA, R. R. Os metaplasmos de Amaral: demonstração de variações
caipira ou brasileira? Em Anais de Resumos do II Congresso Internacional de
Linguística Histórica. São Paulo: Humanitas, v. 1, p. 786-790, 2012.
12. GARCIA, R. R. A entoação do dialeto caipira no Médio Tietê: reconhecimento,
características e formação. São
Paulo: Universidade de São Paulo, tese de doutoramento, 2015.
13. GARCIA, R. R. Evidências de finalizações plagais no dialeto
caipira na região do Médio Tietê. Estudos
Linguísticos (São Paulo), v. 1, p. 10-23, 2015.
14. GARCIA, R. R. A escolarização como fator
fundamental na formação da prosódia caipira paulista na região do Médio Tietê.
Em: Anais do I Simpósio Internacional
sobre linguagem e cognição. São Paulo: FFLCH/USP, v. 1, p. 207-216, 2015.
15. GARCIA, R. R. A aquisição da escrita e a
escrita histórica: da compreensão fonética-ortográfica do séc. XIX aos nossos
dias. Revista da ABRALIN, v. 16, p.
201-223, 2017.
16. GARCIA, R. R. O papel das professoras alfabetizadoras no
desenvolvimento da entoação. Estudos
Linguísticos (São Paulo), v. 47, p. 33-43, 2018.
17. GARCIA, R. R. Estudo
comparativo do tom médio e final entre o dialeto caipira do Médio Tietê e do
norte de Portugal. Em J. S. Simões (Org. 2019: 253-279).
18.
GHOLMIE, M. R.
S..
O suarabácti no Brasil dos séculos XVII, XVIII e XIX - uma reflexão a partir
dos corpora do LHISPB. Revista da ABRALIN,
v. 16, p. 485-502, 2017.
19. HORA, Dermeval da; TELLES, Stella. As vogais: estudo
diacrônico. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs.
2006, tomo 1: 459-468), 2006.
20. HORA, Dermeval da; TELLES, Stella. Metátese
perceptual em manuscritos dos séculos XVIII e XIX. Em: V. Aguilera (Org. 2009,
tomo 1: 345-368), 2009.
21. HORA, Dermeval da.
Introdução [ao estudo da mudança fônica]. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs.
2010: 38-44), 2010.
22. HORA, Dermeval da. Mudança
fônica. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010: 45-63), 2010.
23. HORA, Dermeval da; TELLES, Stella. A metátese no
Português Brasileiro: descrição e análise. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs.
2010: 64-73), 2010.
24. HORA, Dermeval da; TELLES, Stella. Metátese. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto
(Coords., 2019: 158-179), 2019.
25. LUCENA, Rubens M. Processos de apagamento da coda
silábica no português brasileiro dos séculos XVIII a XIX. Em: D. Hora; C. Rosa
Silva (Orgs. 2010: 81-86), 2010.
26. MAGALHÃES, José Sueli. Vogais pretônicas. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto
(Coords., 2019: 60-77), 2019.
27. MASSINI-CAGLIARI, Gladis. Acento em Português
Brasileiro: percurso diacrônico. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010:
92-96), 2010.
28. MASSINI-CAGLIARI, Gladis. Acentos em nomes. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto
(Coords., 2019: 198-225), 2019.
29. MIRANDA
JR., Virgílio; RAMOS, Jânia. Inserção e queda do afixo a- na fala dos belo-horizontinos. Em: Norma Lopes; Jania Ramos;
Josane Moreira de Oliveira (Orgs. 2014) Diferentes
Olhares sobre o português brasileiro. Feira de Santana: Universidade
Estadual de Feira de Santana Editora, p. 171-212, 2014.
30. MONARETTO, Valéria Neto de Oliveira. Sequências de
obstruentes no interior de palavras: percurso histórico. Em: D. Hora; C. Rosa
Silva (Orgs. 2010: 87-91), 2010.
31. MONARETO, Valéria Neto de Oliveira. Sequências
mediais obstruentes. D. da Hora; E. Battisti; Valéria
N. de Oliveira Monaretto (Coords., 2019: 138-157),
2019
32. NOLL, Volker. A evolução fonética do português do
Brasil: arcaização e inovação. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro;
N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1: 443-458), 2006.
33. OLIVEIRA, Klebson. Aquisição da escrita em textos de
africanos e afro-descendentes no Brasil do séc. XIX: grafias para sílabas
complexas, por exemplo. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N.
Almeida (Orgs. 2006, tomo 1: 469-494), 2006.
34. PAULA, Aldir Santos de. Processos fonológicos na
fala da comunidade quilombola Muquém – AL. M. Denilda; M.
Sibaldo (Orgs. 2013: 277-286), 2013.
35. PEDROSA, Juliene Lopes Ribeiro; LUCENA, Rubens
Marques de. Apagamento e vocalização em coda silábica. Em: D.
da Hora; E. Battisti; Valéria N. de Oliveira Monaretto (Coords., 2019: 108-137), 2019.
36. SANTOS,
G. V.; ANDRADE, E. A. Características fonológicas em manuscritos setecentistas
produzidos em Mato Grosso. Confluência
(Rio de Janeiro), v. 43, p.173/43 - 192, 2013.
37. TELLES, Célia Marques. Representações das vogais nos
Livros do Tombo. Em: D. da Hora; E. Battisti; Valéria
N. de Oliveira Monaretto (Coords., 2019: 226-257),
2019.
38. VIEGAS, Maria do Carmo; OLIVEIRA, Alan Jardel de.
Alargamento de /L/ V em sílaba átona final em Itaúna, MG. Em:
V. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 393-409), 2009.
8.3. Mudança morfológica
8.3.1. Teorias sobre a mudança morfológica
----
8.3.2. Textos sobre mudança morfológica
1.
GAERTNER, Eberhard. Tentativa de
explicação diacrônica de alguns fenômenos morfossintáticos do português brasileiro.
Em: T, Alkmim (Org. 2002: 293-328), 2009.
2.
MARÇALO, Maria João. Formação de
palavras: sistemas e frasemas. Em: A. Castilho (Org. 2009: 745-762), 2009.
3.
PHILIPSEN, Neusa Inês; BARIZON, Lívia
C.B.; OLIVEIRA, Raquel de Fátima C. Características do dialeto caipira –
morfologia. Em: M.M.
Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 219-234), 2012.
4.
PHILIPPSEN, N. I.; BARIZON,
L. C. B.; OLIVEIRA, R. F. C. Características do dialeto caipira: Morfologia.
Em: Santiago-Almeida, Manoel Mourivaldo; Lima-Hernandes, Maria Célia. (Orgs.
2012). História do Português Paulista,
série Estudos, vol. 3. Campinas-SP: UNICAMP/Publicações: IEL, p. 219-234, 2012.
8.4. Mudança sintática
8.4.1. Teorias e programas sobre mudança
sintática.
1.
CARVALHO, Cristina dos Santos. (Contra)evidências empíricas de pressupostos da gramaticalização.
A. Castilho (Org. 2009: 351-358), 2009.
2.
CASTILHO, Ataliba T. de. Proposta
funcionalista de mudança linguística: os processos de lexicalização,
semanticização, discursivização e gramaticalização na constituição das línguas.
Em: Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1: 223-296), 2006.
3.
CASTILHO,
Ataliba T. de. An approach to language as complex system: new issues in
Historical Linguistics. Em: V. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 1-44). Republicado em A. Castilho (Org. 2009: 119-136),
2009.
4.
CASTILHO, Ataliba T. de; LOPES, Célia
Regina dos Santos. Mudança sintática sob a perspectiva funcionalista. Em: D. Hora; C. Rosa e Silva (Orgs. 2010:
97-121), 2010.
5.
CASTILHO, Ataliba
T. de. Para uma abordagem cognitivista-funcionalista da gramaticalização. Em:
D. Hora; C. Rosa e Silva (Orgs. 2010: 272-283), 2010 a.
6.
CASTILHO,
Ataliba T. de. Resenha dos estudos sobre gramaticalização. Em: D. da Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010: 284-308), 2010b.
7.
CASTILHO, Ataliba T. de. Introdução
[mudança sintática na perspectiva funcionalista 1].
Em: A. T. de Castilho (Coord. 2019: 11-25), 2019.
8.
COELHO, Sueli M. A constituição da gramática do português brasileiro
revisitada à luz da análise de fenômenos sintáticos das Minas setecentistas.
Em: Lopes, Norma da Silva; Ramos, Jânia M.; OLIVEIRA, Josane Moreira de
(Orgs.). Diferentes olhares sobre o
português brasileiro. Salvador:
Editora da Universidade Estadual de Feira de Santana, p. 90-110, 2014.
9.
COELHO, S. M. Gramaticalização
e mudança linguística. Belo
Horizonte: FALE/UFMG/VIVA VOZ, 2018. v. 1.
10. COSTA,
Sônia Bastos Borba. Cadeias de gramaticalização e lexicalização. Em: Em: T.
Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo
1: 297-312), 2006.
11. CYRINO,
Sonia Maria L. – Uma proposta para o estudo da sintaxe diacrônica do português
brasileiro. Em: A. Castilho
(Org.1998: 101-120), 1998.
12. CYRINO,
Sônia Maria; TORRES MORAIS, Maria A. Introdução. Em: S. Cyrino; M. A. Torres
Morais (Coord. 2018: 19-25), 2018.
13. GALVES,
Charlotte. Posfácio: o retrato da emergência de uma nova gramática. S. Cyrino;
M.A. Torres Morais (Coord. 2018: 441-456), 2018.
14. HEINE, Bernd; MIYASHITA, Hiroyuki. Gramaticalização
e contacto linguístico: a auxiliarização nas línguas da Europa. Em: A. Castilho
(Org. 2009: 103-119), 2009.
15. LIMA-HERNANDES, Maria Célia. Two principles, one path:
relationships between unidirectionality and iconicity in linguistic processing.
Em:
A. Castilho (Org. 2009: 479-494), 2009.
16. LOPES,
Célia Regina. Introdução: teoria da variação e mudança, teoria da
gramaticalização [mudança sintática na perspectiva funcionalista 1]. Em: C. R. Lopes (Coord. 2018:
11-23), 2018.
17.
MARTINS, M. A.; COELHO, I. L.; CAVALCANTE, S. R. de O. Variação sintática e gerativismo Em: MARTINS, M.
A.; ABRAÇADO, J. (Orgs. 2015). Mapeamento
Sociolinguístico do Português Brasileiro. 1, p.
221-248, 2015.
18. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria. Seria quatrocentista o português implantado no
Brasil? Estruturas sintáticas
duplicadas em textos portugueses do séc. XV. Em: R.V. Mattos e Silva (Org.
2001, tomo 1, 57-91), 2001.
19. OLIVEIRA,
Marilza. Mudança gramatical: programa de estudos. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 1,
39-56), 2001.
20. RAMOS,
Jânia. Um plano para a sintaxe diacrônica do português brasileiro. Em: A. Castilho (Org.1998: 79-88),
1998.
21. RAMOS,
J. M.; VITRAL, L. T. Algumas diretrizes para uma abordagem formal da
gramaticalização. In: J. Martins Ramos; Mônica Alkmin (Orgs.). Para a história do português brasileiro.
Belo Horizonte: Fale/UFMG, v. 5, p. 298-309, 2007.
22. RAMOS,
Jânia. Tratamento formal do epifenômeno da gramaticalização. Em: Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010:
263-271), 2010.
23. RAMOS,
J. M.; MENON, O. Variação e Gramaticalização. In Marco Antonio Martins; Jussara
Abraçado. Mapeamento sociolinguístico do
português brasileiro. São Paulo: Contexto, p. 271-287, 2015.
24. RIBEIRO,
Ilza – A mudança sintática do português brasileiro é mudança em relação a que
gramática? Em: A. Castilho (Org.1998:
101-120), 1998.
25. RIBEIRO,
Ilza; OLIVEIRA, Marilza. Mudança gramatical no português brasileiro: século
XIX. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs.
2010: 309-328), 2010.
26. SILVA,
Augusto Soares da. Gramaticalização, reanálise e subjectificação.
Para uma revisão do conceito de gramaticalização. Em: SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel
Mourivaldo; LIMA-HERNANDES, Maria Célia (Orgs. 2012: 25-44), 2012.
27. SILVEIRA, L. P.; SILVA, S. E. P.; COELHO, S. M. A constituição da
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95. VITRAL, Lorenzo. A
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96. VITRAL,
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em português na perspectiva da gramaticalização. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro;
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97.
VITRAL, L. T.; COELHO, S. M. A auxiliarização em
Português: aspecto, novas formas e implicações
teóricas. Em: Galves, Charlotte; Kato, Mary A.; Roberts, Ian (Orgs.). Português brasileiro: uma segunda viagem diacrônica. Campinas, São Paulo: Editora da
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(Eds.) University of Pennsylvania Working
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of a new pronoun: the linguistic and social embedding of ‘a gente’ in Brazilian
Portuguese. Language Variation and Change,
17 (1), pp. 19-53, 2005.
8.4.3. Textos sobre mudança sintática: as construções
1.
ALEXANDRE, Nélia; Hagemeijer, Tjerk.
Estratégias de relativização de PPs no mundo
luso-atlântico: crioulos de base lexical portuguesa e variedades do português. M.
Denilda; M. Sibaldo (Orgs. 2013: 49-72), 2013.
2.
AVELAR, Juanito; GALVES, Charlotte.
Concordância locativa no português brasileiro: questões sobre a hipótese do
contato. M. Denilda; M. Sibaldo (Orgs. 2013: 101-132), 2013.
3.
AVELAR, Juanito; CYRINO, Sonia Maria L.
Sobre constituintes locativos pre-verbais:
paralelismos sobre o português brasileiro e as línguas bantu. Em: M.A.C.R.
Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 249-262), 2009.
4.
AVELAR, Juanito Ornelas de. Sentenças
possessivas e existenciais. Em: S. Cyrino; M.A. Torres Morais (Coord. 2018:
72-149), 2018.
5.
BERLINCK, R.; COELHO, I. L. Mudanças na ordem das
declarativas In: Seminário sobre a História do Português Brasileiro, 2010, João
Pessoa. História do Português Brasileiro. João Pessoa: Ideia Editora
Ltda., v.1. p. 197 – 215, 2010.
6.
BERLINCK, Rosane de Andrade; COELHO,
Izete Lehmkuhl. A ordem do sujeito em construções declarativas na história do
Português Brasileiro. S. Cyrino; M.A. Torres Morais (Coord. 2018: 308-381),
2018.
7.
BISPO, Edvaldo Balduíno; CUNHA, Angélica
Furtado da. A subordinação adjetiva. Em: A. T. de
Castilho (Coord. 2019b: 132-169), 2019.
8.
BRAGA, Maria Luiza; PAIVA, Maria da
Conceição de. Orações de tempo, causa e condição ao
longo dos séculos XVIII a XXI. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2019b: 170-221),
2019.
9.
CALLOU, Dinah; DUARTE, Maria Eugênia;
AVELAR, Juanito. As estruturas de complementação na fala culta do Rio de
Janeiro: análise em tempo real de curta duração. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 1, 251-263), 2001.
10. CASTILHO,
Ataliba T. de; MORAES DE CASTILHO, Célia Maria. Perspectiva multissistêmica da
concordância na história do português brasileiro. Em: Santiago Almeida, Manoel
Mourivaldo; Lima-Hernandes, Maria Célia (Orgs. 2012: 111-132), 2012.
11. CASTILHO,
Ataliba T. de; MARONEZE, Bruno; MORAES DE CASTILHO, Célia Maria; BUIN,
Edilaine; FERNANDES, Flávia O.; OLSEN; Janaína;
CALDEIRA, Marcel. Diacronia da concordância. Em: A. T. de Castilho (Coord.
2019b: 284-400), 2019.
12. CAVALCANTE,
Silvia Regina de Oliveira. O sujeito indeterminado na escrita dos séculos XIX e
XX: uma mudança encaixada? Em: R.V.
Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 1, 233-250), 2001.
13. CAVALCANTE,
Sílvia Regina. Formas de indeterminação na imprensa carioca dos sécs. XIX e XX.
Em: T. Alkmim (Org. 2002: 197-220).
14. CAVALCANTE,
Sílvia. Revistando as construções com se na história do Português Brasileiro.
S. Cyrino; M.A. Torres Morais (Coord. 2018: 382-419), 2018.
15. CHRISTIANO,
M. Elizabeth A.; SILVA, Camilo Rosa. Abordagem sociofuncionalista de usos
conjuncionais contíguos: um percurso pelos manuscritos oficiais do séc. XVIII.
Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006,
tomo 1: 383-409), 2006.
16.
COELHO, I. L.; MARTINS, M. A. A diacronia nas construções XV na
escrita catarinense. Fórum Linguístico
(UFSC. Impresso), v. 6, p. 73-90, 2009.
17.
COELHO, I. L.;
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19: evidências empíricas para a hipótese de competição de gramáticas. Alfa: Revista de Linguística (UNESP.
São José do Rio Preto. Online), v. 1, p. 11-28, 2012.
18. COELHO, I. L.; MAFRA-SILVA,
G.; ZIBETTI, E. M. O. Correlação entre ordem verbo-sujeito e sujeito nulo: a
trajetória da mudança no português de Santa Catarina, Em: Sociolinguística e Política Linguística: Olhares Contemporâneos.
São Paulo: Blucher, v.1, p. 35-57, 2016.
19. CYRINO,
Sonia Maria Lazzarini. Elementos nulos pós-verbais e a categoria “INFL (flexão) no português do século XVI. Em: R.V. Mattos e Silva (Org. 2001,
tomo 1, 205-232), 2001.
20. CYRINO,
Sonia Maria Lazzarini. Complementos nulos em anúncios de jornal do séc. XIX.
Em: T. Alkmim (Org. 2002: 221-246), 2002.
21. CYRINO,
Sonia Maria Lazzarini. O objeto nulo nas cartas de leitores na imprensa
brasileira do séc. XIX. Em: J. Ramos; M.A. Alkmim (Orgs. 2007: 283-316), 2007.
22. CYRINO,
Sonia Maria Lazzarini. Anáfora do complemento nulo na história do português
brasileiro. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1: 45-72), 2006.
23. CYRINO,
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2018.
24. DIAS,
Nilza Barrozo. As “pequenas cláusulas” nas construções apositivas. Em: A.
Castilho (Org. 2009: 559-576), 2009.
25. DUARTE,
Maria Eugênia Lamoglia. Construções com se
apassivador e indeterminador em anúncios do séc. XIX. Em: Alkmim (Org. 2002:
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26. DUARTE,
Maria Eugênia Lamoglia; LOPES, Célia Regina dos Santos. Realizaram, realizou-se
ou realizamos...? As formas de indeterminação do sujeito em cartas de jornais
do século XIX. Em: M.E.L.Duarte; D. Callou (Orgs. 2002: 155-167), 2002.
27. DUARTE,
Maria Eugênia. O sujeito nulo no Português brasileiro. Em: S. Cyrino; M.A.
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diacrônica: o caso das orações em posição argumental de sujeito. Em: A.
Castilho (Org. 2009: 585-594), 2009.
29. GONÇALVES,
Sebastião Carlos Leite; HATTNHER, Marize Dall’glio; SOUSA, Giselle Cássia de. A
subordinação substantiva: modalidade epistêmica e gramaticalização de construções
matrizes. Em: A. T. Castilho (Coord. 2019b: 94-131), 2019.
30. KAISER,
Georg A. Sobre a (alegada) perda do sujeito nulo no português brasileiro. Em:
T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1: 11-42), 2006.
31. KATO,
Mary; RIBEIRO, Ilza. A evolução das estruturas clivadas no português. Em: Em:
T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006,
tomo 1: 165-182), 2006.
32. KATO,
Mary. O sujeito nulo revisitado no português brasileiro. Em: M.A.C.R. Torres
Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 61-82), 2009.
33. KATO,
Mary. Estruturas de focalização no Português Brasileiro dos séculos XIX e XX.
S. Cyrino; M.A. Torres Morais (Coord. 2018: 420-440), 2018.
34. LONGHIN,
Sanderléia Roberta; PEZATTI, Erotilde Goretti; MARQUES, Norma Novaes. A
coordenação. Em: A. T. Castilho (Coord. 2019b: 26-93), 2019b.
35. LONGHIN,
Sanderléia Roberta. Subjetividade nas construções com enquanto: os padrões de contraste e de condição. Em: J. S. Simões
(Org. 2019: 163-186).
36. LOPES-DAMASIO,
Lúcia R. Construções apositivas: aspectos sintáticos, semânticos e
pragmático-discursivos. Em: J. S. Simões (Org. 2019: 187-214).
37. MACEDO, Rebeca Louzada. Os verbos ter
e haver: história, mudanças e ensino
da língua portuguesa no Brasil. Dissertação (Mestrado, Programa de
Pós-Graduação em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Londrina.
Orientadora: Joyce Elaine de Almeida Baronas, 2015.
38. MATTOS,
Ana Maria; AGUILERA, Vanderci de Andrade. Casos de não concordância nominal na
linguagem rural paranaense: traços do português arcaico, influência africana ou
indígena? Em: V. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 195-222), 2009.
39.
MONGUILHOTT, I. O. E. S.; COELHO, I. L. Sujeito: entre
ordem e concordância. Diadorim (Rio
de Janeiro), v. 8, p. 307-328, 2011.
40. MORAES
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medieval en e o dequeísmo nas orações relativas. Linguística (Alfal) 15/16: 123-160, 2004a.
41.
MORAES DE CASTILHO, Célia Maria.
Locativos, fóricos, articuladores discursivos e conjunções no português
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42. MORAES
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Português medieval. O redobramento pronominal e a formação das perífrases de estar + ndo / -r. Campinas:
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43. MORAES
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(Org. 2005). Actas del XIV Congreso de la Asociación de Linguística y Filología de
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DE CASTILHO, Célia Maria. Primeiras histórias sobre a diacronia do dequeísmo: o
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45. MELO, Iran
Ferreira de; ANDRADE, Maria Lúcia C.V.O. Sistema de transitividade como
mecanismo de representação de LGBT no discurso da Folha de São Paulo. Em: S. R. Longhin; V. Kewitz (Orgs. 2015:
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46. MODESTO, Marcello. Null subjects in Brazilian
Portuguese: critique of two possible analyses. Em: M.A.C.R.
Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 99-122), 2009.
47. MÓDOLO,
Marcelo. A estrutura correlativa alternativa “quer...quer”. Em: Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs.
2006, tomo 1: 313-334), 2006.
48. MÓDOLO,
Marcelo. A estrutura correlativa quer...quer de uma
perspectiva multissistêmica. Em: A. Castilho (Org. 2009: 465-478), 2009.
49. MÓDOLO,
Marcelo. Sintaticização e semanticização da perífrase conjuncional de modo que. Em: M.M. Santiago-Almeida;
M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 133-140), 2012.
50. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria. Primeiras histórias sobre a diacronia do dequeísmo: o
clítico locativo en e o dequeísmo das
orações relativas no PM. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida
(Orgs. 2006, tomo 1: 183-219), 2006.
51. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria. O problema da concordância de número nos inventários
produzidos na Vila de São Paulo do Campo: séculos XVI-XVII. Em: V. Aguilera (Org.
2009, tomo 1: 223-264), 2009.
52. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria; CASTILHO, Ataliba T. de A concordância. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010:
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53. MORAES
DE CASTILHO, Célia Maria. A concordância nos Inventários do séc. XVII. A.
Castilho (Org. 2009: 333-350), 2009.
54. MOURA,
Denilda. Casos de concordância no português brasileiro. Em: V. Aguilera (Org.
2009, tomo 2: 437-466), 2009.
55. MOURA,
Denilda; A concordância do adjetivo: uma abordagem comparativa entre o PB e o
crioulo da Guiné Bissau. Em: M. Denilda; M. Sibaldo (Orgs. 2013: 207-238),
2013.
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Priscilla de Almeida. A construção quase
(que) e a codificação sintática de intenções. Em: S. R. Longhin; V. Kewitz
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M.A. Alkmim (Orgs. 2007: 197-234), 2007.
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na história do português paulista. J. S. Simões (Org. 2019: 215-234).
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coordenação. Em: D. Hora; M. Rosa Silva (Orgs. 2010: p. 135-137), 2010.
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adnominal: uma análise histórico-bibliográfica. CONFLUÊNCIA, v. 2, n. 53, p. 214-259, 2017. Disponível em: http://llp.bibliopolis.info/confluencia/rc/index.php/rc/article/view/217.
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com o verbo 'começar' no Português do Brasil e a noção de inceptividade
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Acesso em: 14 maio 2019.
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gramatical no PB. In: A. Castilho; Maria Aparecida T. Morais; R. E. V. Lopes;
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português brasileiro. Campinas: Pontes/Fapesp, p.
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bitransitivas no português brasileiro dialetal. Em: Pilari, Heloisa; Salles,
Heloisa Lima; Naves, Rozana (Orgs.) Novos Olhares para a
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Santana Gomes Ferrão. Em: V. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 265-284), 2009.
66. RIBEIRO,
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V. Aguilera (Org. 2009, tomo 1: 369-392), 2009.
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Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 83-98), 2009.
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sujeitos nulos. Em: M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs.
2009: 27-60), 2009.
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Brazilian Portuguese. Número de folhas. Programa de Pós-Graduação em
Estudos Linguísticos. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Minas
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ROCHA, R. M.; RAMOS, J. Os redobros de
clítico no português brasileiro como instâncias de concordância de objeto. In
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71. RODRIGUES,
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fez: gramática de construções e contexto de gramaticalização. A. Castilho
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Em: A. Castilho (Org. 2009: 399-404), 2009.
73. SANTOS,
Dariana N.; MAGALHÃES, Telma M.V. Considerações sobre a concordância verbal na
fala de afrodescendentes da comunidade quilombola de Muquém, União dos Palmares
– AL. M. Em: M. Denilda; M. A. Sibaldo (Orgs. 2013: 151-166) 2013.
74. SIBALDO,
Marcelo A. O tempo das small clauses livres: comparando o português
brasileiro e as línguas crioulas de base lexical portuguesa e francesa. M.
Denilda; M. A. Sibaldo (Orgs. 2013: 239-276), 2013.
75. SILVA,
Cláudia R. T. da. Comportamento e natureza dos
sujeitos duplicados no crioulo cabo-verdiano e no português falado em
comunidades quilombolas. Em: M. Denilda; M. A. Sibaldo (Orgs. 2013: 167-206),
2013.
76. SIMÕES,
José da Silva. Variação das orações reduzidas de gerúndio e orações
desenvolvidas conjuncionais: sintaticização, semanticização e discursivização
das orações reduzidas de gerúndio no português brasileiro. Em: Em: T. Lobo; I.
Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1:
335-386), 2006.
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José da Silva. A gramaticalização das orações de gerúndio no Português
Brasileiro do séc. XVIII ao séc. XX. Em: A. Castilho (Org. 2009: 417-464),
2009.
78. SIMÕES,
José da Silva. Hipotáticas gerundiais. Em:
D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010: 138-145), 2010.
79. SIMÕES,
José da Silva. A gramaticalização das orações de gerúndio no português
brasileiro do século XVIII ao século XX. Em: A. T. de Castilho (Coord. 2019b:
222-283), 2019.
80. TORRES
MORAIS, Maria Aparecida. Rastreando aspectos gramaticais e sócio-históricos do
português brasileiro em anúncios de jornais do séc. XIX. Em: T. Alkmim (Org.
2002: 69-126), 2002.
81. TORRES
MORAIS, Maria Aparecida; BERLINCK, Rosane de A. A caracterização do objeto
indireto no português: aspectos sincrônicos e diacrônicos. Em: T. Lobo; I.
Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 1:
73-106), 2006.
82. TORRES
MORAIS, Maria Aparecida; BERLINCK, Rosane de A. Em busca do português paulista
[objeto indireto / dativo em construções com verbo ditransitivo]. Em: M.A.C.R.
Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 217-248), 2009.
83. TORRES
MORAIS, Maria Aparecida; BERLINCK, Rosane de Andrade. O objeto indireto:
argumentos aplicados e preposicionados. S. Cyrino; M.A. Torres Morais (Coord.
2018: 252-307), 2018.
9. Linguística
diacrônica do texto: processos de construção textual
9.1. Teorias sobre
Linguística textual diacrônica
1.
JUBRAN, Clélia Cândida Abreu Spinardi.
Diacronia dos processos constitutivos do texto. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010: 204-239), 2010.
2.
PENHAVEL, Eduardo; CINTRA, Marcos
Rogério. Princípios teórico-analíticos
e objetivos. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords.,
no prelo).
9.2. Textos sobre
Linguística diacrônica do texto
1.
ALMEIDA, C. L.; CARVALHO, A. F.; MAGGI, M. B. A Cena da Enunciação
e o ETHOS em uma Carta Manuscrita do Século XVIII. In: https://www.letraria.net/lambadao-discursivo/
2.
ANDRADE, E. A.; ALMEIDA, C. L; CARVALHO,
A. F. Em defesa do Consumidor: A linguagem jurídica em cartilha do PROCON-MT. Revista PHILOLOGUS, v. 23, p. 555-569,
p. 1119-1135, 2017.
3.
CINTRA, Marcos
Rogério. O processo de referenciação tópica em cartas de leitores paulistas dos
séculos XIX e XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords.,
no prelo).
4.
CINTRA, Marcos
Rogério; PENHAVEL, Eduardo. O processo de referenciação em caras de leitores
mineiros dos séculos XIX e XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords., no prelo).
5.
FÁVERO, Leonor
Lopes. A pátria em perigo – a
retórica de Antônio da Silva Jardim. Em: M.M. Santiago-Almeida; M.C.
Lima-Hernandes (Orgs. 2012: 285-296), 2012.
6.
FONTES, Michel
Gustavo. O processo de parentetização em editoriais pernambucanos dos séculos
XIX e XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords., no
prelo).
7.
FORTILLI,
Solange de Carvalho. O processo de repetição em caras de leitores catarinenses
dos séculos XIX e XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords.,
no prelo).
8.
GUERRA,
Alessandra Regina. O processo de organização tópica em editoriais paulistas dos
séculos XIX-XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords.,
no prelo).
9.
HANISCH,
Cleide Vilanova. O processo de parafraseamento em anúncios baianos dos séculos
XIX e XX. Em: E. Penhavel e M.R. Cintra (Coords., no
prelo).
10.
HILGERT, José
Gaston. O processo de parafraseamento em editoriais baianos dos séculos XIX e
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10. Tradições discursivas do Português brasileiro
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e mudança linguística
1.
ANDRADE, Maria Lúcia C.V.O.; GOMES,
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2.
ANDRADE, Maria Lúcia C.V.O.; GOMES,
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10.2. Textos sobre tradições discursivas e
mudança linguística
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2.
ANDRADE, Maria Lúcia C.V.O. O gênero
carta: estratégias linguísticas e interação social. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z.
Carneiro; N. Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 547-572),
2006.
3.
ANDRADE, Maria Lúcia C.V.O. Trajetórias
femininas: estudo das tradições discursivas em cartas da editora de revistas
produzidas por mulheres em São Paulo do século XIX. Em: M.A.C.R. Torres Morais;
M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 373-390), 2009.
4.
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viver e ser mulher: a identidade feminina em A Mensageira. Em: M.M. Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs.
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5.
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10. ATAÍDE,
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construções VS para além do estatuto da informatividade do SN-sujeito. Em:
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11.
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12. ATAÍDE,
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tradições discursivas pós-modernas: um estudo dos editoriais laudatórios da
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Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco, 2005.
80.
PESSOA, Marlos de Barros O primeiro
número do Diário de Pernambuco: tradições
discursivas e gramática. Em: CIAPUSCIO, Guiomar; JUNGBLUTH,
Konstanze; KAISER, Dorothee e LOPES, Célia (Eds. 2005). Sincronía y
diacronía de tradiciones discursivas en Latinoamérica. Frankfurt am Main (Vervuert), 2005.
81. PESSOA, Marlos de Barros. Do oral e do escrito desde os gregos até a
Geografia Linguística. Recife: Editora da Universidade Federal do Recife,
2010.
82. SÁ
JUNIOR, Lucrécio Araújo. O bendito em manuscritos religiosos populares da
primeira metade do século XX ao início do século XXI. M.L.C.V.O. Andrade; V. S.
Gomes (Coords. 2018: 354-384), 2018.
83. SILVA,
Aldeir Gomes; GOMES, Valéria Severina. Correspondências
entre amigos pernambucanos da primeira metade do século XX: tradição discursiva
e ensino. Em: Revista do GELNE. v.18, p.80 - 104, 2016.
84. SILVA,
Aldeir Gomes da; GOMES, Valéria
Severina. Os subgêneros da carta pessoal em correspondências
pernambucanas da primeira metade do século XX Em: Gelne 40 anos: Experiências teóricas e práticas nas pesquisas em
Linguística e Literatura.1. São Paulo: Blucher, 2017,
p. 207-229.
85.
SOUZA E SILVA, Andrea de; GOMES, Valéria Severina. Sensibilidades modernas no Recife de 1890
a 1920 evidenciadas na escrita dos sujeitos-autores das cartas de leitor. Revista Sophie. v.1,
p.108 - 114, 2011.
86.
SIMÕES, José
da Silva; COSTA, Alessandra C. da. As atas paroquiais
de batismo, casamento e óbito como gêneros discursivos. Em: Maria
Sílvia C. B. Bassanezi; Tarcísio R. Botelho (Orgs.
2009). Linhas e Entrelinhas: as
diferentes leituras das atas paroquiais dos setecentos e oitocentos. Belo Horizonte:
Obras em obras / Fapemig / Veredas, Cenários, p. 35-58, 2009.
87. SIMM,
Juliana Fogaça Sanches. Tradições discursivas no Paraná: permanências e
mudanças do gênero “Carta de Leitor” ao “Comentário de Leitor Online". Tese de doutorado. Londrina: Universidade Estadual de
Londrina, 2017.
88. TRAVASSOS,
Tarcisia. O contínuo genérico presente na capa de jornal. Investigações. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, v. 25,
p. 133-155, 2012.
89. TRAVASSOS,
Tarcisia. Gênero capa de jornal: do prelo manual à era da informática. Hipertextus Revista Digital (UFPE), v.
9, p. 1-15, 2012.
90. TRAVASSOS,
Tarcisia; FERREIRA, Priscilla ELizabeth Silva Costa.
Cartas particulares: história das pessoas, da sociedade e da linguagem. Em:
Gomes, Valéria Severina; Soares, Thiago Nunes. (Org.). Identidade e Memória em Manuscritos e Impressos pernambucanos:
língua, história e cultura através de textos. CEPE, v. 1, p. 25-32, 2012.
91. ZAVAM, Aurea. Por
uma abordagem diacrônica dos gêneros textuais: um estudo com
editoriais de jornal. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2017. v. 1. 236 p., 2017.
92. ZAVAM, Aurea; PINHEIRO,
Adson Rodrigo S. Peças introdutórias de processos criminais: um estudo
linguístico-histórico. Em: XIMENES, Expedito Eloisio; NUNES, Ticiane Rodrigues.
(Org.). Estudos filológicos e linguísticos na Bahia, no Ceará e em Sergipe.
Fortaleza: Editora da Universidade Estadual do Ceará, v. 1, p. 239-262, 2018.
93. ZAVAM, Áurea; GOMES, Valéria Severina. O editorial
de jornal: revisitando a trajetória de um gênero Em: Em: M.L.C.V.O.
Andrade; V. S. Gomes (Coords. 2018: p. 44-81.
11. Semântica diacrônica
11.1. Teorias sobre Semântica
diacrônica
1.
CASTILHO, Ataliba T. de. Abordagem
multissistêmica da Semântica - Semântica lexical, gramatical e discursiva.
Semântica diacrônica. Campinas: IEL/Unicamp, 54 págs., 2018, inédito.
2.
BASSO, Renato Miguel. Mudança semântica:
desafios teóricos e metodológicos. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords., 2019).
3.
ILARI, Rodolfo. Ruídos semânticos na
leitura dos textos do PHPB. Relato de uma experiência pessoal. Em R. Ilari; R.
M. Basso (Coords., 2019).
11.2. Textos sobre Semântica
diacrônica
1.
BECKER, Martin. O PPC na história do
Português do Brasil. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords.,
2019).
2.
CASTILHO, Alessandra. Apresentativos entre
indicatividade e predicatividade. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords., no prelo).
3.
CUNHA, Claudio de
Assis da. Os
valores semânticos das preposições /a/ e /para/ em manuscritos dos séculos
XVIII e XIX. Acta, v. 1, p. 1-14,
2011.
4.
CUNHA, Claudio de
Assis da. Os
valores semânticos das preposições /a/ e /para/ em manuscritos dos séculos
XVIII e XIX. Entretextos (UEL), v.
10, p. 246-263, 2010.
5.
GUIMARÃES, Márcio Renato. De maneira a
foco: o percurso semântico do advérbio justamente
numa perspectiva formal. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords.,
no prelo).
6.
KEWITZ, Verena. A representação do
espaço no português paulista numa abordagem sociocognitiva. Em: M.A.C.R. Torres
Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 181-196).
7.
KEWITZ,
Verena.
A noção de deslocamento no Português Paulista: uma abordagem cognitiva. Em:
Dermeval da Hora. (Org.). Anais do VI
Congresso Internacional da Abralin. João Pessoa: Ideia, 2009, v. 1.
8.
KEWITZ, Verena.
Double path: a typology of Brazilian Portuguese. Em: Silva, A.S;
Martins, J. C.; Magalhães, L.; Gonçalves, M. (Orgs.). Comunicação, Cognição e Media. Braga: Aletheia / Universidade
Católica Portuguesa, p. 153-168, 2010.
9.
KEWITZ, Verena. Pontos do percurso de um evento de deslocamento no espaço físico: que
tendências apresenta o português paulista? Em:
Arden / Schäfer-Prieb
(Orgs) Linguística do Português: Rumos e
Pontes. München: Meidenbauer Ed., 2011a.
10. KEWITZ,
Verena. A representação de movimento no Português Paulista. Filologia e Linguística Portuguesa, v.
13(1), p. 89-123, 2011b.
11. KEWITZ,
Verena; LEITÃO, Lúcia de Almeida; OLIVEIRA, Janderson de. Algumas dimensões
espaciais do português: o caso de cerca,
cima e baixo. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords.,
no prelo).
12. LÓPEZ,
Laura Álvarez; AVELAR, Juanino Ornelas. Verbos de raiz
africana no Brasil: difusão geral, origens e o caso do verbo cuendar. Em R. Ilari; R. M. Basso
(Coords., no prelo).
13. OLIVEIRA,
Hélio. De doutoraço a deitaço: uma análise diacrônica do sufico –aço no Português Brasileiro. Em R. Ilari; R. M.
Basso (Coords., no prelo).
14. RAMMÉ,
Valdilena; WACHOWICZ, Teresa Cristina. Reanálise e mudança semântica na
Nanossintaxe: o caso do verbo correr.
Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords., no prelo).
15. RESENDE,
Maurício. Mudança semântica no domínio intravocabular: o caso das raízes cranberry em português. Em R. Ilari; R.
M. Basso (Coords., no prelo).
16. ROCHA,
Ana Paula. Mudanças semânticas apresentadas por conjunções adversativas em
português: o papel da categoria espaço. Em: A. Castilho (Org. 2009: 239-254).
17. SOUZA,
Luisandro Mendes de. Sobre a origem dos intensificadores encabeçados pela
preposição a. Em R. Ilari; R. M.
Basso (Coords., no prelo).
18. WALL,
Albert. Para uma história dos nomes nus no Português brasileiro: o caso do
singular nu. Em R. Ilari; R. M. Basso (Coords., no
prelo).
12. Léxico histórico
12.1. Teorias sobre o Léxico histórico
1.
VIARO, Mário Eduardo. Reflexões teóricas
acerca da reconstrução lexical do Português Antigo paulista. Em: A. Castilho
(Org. 2009: 737-744).
2.
VIARO, Mário Eduardo. Uma nova metodologia
para dados etimológicos e diacrônicos: o problema da datação do fenômeno. Em:
M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 445-464).
12.2. Textos sobre Léxico histórico
1.
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Para uma
história do português paranaense: nas veredas do Atlas Linguístico do Paraná.
Em: T. Alkmim (Org. 2002: 403-420).
2.
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Um estudo
lexical em documentos notariais paranaenses. Em: M.E.L. Duarte; D. Callou
(Orgs. 2002: 223-235).
3.
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Um
caminho para o conhecimento da história da língua portuguesa no Brasil: as
brincadeiras infantis. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N. Almeida (Orgs.
2006, tomo 2: 737-757).
4.
AGUILERA, Vanderci de Andrade; ALBINO,
Lídia; VASCONCELOS, Celciane Alves. Registros rurais de tupinismos no Atlas
Linguístico do Paraná e na relação com a história social paranaense. Em: J.
Ramos; M. A. ALKMIM (Orgs. 2007: 579-594).
5.
AGUILERA, Vanderci de Andrade; ALTINO,
Fabiane Cristina. Léxico Histórico do Português Brasileiro. Em: D. Hora; C. Rosa Silva (Orgs. 2010:
241-253).
6.
ALTINO, F. C.;
CUNHA, Cláudio de Assis da. Os dicionários: fontes,
métodos e novas tecnologias. Cahiers de
Lexicologie (Paris), v. 1, p. 235, 2012.
7.
ALTINO, F. C.;
BENCAL, D. R. Contribuição para a história do Português Brasileiro: Léxico
Histórico do Português falado na Bahia. Em: Daniela de Souza Silva Costa; Dayme
Rosane Bençal. (Org.). Nos caminhos do
Léxico. Campo Grande: Editora da Universidade Federal do Mato Grosso do
Sul, v. 1, p. 275-292, 2016.
8.
AREÁN-GARCIA, Nilsa. A
internacionalidade do sufixo –ista. Em: M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade
(Orgs. 2009: 465-486), 2009.
9.
BARONAS, Joyce Elane; TONIOLO, Ênio J.; ALTINO, Fabiane Cristina; VASCONCELOS, Celciane; SILVA,
Elvira Barbosa da. Sobre o vocabulário rural paranaense. Em: V. Aguilera (Org.
2009, tomo 2: 655-678), 2009.
10. BATISTA, Hadinei R. Uai - história
e uso.
Monografia. Belo Horizonte: UFMG, 2009.
11. BATISTA, Hadinei Ribeiro. Uai: estudo de uma interjeição do português
brasileiro. Belo Horizonte: UFMG, 2013. Dissertação
(Mestrado em Estudos linguísticos), 118 p. Universidade Federal de Minas
Gerais, 2013.
12. BATISTA, Hadinei
Ribeiro. Os itens uai,
ué e uê nos dialetos mineiro e
paulista: um caso de variação? Em: Português
Brasileiro Dialetal. Campinas:
Mercado de Letras, p. 21-34. 2013.
13. BATISTA, Hadinei
Ribeiro; RAMOS, Jânia M. 'Olhai' no 'uai'. Revista Língua Portuguesa, ano 9, n.104, p.16 - 17, jun/2014.
14. BATISTA, Hadinei
Ribeiro. Origem de
uai: de explicações do senso comum à hipótese científica Em: Diferentes olhares sobre o português
brasileiro. Feira de Santana-BA:
UEFS Editora, p. 169-210, 2015.
15. BATISTA, Hadinei Ribeiro; CAMARGOS, M. A.
C. Origem de 'uai': uma hipótese caipira. Linguagem - Estudos e Pesquisas (UFG), v. 17, n. 1, p. 251-265,
jan-jun/ 2013. Disponível em: https://revistas.ufg.br/lep/article/view/32352/21280.
Acesso em: 11 maio 2019.
16. BENÇAL, Dayme Rosane; ALTINO, Fabiane Cristina. Manuscritos
novecentistas da cidade de Castro - PR: o caso dos alçamentos. Signum [Londrina]: Estudos da Linguagem,
v. 18, p. 70, 2015.
17. BERTOLDO,
Sandra Regina F. O Léxico no Distrito de Nossa Senhora da Guia. Em: A. Castilho
(Org. 2009: 763-772).
18. BUGUEÑO
MIRANDA, Félix. Algumas considerações preliminares para um levantamento de
empréstimos do espanhol no português. Em: T. Alkmim (Org. 2002: 329-340).
19. CARVALHINHOS,
Patrícia de Jesus. Toponímia paulistana no século XX: Tatuapé. Uma contribuição
para o PHPP. Em: M.M. Santiago-Almeida; M.C. Lima-Hernandes (Orgs. 2012:
431-458).
20.
CUNHA, Claudio de
Assis da.; Toniolo, Enio José. Possíveis
marcas de oralidade em manuscritos de Antonina. EntreLetras (Online), v. 2, p.
143-158, 2011.
21. CUNHA, Cláudio de Assis. Le lexique dans des documents produits dans le Paraná-Brésil (XVIIIe et
XIXe siecles): approche lexicographique. Université Paris
13 (Paris-Nord) - Campus de Villetaneuse, com período co-tutela na Universidade
Estadual de Londrina. Orientador: SalahMejri. Co-orientadora: Aparecida Negri Isquerdo, 2013.
22. DORES, M. V. P.; DUCHOWNY, Aléxia T. Denominações do
eclesiástico católico no português das Minas Gerais setecentistas. Caligrama: revista de estudos românicos,
v. 23, n. 2, p. 75-98, 2018. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/caligrama/article/view/13709.
Acesso em: 11 maio 2019.
23. DUCHOWNY,
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devassa e de admoestação. In.: SILVA, J. P. da. (Org. 2012). Crítica
textual e edição de textos: interagindo com outras Ciências. Curitiba:
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24. DUCHOWNY, Aléxia T.; COELHO, Sueli M.;
FIGUEIREDO, B. M.; LONGO, D. S. Vocabulários de compromissos e estatuto
adamantinos. São Paulo: Arquivos do Nehilp – Universidade de São Paulo, v. 1., 2015.
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27. DUCHOWNY, Aléxia T.;
RAMOS, J.; COELHO, S. M. Processos e mudanças em
abreviaturas mineiras setecentistas: regularidade e ruptura. Filologia e Linguística Portuguesa (Online),
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Acesso em: 11 maio 2019.
28. DUCHOWNY, Aléxia. T.; GOMES, S. F.
Derivados de UBI e UNDE nas crônicas de Fernão Lopes. Revista de
Estudos da Linguagem, v. 21, n.
2, p. 75-96, 2013. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/5103.
Acesso em: 11maio 2019.
29. FRUGIUELE,
Mário Santin; SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo. Vocabulário do samba rural
paulista: primeiros resultados. Em: S. R. Longhin; V. Kewitz (Orgs. 2015:
64-91).
30. LEOPOLDINO,
Everton Altmayer. Influências lexicais do português caipira no dialeto trentino
da comunidade tirolesa de Piracicaba. Em: M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V.
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31. MAGGI, M. B. Itens Lexicais em: "Relação das
Povoações de Cuiabá e Mato Grosso de seus Princípios até os Presentes
Tempos", de José Barbosa de Sá-1879. PPGEL-Universidade Federal de Mato
Grosso (Dissertação de Mestrado).
32. NOGUEIRA,
Amábile Bianca. Aspectos lexicais da variante açoriana catarinense. Em:
M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de O. Andrade (Orgs. 2009: 425-436).
33.
PHILIPPSEN, N. I.
Apontamentos sobre as variantes lexicais de porvinha
no norte mato-grossense. Polifonia:
Estudos da Linguagem, v. 24, p. 139-151, 2017.
34.
PHILIPPSEN, N. I.;
SANTIAGO-ALMEIDA, M. M. Apontamentos sobre as variantes lexicais de mistura no
norte mato-grossense, Brasil. Revista da
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35.
PHILIPPSEN, N. I. Vieses
sócio-semântico-lexicais do falar norte mato-grossense. In: SILVA, José Pereira
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da memória - a memória dos textos: homenagem à profa. Ângela Vaz Leão. 1ed.: Rio de Janeiro, 2015, v. 1, p. 139-149.
36. RAMOS,
Jânia Martins; VENÂNCIO, Renato Pinto. Topônimos mineiros: uma fonte para a
história social da língua portuguesa. Em: M.E.L. Duarte; D. Callou (Orgs. 2002:
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37. RIBEIRO,
Rafaela Baracat. Escolhas lexicais e referenciação em carta ao leitor numa
perspectiva semântico-pragmática. Em: M.A.C.R. Torres Morais; M.L. da C.V. de
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38.
ROMAN, E. C.; BENÇAL, D. R. O Português brasileiro do século XIX nas cartas da
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39.
SANTIAGO-ALMEIDA,
Manoel M.; FRUGIUELE, Mario Santin. Vocabulário do samba de bumbo: metodologia para
coleta de unidades lexicais. J. S. Simões (Org. 2019: 235-252).
40. SANTOS
HEIDMANN, G. V.; CORREA, M. A. Procura-se um escravo: o léxico na composição do
discurso escravagista em anúncios de jornais de Mato Grosso. VI Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa - VI SIMELP,
Santarém: Portugal, 2017. (no prelo).
41. SOARES, P. S.; DUCHOWNY,
Aléxia T. Lexias referentes a Espaço no
português do Século XV: Em Busca De Nomes Gerais. Revista Da Anpoll, v. 1, n. 39, p.
115-127, 2015. https://revistadaanpoll.emnuvens.com.br/revista/article/view/911.
Acesso em: 11 maio 2019.
42. SANTOS,
G. V.; HEIDMANN-CAMPOS, A. Piedade de quem? In: IV SIMELP - Simpósio mundial de estudos de língua portuguesa
– Língua Portuguesa: ultrapassando fronteiras, unindo culturas. FUNAPE,
Goiânia – GO, 2013.
43. TAVARES
DE BARROS, Fernando Hélio; LÖFF MACHADO, Lucas; HEIDMANN, Grasiela Veloso dos
Santos; PHILIPPSEN, Neusa Inês. A alcunha galego no português de Santa Catarina: o que
revelam os dados do ALERS / Galego as a Nickname in the Portuguese of Santa
Catarina: Findings from ALERS. Revista de
Estudos da Linguagem, v. 26, p. 1227-1276, 2018.
44. TAVARES
DE BARROS, F.; LÖFF MACHADO, L.; PHILIPPSEN,
N. I. Toponímia e (i)migração no Norte de Mato
Grosso: os antropônimos em nomes de fazenda em Sorriso/MT. Em: PHILIPPSEN,
Neusa Inês; LIMA, José Leonildo. (Org.). Diversidade
e variação linguística em Mato Grosso. 1ed. Cáceres: Editora Unemat, 2018,
v. 1, p. 71-100.
45. TAVARES
DE BARROS, F.; LÖFF MACHADO, L.; PHILIPPSEN,
N. I. Alcunhas e (i)migração
no Sul da Amazônia Meridional. Organon,
v. 32, p. 1-15, 2017.
46.
VASCONCELOS,
C. A.;
AGUILERA, Vanderci de Andrade. Para uma Abordagem Histórico-Social da Fala
Rural de Castro-PR: A Presença de Tupinismos. Signum. Estudos de Linguagem, Londrina, v. 6/1, p. 11-41, 2003.
47. VASCONCELOS,
Celciane Alves. Variação lexical nos eixos sincrônico e diacrônico: nas veredas
do Atlas Linguístico do Paraná. Em: T. Lobo; I. Ribeiro; Z. Carneiro; N.
Almeida (Orgs. 2006, tomo 2: 713-736).
48.
VASCONCELOS,
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Estudo semântico-lexical: vestígios de manutenção de
alguns itens lexicais em Paranaguá. Em: Altino, Fabiane C.; Milani, Gleidy A.
L.; Rodrigues, Rosa Evangelina de S. Belli. (Org.). Anais do III CIDS:
Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística. Londrina - Paraná:
Universidade Estadual de Londrina, 2015, v. 1, p. 10-257.
Quantificando os
resultados de acordo com a agenda do PHPB
Os quadros 4
e 5 recolhem uma quantificação grosseira dos resultados obtidos pelos
pesquisadores do PHPB. Precisaremos, sem dúvida, de quantificações mais
sofisticadas, para nosso planejamento futuro.
Quadro 4 –
Resultados gerais
Agenda |
Teoria |
Textos |
Subtotal |
% do
subtotal |
||
1. CORPUS DIACRÔNICO |
56/170 - 32% |
114/170 - 68% |
170 |
|
170/729 - 23% |
|
2. História social |
13/62 - 17% |
49/62 - 83% |
62 |
62/729 - 9% |
||
3. MUDANÇA GRAMATICAL |
118/305 - 38% |
187/305 - 62% |
305 |
305/729 - 42% |
||
4. Linguística diacrônica do texto |
2/24 - 10% |
22/24 - 90% |
24 |
24/729 - 3% |
||
5. Tradições discursivas |
4/97 - 4% |
93/97 - 96% |
97 |
97/729 - 13% |
||
6. Semântica DIACRÔNICA |
3/21 - 14% |
18/21 - 86% |
21 |
21/729 - 3% |
||
7. História do Léxico |
2/50 - 4% |
48/50 - 96% |
50 |
50/729 - 7% |
||
TOTAL
GERAL |
198/729 - 32% |
493/729 - 68% |
729 |
100% |
||
Primeiramente, nota-se pelo Quadro 4 que os pesquisadores do PHPB introduziram novas pautas de trabalho
em nossa Linguística Histórica, como é o caso da Linguística de Texto, das
Tradições Discursivas, e da Semântica diacrônica.
Esse Quadro mostra, igualmente, que 32% dos
textos se concentraram em questões teóricas, de maneira bastante desigual no interior
da agenda do PHPB, dada a concentração maior na área da mudança gramatical.
Mesmo assim, são resultados notáveis em termos da Linguística brasileira, pouco
afeita às questões epistemológicas.
Nota-se também que a continuação dos trabalhos
dependerá fortemente da preparação teórica dos pesquisadores. Os coordenadores
dos volumes que integram a série História
do Português Brasileiro (Quadro 3) deram-se conta
dessa deficiência, que precisará ser sanada na continuação das pesquisas.
O Quadro 4 mostra,
igualmente, que quase metade das pesquisas se concentraram no sistema da
Gramática, o que era de se esperar, dada a tradição dessa área. Uma percepção
mais equilibrada da história do PB demandará, entretanto, reforço nos demais
sistemas linguísticos. Não se incluem nesta observação, naturalmente, os
resultados obtidos no sistema da Semântica, pois essas pesquisas tiveram início
há apenas 4 anos, o que representa apenas 1/5 do tempo
utilizado pelos pesquisadores das demais áreas.
Em segundo lugar na agenda, observe-se a grande
contribuição dos pesquisadores no levantamento do corpus necessário às
pesquisas: 23%. Sem essa atividade, as pesquisas quantificadas nesse quadro não
teriam sido desenvolvidas.
Vejamos agora, em detalhe, a produção nas
subáreas do sistema gramatical.
Quadro 5 – Detalhamento da seção Mudança
gramatical do Quadro 4
Disciplina |
Textos
teóricos |
Textos analíticos |
Subtotal |
Fonologia |
2/305 – 0.7% |
38/305 – 12% |
40/305 – 12% |
Morfologia |
0/305 – 0% |
4/305 – 1% |
4/305 – 1% |
Sintaxe das classes de palavras e
tratamento |
116/305 – 38% |
99/305 – 32% |
224/305 - 65% |
Sintaxe das construções |
83/305 – 27% |
||
TOTAL GERAL |
118/342 – 35% |
224/342 – 65% |
268/305 - 100% |
O Quadro 5 aponta, igualmente,
para um desequilíbrio nas pesquisas sobre o sistema Gramatical, com a
predominância da Sintaxe, que ficou com 182 textos analíticos, ou seja, 60% das
pesquisas sobre o sistema gramatical.
Esses resultados eram de esperar, visto que a
retomada da Linguística Histórica no Brasil privilegiou fortemente a sintaxe. O
PHPB deu continuidade a essa tendência. Entretanto, mirando um desenvolvimento
mais equilibrado da “velha senhora” entre nós, deveriam ser
feitos esforços pelo favorecimento da Fonologia e da Morfologia – esta,
escassamente considerada.
Concluindo
As análises sumárias feitas acima parecem
indicar a necessidade de o PHPB, em seu planejamento futuro, organizar Grupos
de Trabalho correlacionados com sua agenda. Cada Grupo de Trabalho reuniria
pesquisadores de vários Estados, coordenados por um especialista por eles
escolhido. Eles poderiam adotar o seguinte ritmo de atividades: (1) forte
capacitação teórica e metodológica dos integrantes; (2) estabelecimento de uma
agenda de pesquisas, organizada cronologicamente; (3) exposição dos resultados
nos seminários nacionais, para a divulgação e crítica dos resultados, que
seriam publicados na continuação da série indicada no Quadro 2.
As atuais Equipes Regionais teriam
continuidade, tendo por objetivo recrutar novos pesquisadores, mantendo-os
informados a respeito das iniciativas do PHPB, e organizando um seminário
regional. Cada coordenador encarregado dessa organização atuaria como
Coordenador Geral do PHPB, cargo que será exercido rotativamente.
__________________________________________
XVIII CONGRESO
INTERNACIONAL ALFAL
Bogotá D.C. - Colômbia
24-28
de julho de 2017
Chamada
de trabalhos
Descrição
Este
projeto tem como objetivo principal investigar questões relacionadas à história
do português brasileiro - da Europa até a América. Busca reunir
trabalhos que descrevem o desenvolvimento histórico do português
brasileiro, bem como as forças internas e externas que influenciaram as
mudanças pelas quais o português sofreu ao longo do tempo.
Pretende-se agrupar
estudos que trabalham com concepções teóricas e metodológicas sob os
seguintes campos disciplinares:
·
·
*
Teoria da variação e mudança;
· * Linguística histórica;
· * Sintaxe diacrônica.
Instruções
para submissão de resumos:
Os resumos das
propostas de comunicação no âmbito do Projeto 3
deverão ser enviados até o dia 10 de
dezembro de 2016 para os emails: izete.lehmkuhl.coelho@ufsc.br -
marcoamartins.ufrn@gmail.com
As submissões deverão
seguir os prazos e normas gerais para elaboração dos resumos definidos para
apresentação de trabalho no XVIII Congresso da ALFAL.
__________________________________________
XVII
CONGRESO ALFAL
14 - 19 de julho de
2014
João Pessoa -
Paraíba - Brasil
O
PROJETO NÃO SESIONÓ DURANTE O XVII CONGRESSO
PROGRAMA
DIA 16 de julho de 2014 – das 14h20 às 15h40
14h20 |
A VARIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA
DE NÚMERO NO SN NO SEMIÁRIDO BAIANO E EM SALVADOR: A CAMINHO DO ENTENDIMENTO DA SÓCIO-HISTÓRIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO – Norma da Silva
Lopes (UNEB) |
14h40 |
O SUJEITO EM
ATAS ESCRITAS NA BAHIA DO SÉCULO XIX – Norma Lúcia Fernandes
de Almeida (UEFS), Eliana Sandra Pitombo Teixeira (UEFS) |
15h |
O USO DO
FUTURO NO PORTUGUÊS POPULAR DO RECÔNCAVO BAIANO – Isabel Silva Silveira
(UFBA/UESB) |
15h20 |
A
DISTRIBUIÇÃO DIATÓPICO-DIACRÔNICA DAS FORMAS VARIANTES DE 2P NA POSIÇÃO DE
SUJEITO
– Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ); Márcia Cristina de Birto Rumeu
(UFMG); Marco Antônio Martins (UFRN); Izete L. Coelho (UFSC) |
DIA 16 de julho de 2014 – das 16h às 19h
16h |
DA HISTÓRIA SOCIAL
À HISTÓRIA LINGUÍSTICA: DISCUTINDO A QUESTÃO – Dinah Maria
Isensee Callou (UFRJ) |
16h20 |
CAPITANIAS DA
BAHIA: ESCOLARIZAÇÃO E DEMOGRAFIA (1549 A 1834) – Emília Helena Portella
Monteiro de Souza (UFBA) e Noemi Pereira de Santana (UFBA) |
16h40 |
APORTES DAS
FONTES DA PRIMEIRA VISITAÇÃO DO SANTO OFÍCIO PARA UMA HISTÓRIA DA
ALFABETIZAÇÃO NO BRASIL – Tânia Conceição Freire Lobo (UFBA) |
17h |
TRATAMENTO
METODOLÓGICO DAS MÃOS INÁBEIS EM CORPORA
HISTÓRICO-DIACRÔNICOS – Huda da Silva Santiago (UEFS), Zenaide
de Oliveira Novais Carneiro (UEFS), Klebson Oliveira (UFBA) |
DIA 17 de julho de 2014 – das 14h20 às 15h40
14h20 |
CRÔNICAS HISTÓRICAS SOBRE OS
PORTUGUESES NO MAGREBE (SÉC. XV E XVI): FONTES PARA UM ESTUDO LEXICAL DO
PORTUGUÊS MÉDIO - Elena Lombardo (USP) |
14h40 |
A TRAJETÓRIA EDITORIAL DA OBRA DE
GABRIEL SOARES DE SOUSA: ASPECTOS LINGUÍSTICOS E FILOLÓGICOS – Bruna Baldini
de Miranda (USP) |
15h |
O “LIVRO DE
RAZÃO" DO ARQUIVO DO SOBRADO DO BREJO: TESTEMUNHO HISTÓRICO-LINGUÍSTICO
DO SERTÃO DA BAHIA NOS SÉCULOS XVIII E XIX – Mariana Fagundes
de Oliveira Lacerda (UEFS) |
15h20 |
NA “FRANQUEZA
DE CONFESSIONÁRIO”, DIZERES SOBRE A LÍNGUA E A ESCRITA LITERÁRIA NO BRASIL – A CORRESPONDÊNCIA ENTRE MÁRIO DE ANDRADE E PIO LOURENÇO
CORRÊA
– Lívia Letícia Belmiro Buscacio (UFF) |
DIA 18 de julho de 2014 – das 14h20 às 15h40
14h20 |
ANÁLISE CONTRASTIVA
DE MEMÓRIAS HISTÓRICAS PORTUGUESAS E HISPÂNICAS DO SÉC. XVIII: CONTRIBUIÇÕES
DAS TRADIÇÕES DISCURSIVAS PARA A ANÁLISE DIACRÔNICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO –
José da Silva Simões (USP) |
14h40 |
“POR QUANTO
ESTA HE MINHA ULTIMA VONTADE DO MODO QUE TENHO DITO”: TRADIÇÕES DISCURSIVAS,
TEXTUAIS E LINGUÍSTICAS EM TESTAMENTOS BRASILEIROS DOS SÉCULOS XVII A XIX
– Alessandra Castilho Ferreira da Costa (UFRN) |
15h |
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS ENVOLVIDOS EM TRANSCRIÇÕES/ EDIÇÕES DE TEXTOS DE SINCRONIAS
PASSADAS
– Elaine Marques Thomé Viegas, Érica Sousa de Almeida, Dinah Maria Isensee
Callou, Afranio Gonçalves Barbosa (UFRJ) |
______________________________________
ATIVIDADES DURANTE O XVI CONGRESSO
(Alcalá
de Henares)
______________________________________
I. Século XVII: impressos (importados) e manuscritos
públicos, privados e literários.
Manuscritos século XVII:
1. Manuscritos na
esfera privada:
(EM CONSTRUÇÃO)
Manuscritos na esfera
pública:
(a) Correspondência
oficial – cartas pessoais em circulação na esfera administrativa de
instituições públicas.
Pessoa, Marlos de Barros. Cartas do século XVII. Corpus do Projeto Textos Brasileiros dos Séculos XVIII. Recife: UFPE/PHPB, 2004.
MARIOTTO, Lia Carolina
Prado Alves & TOLEDO NETTO, Sílvio de Almeida (org.) (2004) Documentos do ouro: corpus dos séculos
XVII e XVIII. São Paulo, FFLCH-USP/FAPESP, CD-ROM. Informações por tolnet@osite.com.br ou flc@edu.usp.br
(b) Demais
documentação oficial – documentação geral da esfera pública – notariais,
jurídico, administrativos, relatórios, etc.
3 inventários escritos, datados entre 1698-1703,
editadas por Zenaide de Oliveira Novais Carneiro e por Norma Lúcia Fernandes de
Almeida em: CARNEIRO, Z.; ALMEIDA, N. Documentos
oficiais (século XVII ao XIX): inventários, testamentos e declarações, Cd,
Prohpor, 2001/Equipe Feira, coordenado por Ilza Ribeiro no âmbito do projeto
PHPB-Bahia, equipe Feira, fase 1 (1997-1998).
CARNEIRO, Zenaide. Escritos indígenas no Brasil
colonial e Imperial (século XVII - XIX), PHPB-Bahia, sendo editados por Zenaide
de Oliveira Novais Carneiro, Cd, 2009.
II. Século XVIII: impressos (importados) e manuscritos
públicos, privados e literários.
Impressos XVIII:
(EM CONSTRUÇÃO)
Manuscritos XVIII:
1. Manuscritos na
esfera privada:
1 (a) Correspondência particular
XVIII – cartas pessoais em circulação restrita – família, amigos, colegas, etc.
30 Cartas pessoais do Marquês do Lavradio
(português, Vice-Rei do Brasil) editadas por Leonardo Lennertz Marcotulio em : A preservação das
faces e a construção da imagem no discurso político do Marquês do Lavradio: as
formas de tratamento como estratégias de atenuação da polidez lingüística.
Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de
Pós Graduação em Letras Vernáculas, 2008
15 cartas pessoais editadas por Márcia Cristina
de Brito Rumeu em: Para uma história do português no Brasil: formas pronominais
e nominais de tratamento em cartas setecentistas e oitocentistas. Dissertação
de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2004
Distribuição: www.letras.ufrj.br/phpb-rj
1 (b) Correspondência institucional
privada XVIII – cartas pessoais em circulação na esfera administrativa de
instituições privadas – casas de comércio, pequenas lojas, ordens religiosas
fora da máquina pública, irmandades laicas, hospitais, clubes.
CARNEIRO, Zenaide.
Escritos indígenas no Brasil colonial e Imperial (século XVII - XIX),
PHPB-Bahia, sendo editados por Zenaide de Oliveira Novais Carneiro, Cd, 2009.
CARNEIRO, Zenaide.
Livros do “Campo Seco”: anotações de duas gerações
sertanejas baianas (1755-1832), PHPB-Bahia, sendo editados por
Zenaide de Oliveira Novais Carneiro, Cd, 2008. Memorial contábil entremeadas de anotações do
cotidiano da Fazenda Brejo Seco. Trata-se do “Livro do Gado” com 57 folhas e o
“Livro de Razão” (195 folhas). O primeiro a escrever foi o português Miguel
Lourenço (1755-1785), que assumiu as terras do Campo Seco, por casamento, com a
jovem brasileira Ana Francisca. A seguir, em 1794, o brasileiro de pouca
escolaridade, genro de Miguel Lourenço, Antonio Pinheiro Pinto.
25 cartas escritas em São Paulo, com alguns
redatores brasileiros identificados, editadas e com fac-símile. Simões, José da
Silva & Kewitz, Verena. Edição das
Cartas da Capitania de São Paulo: Aldeamento de Índios - Século XVIII e XIX.
In: Simões, José da Silva & Kewitz, Verena (Eds.) Cartas Paulistas dos Séculos XVIII e XIX: uma
contribuição para os corpora do PHPB.
São Paulo: Humanitas/ FFLCH / USP, 2006. 1 CD-rom.
ISBN: 85-98292-893.
24 cartas escritas em Minas Gerais
para Dona Clara Felícia Rosa. In: RAMOS, Jânia Martins. Cartas de Clara Felícia
Rosa da Silva Botelho – 1777-1785. Belo Horizonte: Projeto PHPB/MG, 2004, CD-rom.
Documentos da administração privada:
transcrição parcial do Livro de Termos da Irmandade do Rosário dos Pretos,
Minas Gerais, século XVIII. Material distribuído eletronicamente por ramosjan@zaz.com.br
Cartas de mercadores portugueses escritas no
Brasil editadas na Tese Para uma História
do Português Colonial: aspectos lingüísticos em cartas de comércio, 1999,
de Afranio Barbosa (UFRJ)
Cartas de mercadores portugueses escritas em Portugal
Cartas de mercadores portugueses escritas no Brasil editadas
na Tese de Luiz Palladino Netto (UFRJ): Uma edição de cartas de
mercadores portugueses do século XVIII e o uso variável do artigo diante de
possessivo. Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da UFRJ – Tese
de Doutorado
MARIOTTO, Lia Carolina
Prado Alves & TOLEDO NETTO, Sílvio de Almeida (org.) (2004) Documentos do ouro: corpus dos séculos
XVII e XVIII. São Paulo, FFLCH-USP/FAPESP, CD-ROM. Informações por tolnet@osite.com.br ou flc@edu.usp.br
1 (c) Demais documentação privada –
documentação geral da esfera institucional privada – casas de comércio,
pequenas lojas, ordens religiosas fora da máquina pública, irmandades laicas,
hospitais, clubes.
(EM CONSTRUÇÃO)
2. Manuscritos na
esfera pública:
2 (a) Correspondência oficial XVIII –
cartas pessoais em circulação na esfera administrativa de instituições
públicas.
126 Cartas oficiais escritas na Bahia
em livro: LOBO, Tânia (org.). Cartas baianas setecentistas. São Paulo:
Humanistas, 2001. 240 p.
Cartas oficiais editadas com fac-simile em Cartas oficiais da Paraíba. João Pessoa:
Idéia, 2004, 186 p. il., de Maria Cristina de Assis Pinto Fonseca; ou na Tese Caracterização Lingüística de Cartas
oficiais da Paraíba, 2003, de Maria Cristina de Assis PintoFonseca
(UFPE) – 50 cartas do séc. XVIII e 170 do XIX.
Cartas oficiais escritas no Rio de Janeiro,
Brasil, editadas na Tese Para uma
História do Português Colonial: aspectos lingüísticos em cartas de comércio,
1999, de Afranio Barbosa (UFRJ) – 24 documentos.
Cartas oficiais escritas em
Pernambuco, editadas em: Pessoa, Marlos de Barros; Santos, Marcelo Bernardo dos
& Fonseca, Ronaldo de Lima. Cartas do
século XVIII. Corpus do Projeto
Textos Brasileiros dos Séculos XVIII. Recife: UFPE/PHPB, 2004.
40 Cartas pessoais na esfera pública do Marquês
do Lavradio (português, Vice-Rei do Brasil) a diversos governadores e outras
autoridades coloniais editadas por Leonardo Lennertz Marcotulio em: A preservação das faces e a construção da
imagem no discurso político do Marquês do Lavradio: as formas de tratamento
como estratégias de atenuação da polidez lingüística. Dissertação de
Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós Graduação
em Letras Vernáculas, 2008
15 cartas oficiais editadas por Márcia Cristina
de Brito Rumeu em: Para uma história do português no Brasil: formas pronominais
e nominais de tratamento em cartas setecentistas e oitocentistas. Dissertação
de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2004
2 (b) Demais documentação oficial –
documentação geral da esfera pública – notariais, jurídico, adminitrativos,
relatórios, etc.
Uma Devassa escrita na Bahia em:
LOBO, Tânia (org.). Cartas baianas setecentistas. São Paulo: Humanistas, 2001.
240 p.
9 documentos oficiais (cartas, certidões e
relatórios) da Vila de Antonina – Paraná – em: Aguilera, Wanderci de Andrade
& Vasconcelos, Celciane Alves (Orgs) Scripturae
nas Vilas de São Luiz de Goaratatuba e Antonina: manuscritos setecentistas e
oitocentistas. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2007. (ISBN
978-85-98196-61-9).
16 documentos oficiais (cartas, certidões e
relatórios) da Vila de São Luiz de Goaratuba – Paraná – em: Aguilera, Wanderci
de Andrade & Vasconcelos, Celciane Alves (Orgs) Scripturae nas Vilas de São Luiz de Goaratatuba e Antonina: manuscritos
setecentistas e oitocentistas. Londrina: Universidade Estadual de Londrina,
2007. (ISBN 978-85-98196-61-9).
24 cartas oficiais e 1
certidão da vila de Pernagoa – Paraná – em: Aguilera, Wanderci de Andrade &
Vasconcelos, Celciane Alves (Orgs) Scripturae
na Vila de Pernagoa manuscritos setecentistas. Londrina: Universidade
Estadual de Londrina, 2007. (ISBN 978-85-98196-60-2).
Requerimentos e outros documentos
formulaicos editados em: Pessoa, Marlos de Barros & Santos, Marcelo
Bernardo dos. Requerimentos - século
XVIII. Corpus do Projeto Textos Brasileiros
dos Séculos XVIII. Recife: UFPE/PHPB, 2004.
3 declarações e 1 testamento, datados entre
1746-1793, editadas por Zenaide de Oliveira Novais Carneiro e por Norma Lúcia
Fernandes de Almeida em: CARNEIRO, Z.; ALMEIDA, N. Documentos oficiais (século XVII ao XIX): inventários, testamentos e
declarações, Cd, Prohpor, 2001/Equipe Feira, coordenado por Ilza Ribeiro no
âmbito do projeto Equipe Feira, coordenado por Ilza Ribeiro no âmbito do
projeto PHPB-Bahia, equipe Feira, fase 1 (1997-1998).
CARNEIRO, Zenaide. Escritos indígenas no Brasil
colonial e Imperial (século XVII - XIX), PHPB-Bahia, sendo editados por Zenaide
de Oliveira Novais Carneiro, Cd, 2009.
COSTA, Renata Ferreira. Edição semidiplomática de Memória Histórica da Capitania de São Paulo e todos os seus Memoráveis
Sucessos desde o anno de 1531 thé o prezente de 1796, de Manuel Cardoso de
Abreu. Distribuição feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
FERNANDES, Nathália Reis. Edição de Processos Crimes dos Séculos XVIII,
XIX e XX. Distribuição feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
3 Manuscritos na esfera Literária
Entremezes portuguesas (peças teatrais): www.letras.ufrj.br/laborhistorico
III. Século XIX: impressos e manuscritos públicos, privados e
literários.
Impressos XIX:
Cartas de leitores
Cartas impressas em jornais: cartas de leitores de sete cidades
brasileiras. Retiradas de: Barbosa, Afranio G. & LOPES, Célia Regina dos S.
Críticas, queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX:
cartas de leitores. Rio de Janeiro: UFRJ, Pós-Graduação em Letras Vernáculas:
FAPERJ, 2006. 299 p. ISBN: 85-87043-49-8
Citar esse material por autores regionais
separados pelos capítulos:
Ilza Ribeiro (Salvador)
Rosa Virgínia Mattos e Silva
Zenaide de Oliveira N. Carneiro (Feira de
Santana). 19 cartas de leitores na imprensa baiana do século XIX com a
colaboração de Norma Lúcia Fernandes de Almeida; Hilmara Moura; Aldísia
Malafaia e Ana Cristina Santos Farias
Jânia Ramos & Mônica Alkmim
Sônia M. L. Cyrino
Marlos de Barros Pessoa
Afranio Barbosa, Célia Lopes & Dinah Callou
Ataliba de Castilho, Marcelo Modolo, Marilza de
Oliveira & Verena Kewitz
Cartas impressas em jornais: cartas de leitores extraídas de jornais
de Santa Catarina – Informações com Izete Lehmkuhl Coelho em izete@linhalivre.net ou izete@cce.ufsc.br
Cartas de redatores/Editoriais
Cartas impressas em jornais: cartas de redatores de sete cidades
brasileiras. Retiradas de: Barbosa, Afranio G. & LOPES, Célia Regina dos S.
Críticas, queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX:
cartas de leitores e cartas de redatores. Rio de Janeiro: Projeto
PHPB-Rio/FAPERJ. Edição Eletrônica, 2004.
Dessa publicação foram retiradas apenas as
cartas de redatores. As cartas de leitores serão retiradas de sua publicação em
livro revisada por cada equipe regional.
20 Cartas de Christiano Ottoni
(artigos-editoriais) publicadas no Correio
Paulistano (SP) – 1876. Disponíveis em www.letras.ufrj.br/folhetim (ver corpora / textos não literários.
JUBRAN, Clélia.
Coleta de corpus de A Província/ O Estado de São Paulo para
o PHPP. Cartas de Leitores e editoriais do s]éculo
XIX. Distribuição feita por cleliaj@uol.com.br
MARQUES, Alexandra de
Souza. Editoriais de jornais do século
XIX. Distribuição feita por
modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
Cartas do redator/editoriais XIX (de jornais
cearenses). Informações www.tradice.ufc.br
Editoriais em www.letras.ufrj.br/varport
(Correspondem a parte
do conteúdo do Cd Críticas, queixumes e
bajulações... (2004))
Notícias
Notícias do Diario
do Rio de Janeiro (RJ) em www.letras.ufrj.br/folhetim
Notícias do Jornal
do Commercio (RJ) em www.letras.ufrj.br/folhetim - atualização 2008
Notícias em: www.letras.ufrj.br/varport
Anúncios
Para o III Seminário
Nacional do PHPB (Campinas-SP, 1999), as equipes regionais da Bahia, de Minas
Gerais, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e de São
Paulo editaram corpora locais com anúncios publicados em jornais brasileiros do século XIX. Todo esse
material, totalizando 1643
anúncios, foi reunido sob forma de capítulos em:
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais e ALMEIDA,
Norma Lúcia (org), 320 anúncios publicados entre 1808-1900 publicados em
GUEDES, Marymárcia & BERLINK, Rosane de Andrade (Orgs). E os preços eram
commodos...: anúncios de jornais brasileiros século XIX São Paulo:
Humanitas/FFLCH/USP, 2000. 465 p. (Série Diachronica: Fontes para a História da
Língua Portuguesa, 2). ISBN: 85-86087-86-6.
GUEDES, Marymárcia & BERLINK, Rosane de
Andrade (Orgs). E os preços eram commodos...: anúncios de jornais
brasileiros século XIX São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2000. 465 p. (Série
Diachronica: Fontes para a História da Língua Portuguesa, 2).
ISBN: 85-86087-86-6.
Anúncios publicitários dos séculos XIX (de
jornais cearenses). Informações www.tradice.ufc.br
Anúncios em www.letras.ufrj.br/varport
Três edições completas do Correio Paulistano
(22/08/1854; 05/09/1854 e 02/04/1875), uma edição de A Província de S. Paulo (28/01/1875) e uma edição de O Estado de São Paulo (20/02/1901) – no total 62.464 palavras – contando com editorial, folhetim,
anúncios, cartas de leitores, notícias, entre outros materiais. Material
organizado por Costa, Alessandra Castilho Ferreira da.
Tradições discursivas da mídia impressa dos séculos XIX a XXI do português
brasileiro. São Paulo: PHPP/USP, 2009.
Distribuição feita por alessandracastilho@gmx.de
Textos Literários:
Peças, Folhetins e Crônicas
Peça “Sangue Limpo” do teatrólogo paulista Paulo
Eiró (1836-1871). Edição edição semidiplomática de
Vinícius Gonçalves dos Santos baseada na 1ª. edição de
Distribuição: Marcelo Módolo modolo@usp.br
(Universidade de São Paulo).
22 Folhetins (crônicas) de França Júnior
10 Crônicas de “Sílvio Sílvia”
Disponíveis em: www.letras.ufrj.br/folhetim (atualização 2008)
Manuscritos XIX:
1. Manuscritos na
esfera privada:
1 (a) Correspondência
particular séc. XIX – cartas pessoais em circulação restrita – família, amigos,
colegas, etc.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais Carneiro
(Coord.). Cartas do Sobrado do Brejo Seco. Cd, 2009, com fac-símile. Trata-se
de 70 cartas do Sobrado Brejo Seco na região da Serra Geral, século XIX, sendo
20 editadas por Zenaide Carneiro (parte das 500 cartas editada em sua tese de
doutoramento, 2005); 10 cartas editadas por Maria Rosane Passos dos Santos e 50
cartas desse casarão doadas a Gilberto Freyre em processo de compilação.
197 cartas enviadas a Cícero Dantas Martins, barão de Jeremoabo,
escrita por sertanejos pouco não cultos. Parte das 500 cartas editada na
tese de doutorado em CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais Cartas Brasileiras (1808-1904):
um estudo lingüístico-filológico/ Zenaide de Oliveira Novais Carneiro. --
Campinas, SP: [s.n.], 2005, volume 2, parte 3, edição em fac-símile com
localização espacial e temporal; (ii) identificação de dados relevantes sobre
os remetentes (data de nascimento entre 1724-1880), gênero, além de parte
permitir classificá-los por níveis de escolaridade, idade, classe social e
outros) e os destinatários e (iii) contextualização da amostra com base na
história externa do português brasileiro.
79 cartas escritas em São Paulo e no Rio de
Janeiro, com redatores brasileiros identificados, editadas e com fac-símile em:
Kewitz, Verena. Edição da Correspondência
Passiva de Washington Luiz - Século XIX. São Paulo: Projeto para a História
do Português Brasileiro – Equipe São Paulo/USP, 2005-2006. In: Simões, José da
Silva & Kewitz, Verena (Eds.) Cartas Paulistas dos Séculos XVIII e XIX:
uma contribuição para os corpora do
PHPB. São Paulo: Humanitas/ FFLCH / USP, 2006. 1 CD-rom. ISBN: 85-98292-893.
19 cartas de paulistas identificados, com
fac-símile e editadas em: Simões, José da Silva (Org.), Módolo, Marcelo &
Romero, Nanci. Edição das Cartas Paulistas da BNRJ. São Paulo: Projeto para a
História do Português Brasileiro – Equipe São Paulo/USP, 2004-2006. In: Simões,
José da Silva & Kewitz, Verena (Eds.)
Cartas Paulistas dos Séculos XVIII e XIX:
uma contribuição para os corpora do
PHPB. São Paulo: Humanitas/ FFLCH / USP, 2006. 1 CD-rom. ISBN: 85-98292-893.
Conjunto de cerca de 200
cartas particulares de enclausuradas no Convento de Santa Clara do Desterro
editadas na tese:
LOBO, Tânia Conceição Freire (2001) Para uma sociolingüística histórica do português no Brasil. Edição filológica e análise lingüística de cartas particulares do Recôncavo da Bahia, século XIX. São Paulo: USP.
197 cartas enviadas a Cícero Dantas Martins, barão de Jeremoabo,
escrita por sertanejos pouco não cultos. Parte das 500 cartas editada na
tese de doutorado em CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais Cartas Brasileiras
(1808-1904): um estudo lingüístico-filológico/ Zenaide de Oliveira Novais
Carneiro. -- Campinas, SP: [s.n.], 2005, volume 2, parte 3, edição em
fac-símile com localização espacial e temporal; (ii) identificação de dados
relevantes sobre os remetentes (data de nascimento entre 1724-1880), gênero,
além de parte permitir classificá-los por níveis de escolaridade, idade, classe
social e outros) e os destinatários e (iii) contextualização da amostra com
base na história externa do português brasileiro.
102 cartas pessoais escritas em Minas Gerais.
In: RAMOS, Jânia Martins; ALKMIM, Mônica G. R. & CHAVES, Elaine. Cartas Pessoais do século XIX – Acervo
Histórico Monsenhor Horta. Mariana: Instituto de Ciências Humanas e Sociais –
UFOP / FAPEMIG / Projeto PHPB/MG, 2002, CD-rom.
Cartas pessoais recebidas em recife e diversas
procedências, em: Pessoa, Marlos de Barros & Silva, Marcio José da. Cartas pessoais do século XIX. Corpus do
Projeto Textos Brasileiros dos Séculos
XVIII. Recife: UFPE/PHPB, 2004.
Cartas familiares editadas em: CYRINO, Sonia M.
Lazzarini; BARRICHELO, Jerusa & PAULA, Flávia Figueiredo de. Cartas
não-oficiais – Curitiba, Paraná. Curitiba: Projeto PHPB /PR, 2004, CD-rom.
Cartas Familiares ao Sr. José Lourenço.
Cartas pessoais editadas por Célia Lopres et alii (familiares, noivos, namorados e
afins) em: www.letras.ufrj.br/laborhistorico
Edição de 41 cartas pessoais manuscritas de
Cristiano B. Ottoni e Bárbara B. Ottoni a seus dois
netos Christiano e Mizaelno período de
Cartas pessoais a Rui Barbosa editadas por
Dinah Callou et alii. Disponíveis em:
www.letras.ufrj.br/phpb-rj
Cartas pessoais da família Pedreira
Ferraz-Magalhães editadas por Márcia Cristina de Brito Rumeu em: A
implementação de ‘Você’ no português brasileiro oitocentista e novecentista: um
estudo de painel. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2008
15 cartas pessoais editadas por Márcia Cristina
de Brito Rumeu em: Para uma história do português no Brasil: formas pronominais
e nominais de tratamento em cartas setecentistas e oitocentistas. Dissertação
de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2004
MARQUES, Alexandra de
Souza. Correspondências particulares do
Fundo Rafael Tobias de Aguiar editadas,
Museu Paulista. Edição de Alexandra de Souza Marques, Supervisão de Marcelo
Módolo. Distribuição feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
1 (b) Correspondência
institucional privada séc. XIX – cartas pessoais em circulação na esfera
administrativa de instituições privadas – casas de comércio, pequenas lojas,
ordens religiosas fora da máquina pública, irmandades laicas, hospitais, clubes.
CARNEIRO, Zenaide.
Livros do “Campo Seco”: anotações de duas gerações
sertanejas baianas (1755-1832), PHPB-Bahia, sendo editados por
Zenaide de Oliveira Novais Carneiro, Cd, 2008. Memorial contábil entremeadas de anotações do
cotidiano da Fazenda Brejo Seco. Trata-se do “Livro do Gado” com 57 folhas e o
“Livro de Razão” (195 folhas). Encerrando as anotações, em 1832, o filho
Antonio Pinheiro Pinto, Inocêncio Pinheiro Canguçu, neto de Miguel Lourenço.
203 cartas avulsas e mistas (privadas, pessoais ou em
circulação pública) para vários destinatários; majoritariamente escrita por
pessoas cultas. Parte das 500 cartas editada na tese de doutorado em CARNEIRO,
Zenaide de Oliveira Novais. Cartas Brasileiras (1808-1904): um estudo
lingüístico-filológico/ Zenaide de Oliveira Novais Carneiro. -- Campinas, SP:
[s.n.], 2005, volume 2, parte 1, edição em fac-símile com localização espacial
e temporal; (ii) identificação de dados relevantes sobre os remetentes (data de
nascimento entre 1724-1880), gênero, além de parte permitir classificá-los por
níveis de escolaridade, idade, classe social e outros) e os destinatários e
(iii) contextualização da amostra com base na história externa do português
brasileiro.
CARNEIRO, Zenaide. Documentação de irmandades de
pretos e pardos do semi-árido baiano (século XIX), em processo de compilação.
4 cartas escritas em São Paulo, com alguns
redatores brasileiros identificados, editadas e com fac-símile em: Simões, José
da Silva & Kewitz, Verena. Edição das
Cartas da Capitania de São Paulo: Aldeamento de Índios - Século XVIII e XIX.
São Paulo: Projeto para a História do Português Brasileiro – Equipe São
Paulo/USP, 2005-2006. In: Simões, José da Silva & Kewitz, Verena (Eds.) Cartas Paulistas dos Séculos XVIII e XIX: uma contribuição para os corpora do PHPB. São Paulo: Humanitas/
FFLCH / USP, 2006. 1 CD-rom. ISBN: 85-98292-893.
Cartas comerciais endereçadas a pequena loja no
Paraná editadas em: CYRINO, Sonia M. Lazzarini; BARRICHELO, Jerusa & PAULA,
Flávia Figueiredo de. Cartas não-oficiais – Curitiba, Paraná. Curitiba: Projeto
PHPB /PR, 2004, CD-rom. Cartas Familiares ao Sr. José Lourenço.
1 (c) Demais
documentação privada séc. XIX – documentação geral da esfera institucional
privada – casas de comércio, pequenas lojas, ordens religiosas fora da máquina
pública, irmandades laicas, hospitais, clubes.
Documentação variada de irmandade laica editada
em: OLIVEIRA, Klebson. Textos escritos
por africanos e afro-descendentes na Bahia do século XIX: fontes do nosso latim vulgar? Salvador, 2003.
Dissertação (Mestrado em Letras e Lingüística) – Programa de Pós-Graduação do
Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, 2003.
Documentação variada de irmandade laica editada
em: OLIVEIRA, Klebson Negros e escrita no
Brasil do século XIX: sócio-história, edição filológica de documentos e
estudo lingüístico. Salvador, 2006. Tese (Doutorado em Letras e Lingüística) –
Programa de Pós-Graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal da
Bahia.
Edição de documentos de administração privada
coordenada por Ilza Maria de Oliveira Ribeiro – Cartas do Rosário dos Pretos do Pelourinho – Bahia, século XIX.,
colaboração de Ana Cristina Farias, Vanesca Bispo, Soraia Rebouças, Maria
Margareth Costa. Material distribuído eletronicamente por ilzaribeiro@e-net.com.br.
Edição de documentos, em sua maioria cartas, da
administração privada do Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Bahia.
Trabalho coordenado por Ilza Maria de Oliveira Ribeiro. Material distribuído
eletronicamente por ilzaribeiro@e-net.com.br.
2. Manuscritos na
esfera pública séc. XIX:
2 (a) Correspondência
oficial séc. XIX – cartas pessoais em circulação na esfera administrativa de
instituições públicas.
100 cartas privadas
enviadas ao governador Severino Vieira (1901-1902), escritas por pessoas com
diferentes graus de escolaridade. Parte das 500 cartas editada na tese de
doutorado em CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais Cartas Brasileiras
(1808-1904): um estudo lingüístico-filológico/ Zenaide de Oliveira Novais
Carneiro. -- Campinas, SP: [s.n.], 2005, volume 2, parte 2, edição em
fac-símile com localização espacial e temporal; (ii) identificação de dados
relevantes sobre os remetentes (data de nascimento entre 1724-1880), gênero,
além de parte permitir classificá-los por níveis de escolaridade, idade, classe
social e outros) e os destinatários e (iii) contextualização da amostra com base
na história externa do português brasileiro.
Cartas oficiais editadas com fac-simile em Cartas oficiais da Paraíba. João Pessoa:
Idéia, 2004, 186 p. il., de Maria Cristina de Assis Pinto Fonseca; ou na Tese Caracterização Lingüística de Cartas oficiais
da Paraíba, 2003, de Maria Cristina de Assis PintoFonseca (UFPE) – 50
cartas do séc. XVIII e 170 do XIX.
15 cartas oficiais editadas por Márcia Cristina
de Brito Rumeu em: Para uma história do português no Brasil: formas pronominais
e nominais de tratamento em cartas setecentistas e oitocentistas. Dissertação
de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2004
2 (b) Demais documentação oficial séc. XIX –
documentação geral da esfera pública – notariais, jurídico, administrativos,
relatórios, etc.
5 documentos oficiais (cartas, certidões e
relatórios) da Vila de Atonina – Paraná – em: Aguilera, Wanderci de Andrade
& Vasconcelos, Celciane Alves (Orgs) Scripturae
nas Vilas de São Luiz de Goaratatuba e Antonina: manuscritos setecentistas e
oitocentistas. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2007. (ISBN
978-85-98196-61-9).
10 testamentos, 2 declarações com teor de
testamento e 3 inventários, datados entre 1802-1881, editadas por Zenaide de
Oliveira Novais Carneiro e por Norma Lúcia Fernandes de Almeida em: CARNEIRO,
Z.; ALMEIDA, N. Documentos oficiais
(século XVII ao XIX): inventários, testamentos e declarações, Cd, Prohpor,
2001/Equipe Feira, coordenado por Ilza Ribeiro no âmbito do projeto PHPB-Bahia,
equipe Feira, fase 1 (1997-1998).
2 (b) Demais
documentação oficial – documentação geral da esfera pública – notariais,
jurídico, adminitrativos, relatórios, etc.
"Autos de querella", século XIX.
Edição semi-diplomática. (Documentos do Arquivo Público do Ceará). Informações www.tradice.ufc.br
FERNANDES, Nathália
Reis. Edição de Processos Crimes dos Séculos XVIII, XIX e XX. Distribuição
feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
3 Manuscritos na
esfera Literária
Entremezes portuguesas (peças teatrais): www.letras.ufrj.br/laborhistorico
IV. Século XX: impressos e manuscritos públicos, privados e
literários.
Impressos séc XX:
CARNEIRO, Zenaide (coord.) 230 cartas de
leitores e redatores de dois jornais Feirenses (1900-2000), editados por Mônica
Araújo Cruz; Lorena Rosa Santos e Tárcia Priscila Lima Dória, cd., 2009.
Cartas impressas em jornais: cartas de leitores extraídas de jornais
de Santa Catarina – Informações com Izete Lehmkuhl Coelho em izete@linhalivre.net ou izete@cce.ufsc.br
Cartas do redator/editoriais XX (de jornais
cearenses). Informações www.tradice.ufc.br
CARNEIRO, Zenaide (coord.). 200 anúncios do Jornal
Folha do Norte/Feira de Santana, 1909-2006, cd. 2009.
SEGUNDO, Paulo
Roberto Gonçalves. Editoriais da imprensa
paulistana de bairro, séculos XX e XXI. Distribuição feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com ou paulosegundo@uol.com.br
COSTA, Alessandra
Castilho Ferreira da. Textos
jornalísticos. Edições de O Estado de São Paulo (1901, 1931, 1961 e 1991) e
Edições do Correio Paulistano (1901, 1931 e 1961). Distribuição feita por alessandracastilho@gmx.de
JUBRAN, Clélia.
Coleta de corpus de A Província/ O Estado de São Paulo para o
PHPP. Cartas de Leitores e editoriais do século XX. Distribuição feita por
cleliaj@uol.com.br
Anúncios publicitários do séculos XX (de
jornais cearenses). Informações www.tradice.ufc.br
Anúncios em www.letras.ufrj.br/varport
Editoriais em www.letras.ufrj.br/varport
Notícias em www.letras.ufrj.br/varport
Manuscritos séc XX:
1 (a) Correspondência
particular séc. XX – cartas pessoais em circulação restrita – família, amigos,
colegas, etc.
Cartas pessoais séc. XX editadas por Célia
Lopres et alii (familiares, noivos, namorados e
afins) em: www.letras.ufrj.br/laborhistorico
Cartas pessoais da família Pedreira
Ferraz-Magalhães editadas por Márcia Cristina de Brito Rumeu em: A
implementação de ‘Você’ no português brasileiro oitocentista e novecentista: um
estudo de painel. Tese de Doutorado UFRJ/Faculdade de Letras / Programa de Pós
Graduação em Letras Vernáculas, 2008.
Cartas pessoais da Bahia editadas por Ana
Sartori Granda em: Cartas de amor na Bahia do século XX: normas
lingüísticas, práticas de letramento e tradições do discurso epistolar.
Dissertação de Mestrado UFBA/ Instituto de Letras / Programa de Pós graduação
em Letras e Lingüística.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Cartas de familiares da família Costa Pinto, cd. 2008, com fac-símile. Trata-se
de 101 cartas datadas de 1902-1955, editadas por Maria Rosane Passos dos
Santos,
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Cartas para a noiva, 1937-1950, cd. 2009, com fac-símile. Trata-se 37 cartas
escritas por um jovem rapaz a sua noite, editadas por Denise Branco Cerqueira e
Mônica Araújo Cruz.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Documentos pessoais de Gastão Guimarães, primeira metade do século XX, em
processo de edição por Denise Branco Cerqueira e Mônica Araújo Cruz, com
fac-símile.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Cartas para Dantas Jr. Cd., 2009, com fac-símile. Trata-se de 230 cartas
datadas entre 1917-1955 editadas com a colaboração por Marta Carvalho Ferreira e
Eliane Santos Leite. Sendo parte escrita por pessoas cultas e parte escrita por
descendentes dos autores das cartas enviadas ao barão de Jeremoabo, editados
por Zenaide de Oliveira Novais Carneiro em sua tese de doutoramento (2005).
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Cartas de familiares de Vanderley Pinho (século XX) em processo de edição.
CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais (Coord.).
Cartas pessoais a Teodoro Sampaio (século XX) em processo de edição.
1 (b) Correspondência institucional
privada séc. XX – cartas pessoais em circulação na esfera administrativa de
instituições privadas – casas de comércio, pequenas lojas, ordens religiosas
fora da máquina pública, irmandades laicas, hospitais, clubes.
(EM CONSTRUÇÃO)
1 (c) Demais
documentação privada séc. XX – documentação geral da esfera institucional
privada – casas de comércio, pequenas lojas, ordens religiosas fora da máquina
pública, irmandades laicas, hospitais, clubes.
Prontuários médicos não formulaicos,
memorandos, anotações e avaliações médicas, cartas pessoais, dentre outros
materiais da primeira metade do século XX editados por Maria Célia
Lima-Hernandes (FFLCH-USP). Distribuição: mceliah@usp.br
2 (b) Demais
documentação oficial – documentação geral da esfera pública – notariais,
jurídico, adminitrativos, relatórios, etc.
FERNANDES, Nathália
Reis. Edição de Processos Crimes dos Séculos XVIII, XIX e XX. Distribuição
feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
XV CONGRESSO
INTERNACIONAL DA ALFAL
__________________________________________________
Veja aqui os trabalhos completos para o XV Congresso (versão pdf)
___________________________________________________
Projeto de investigação da ALFAL sobre a
História do Português (P3)
Coordenação:
Célia Regina dos Santos Lopes celiar@unisys.com.br
Afranio Gonçalves Barbosa afraniogb@gmail.com
Caros
pesquisadores:
O Projeto (Comissão) de Investigação História do Português, como os
outros projetos de investigação da ALFAL, dispõe de apenas 9h para a realização
de suas atividades durante o próximo Congresso, celebrado no Uruguai. Por ser
um espaço aberto à discussão das pesquisas em andamento sobre a história do
português brasileiro -em perspectiva contrastiva aos estudos do espanhol na
América- a Coordenação propõe as seguintes orientações/informações para os
pesquisadores interessados em participar da Comissão História do Português:
- As atividades da comissão serão divididas em 6 sessões temáticas de 90 minutos cada. São elas:
(1)
Corpus diacrônico do português e do espanhol
americanos
(2)
Gêneros
discursivos e mudança lingüística: a “história
da língua” na “história dos textos”
(3) Mudança sintática I: sistema pronominal
(4) Mudança sintática II: estudos comparativos
(5) História social dos centros urbanos
(6)
Sessão
conjunta compartilhada com outras comissões
- Os interessados deverão enviar os resumos, indicando
as sessões temáticas de seu interesse. A Coordenação, a partir da análise dos
resumos, definirá os componentes das mesas temáticas e os debatedores de cada
sessão.
- Os participantes que tiverem suas propostas aceitas
deverão compartilhar seus textos com todos os membros da sessão, ainda que em
versão preliminar. Nesse caso, receberão os certificados de apresentação de
trabalho os participantes que encaminharem, com antecedência, os textos para
discussão e que participarem das sessões da Comissão
de História do Português durante o Congresso, seja como responsáveis por
coordenar as mesas temáticas, seja como debatedores (potencialmente, todos os
autores dos textos partilhados).
- Não
estão previstas, dessa forma, sessões
de “Comunicação” no formato convencional, ou seja, cada um apresentando
oralmente uma comunicação durante 15 minutos, etc, etc. Os pesquisadores que
efetivamente quiserem apresentar seus trabalhos, sob a forma de comunicação,
poderão enviar suas propostas às outras modalidades definidas pela Comissão
Organizadora do Congresso: Comunicações, Comunicações Coordenadas ou Posters. Lembrem-se que, como consta da
primeira circular, “cada participante
poderá apresentar no máximo duas propostas, na qualidade de autor
principal ou co-autor”. Nesse sentido, os pesquisadores interessados
poderão participar das discussões de nossa Comissão
de História do Português e ainda apresentar uma comunicação no formato
tradicional nas outras modalidades do Congresso.
Contamos com a colaboração de todos e
aguardamos o envio dos resumos até
31/12/2007 para a preparação do Programa no formato previsto acima.
Cordialmente,
Célia Lopes e Afranio Barbosa
Coordenadores: Célia Regina dos Santos Lopes (Universidade
Federal do Rio de Janeiro/Brasil) celiar@unisys.com.br e Afranio Gonçalves Barbosa (Universidade Federal do Rio de
Janeiro/Brasil) afraniogb@gmail.com
“Mudanças Histórico-lingüísticas: convergências e divergencias nas
Línguas Ibero-americanas”
1. Apresentação da
proposta
A proposta apresentada pela Comissão
de História do Português Brasileiro
para o XIV Congresso da ALFAL, no México,
visa atender às diretrizes gerais definidas pela atual gestão da ALFAL e se
organiza tendo em vista duas frentes de atuação intrinsecamente relacionadas.
Como objetivo específico, que caracteriza e individualiza a Comissão,
pretende-se dar continuidade à divulgação dos estudos sobre mudança lingüística
e sobre a sócio-história do português do Brasil, desenvolvidos no âmbito do Projeto Para a História do Português
Brasileiro (PHPB) e do Programa História das Línguas: variedades,
gramaticalização, discursos - Programa Brasil-Alemanha (PROBRAL - Acordo CAPES-DAAD). Para atender a tal objetivo,
entretanto, propõe-se congregar pesquisadores hispano-americanos, brasileiros e
europeus (espanhóis, portugueses e alemães) de diferentes perspectivas
teóricas, mas que tenham interesses acadêmico-científicos comuns e estudem
temas afins. O intuito é discutir e divulgar os resultados de pesquisas sobre
Mudança Gramatical nas línguas ibero-americanas, História social do Espanhol da
América e do Português Brasileiro e ainda estabelecer uma programação de
investigação sobre tradições discursivas que tenham sido estabelecidas através
dos tempos.
2.
Objetivos:
1) Estreitar as relações com
pesquisadores interessados nos estudos bilaterais sobre a História Social do
Espanhol da América e do Português Brasileiro, com vistas a futuras comparações
entre as duas línguas, de modo a identificar aspectos divergentes e convergentes;
2) Estabelecer uma rede de estudos
sobre mudança gramatical, a partir de estudos sincrônicos e diacrônicos
desenvolvidos conjuntamente entre pesquisadores brasileiros, hispano-americanos
e europeus.
3) Divulgar os resultados das pesquisas
conjuntas sobre mudança gramatical/tradições discursivas e incentivar o
desenvolvimento de estudos que visem ao conhecimento mais amplo do Português
Brasileiro e do Espanhol da América, sem excluir, nessa dimensão, a busca da
identidade pela alteridade, ou seja, pelo contraste com as línguas ibéricas;
3. Propostas temáticas:
Embora alguns lingüistas considerem
incompatível o diálogo entre as várias correntes da Lingüística, vistas por uns
como antagônicas, diversos estudos, inseridos no quadro da Sociolingüística
Paramétrica ou Variação Paramétrica (Roberts & Kato, 1993; Duarte, 1995),
já provaram que a conjugação das teorias pode dar bons resultados. De um lado,
o gerativismo tem buscado a formalização de regras, principalmente, no nível
sintático, do conhecimento internalizado pelos falantes e dos processos mentais
que constituem a faculdade da linguagem, mas vem tentando identificar os
condicionamentos universais sobre a mudança ao se deparar com dados lingüísticos
de séculos passados. De outro, a Sociolingüística defende ser a variação
inerente às línguas e determinada por fatores lingüísticos e sociais, mas não
propõe uma teoria da estrutura lingüística que dê conta desses fatores
internos. Estudos empíricos acerca da mudança que abdiquem de uma forte teoria
lingüística, seja estruturalista, funcionalista, gerativista, enfim, da teoria
mais adequada ao seu objeto de estudo específico, correm o risco não só de não
ter hipóteses teóricas fortes a testar, mas também o de simplesmente descrever,
sem que suas observações expliquem os mecanismos (e a co-participação de outros
processos encaixados) que levaram à mudança.
O diálogo entre os diversos modelos tem se mostrado profícuo e, por essa razão, as propostas temáticas apresentadas pela nossa Comissão congregariam pesquisadores de diferentes perspectivas teóricas (Sociolingüística Variacionista, Gerativista - Princípios e parâmetros - e Funcionalista - Processos de gramaticalização, dentre outros).
A amplitude da temática proposta, sob o rótulo mudança gramatical, visa permitir a integração de pesquisadores com perspectivas teórico-analíticas diferenciadas e possibilitar a realização seja de estudos contrastivos, seja de estudos que analisem o mesmo fenômeno no português ou no espanhol. Vale lembrar que não só as referências bibliográficas encontradas nesta e nas outras seções de nossa proposta, mas principalmente a bibliografia relativa às diferentes perspectivas articuladas nos referidos projetos em andamento, tudo isso pode ser consultado no relatório “HISTORIANDO O PORTUGUÊS BRASILEIRO: História das línguas: variedades, gramaticalização, discursos”, de Ataliba de Castilho, localizado em www.mundoalfal.org/Ataliba T.htm Assim dito, mesmo não se tratado de uma lista fechada, seriam estes os temas propostos por esta comissão:
a)
Rearranjo do sistema pronominal do português e do espanhol:
-
a inserção de formas gramaticalizadas no sistema pronominal;
-
a ambigüidade dos possessivos;
-
a complexidade do sistema pronominal na América hispânica;
-
as formas nominais e pronominais de tratamento cortês;
- os pronomes clíticos.
b) Fenômenos de gramaticalização:
- preposições (tema referenciado em "Historiando as preposições indicativas
de anterioridade e posterioridade no espanhol e no português americanos",
proposta apresentada pelo Professor Ataliba de Castilho (USP /CNPq-Brasil).
c) Ordem de constituintes no nível da oração e
da frase:
-
o comportamento de elementos adverbiais, nominais e adjetivais;
-
o comportamento multifuncional de formas lingüísticas: advérbios e conectores.
II. Investigação sócio-histórica das Américas:
desafios metodológicos.
Um grande desafio àqueles que se dedicam aos estudos sócio-históricos das Américas é o de, muitas vezes, ter de trabalhar sem o apoio de metodologia historiográfica que assegure a formulação de categorias explicativas ao levantamento, por vezes, factual que os lingüistas procedem a partir dos dados recolhidos de fontes primárias e secundárias. Como categorizar historicamente as relações sociais entre militares de tropas negras, européias e de brancos da colônia ao final do século XVIII? Como traduzi-las em fatores externos sociolingüísticos para o controle, por exemplo, da variação em formas de cortesia entre soldados brancos e negros? Para enfrentar esse desafio, as equipes brasileiras vêm pautando seus trabalhos tanto a partir da investigação direta nas fontes primárias já devidamente estudadas por colegas historiadores, quanto, na função de dublê de historiador, em propostas construídas com base em material primário intocado, como, por exemplo, os subsídios para o controle da mobilidade social intra-urbana oitocentista apresentados em Callou & Avelar (2002). De qualquer modo, é na área das investigações sócio-históricas que as questões de trabalho encontram-se ainda mais abertas à troca de experiências isoladas e coletivas dos pesquisadores da hispanofonia e da lusofonia americanas. As atividades de intercâmbio poderão estar abrigadas no escopo dos projetos gerais para a história social lingüística de quaisquer países Latino-Americanos, ou seja, recuperando a demografia histórica de cada nação na relação línguas autóctones/línguas transplantadas da Europa/línguas transplantadas de África; ou ainda, se for o caso, as atividades desenvolvidas poderão estar restritas apenas à reconstrução da história social da língua européia em território americano.
Naquela primeira via de trabalho, será de fundamental importância o contato com os colegas vinculados à área temática paralela: a do Contacto lingüístico e processos de mudança. No segundo caminho, vale lembrar que estão nele incluídas, entre outras, as questões relativas à constituição sócio-histórica dos padrões populares e cultos recuperados na diversidade de fontes manuscritas e impressas levantadas e editadas.
III. Corpora diacrônicos: tradições
discursivas entre oralidade e escrita e tipologia textual.
O grande objetivo
desta grande área de trabalho é a constituição de corpora diacrônicos distintos de uma simples soma de “papéis
antigos” divididos por séculos sem motivação histórica e que revelem, na
variedade de gêneros textuais, nuanças sociais, estilísticas e de graus de
habilidade dos redatores de sincronias passadas (informantes históricos). O
processamento eletrônico dos materiais, à medida que se avança na quantidade de
textos, é tarefa mais que esperada; é etapa programática.
De fato, a
separação por séculos -escritos setecentistas, oitocentistas, etc.- é corrente
nos corpora até aqui elaborados no
PHPB, em função não só da distribuição de células tipológicas, mas também de a
ênfase de organização ser o tratamento filológico de fontes não literárias e
literárias. O principal intuito é garantir a integridade de originais que
venham a refletir a linguagem de diferentes segmentos sociais dentro e fora da
esfera do poder oficial de cada fase da história latino-americana. A
preocupação maior será possibilitar aos pesquisadores o controle dos fenômenos
lingüísticos em foco para verificar se eles sofreriam condicionamentos pela
diferente sintonia em que se opera o ato de escrever. Se hoje, nossas
opções de registros e fórmulas dependem da sintonia com o contexto geral de escritura,
o mesmo se aplica ao passado, diferindo-se os valores que guiavam a pena. O
texto de um redator contemporâneo, tenha ele o grau de instrução que tiver,
assume opções distintas quando se trata de uma mensagem eletrônica para um
amigo, ou de uma carta manuscrita para o mesmo amigo; de um escrito a ser
publicado em um jornal ou em circular interna de uma agência bancária. Assim
deverá funcionar nos corpora gerais
das equipes latino-americanas: cartas pessoais manuscritas podem ser comparadas
àquelas escritas para serem publicadas em jornais a partir da diferente data em
que se inicia a história da imprensa em cada país nas Américas. Nesse caso,
portanto, manuscritos versus impressos é categoria significativa, é fator extralingüístico de
controle fundamental, assim como será necessário o contraponto entre diferentes
atos de escritura exercidos entre documentos
oficiais e documentos privados da fase colonial. Se uma dada
pesquisa exigir maior rigor no controle da sintonia de escritura, essas duas
categorias podem ser desmembradas em três: administração pública,
administração privada e documentos pessoais. São
pontos como esses que valeriam trabalhos contrastivos.
Quaisquer que
sejam as categorias postas em discussão após tratamento empírico da materialidade
interna e externa dos textos, o trabalho na área dos corpora deverá
discutir sobre os gêneros textuais para que seja contraposta à história das
línguas, a história das tradições discursivas. Há todo um caminho comparativo
na ibero-américa a ser percorrido, seja no tocante à perda, à invenção ou à
transmissão dessas mesmas tradições, seja em relação à própria história dos
atos de fala e escrita nos espaços comunicativos no passado. Diversos trabalhos
poderão estar articulados nesta área durante o próximo encontro da ALFAL.
IV. Elementos para uma
teoria histórica de processos fonológicos.
Assumindo as palavras de Uli Reich (Köln):
“Nas ultimas décadas, a fonologia
expandiu de forma dramática o objeto da atenção de segmentos, alvo da fonologia
estruturalista clássica, para as unidades supra-segmentais e sua organização.
Assim, a fonologia prosódica (Nespor&Vogel 1986) discute os níveis
supra-segmentais com conceitos de uma estrutura de constituintes independentes
da estrutura morfológica e sintática. A teoria do acento métrico (Hayes 1995,
Hulst 1999) visa explicar a correlação entre acento, proeminência, quantidade e
tipos de pés métricos. A tipologia de ritmos (Auer 1993, Dufter 2003) elabora a
distinção clássica entre línguas de ritmo de acento (stress-timing) e línguas de ritmo de silaba (syllable-timing), chegando a um inventário de quatro tipos. Embora
já contamos com muitos trabalhos ibero-românicos nesse campo que abarcam a
prosódia em perspectivas sincrônicas, também no campo das línguas românicas
(Abaurre & Galves 1998, Frota & Vigario 2001, Reich 2002, Roca 1999),
ainda faltam trabalhos que permitam atribuir funções comunicativas e gêneros
discursivos a diferentes tipos da organização supra-segmental. Esse passo
deveria ser a base para chegarmos a uma teoria histórica de processos fonológicos. A história das línguas
românicas d’aquém e d’além-mar se considera um campo predileto para uma
tentativa nesse sentido.”
4. Formas de atuação:
a) levantamento na página da ALFAL
das publicações dos sócios e de outros pesquisadores sobre as temáticas
propostas visando contatos e futuras articulações de trabalho;
b) contato com a Comissão de Contato Lingüístico e Comissão de História do Espanhol da América para
o estabelecimento das atividades cooperativas;
c) encaminhamento, via e-mail, da
proposta aos diversos pesquisadores contatados;
d) discussão preliminar dos temas
propostos em diferentes eventos e oportunidades ainda em 2004, tais como, por
exemplo, no lado brasileiro, o VI Seminário do PHPB a ser realizado na
Bahia; a proposta de o ALFALITO, na Universidade de São Paulo (USP); o Symposium
Historiando os gêneros textuais do PB: as tradições discursivas através do
tempo, que tomará lugar na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), já
em fevereiro de 2004;
e) a organização de sessões
conjuntas durante o XIV Congresso da ALFAL, no México.
_______________________________________________________
Ataliba
T. de Castilho (USP, CNPq)
(Organizado)
Coordenadores:
Ataliba T. de Castilho (USP / Brasil) - Konstanze
Jungbluth (Tübingen / Alemanha)
Aspectos sincrônicos e
diacrônicos do Português Brasileiro
Universität Tübingen
Blaubeuren, 4 - 7 de julho de 2003
2003
Cap. I - Ataliba
T. de Castilho (USP) e Jânia Ramos (UFMG)
–
Perspectivas sobre a Gramaticalização no “Projeto para a História do Português
Brasileiro” .......................... 1
Cap.
II - Ilza Ribeiro
(UFBa) e Marilza de Oliveira (USP)
– Mudança gramatical no Português
Brasileiro: século XIX ............................................................................
54
Cap. III - Tânia C. F. Lobo e Klebson Oliveira (UFBa)
_ A História Social lingüística do
Brasil no âmbito do “Projeto para a História do Português Brasileiro”
........ 80
Cap.
IV - Afrânio
Gonçalves Barbosa e Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ)
– Corpora do Projeto para a
História do Português Brasileiro de
Cap.
V - Ataliba T. de
Castilho (USP)
– Planejando a continuação do
Acordo Brasil / Alemanha. Anexo: Produção bibliográfica do PHPB
........... 155
Conclusões
Ataliba T. de
Castilho (USP) – Planejando a continuação do Acordo Brasil / Alemanha
Apêndice
Afrânio Gonçalves Barbosa (UFRJ)
– Para uma Tipologia
Textual do Português (Pós-) Classico: a pluriortografia em documentos oficiais
........... 166
Apresentação
De 31 de maio a 5 de junho de 1999,
realizou-se na Universidade Estadual de Campinas o III Seminário do Projeto para
a História do Português Brasileiro, o qual contou com a participação dos
pesquisadores brasileiros Afânio Barbosa [UFRJ], Ângela C. S. Rodrigues [USP],
Ataliba T. de Castilho [USP], Célia Maria Moraes de Castilho [doutoranda,
Unicamp], Clotilde Murakawa [Unesp/Araraquara], Dinah M. I. Callou [UFRJ],
Emílio Pagotto [UFSC], Gilvan Müller de Oliveira [UFSC], Gladis
Massini-Cagliari [Unesp/Araraquara], Heliana Mello [UFMG], Heitor Megale [USP],
Ilza Ribeiro [UEFS], Jânia Ramos [UFMG], Márcio Leitão [UFF], Maria Aparecida
T. Morais [USP], Maria Eugênia L. Duarte [UFRJ], Marlos Pessoa de Barros
[UFPe], Mário E. Martelotta [UFRJ], Marymarcia Guedes [Unesp/Araraquara],
Mateus C. Oliveira [UFAM], Mônica Alkmim [UFOP], Norma de Almeida [UEFS],
Renato Venâncio [UFOP], Rosa Virgínia Mattos e Silva [UFBa], Rosane Berlinck
[Unesp/Araraquara], Sônia Cyrino [UEL], Tânia Alkmim [Unicamp], Zenaide
Carneiro [UEFS], e dos pesquisadores alemães Brigitte Schlieben-Lange
[Universidade de Tübingen], Wulf Oesterreicher [Universidade de Munique], Eberhard Gärtner [Universidade
de Dresden] e Roland Schmidt-Riese [Universidade de Munique].
Além
da agenda habitual a esses seminários, os pesquisadores brasileiros e alemães
ali presentes decidiram estabelecer um convênio de estudos que tinha por
objetivos versar conjuntamente os seguintes domínios:[1]
1. Gramaticalização e tipologia
lingüística: neste
domínio, devem se analisar e descrever numa perspectiva românica e tipológica
formas processuais da mudança gramatical e lexical. Este subprograma coloca no
centro do interesse investigativo problemas gramaticais das línguas, suas
evoluções e resultados.
2.
Tradições
discursivas entre oralidade e escrita: neste domínio, será examinada a relevância
das tradições textuais da escrita para um conhecimento do desenvolvimento
lingüístico. Diferentes tipos de textos devem ser caracterizados e
interpretados em função de seu encaixamento pragmático. Este subprograma
envolvia pelo menos quatro quesitos: (1) aspectos formais dos textos, a serem
considerados em seus aspectos filológicos e paleográficos; (2) proximidade do
oral e do escrito, buscando-se caracterizar a relação entre independência
contextual e autonomia formal do texto; (3) encaixamento institucional: o
textos surgiram em contextos relacionados com o alto grau de
profissionalização? (4) caracterização das tradições discursivas em relação à
força ilocutiva dominante e ver em que medida elas podem ser caracterizadas como
conjuntos de atos de fala.
3.
Contacto, variação e
normas lingüísticas:
em primeiro lugar, as realidades lingüísticas devem ser descritas e avaliadas
em relação ao nível historico da língua portuguesa; em segundo, será
considerada a dinâmica da mudança lingüística resultante dos contactos e
conflitos entre línguas, variedades e normas. Este subprograma prevê um
conjunto de pesquisas sobre a Sócio-história do Português Brasileiro.
De acordo com a proposta, os
trabalhos seriam desenvolvidos sob a forma de missões de trabalho, abertas aos
pesquisadores doutores, e missões de estudos, abertas aos pesquisadores
doutorandos. O financiamento foi posteriormente solicitado e obtido junto à
CAPES e ao DAAD, ao abrigo do Programa Brasil-Alemanha [PROBRAL], tomando no
Brasil o número de Projeto 109/00, com vigência de
Foram indicados para coordenar o
programa, do lado alemão, a Profa. Dra. Brigitte Schlieben-Lange, da
Universidade de Tübingen, e do lado brasileiro o Prof. Dr. Ataliba T. de Castilho,
da Universidade de São Paulo. Infelizmente, pouco tempo após aprovado o
financiamento, falece a Profa. Dra. Schlieben-Lange, substituída pela Profa.
Dra. Konstanze Jungbluth.
Durante os quatro anos do projeto de
cooperação foram realizadas as seguintes missões:
PESQUISADORES
BRASILEIROS
|
PESQUISADORES
ALEMÃES
|
||
Missões de Trabalho |
Missões
de Estudos
|
Missões de Trabalho |
Missões de Estudos |
Ano
2000
|
Ano
2000*
|
||
Marlos Barros Pessoa (UFPe) |
Gilvan M. de Oliveira (UFSC, doutorando
Unicamp) |
Konstanze Jungblugth (Tübingen) |
Uli Reich (Munique) |
Sônia Cyrino (UEL) |
|
Roland Schmidt-Riese (Munique) |
Lars-G. Wigger (Tübingen) |
|
|
Johannes Kabatek (Tübingen) |
|
Ano
2001
|
Ano
2001
|
||
Jânia Ramos (UFMG) |
|
Konstanze Jungbluth (Tübingen) |
Graziela Romanha (Munique) |
|
|
Cornélia Doll ( |
Ulrich Detges (Tübingen) |
|
|
Christine Hundt ( |
|
Ano
2002
|
Ano
2002
|
||
Helena
Nagamine Brandão (USP) |
|
Johannes Kabatek ( |
|
Afrânio G. Barbosa (UFRJ) |
|
Roland Schmidt-Riese (Munique) |
|
Ano
2003
|
Ano
2003
|
||
Ataliba T. de Castilho (USP) |
Verena Kewitz (doutoranda, USP) |
|
|
Marilza de Oliveira (USP) |
|
|
|
Mário E. Viaro (USP) |
|
|
|
Dificuldades
várias explicam os claros observados na coluna do Brasil. Com isso, deixaram de
viajar o Prof. Dr. Mourivaldo Santiago, que organiza uma equipe do projeto na Universidade
Federal do Mato Grosso do Sul, e os Profs. Marcelo Módolo, doutorando na USP, e
Marcelo Camargo, doutorando na UFMG.
Finalmente, por ocasião do V
Seminário do PHPB, coordenado por Jânia Ramos e realizado
1. Ataliba T. de Castilho (USP) e
Jânia Ramos (UFMG) - Perspectivas sobre a gramaticalização no “Projeto para a
História do Português Brasileiro”
2. Ilza Ribeiro (UFBa) e Marilza de Oliveira (USP) - Mudança gramatical no PB: século XIX
3. Tânia C. F. Lobo e Klebson Oliveira (UFBa) - A História Social Lingüística do Brasil no âmbito do “Projeto para a História do Português Brasileiro”
4. Afrânio Gonçalves Barbosa e Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ) - Corpora do Projeto para a História do Português Brasileiro
5. Coordenadores do PHPB - Planejando a continuação do acordo Brasil / Alemanha (redação de Ataliba T. de Castilho, USP)
Este relatório será encaminhado ao
DAAD e à CAPES, como prestação de contas. Os coordenadores brasileiros do PHPB
propõem que uma vez revisto e ampliado de forma a incluir textos dos colegas
alemães, o texto seja vertido para o inglês e publicado na série Para a
História do Português.
Campinas / Blaubeuren, junho de
2003.
Prof. Dr. Ataliba T. de Castilho
Coordenador pelo lado brasileiro
_________________________________________________________________________
CAP. I - PERSPECTIVAS SOBRE A GRAMATICALIZAçÃO NO
“PROJETO
PARA A HISTÓRIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO”
Jânia M. Ramos (UFMG, CNPq[3])
Apresentação
Um conjunto de
textos sobre gramaticalização foi produzido no interior do Projeto para a
História do Português Brasileiro (PHPB). Estes textos podem ser distribuídos em
dois subconjuntos, tomando-se como critério os pressupostos
teórico-metodológicos adotados. A diferença entre as duas abordagens pode ser
sintetizada num só conceito: a adoção ou não da categoricidade.
Este texto tem como objetivo debater
problemas teóricos da gramaticalização e fazer uma síntese das pesquisas
desenvolvidas sobre o tema no contexto dessse projeto coletivo de pesquisa. Na
Parte I, Jânia Ramos discute a formalização do epifenômeno. Na Parte II,
Ataliba T. de Castilho enumera algumas das complicações teóricas nos trabalhos
sobre gramaticalização, propondo uma alternativa de cunho
cognitivista-funcionalista. Na Parte III, são apresentados resumos de estudos
sobre a gramaticallização, elaborados até aqui pelos pesquisadores do PHPB.
PARTE I - TRATAMENTO FORMAL DO
EPIFENÔMENO DA GRAMATICALIZAÇÃO
Jânia Ramos
As seguintes complicações ou
inconsistências, de um modo ou de outro, são comumente apontadas nos estudos
sobre gramaticalização:
(i) “Os autores de trabalhos
sobre gramaticalização parecem entender a língua como uma entidade heteróclita,
estática, passível de representação através de uma linha, na qual podemos
reconhecer pontos e estabelecer derivações entre esses pontos: Castilho
(2003:9).
(ii) A gramaticalização é feita de
estágios unidirecionais, de tal maneira que a um estágio A se segue um estágio
B, a este se segue um estágio C, e assim por diante: Hopper / Traugott (1993: 95).
Cada estágio corresponde a um ponto na língua-linha, e portanto uma relação de
seqüencialidade poderia ser estabelecida entre esses pontos.
(iii) Depositadas sobre essa
linha, categorias lexicais dão surgimento a categorias gramaticais, e estas a
categorias ainda mais gramaticais, entendendo-se por isto os afixos. Quereria
isto dizer que os itens lexicais não têm propriedades gramaticais, suficientes
para arranjá-los em categorias próprias? Nesse caso, como entender que as
palavras possam ser dispostas em classes lexicais, as conhecidas classes
maiores (Pronomes, Nomes e Verbos), intermediárias (Advérbios, Adjetivos), e
menores (Artigos, Conjunções e Preposições) que freqüentam estas páginas? Por
outro lado, teriam essas classes um estatuto categorial claramente configurado,
a ponto de se sucederem perceptivelmente umas às outras na língua-linha,
permitindo-nos testemunhar sua metamorfose? Nesse caso, e pensando nos estudos
funcionalistas sobre a gramaticalização, onde foi parar a Teoria dos
Protótipos? Seriam mesmo tão claros os limites entre as classes lexicais, de
tal forma que pudéssemos estabelecer uma relação de derivação entre elas?
(Castilho 2003:10).
(iv) Na literatura sobre
gramaticalização ficam situados no mesmo nível fenômenos tais como erosão
fonética, descategorização / recategorização morfológica, ampliação dos
empregos sintáticos, perda semântica, sem falar nas pressões do Discurso sobre
o sistema. Esse ponto de vista levou diversos autores a dispor o Discurso, a
Gramática e a Semântica num(a) “(c)line”, admitindo implicitamente uma
hierarquia e uma decorrente derivação entre esses sistemas. Essa percepção
implicaria em que no momento da criação lingüística nossa mente funciona em
termos de instruções seqüenciais, isoladas umas das outras, indo linearmente de
uma classe lexical para outra, de um subsistema lingüístico para outro?
(Castilho 2003:10).
A
partir das questões (i)-(iv), é possível identificar a não explicitação de dois
eixos distintos no tratamento da gramaticalização. Em (i) o problema decorre da
suposição de que a noção de língua seria única. Entretanto, há pelo menos duas
noções distintas, decorrentes de duas distintas noções de gramática: aprimeira
assume a noção de unidades estruturais como um primitivo (tal como na gramática
gerativa) e a segunda, de corte funcionalista, as concebe como um processo em andamento, sempre em
constante re-sistematização (Coseriu, 1974,
apud Bybee & Hopper, 2001: 2).
Em
(ii) assume-se implicitamente haver uma correlação um a um entre item lexical e
definição categorial: cada item seria pré-definido quanto a seu estatuto
categorial. Há aqui uma simplificação. A noção de item lexical depende da
definição do que se entende por léxico. Novamente, pelo menos duas noções
distintas se apresentam. A primeira noção, reconhecida como dogmática entre os
lingüistas, admite uma linha divisória entre gramática e léxico (as noções de
numeração e componente computacional, nos recentes trabalhos de Chomsky estariam
de acordo com essa vertente). A concepção alternativa é que o próprio léxico não
contém representações esquemáticas [indicadoras de categorias], mas sim
representações mais específicas e locais que dependem da freqüência de
uso.(...) O léxico não estaria separado da gramática. Como as pessoas não falam
através de morfemas isolados ou palavras, em muitos casos as unidades da
memória e processamento contêm múltiplos morfemas e múltiplas palavras. As
unidades de uso são armazenadas, formando uma cadeia, a partir da própria
experiência com a língua e, a partir dessa cadeia, padrões recorrentes emergem (Bybee,
1998 apud Bybee & Hopper, 2001:8-14). Em conseqüência, palavras
funcionais, por exemplo, não teriam representação independente, já que só
ocorrem em construções (idem,12).
Na questão (iii), a referência à noção de estatuto categorial deixa claro o problema central: a suposição de que a categoricidade seria um axioma. Entretanto, conforme assinala Chambers (1995: 33), a categoricidade é apenas uma dentre outras suposições que podem ser adotadas no tratamento de fenômenos lingüísticos. Para esse autor, várias sub-áreas da Lingüística têm adotado posicionamentos alternativos: a sociolingüística laboviana seria um exemplo, com domínio e procedimentos metodológicos independentes. Cada um desses tratamentos poderiam ser associados à dicotomia “percepts” e “concepts”, proposta por James (1911), em que se distinguiriam, respectivamente, por um lado a apreensão da realidade e, por outro, a idealização da realidade.
A
questão (iv) focaliza a noção de aquisição da linguagem e o estatuto cognitivo
dos pressupostos teóricos assumidos. Se, por um lado, admitirmos uma hierarquia
entre os níveis Gramática e Discurso, estaremos assumindo que a noção de
emergência não coincide com a de ontogênese gramatical. A noção de emergência,
surgida na sociologia, refere-se a condições que regem a continuidade e
dissolução de estruturas e tipos de estruturas (Giddens 1977:120). Se, por
outro lado, não aceitarmos essa hierarquia, estaremos assumindo um modelo
modular, tal como proposto por Chomsky (1981, e trabalhos posteriores).
Os pontos acima resumem boa parte da complicação teórica da gramaticalização, embora nunca se tenha deixado de reconhecer que se trata de um processo, não de um produto lingüístico. Argumento nesta secção a favor de um tratamento formal do epifenômeno da gramaticalização. Sustento que a adoção da categoricidade é não só uma abordagem possível como também desejável. São também mostradas as conseqüências da adoção de uma posição a favor da não categoricidade.
Para os
formalistas, a gramaticalização é um fenômeno diacrônico que consiste no
desenvolvimento de núcleos lexicais em núcleos funcionais. Esse desenvolvimento
estaria encaixado na teoria da marcação, de caráter mais amplo, no aprendizado
da língua e na mudança lingüística em geral, sendo essa última essencialmente
randômica do ponto de vista da Gramática Universal. Uma conseqüência é que a
irreversibilidade dos fenômenos tratados como gramaticalização seria apenas
aparente. Outra conseqüência é que as seis propriedades da gramaticalização
depreendidas por Lehmann (1985)[4]
decorreriam do caráter imanente de um primitivo da Gramática Universal: a
existência de categorias funcionais, que, por definição, não possuem estrutura
argumental nem outras propriedades semânticas, sendo por isso resultantes,
diacronicamente, de categorias lexicais empobrecidas fonética e semanticamente
(Roberts & Roussou (1999:23) [5].
Dois mecanismos seriam responsáveis pela gramaticalização: a reanálise
e o Princípio Lexical de Subconjunto. A reanálise consistiria na simplificação
estrutural, que é o tipo de mudança preferido pelo mecanismo de fixação de
parâmetro, conforme Clark e Roberts (1993)[6].
Ao lado da reanálise, um segundo mecanismo seria o Princípio Lexical de
Subconjunto, que requer que itens lexicais sejam interpretados no menor
conjunto de contextos consistentes com o “input”[7]
(Kiparsky, s/d apud Roberts e Roussau (1999).
Grosso modo, na
gramaticalização teríamos o seguinte esquema:
(1)
(1)
(1)
(1) x> x [+F], onde F é um
traço de dependência relevante.
Para
alguns autores, F é o traço que vai ser visível pela Teoria da Checagem[8], tal
como definida em Chomsky, 1995. Para Roberts e Roussou, F seria o traço visível
na Forma Fonética[9],
como resultado das operações Merge, Move ou ambas.
Como é fácil ver, a abordagem formalista da gramaticalização entra em
conflito com a abordagem funcionalista quanto a questões basilares. Lightfoot,
um formalista bastante representativo, critica os funcionalistas por sua
insistência em relação à continuidade e direcionalidade da mudança tratada como
gramaticalização. Já os funcionalistas criticam Lightfoot por ignorar o desafio
que os dados de gramaticalização parecem colocar aos modelos que assumem a
descontinuidade.
De
acordo com Vincent (2001)[10],
os gerativistas teriam preterido, em suas discussões, a gradualidade das
mudanças, isto é, as mudanças de pequena escala, tendo ficado atentos apenas às
mudanças de larga escala. Já os funcionalistas deveriam se colocar a seguinte
questão: a direcionalidade faz parte da definição de gramaticalização ou é uma
hipótese empírica?
Para os
funcionalistas[11],
a premissa de que a estrutura da língua é independente do uso da língua é
rejeitada. Segundo Bybee & Hopper (2001:1-3), estes lingüistas começaram
a pensar a estrutura da língua (a gramática) como uma resposta a necessidades
do discurso, e a considerar seriamente a hipótese de que a gramática vem
através da repetida adaptação de formas do discurso vivo. Situam-se nesta
perspectiva Hopper (1979), Givón (1979, 1983), Hopper e Thompson (1980, 1984),
Du Bois (1985).
Um conceito
central seria o de emergência (Hopper 1987, 1988, 1993), entendido como
processo de estruturação em andamento (Giddens 1984). Na sociologia recente,
estruturação refere-se a condições que regem a continuidade e dissolução de
estruturas ou tipos de estruturas (Giddens 1977:120). Emergência, nesse sentido,
é distinta de ontogênese: estruturas emergentes seriam instáveis e se
manifestariam por acumulação. (...) A noção de emergência constitui uma ruptura
com as idéias padrão sobre gramática,(...) [na medida em que concebe] a
estrutura, como uma resposta em andamento a pressões do discurso e não como uma
matriz pré-exitente. Segue daí que para dar conta da estrutura gramatical e
fonológica é necessário ter em conta o modo pelo qual a freqüência e a
repetição afetam e, em última instância, contribuem para a forma da língua
(Bybee 1985, to appear; Bybee et al. 1994).
Nesse contexto, a
afirmação de Langacker (1987) adquire um papel demarcador entre as abordagens
funcionalista e formalista no estudo da gramaticalização: A noção de língua
como sistema monolítico tem de dar lugar à noção de língua como uma coleção
massiva de construções heterogêneas, cada uma como afinidades com contextos
diferentes e em constante adaptação estrutural ao uso.
Portanto, para os
funcionalistas a rejeição das noções de categoria e estrutura como um
primitivo, a atribuição de um papel central ao uso e, conseqüentemente, à
freqüência seriam as balizas do debate sobre gramaticalização. É no interior
delas que se situam os seguintes temas, que têm ocupado a agenda de discussão
nos momentos mais recentes: o caráter processual da gramaticalização (Traugott,
2001), a unidirecionalidade (Joseph, 2001), o estatuto teórico ou epifenomênico
(Newmayer, 2001), se a ontogênese e a mudança lingüística se dissociam (Hopper
& Bybee, 2001) e ainda se a sintaxe é ou não autônoma (Hopper & Bybee,
2001). Há também um conjunto de pseudoproblemas: relação arbitrária ou não
entre realização fonética e semântica dos items, unicidade entre forma e função
e caráter eminentemente sincrônico das abordagens formalistas. Conforme
argumenta Newmayer (2001), nenhum formalista assumiria qualquer um desses
pressupostos, ao contrário do que dizem os funcionalistas. Um fator muito
importante, cujo estatuto continua indefinido, é o da freqüência: os duas
partes em debate fazem menção à freqüência, embora atribuindo estatutos
diferentes ao uso. Outro pseudoproblema seria o de que a gramaticalização seria
um processo autônomo. Traugott (2001) admite que não o é, na medida em que,
como qualquer processo de mudança, não se poderiam fazer predições, não havendo
determinismos.
Depois desta
exposição sobre os pontos de controvérsia mais gerais entre formalistas e
funcionalistas, passo a abordar questões pontuais, que dizem respeito aos temas
tratados e ao modo como foram desenvolvidos no âmbito do projeto para a
História do Português Brasileiro.
De modo geral, a
discussão da gramaticalização desenvolve-se através dos seguintes passos: O
primeiro consiste em identificar itens que foram recategorizados e descrever a
alteração em termos de: (i) [especificador > núcleo]; (ii)
[núcleo>núcleo] e (iii) [especificador>especificador], assim como o tipo
de operação aplicada, “juntar” e/ou “mover”. Tal alteração seria resultado de
reanálise. O segundo passo consiste em detalhar o processo com base na
distribuição sintática, com o propósito de justificar ter ocorrido, de fato,
uma reanálise, como também identificar o momento esse fenômeno se deu. O
terceiro passo consiste em identificar o gatilho, isto é, o fator responsável
pela reanálise. Outro passo, consistiria em “traduzir” os resultados e
generalizações elaborados, com base em pressupostos não gerativistas, de modo a
obter uma terminologia coerente com o modelo gerativista e, desse modo,
alcançar uma descrição dos fenômenos estudados que seja coerente e legível. A
ordem em que os passos acima foram apresentados não retrata uma ordem
cronológica do trabalho desenvolvido. Tendo essa última consideração em mente,
passemos a uma síntese dos resultados obtidos.
Inicialmente
identificamos três temas: O primeiro foi a recategorização de sintagma nominal
em pronome: “Vossa Mercê”> você” e “a gente> a gente”. O primeiro, que
era uma forma de tratamento, passou a pronome pessoal. O segundo, que indicava
agrupamento de pessoas de um determinado local passou a indicar “nós”. Em
termos gerativistas, tivemos um processo spec> núcleo. Outro fenômeno foi a
recategorização de dois pronomes do português brasileiro em clíticos:
“você>cê”; “eles>es”, que também podem ser descrito spec>núcleo. O terceiro
foi a recategorização de verbo principal em auxiliar, isto é, núcleo>núcleo.
O quarto foi a negação, que seria spec>núcleo. De fato, como veremos mais
adiante, estas descrições estão longe de serem avaliadas como definitivas.
Nestas discussões
ressentimo-nos, imediatamente, de uma definição formal dos termos em (i)-(ii) e
da explicitação das correlações (iii)-(iv), que aparecem abaixo em formato de
perguntas:
(i) o que é um pronome? Seria esse um
primitivo?;
(ii) o que é um clítico?;
(iii) as alterações fonológicas e
semânticas observadas decorrem ou não da recategorização?;
(iv) que tipo de correlação se pode
estabelecer entre sintaxe de uma construção e “erosão fonética” e
“empobrecimento semântico”?
(v) a recategorização, a erosão fonética
e o empobrecimento semântico são concomitantes?
As questões (i-v)
constituíram-se em um roteiro de trabalho, que teve como produto a elaboração
de quatro dissertações de mestrado (Correa, 1998; Alves, 1998; Vianna, 2000;
Maia (2003)); duas teses de doutorado (Alkmim, 2000; Lopes, 2000), quatro
artigos (Vitral, 1996; Vitral e Ramos, 1999; Vitral 1999; Vitral 2003) e cinco
capítulos de livros (Ramos, 1996/2002; Ramos, 2000; Vitral, 2000), além várias
comunicações em eventos científicos.
Para chegar aos
resultados, utilizamos análise quantitativa em alguns trabalhos. Utilizamos
também dados de fala e escrita, em outras palavras, fizemos uso de corpora.
Para justificar essa decisão metodológica no âmbito de uma análise gerativista,
assumimos que os dados de uma época, seja ela qual for, constituem “input”da
gramática de aprendizes. E aprendizes reanalisam os dados do “input”.
Se, por hipótese, a
ocorrência de reanálises condicionam novas reanálises, isso leva-nos a supor
que não só é possível capturar ocorrência de reanálises gramaticais, nos dados,
como também quantificar estruturas reanalisadas de modo a medir sua frequência.
A freqüência de estruturas reanalisadas, por su vez, fornece o perfil de duas
gramáticas em competição: a nova, que incorpora a reanálise e a antiga, que
rejeita a reanálise. Assim, pudemos chegar a uma concepção de corpus que, em
vez de ser um retrato da língua-E, é um indicador de línguas-I em competição[12].
Trabalhar com a
frequência constituiu um recurso metodológico importante, embora não peculiar a
nosso estudo, pois vários gerativistas têm feito uso desse instrumento.
Feitas essas
considerações, passemos ao que julgamos contribuições obtidas ao tratamento
formal da gramaticalização.
A recategorização
nome> pronome, manifestada através do par “vossa mercê”> ”Vossa Mercê”,
mostra perda de propriedades conotativas. Não é adequado, entretanto, descrever
essa “perda” como empobrecimento semântico, mas sim como “perda de referência
virtual”, nos termos de Milner (1982). Retomando a distinção entre referência
virtual e referência real, Rouveret (1987) propõe que os nomes comuns são
termos dotados de referência virtual e real próprias; já os pronomes pessoais
são termos desprovidos de referência virtual, mas dotados, no enunciado em que
aparecem, de referência real. De posse dessa distinção, pode-se retomar as
etapas (1), definidas por Croft (1990) apud Hopper e Traugott (1993:157),
detalhando-as em (2).
(1) +def/+ref > -def+ref > -def-ref
(2) ref. Real> ref. Virtual > sem ref.
Concluímos, então,
que (2) descreve melhor que (1) a diferença semântica entre o nome “Vossa
mercê”, no sentido de “favor vosso” “ Vossa Mercê’ como forma de tratamento e
como pronome pessoal. A descrição (2) é também mais adequada que (1) para
descrever a recategorização de “a gente”> “a gente”(Ver Lopes 2000, texto
resenhado na Parte III, e Maia, 2003).
As evidências
gramaticais dos dois casos de recategorização são encontrados na distribuição
das ocorrências nos seguintes contextos: Se NP, os itens que compõem a
expressão (i) podem ser flexionados; e (ii) podem vir modificados por outros
itens (Para maiores detalhes, ver Vitral e Ramos, 1999 e Lopes, 2003).
Retomanto o
processo diacrônico Vossa Mercê>você>cê, Vitral (1996) formula a
hipótese de que “você” seria um pronome e “cê”, um clítico. Esse último, sendo
um núcleo funcional, deveria ter uma distribuição sintática típica: (i)não
poder receber foco, (ii)ocorrer contíguo ao verbo, (iii) não ser objeto de
preposição. As propriedades (i) e (iii) foram confirmadas, mas não (ii). Esse
resultado levou o autor à formulação de duas hipóteses: (a) A não obediência à
propriedade (ii), manifestada no contexto “cê não vem hoje”, seria apenas
aparente, já que a negativa e V estariam ambas ocupando um mesmo núcleo
funcional?; (b) será que o clítico ‘cê”, por ser recente na língua, está ainda
num estágio de uma trajetória que teria sido percorrida por outros clíticos
mais antigos, não tendo ainda chegado a um comportamento típico?
A hipótese (b)
levou a um estudo diacrônico, que recobre o período do século XIV a XX, em que
se traça a trajetória do clítico “se” e se compara à trajetória do clítico
“cê”, conforme veremos mais adiante.
A hipótese (a) levou, por sua vez, à descrição da negação. Ramos (1996/2002) apresenta evidências a favor da cliticização do ‘não”, registrando as realizações plena e reduzida do item, respectivamente, “não” e “num”, o que para a autora constitui uma evidência a favor de que seqüência “cê não vem hoje” não viola a propriedade (ii). A cliticização manifestada foneticamente através nos itens não/num seria, por sua vez, um estágio de um processo mais longo e antigo, envolvendo o item “não”, presente na expressão “não, senhor”. De acordo com Alkmim (2000), a expressão “não, senhor”, usada com muita freqüência até o terceiro quartel do século XIX, no Brasil, caiu em desuso abruptamente, pois o item “senhor” deixou de ser usado, por razões político-sociais. Essa alteração teria constituído o gatilho para que o item “não”, que antes se ancorava no item “senhor”, buscasse novo “hospedeiro”. A conseqüência imediata foi o surgimento da negação do tipo [não V não], ausente no Português Brasileiro até aquele momento.
Vitral
(1999), entretanto, discorda de que “não” seja um clítico. Argumenta a favor da
distinção entre núcleo>clítico> afixo,e sustenta que “não” é um núcleo.
Argumenta que línguas que possuem Neg, núcleo da categoria funcional,
preenchido por um item cujo estatuto fonético é forte, também apresentam Neg [+forte];
ao passo que línguas que possuem item negativo com estatuto de clítico ou afixo
possuem Neg [-forte], no sentido chomskyano desse traço. Conclui que tal
reconhecimento permite atribuir à gramaticalização a vantagem de retirar o
caráter estipulativo das distinção [+forte/-forte], utilizada pela teoria de
checagem.
No que diz respeito
à correlação entre enfraquecimento semântico e erosão fonética e o processo
item lexical> item gramatical apresentados em Hopper & Traugott (1993),
Vitral e Ramos (1999) formulam a seguinte questão: haveria concomitância entre
esses processos? A partir dos contextos em que ocorrem os itens “você” e “cê”,
os autores confirmam a conclusão de Duarte (1997) de que o item “você” ocorre
como expletivo, isto é, sem referência. Esse resultado é surpreendente, pois,
sendo a hierarquia (3) justificável , do ponto de vista semântico, e a
hieraquia (4) justificável do ponto de vista fonético, era de se esperar que o
item foneticamente mais reduzido, isto é “cê”, fosse aquele que se realizasse
como expletivo.
(3)
+ref,+def> +ref,-def> - ref (Croft, 1990)
(4)
você > ocê
> cê (Ramos, 1997)
Assim, o fato de o
item ‘você” estar mais à esquerda da hierarquia (4) e apresentar conteúdo semântico
que na hierarquia (3) aparece mais à direita constitui uma evidência de que não
há concomitância entre os processos semântico e fonético.
Será que o fato de os processos não
serem concomitantes constitui evidência de que os processos semântico e
fonético sejam independentes? Vitral (2003) argumenta que não, pois, são as
categorias gramaticais que atraem itens pertencentes a outras categorias
gramaticais, e também pertencentes às categorias. Essa “cooptação” de itens,
exercida pelas categorias gramaticais, provoca a redução fonética e a alteração
da natureza do significado (ou “esvaziamento semântico”) captadas por meio da
noção de processo de gramaticalização (p.14).
Outra recategorização identificada no Português Brasileiro foi eles>es.
De acordo com Correa (1998), o pronome “eles” foi reanalisado como clítico.
Embora a ocorrência da forma reduzida, “es”, seja registrada no português desde
o século XIV, a atribuição do estatuto de clítico é recente, datando século XX.
Ramos (2003) retoma o processo eles>es, e discute o estatuto teórico das
noções de clítico e pronome. A partir das propostas Cardinaletti (1997) e
Dèchaine e Wiltschko (2002), argumenta a favor de que se deve levar em conta
que diferentes objetos sintáticos podem ter uma mesma realização fonética. No
que diz respeito ao item realizado como “es”, esse parece ter sido objeto de
reanálise, sendo-lhe atribuído, por alguns falantes, o estatuto de traços-phi,
enquanto que outros falantes lhe atribuem estatuto de DP. Conclui que assim
como um pronome não seria um primitivo, conforme argumentam Déchaine e
Wiltschko, também um clítico não seria. Tal reconhecimento permitiria descrever
o comportanto de “es” nos contextos em que o verbo aparece flexionado na
terceira pessoa do plural, em que “es” é um elemento que entra numa relação
Spec/núcleo com o verbo, e nos contextos em que “es”ocorre com o verbo no
singular. Nesse último caso, “es” é o núcleo de T, comportando-se como uma
flexão de número afixada ao verbo. Os dados relevantes são:
(5) a. Eles
vão embora.
b Es vai longe.
Aqui a marca de
“plural”, presente em “es”, é capaz de “compensar” a ausência de marca
morfológica de plural no verbo. Portanto, seu estatuto aqui seria o de afixo.
Dando prosseguimento ao estudo do par você/cê, Vitral (2003) descreve a cliticização como um processo diacrônico, previsto através de estágios discretos, a serem percorridos pelos diferentes itens na língua (p.3). Conforme mencionamos, esse estudo resulta da comparação entre “cê” e “sê” e visa a testar a hipótese (b), também já referida acima, segundo a qual “cê” seria um clítico. Com base nos dados dos séculos XIV a XX, Vitral argumenta inicialmente que o fenômeno da não contigüidade entre clítico e verbo seria uma conseqüência desses diferentes estágios.
Em sua origem, “se” se vincularia à raiz indo-européia *SE, que significa “à parte, separando para si”, de acordo com Romanelli (1975:169). Inicialmente, portanto, teria sido uma categoria XP lexical. Por volta do século XIV, “se” teria sido atraído pelo complementizador. No estágio seguinte, “se” é atraído pela categoria Flexão. A atração por C acarreta a não contigüidade com o verbo, já a tração por Flexão acarreta contigüidade com o verbo.Portanto, conclui Vitral, a propriedade (ii), referente à contigüidade de “se” com V, seria uma manifestação superficial de um processo de mudança que envolveria diferentes estágios.
A partir dessas conclusões, o autor aponta o seguinte paralelo entre “se” e ‘cê”: ambos seriam XPs nos estágios iniciais da cliticização; e a não contigüidade presente hoje entre “cê” e o verbo seria decorrente de seu surgimento no português ser mais recente do que o surgimento de “se”.
Por fim, a
recategorização verbo principal>verbo auxiliar, descrita como núcleo
lexical> núcleo funcional, foi analisada por Vianna (2000). Sua hipótese é
que haveria um processo de gramaticalização, afetando os verbos modais no
português. Esse autor comparou dados dos períodos arcaico, moderno e
contemporâneo, e observou, no eixo do tempo, o seguinte: aumento de freqüência
dos modais, menor quantidade de material interveniente entre modal e
infinitivo, aumento progressivo da estrutura Neg+Modal+Infinitivo, maior
ocorrência de alçamento de clítico, menor número de formas de flexão dos modais
e aumento de uso de modais na acepção epistêmica. Estes resultados foram
interpretados como evidência da recategorização verbo lexical> verbo
auxiliar.
Feita essa breve
síntese dos resultados, passemos à parte final desse trabalho em que, à guisa
de conclusão, faremos um breve diagnóstico das complicações e inconsistências
detectadas na literatura atual sobre gramaticalização. Nosso propósito, ao
retomar esses problemas, é fazer deles diretrizes diretrizes a partir das quais
definir nossa futura agenda de trabalhos futuros no âmbito do Projeto Para a
História do Português Brasileiro.
PARTE II - PARA UMA ABORDAGEM
COGNITIVISTA-FUNCIONALISTA DA GRAMATICALIZAÇÃO
Ataliba T. de
Castilho
Em Castilho
(2003) enumerei as principais complicações teóricas que identifico nos estudos
sobre gramaticalização, reproduzidas no texto de Jânia Ramos (ver Parte I).
Precisaríamos encontrar alternativas para essas questões, tarefa sem dúvida
complexa que poderia ser encaminhada por um grupo de pesquisadores. No que se
segue, adianto alguns argumentos para a consideração dos que estiverem
interessados em buscar alternativas. Duas conjunturas me levaram a propor esse
debate: de um lado, o Seminário de Blaubeuren, em que pesquisadores alemães e
brasileiros darão um balanço às atividades desenvolvidas durante a vigência do
Projeto 109/00 [CAPES/DADD/PROBRAL] e discutem o planejamento futuro; de outro,
a organização em 2002 vários grupos de trabalho no interior do PHPB, entre eles
o de Mudança gramatical de um ponto de vista funcionalista, que tenho a honra
de coordenar.
Num primeiro momento, precisaríamos
tirar algumas conseqüências de um fato que goza de grande unanimidade: a
gramaticalização é um processo de criação lingüística, o que demandará uma
teoria dinâmica sobre a língua. Mais que isso, a gramaticalização é um dentre
outros processos de criação lingüística, o que demandará a postulação de uma
teoria multissistêmica da língua, a que correspoderá um conjunto de processos.
Uma teoria dinâmica e
multissistêmica nos permitiria -se a desenharmos algum dia!- dar conta da
grande quantidade de fenômenos que temos estudado sob a rubrica
“gramaticalização”, permitindo, ademais, enquadrar este processo entre outros,
igualmente relevantes para o entendimento da criatividade lingüística.
Para escapar da estatividade, poderíamos assumir que a língua é um
multissistema dinâmico, que pode ser graficamente representado numa forma
radial, tendo ao centro o Léxico e à volta o Discurso, a Semântica e a
Gramática. Tais subsistemas seriam por postulação teórica independentes uns em
relação aos outros, dispondo cada um de categorias próprias.
Admitiríamos também que nossa mente opera simultaneamente sobre o conjunto
das categorias lexicais, discursivas, semânticas e gramaticais. Os produtos
lingüísticos que daí resultam podem ser representados sob a forma de uma
constelação. Quero com isto dizer que uma mesma expressão lingüística exibe
simultaneamente propriedades lexicais, discursivas, semânticas e gramaticais,
variando o grau de saliência entre elas, por razões pragmáticas.
Dialogando com os
textos de Morris (1938), Franchi (1976) e Nascimento (1993), vou portanto
assumir que a língua tem uma natureza multissistêmica, capturada em termos dos
quatro sistemas acima mencionados. Insisto em que esses sistemas são independentes
uns de outros, não sendo postuláveis implícita ou explicitamente regras de
determinação entre eles. Isto quer dizer que o Discurso não estipula a criação
dos sentidos e das estruturas gramaticais. Analogamente, Semântica não estipula
a criação das categorias discursivas, nem as estruturas gramaticais que
“empacotam” sentidos e categorias gramaticais. No atual quadro dos meus
conhecimentos, não vejo vantagem em estabelecer uma hierarquia entre Discurso,
Semântica e Gramática, como tacitamente pretendem os autores de estudos sobre a
gramaticalização.
Eis aqui uma
descrição sumária desses subsistemas.
O Léxico será
definido como um conjunto de propriedades cognitivas abstratas, potenciais, prévias
à enunciação, com base nas quais construímos os traços semânticos inerentes.
Entendo por categorias cognitivas VISÃO, COISA, ESPAÇO, TEMPO, MOVIMENTO, etc.,
e por subcategorias, digamos, de VISÃO, FUNDO / FIGURA, de ESPAÇO, a (i)
VERTICALIDADE / HORIZONTALIDADE / TRANSVERSALIDADE, (ii) a DISTÂNCIA /
PROXIMIDADE, (iii) o CONTINENTE / CONTEÚDO, etc. Os traços semânticos inerentes
são constituídos a partir dessas categorias, tais como /animado ~ inanimado/ a
partir de COISA, /télico ~ atélico/ a partir de MOVIMENTO, e assim por diante.
Combinando
categorias e traços de diferentes modos, obtemos os itens lexicais, que serão
realizados no dicionário seja como um Nome, um Advérbio, uma Conjunção ou uma
Preposição. Quer dizer que a cada um desses itens corresponde determinado
arranjo de traços, não sendo sustentável que de um Nome derive um Advérbio, e
deste uma Preposição, por exemplo.
É bem visível que estou seguindo os autores que entendem o Léxico como um conjunto de traços semânticos, não como um conjunto de palavras, situando-o ademais no centro do sistema lingüístico. Quando adquirimos o Léxico, provavelmente adquirimos em primeiro lugar esses traços e a habilidade de combiná-los em diferentes padrões, e em segundo lugar as palavras em que por convenção social esses padrões se abrigam. Estou, portanto, propondo que o Léxico seja entendido nos quadros de uma hierarquia que vai da cognição pré-verbal para a expressão verbal.
O Discurso é uma
sorte de contrato social que estabelecemos lingüisticamente, de que decorrem os
usos lingüísticos. Esse subsistema está fulcrado no eixo dêitico, isto é, na
instanciação das pessoas do discurso e em sua localização no ESPAÇO e no TEMPO.
Satisfeitas essas condições prévias, dá-se a interação através de estratégias pragmáticas
que nos revelam as categorias discursivas do turno conversacional, tópico,
unidades discursivas, nexos textuais, etc. (Castilho 1989). Situam-se nesta
perspectiva a organização dos gêneros discursivo, as operações de
parafraseamento, parentetização, e assim por diante.
A Semântica é a
criação dos significados baseada em estratégias cognitivas tais como o
emolduramento da cena, a hierarquização de seus participantes, a organização do
campo visual, a movimentação real ou fictícia dos participantes, sua
reconstrução através da metáfora e da metonímia, etc. Daqui resultam as
categorias semânticas de dêixis, referenciação, predicação, foricidade e
conexidade.
Finalmente, a
Gramática é um conjunto de estruturas razoavelmente cristalizadas, ordenadas
nos subconjuntos da Fonologia, Morfologia e Sintaxe, e governadas por regras de
determinação interna. Essas estruturas se expressam por meio das categorias
gramaticais, definíveis em termos de classes palavra, sintagma, sentença),
relações (regência, concordância, colocação) e funções (argumentos e adjuntos).
A regularidade das categorias gramaticais tem sido comumente reconhecida, o que
não exclui que a instabilidade é constitutiva da estrutura gramatical.
O ponto central desta proposta, ainda em seus lineamentos muito gerais, é que o Léxico é governado por um dispositivo sociocognitivo de caráter pré-verbal, através do qual o falante ativa, reativa e desativa as propriedades lexicais, dando origem a categorias discursivas, semânticas e gramaticais. Esse dispositivo é “social” porque é baseado numa análise continuada das situações que ocorrem num ato de fala. E é cognitivo porque lida com as categorias cognitivas e os traços semânticos já mencionados. Uma conseqüência dessa postulação é negar que as classes de palavra sejam deriváveis umas de outras.
A postulação
desse dispositivo repousa nos achados dos pesquisadores ligados ao Projeto de
Gramática do Português Falado (PGPF). Que mecanismos lingüísticos esses
pesquisadores identificaram? Algumas respostas podem ser encontradas em
Nascimento (1993), Castilho (1989, 1998b). Pessoalmente, penso que os
pesquisadores do PGPF identificaram três mecanismos, que aqui apresento como
princípios -mesmo reconhecendo a precocidade deste rótulo. Esses princípios
encontram seu fundamento nas estratégias de gestão dos turnos conversacionais-
o que situa a conversação como a manifestação discursiva por excelência. Os
princípios aqui propostos assentam, portanto, em observações empíricas, não
precedem os dados da língua, não são apriorísticos. Sua postulação aparece em
versões anteriores, sucessivamente alteradas: Castilho (1998a, b).
1.1 -
Princípio de ativação, ou princípio de projeção pragmática
A ativação é o movimento
mental de escolha das propriedades lexicais que se agruparão nas palavras. Os
diferentes padrões de agrupamento das propriedades lexicais constroem a
dimensão discursiva, semântica e gramatical das palavras.
Quando conversamos, tentamos o tempo
todo prever os movimentos verbais do interlocutor, isto é, se ele completou sua
intervenção, ou se ela ainda está em curso, se devemos antecipar o momento de
nossa entrada no curso da fala, etc. Para dar conta desse mecanismo, que
assegura a manutenção da conversação, Sacks-Schegloff-Jefferson (1974: 702)
postularam um “componente de construção de turnos” cujas unidades-tipo,
isto é, palavras, sintagmas e sentenças com os quais o falante contrói seu
turno, “projetam a próxima unidade-tipo”, numa sorte de antecipação da
atuação verbal do interlocutor. Estas afirmações constituem o princípio de
projeção pragmática.
No subsistema discursivo, a ativação
seleciona as palavras necessárias à hierarquização dos tópicos, à construção
das unidades discursivas e sua conexão, etc. A ativação das propriedades
semânticas tem o papel de escolher as palavras necessárias à representação da
dêixis, da referenciação, da predicação, da foricidade e da conexidade. A
ativação das propriedades gramaticais é responsável pela construção dos
sintagmas e das sentenças, pela ordenação dos constituintes, pela concordância
e pela estrutura argumental. Neste particular, entendo que a atribuição de caso
e de papéis semânticos decorre do princípio de projeção estrita, descrita na
reflexão tradicional como “transitividade”, “regência”, “valência”, e como
“princípio de projeção” em alguns modelos formais. A projeção estrita é uma
abstratização obtida a partir da projeção pragmática: Castilho (1998b).
1.2 - Princípio
de reativação, ou princípio de correção
A reativação é o
movimento mental por meio de que rearranjamos as propriedades lexicais e as
palavras que as representam, retornando por assim dizer a construção do
enunciado. Trata-se portanto de uma volta ao enunciado já produzido, abrindo
caminho para sua simples repetição, ou para sua paráfrase, ou para a alteração
de seu eixo argumentativo, para a mudança do arranjo sintagmático, etc.
Pelo
menos dois rótulos têm sido utilizados na literatura para captar este
princípio: a poligramaticalização e a reanálise. A reanálise, dada como um dos
princípios da gramaticalização, decorre deste impulso da criatividade
lingüística. Reanalisam-se as palavras, o que dá lugar às regramaticalizações.
Reanalisam-se sintagmas e de sentenças, o que acarreta a mudança da fronteira
sintática.
Esse princípio encontra seu
fundamento no sistema de correção conversacional. Como se sabe, no curso de uma
conversação temos freqüentemente de mudar seu rumo, seja corrigindo nossas
próprias intervenções (= autocorreção), seja corrigindo a intervenção do
interlocutor (= heterocorreção). O sistema de correção conversacional busca
eliminar os erros de planejamento.
O princípio de reativação opera no
subsistema lexical dando origem às ressignificações. No subsistema discursivo
ele promove a repetição de grandes segmentos, com o objetivo de assegurar a
coesão do texto. No sistema semântico a reativação promove a paráfrase, e no
sistema gramatical, através da repetição de palavras, esse princípio assegura a
constituência sentencial, fato que examinei em Castilho (1997c).
1.3 - Princípio
de desativação, ou princípio do silêncio.
A desativação é o movimento que
ocasiona o abandono das propriedades escolhidas e das palavras que estavam
sendo ativadas. Este princípio mostra que o silêncio é igualmente constitutivo
da linguagem. A linguagem musical apropriou-se desta característica,
alternando-se na pauta as notas, ativadas e reativadas, e as pausas, que são a
desativação do som.
Também este princípio assenta nas
práticas conversacionais, quando ocorre a chamada “despreferência”. A
estratégia da “despreferência” consiste em verbalizar o que não é esperado,
violando-se o princípio de projeção pragmática. Isso ocorre quando respondemos
a uma pergunta com outra pergunta, quando recusamos um convite, etc. Nestes
casos, cria-se na conversação um “vazio pragmático”: Marcuschi (1986).
O princípio de desativação promove
no Léxico a morte das palavras. Ele produz no sistema discursivo uma alteração
da hierarquia tópica, levando os locutores a manobras tais como os parênteses e
as digressões. No sistema semântico, ele está por trás das alterações de
sentido presentes nas metáforas, nas metonímias, na especialização e na generalização,
por meio dos quais “silenciamos” o sentido anterior e simultaneamente ativamos
novos sentidos. Na Gramática, o princípio de desativação é responsável pela
categoria vazia, de que se encontram exemplos na Fonologia (sílaba com núcleo
vocálico omitido), na Morfologia (morfema flexional zero) e na Sintaxe (elipse
de constituintes sentenciais, ou categoria vazia).
É importante entender que esses
princípios operam ao mesmo tempo, não seqüencialmente, numa forma
prevista por Lakoff (1987). Assim, a desativação ocorre simultaneamente com a
ativação, e esta com a reativação. A mente humana parece funcionar de modo mais
complexo que um computador, que obedece a instruções seriais, constantes de
entidades opositivas do tipo “zero /
Tendo essas idéias como pano de
fundo, parece claro que três programas adicionais precisariam ser
desencadeados, o da lexicalização, o da semanticização e o da discursivização,
privando a gramaticalização de sua atual centralidade. Examinarei o item vez
à luz dessas possibilidades; parte dos exemplos vêm de Castilho (2001).
2.
Lexicalização de vez
Lexicalização é a
criação das palavras via seleção de propriedades cognitivas e de traços
semânticos derivados, processando-se sua misteriosa concentração numa forma. A
etimologia e os usos de vez permitem identificar essas propriedades.
Vez tem por origem o lat. uicis, “turno,
sucessão, alternativa, destino, retorno, reciprocidade, o turno / o papel / o ofício
de alguém ou de alguma coisa”. A palavra era defectiva: não dispunha de
nominativo, sendo uicis se genitivo, uicem seu acusativo, usado
adverbialmente no sentido de “no lugar de”, e uice seu ablativo,
igualmente usado como um adverbial, com o mesmo sentido, podendo vir
preposicionado (in uicem “para tomar o lugar de, no lugar de”, ad
uicem, “no lugar de”): Gaffiot (1947: s.v. vicis), Ernout-Meillet
(1967, s.v. uicis, uice, uicem). Para sua história em português, ver
Machado (1952-1959, s.v. vez), Cunha (1982, s.v. vez).
Os bons
dicionários da língua portuguesa mostram que os usos do termo revelam as
seguintes propriedades cognitivas de base, de que foram resultando outras
propriedades:
· /LUGAR/, perceptível em “tirar a vez de
alguém”, de que derivam (i) “substituir / ocupar o lugar de outrem”, como
em “fez as vezes do cobrador, para ficar com o dinheiro”, “começou logo a
gritar, em vez de discutir calmamente”, (ii) lugar no eixo argumental, como
em “em vez de entrar, saiu”, “uma vez que / de vez que você não me ouve,
desisto”, “uma vez que você me dê ouvidos, te atenderei”, deslizando já
para /TEMPO/ e /QUALIDADE – condição/, nestas acepções.
· /TEMPO/, que deriva metaforicamente
de /LUGAR/, de que decorrem (i) “momento de um evento, próximo ou remoto”, como
em “era uma vez uma princesa”, “na vez dele, fique quieto !”, “chegou sua
vez”, “desta vez ele não me escapa”, “esta fruta ainda está de vez” [isto
é, antes de madura], (ii) “alternância de momentos”, como em “falava de vez
em quando / de quando em vez / por vezes”
· /QUALIDADE/, conceito abstrato que
deriva metaforicamente de /TEMPO/, na indicação de “momentos que se repetem”,
de que decorre o Aspecto Iterativo, como em “o trem-de-ferro às vezes chega
no horário”, “muitas vezes reclamei contra isso”, “por vezes acho que não tenho
a razão”
Veremos adiante como o dispositivo sociocognitivo opera sobre essas
categorias de base, dando surgimento a diferentes categorias lexicais,
gramaticais e afixais.
3.
Discursivização de vez
A agenda da discursivização inclui
indagações sobre topicalização (= hierarquia tópica, desvios tópicos por
digressão e por parênteses), correção sociopragmática, tratamento da
informação, entre outros temas. Alguns lingüistas brasileiros têm estudado a
discursivização, sem uma elaboração teórica maior: ver, pelo menos, Castilho
(1997a: 60), Bittencourt (1999) e Gorski / Gibbon / Valle / Rost / Mago (2002).
Essas referências têm entretanto o mérito de mostrar que há certo desconforto
em tratar os temas acima como casos de gramaticalização, o que significaria
fazer confluir para uma mesma dimensão processos lingüísticos de variada ordem.
Um estudo pormenorizado da
utilização de vez na organização do texto deveria explorar os seguintes
aspectos:
(1) Introdução do
tópico discursivo, como em:
(1) tinha vez que eu
não jogava... mas lá em casa havia umas pessoas que achavam graça...
ouviu... (RJ 374)
(2) L1 uhn uhn... que
hoje: dentro da nossa profissão ainda mais uma vez falando nela... até parece
que sou emPOLGAdo por ela não é? ((risos)) não acha? (D2 SP 62)
(2) Agregação de
informação secundária, enriquecendo a elaboração do tópico, via adjuntos:
(3) quando eu estive uma
vez em Uberaba houve uma exposição de gado... impressionante os fazendeiros
daqueles lugares todos... (RJ 374)
(4) e muitas vezes
era uma verdadeira luta domar o carneiro... (RJ 374)
(5) mas depois de
você passar... várias vezes na porta da loja... sabendo que lá existia aquela
televisão... você... passou a querer... a televisão... (RJ 341)
(3) Determinação / indeterminação / impessoalização do tópico, como em
(6) A primeira vez a
gente nunca esquece.
(7) Muitas vezes já é
tedioso.
(4) Iniciação de narrativa: seu
sentido primordial de “ocasiäo, oportunidade” permite que vez inicie as
narrativas, fato observado por Ilari (1992: 183). Nesse papel, a palavra opera
como argumento único de verbos monoargumentais apresentacionais, como ser,
ter (8), ou como estimulador de uma narração (9):
(8) tinha vez que eu
não jogava... mas lá em casa havia umas pessoas que achavam graça...
ouviu... (RJ 374)
(9) L1 - por que o quê? por onde passa a
barata?... os caminhos que ela faz?... os caminhos...
L2 - ah...
verdade ‚...
D1 - e
outros animais? como ‚ que fazem pra... pra... com esses animais pra se
livrarem deles...
L2
- eu uma vez...
L1
- para?
D1
- pra se livrarem deles não ‚...
L1 - ah...
D1 - a
senhora ia contar uma história... uma vez...
L1 -
[Baygon...
L2 - ah...
eu fui a uma casa antiga... uma casa que pertencia a uma família amiga... então
eles queriam que nós fôssemos visitar aquela... aquele solar e... antes de eles
venderem queriam que a gente conhecesse (RJ 374)
(5) Articulação do discurso, papel
em que vez ainda está engatinhando:
(10) Das vez, é isso
mesmo que ela estava querendo [port. pop., exemplo recolhido por R. Ilari].
(11) Uma vez, um rei
procurava um príncipe para casar com sua filha…
Nesses exemplos, vez ocorre na
cabeça do enunciado, articulando o que se segue com o que precede, recuperando
seu sentido original de “ocasião”, “momento”.
4.
Semanticização de vez
Precisamos
sem dúvida entender mais claramente os mecanismos semânticos das línguas
naturais, para configurar a agenda da semanticização. Parece inadequado derivar
sentidos abstratos de sentidos concretos, o que teria por fundamento pressupor
mentes primitivas, restritas à produção de sentidos concretos, de que teriam
resultado mentes mais desenvolvidas, capazes de alçar vôos para domínios
abstratos. Outra dificuldade, como já disse, está nas explicações que aludem a
um desbotamento semântico (“bleaching”, “fadindg”), como se a permanente
criatividade de que é feita a língua implicasse em perdas, sem ganhos, em
desmaios, sem despertamentos. Em contrapartida, parece adequado aprofundar as
pesquisas sobre a dêixis, a referenciação, a predicação, a foricidade e a
conexidade, precedendo tudo isso com indagações sobre como criamos os sentidos.
A semântica de uicis mostra
que “do sentido de ‘no lugar de’, passou-se ao sentido de ‘no turno de’, ‘na
vez de’” Ernout-Meillet (1967). Cunha (1982, s.v. vez) destaca
outros desdobramentos do sentido básico de lugar: “termo que indica um fato
na sua unidade ou na repetição, ensejo, ocasião”. Essas observações captam
o processo de semanticização do item, que desenvolveu por metáfora vários
sentidos: da representação do ESPAÇO (Locativo: “em determinado momento”, “no lugar de”) > TEMPO (“ocasião”) > QUALIDADE (= Aspecto Iterativo / “repetição”,
Conjunção / “condição”).
Esta seqüência foi formulada por
Heine / Claudi / Hünnemeyer (1991a), a qual fornece um quadro interessante para
captar as translações de sentido e partir de categorais cognitivas de base.
Convém lembrar que na notação desses autores, as letras maiúsculas remetem a
sentidos abstratos; entre parênteses, anotei os sentidos específicos de vez,
sempre lembrando que em minha representação o sinal “>” significa
disposição radial, não linear.
Algumas palavras derivadas de vez
preservaram os elos acima representados: lat. uicario > port.
vigário, “o que fica no lugar de”, “substituto”, preservou /LUGAR/; lat. *uicata > port. arc.
vegada “uma ocasião”, “uma vez” preservou /TEMPO/; revezar “ter seu turno de
novo” preservou /QUALIDADE/ -
Aspecto.
Ilari (1992 e 1998) discrimina na
semântica dessa palavra vez1, que “expressa a reiteração
cíclica de eventos”, construindo expressões que respondem à pergunta
quantas vezes?, e vez2, “ensejo”, “ocasião”,
“oportunidade”, que “intervém nas expressões certa vez, uma vez,
normalmente utilizadas para introduzir desenvolvimentos narrativos bastante
amplos”. O arranjo que apresentei no item 2 inverte a indiciação proposta
por Ilari, pois considero /LUGAR/ mais básico que / TEMPO/. Seria necessário, também, debater o estatuto da homonímia na perspectiva
oferecida por este texto.
É alta a freqüência de uso de vez,
seja compondo um adverbial predicativo aspectualizador (Ilari 1992, Castilho
(12) e uma vez por
semana eu me dou o luxo de comer do::ces...sabe? (DID RJ 328: 47).
(13) você
disse... uma vez... em aulas passadas... que... (RJ 364)
e o
iterativo, como em
(14) tu viajas deixa
o apartamento e muitas vezes essa segurança também pifa (D2 POA 291: 1382).
(15) ao rever os seus
objetivos muitas vezes o professor se dá conta de que (...) (EF POA 278: 60).
(16) a temperatura às
vezes de 40 graus à sombra... o pessoal de gravata e calça comprida (D2 POA
291: 788).
(17) o brasileiro
come muito mal (...) às vezes... muitas vezes talvez seja o... o aspecto do...
do poder aquisitivo de cada um... né? (D2 POA 291: 19)
(18) não... não come
[peixe cru] já se fez várias vezes... na tua casa mesmo (D2 POA 291: 50).
(19) algumas vezes já
vi [essas danças] até já enjoei (DID POA 45: 478).
(20) mandavam a gente
copiar a mesma lição uma porção de vezes (DID POA 45: 344).
É comum omitir o núcleo do sintagma
nominal constituído por vezes, em função adverbial, restando apenas o especificador
quantificador preenchido por muito, pouco, bastante, numa forma
aparentemente neutra, preservada a noção de iteratividade:
(21) se usa muito o
termo extrapolação (EF POA 278: 221).
(22) eu que saio
bastante (DID POA 45: 103),
isto é,
(21a) se usa muitas
vezes o termo extrapolação
(22a) eu que saio
bastantes vezes
A iteratividade representada pelos
adverbiais constituídos a partir do item vez pode ser universal,
partitiva ou distributiva, na dependência do especificador do sintagma nominal
de que ele é o núcleo.
Na iteratividade universal, o
adverbial seleciona a totalidade dos indivíduos que compõem o conjunto
verbalizado pela classe-escopo:
(23) síntese é toda
vez que for produzida uma nova comunicação (EF POA 278: 360)
(24) chove em São Paulo todas as vezes que saio
sem guarda-chuva.
Na iteratividade partitiva, o
adverbial seleciona uma parte dos indivíduos que compõem o conjunto descrito
pela classe-escopo, como em muitas vezes, poucas vezes, às vezes,
inúmeras vezes, várias vezes, algumas vezes, uma
porção de vezes. A quantificação partitiva se acentua naqueles casos em que
antes de vezes aparece a preposição de, como em a maior parte
das vezes, a menor parte das vezes.
Finalmente,
na iteratividade distributiva o adverbial seleciona alguns desses indivíduos,
omitindo outros:
(25) cada vez que chego à Universidade, lá está
ele plantado na porta.
(26) esse meu orientando me procura umas vezes
sim, outras vezes não, já estou ficando maluco por causa dos prazos.
5.
Gramaticalização de vez
5.1 - Fonologização: no singular, o item perdeu uma
sílaba, continuando dissilábico no plural. Isso mostra que a palavra não sofreu
alterações fonológicas muito profundas, nem mesmo quando usado como afixo.
5.2 - Morfologização: operando sobre o elenco
de traços lexicais apresentado anteriormente, o dispositivo sociocognitivo
compôs diferentes classes de palavra:
(1) Substantivos, ativando /LUGAR/ e desativando as categorias
derivadas de /TEMPO/ e /ASPECTO/:
(27) Não pretendo
tirar a vez de ninguém.
(2) Adverbiais semelfactivos e
iterativos, ativando /QUALIDADE/ e /ASPECTO/, e desativando /LUGAR/, podendo o
N vir preposicionado ou não:
(28) não... tive uma
vez com uma moça que era... trabalha na pesquisa... no Rio Grande do Sul eh...
e ela estava falando dessas coisas (RJ 374)
(29) você alguma vez
jogou no bicho? (RJ 374)
(30) às vezes quando
eu era pequena meu pai tinha uma fazenda em Queluz... cidade de São nós
íamos... lá...
(31) de vez em quando
a gente lê em jornal mesmo no Brasil e em outros países também mais ( )
problemas ligados a certos animais que estão desaparecendo né? (RJ 374)
Repetindo o item, e mantido o mesmo
arranjo acima, obtém-se:
(32) De vez em vez
penso que as coisas estão melhorando.
O papel das
preposições precisaria ser aqui examinado com mais detalhe.
(3) Advérbio modalizador de dúvida,
português arcaico tamalavez, moderno talvez, ativando /QUALIDADE/
e /MODO/ e desativando /LUGAR/ e /TEMPO/:
(33) muitos de vocês
tenham chegado à adolescência um pouco mais cedo… ou talvez… um pouco mais
tarde (RJ 364)
(34) é
claro… e o ponto mais BACANA é o aspecto é… da história de ( ) talvez… mas é que em muitos casos o ratinho
se salva…(RJ 251)
(35) não sei se seria
cobra não venenosa… não … talvez fosse…(RJ 374)
(4) Locução conjuncional, ativando /LUGAR/ como “substituição” e como “espaço
no eixo argumental”, /QUALIDADE/ como “condição”, e desativando /TEMPO/:
(36) o que acontece é
que em vez de se ampliar… pertinentemente o âmbito do ensino… o que está
ocorrendo nos nossos alunos é uma fragmentação do ensino… (RJ 356)
(37) então em vez de
o professor riscar aqui o arbitrário com agá… o professor apenas sublinha o
arbitrário e dá ao aluno as fontes onde ele pode encontrar essa palavra
corretamente escrita… ou seja… um dicionário.(RJ 356)
(38) uma vez que a
renda... nós vimos na Revolução Industrial... estava mais uniformemente
dividida... (RJ 382)
(39) uma vez que
partimos do pressuposto... de que o estudante universitário não pode ser
analisado como um fenômeno isolado daquela realidade... (RJ 356)
(40) Uma vez que você
faça tudo certinho, o emprego será seu.
(5) Afixo, ativando /LUGAR/ como “substituição” e desativando
os demais valores. A seleção desse traço se encontra no prefixo culto vice-,
popular e arcaico viso-, em viso-rei, com a variante vis-,
em visconde.
Como conjunção e como prefixo, vez
se desnominaliza, atingindo o ponto máximo de sua morfologização.
5.3 - Sintaticização
A defectividade morfológica de vez
tem como correlato a diversidade de suas propriedades funcionais. Com
efeito, num primeiro levantamento no corpus do Projeto NURC, vez está em
processo de desnominalização, predominando a função de adjunto adverbial (51,5%),
e a de nexo (39,3%), se juntarmoss aqui as ocorrências enquanto conjunção e
articulador discursivo. A isso se contrapõe o seu papel como argumento único
(6%) e como complemento oblíquo (3.2%). Ernout-Meillet mostram que o fato já se
notava no latim, em que predominava o uso adverbial, agregando que ele ocorria
seja no acusativo, seja no ablativo (como em uice uersa, literalmente,
“alternado o lugar”).
Os argumentos arrolados mostram que
há certa urgência em debater teoricamente os processos de lexicalização,
discursivização, semantização e gramaticalização. Reconheço, naturalmente, que
muita pesquisa precisa ainda ser feita para arredondar meus argumentos.
Caminhando nessa direção, proponho a seguinte agenda para os debates futuros
sobre a gramaticalização:
(1) No que diz respeito ao Léxico,
vamos temporariamente deixar de lado a afirmação segundo a qual categorias
menores derivam de categorias intermediárias, e estas de categorias maiores,
num ritmo unidirecional. Os movimentos sociocognitivos contínuos e simultâneos
de agrupamentos de propriedades parecem suficientes para explicar a criação das
palavras, e mostram a multidirecionalidade desse processo. A criação do
Vocabulário das línguas naturais deve proceder daqui, muito menos do que
estranhas mudanças de uma classe para outra. O grande desafio continua a ser a
identificação das categorias cognitivas básicas e dos traços semânticos
derivados, tarefa que poderá desvendar esse mecanismo. Será necessário refinar
as pesquisas nessa direção, somando esforços com aqueles que vêm trabalhando na
Semântica Cognitiva e na Semântica de traços.
(2) Outra questão a retirar de nossa
agenda é o tratamento derivativo que se estabeleceu entre Gramática, Discurso e
Semântica. Deixando de lado uma percepção linear desses subsistemas da língua,
compreenderemos melhor as relações entre eles se postularmos que são de caráter
(i) indeterminado, (ii) pancrônico, (iii) radial, (iv) muldirecional.
Juntamente com a lexicalização, os processos de constituição lingüística
gerados nessas instâncias precisariam ocupar nossas atenções, concentrando-se
nossos esforços para o entendimento das línguas naturais em sua dinamicidade. É
claro para mim que centralizar toda a criatividade lingüística na gramaticalização
restringe e obscurece o entendimento de como as línguas funcionam.
(3) A gramaticalização cinde-se em
três subprocessos: fonologização, morfologização e sintaticização, os quais
ocorrem simultaneamente, sem uma hierarquia de precedência entre eles. A unidirecionalidade
só pode ser comprovada no tratamento das palavras no interior de cada um desses
subprocessos - e por aqui vai ficando o famoso princípio da unidirecionalidade.
Acredito que a ação do dispositivo sociocognitivo, uma vez mais detalhado e melhor
entendido, fornecerá as bases teóricas para o entendimento da gramaticalização,
da regramaticalização e da desgramaticalização.
Apresentamos
inicialmente uma relação não exaustiva dos estudos sobre gramaticalização,
desenvolvidos ultimamente no Brasil, assinalando com um asterisco aqueles
resumidos neste texto. Esses estudos, muitos dos quais realizados fora do PHPB,
cobrem os seguintes tópicos[13]:
·
Trabalhos
de conjunto: Martelotta / Votre / Cezario (Orgs. 1996), Castilho (1997a), Neves
(1999).
·
Aspectos
teóricos e metodológicos: Martelotta / Votre / Cezario (1996), Ferreira /
Cezário / Oliveira / Martelotta / Votre (2000), Naro / Braga (2001), Gorski et
alii (2003).
·
·
Verbo:
Ilari (1986), Martelotta / Leitão (1996), Mattos e Silva (1999), Galvão (2000,
2002), Callou / Avelar (2001), Kewitz* (2002a,b), Gonçalves (2003).
·
Pronomes
e expressões de tratamento: Freitas (1995), Omena / Braga (1996), Vitral
(1996), Vitral / Ramos (1999*), Lopes (1999 / 2003, 2002), Ramos (2000*), Ramos
/ Oliveira (2002*), Salles (2002), Menon / Lambach / Mandarin (2003), Souza
(2003).
·
Advérbios:
Cunha (1996), Vitral (2000), Braga / Silva / Soares (2001), Ramos (2002), Braga
/ Paiva (2003), Costa (2003), Martelotta / Barbosa / Leitão (2002a,b*).
·
Conjunções
e integração de sentenças: Cezário / Gomes / Pinto (1996), Castilho (1997b),
Barreto (1999), Pezatti (2000), Ignácio / Hintze (2001), Longhin (2003), Módolo
(em andamento).
·
Preposições:
Viaro (1994), Baião / Arruda (1996), Macêdo (1997), Poggio (1999), Castilho /
Viaro et alii (2002*), Guedes / Berlinck (2002).
·
Operadores
discursivos e argumentativos: Risso (1993, 1996), Martelotta (1996), Martelotta
/ Rodrigues (1996), Martelotta / Alcântara (1996), Braga / Silva / Soares
(2001), Souza (2001), Gorski / Gibbon / Valle / Rost / Mago / Freitag (2002),
Tavares / Görski (2002), Mago / Görski (2002).
1. Gramaticalização de Pronomes
1.1 - Célia
Regina dos Santos Lopes - O percurso de a gente em tempo real de longa
duração. Em R. V. Mattos e Silva (Org. 2001, Volume II - Tomo I - Primeiros
Estudos. pp. 127-148). Resumo feito por Ilza Ribeiro.
O texto
trata da gramaticalização ou pronominalização da forma substantiva gente como
pronome indicador de primeira pessoa: a gente. A autora traça um
percurso histórico desta forma, desde o português arcaico.
A análise
mostra que, neste processo da gramaticalização, houve perdas e ganhos de
propriedades formais e semânticas. A identificação e interpretação dos traços
formais e semânticos de gênero, número e pessoa em relação
a gente (substantivo) e a gente (pronome), seguindo a perspectiva
de Rooryck (1994) para as subespecificações destes traços nas línguas humanas,
ilustram esta questão:
a) GÊNERO: gente
(nome) [+fem, OFEM] >
a gente (pronome) [Ofem, αFEM], com perda do
traço formal [+fem] e ganho de subespecificação para o traço semântico.
O exemplo
a seguir mostra a não-correlação entre traço formal [+fem] e traço semântico [OFEM = neutro,
não-marcado] de gênero no substantivo gente:
(1) ... quem governava,
e mandava era elle Epifanio e Manoel Congo, e que todos os dias de manhã
mandava reunir a gente e contava o número della (Insurreição dos
negros, fala de Miguel Crioulo, p. 48/49, séc. XIX)
O
substantivo a gente coocorre com o pronome della, indicando que o
gênero formal é [+fem]; contudo seu significado não é [+FEM], pois se refere a
um agrupamento de pessoas de ambos os sexos (o réu e seus companheiros
escravos)
Por outro
lado, a forma pronominal tem o gênero formal neutro ou não-marcado [Ofem], mas o gênero
semântico pode ser subespecificado para [+FEM] ou [-FEM], como ilustrado nos
seguintes exemplos:
(2) a) A gente ficou arrasada com as
inundações
b) A
gente ficou arrasado com as inundações
Também nos pronomes pessoais “legítimos”
(eu, tu, nós,..), o gênero formal é zero [Ofem], mas são subespecificados quanto ao gênero semântico [αFEM].
b) PESSOA: gente
(nome) [Oeu, OEU] > a gente
(pronome) [Oeu, +EU],
com ganho, para o pronome, de subespecificação do traço semântico de pessoa,
incluindo a pessoa que fala. O traço formal de pessoa [Oeu] se mantém, por
continuar a se combinar com verbos em P3:
(3) a) a gente, dentro da nossa
cabeça, ... (AC01, NURC/RJ)
b) a
gente tem uma paisagem bonita no Rio (NURC/RJ)
c) NÚMERO: gente
(nome) [αpl, +PL]
> [Opl, +PL]
> a gente (pronome) [Opl, OPL], com dois
estágios evolutivos. No segundo, o traço formal de número passa a ter valor default,
mantendo a interpretação semântica [+PL]:
(4) a) Quando viu o
mundo quel o eu vi, / e viu as gentes que eran enton (Canc. Ajuda, séc.
XIII)
b) mas o
monge lla cuidou / fillar, mas disse-ll” a gente (Cant. de Santa Maria,
séc. XIII)
Assim, há perda da
possibilidade de construções como a exemplificada em (4a).
No terceiro estágio
da gramaticalização, a interpretação semântica também passa a ter um valor default,
designando um todo abstrato, indeterminado e genérico, designando o conjunto
“ser-pessoa” e perdendo gradativamente o sentido de “+de um”, o que possibilitou
sua combinação com verbos no singular. Os exemplos a seguir ilustram as
(im)possibilidades de construções, segundo as três fases:
FASE I = [αpl, +PL] (substantivo
gente ~ gentes)
(5) a) Sobre as armas
e caualos que tem as gentes dos conçelhos são feitas tantas e tam boas
ordennações que não saberia hy al diujsar (D. Duarte. L. Da Cartuxa)
b) ... a geral gente sera ysto
proueytosso çerto non mas antes non proueytosso (D. Duarte)
FASE II = [Opl, +PL] (substantivo
gente)
(6) a) Muita gente gosta de fazer isso.
b) *Muitas
gentes gostam de fazer isso.
FASE III = [Opl, OPL] (pronome a
gente)
(7) a) *As gentes
comem mal.
b) A gente come mal
A autora
trabalha com uma amostra de 270 ocorrências, sendo 126 do substantivo gente
e 144 da forma pronominal. As ocorrências de gente como pronome são
atestadas na segunda metade do século XIX; entre os séculos XVI e primeira
metade do XIX, há exemplos esporádicos que apresentam ambiguidades quanto a uma
leitura de substantivo (=pessoas) ou de pronome (=nós), como nos seguintes
exemplos:
(8) Também há muita
infinidade de mosquitos prinçipalmente ao longo dalgu) Rio antre hu)as aruores q) se chamão manges não
pode nenhu)a pessoa
esperallos e pello matto quando não há viração são muj sobeios e perseguem
muito a gente. (GÂNDAVO, P. 1965:235)
(9) (...) E os
tigres, em tanta cantidade (por não haver descampados), que, em se metendo u)a rês no mato, não
sae, e o mesmo risco corre a gente, se não anda acompanhada, e pelos rios e lagos dos
jaguarés... (BERNARDO, 1996:28)
Rosinha - A prima
Maricota disse-me que era uma coisa de pôr a gente de queixo caído.
(JÚNIOR, 1882:165)
Nos três
exemplos, parece que a interpretação semântica de pessoa genérica do substantivo
gente começa a sofrer mudança. A possibilidade de incluir o falante na
interpretação dos exemplos indica uma mudança no traço semântico de pessoa.
O traço de
subespecificação do número formal [αpl] está presente até o século XIX, embora,
paulatinamente, o traço [Opl] ganhe
terreno, apresentando uso categórico no século XX. É no século XVI que se tem
evidência da segunda fase do processo de gramaticalização, com 75% dos dados
apresentando os traços [Opl, +PL].
Outro aspecto
considerado atuante na pronominalização é a diminuição gradativa de realização
do artigo diante do substantivo gente: no séc XIII, é comum o uso do
artigo (a gente, as gentes); nos séculos subseqüentes, o artigo torna-se mais
raro e outros tipos de determinantes começam a ocupar sua posição (minha gente,
essas gentes, muita gente, ...). À medida que o artigo se cristaliza na forma
pronominal (a gente), mais rara se torna sua realização diante do substantivo gente.
1.2 - Célia Regina dos Santos Lopes - De gente para a
gente: o século XIX como fase de transição. Em: T. Alkmim (Org. 2002:
25-46). Resumo feito por Ilza Ribeiro.
O texto apresenta uma análise quantitativa e
qualitativa da mudança categorial do substantivo gente para o pronome a
gente, com base em dados do século XIII ao XX, mostrando que o processo de
gramaticalização foi lento e gradual. Os pesos relativos indicam os séculos
XVII-XVIII como os períodos em que se inicia a pronominalização do substantivo gente,
embora as taxas de uso sejam baixas até antes do século XX. Dos 212 dados
levantados em textos do século XIX, 31% são de a gente pronominal e 69%,
de emprego da forma substantiva; para os séculos XVII e XVIII foram levantados
125 dados, dos quais 90.4% são da forma substantiva.
Nos séculos XIII-XVI, as ocorrências de gente não
apresentam, em geral, ambigüidade interpretativa; são poucas as ocorrências de
usos de a gente ambíguos em relação a uma leitura de "pessoas"
(substantivo - a não-pessoa) ou de "nós" (pronome - +EU). A partir do
século XVI, começa uma escala de ampliação dessa ambigüidade interpretativa,
com 2 casos no século XVI; 2, no XVII; 9, no XVIII; e 36, no XIX. Exemplos são
dados a seguir:
(1) O jograr por tod' aquesto | non deu ren,
mas violou como x' ante violava, | e a candea pousou outra vez ena vyola; mas o
monge lla cuidou fillar, mas disse-ll' a gente: "Esto vos non
sofreremos".
A virgem Santa Maria ....(p. 27, V.I, CSM,
Século III)
(2) Quanto mais se chega a fim do mundo, atodo
andar, tanto a gente é mais ruim! (Gândavo, p. 230, século XVI)
(3) (...) E os tigres, em tanta cantidade (por
não haver descampados), que, em se metendo ~ua rês no mato, não sae, e o mesmo
risco corre a gente, se não anda acompanhada, e pelos rios e lagos dos jaguarés
... (Bernardo, 1996: 28 - Século XVII)
(4) Rosinha - a prima Maricota disse-me que era
uma coisa de pôr a gente de queixo caído (Júnior, 1882:165 - século XIX)
O século XVII é visto como o início do período de
transição, em que gradualmente o traço de pessoa do a gente passa a permitir de
forma mais nítida uma leitura incluindo o falante: cresce o número de casos
ambíguos, decresce o número de emprego de a gente como sinônimo de “pessoa”; no
século XIX, as interpretações ambíguas deixam de ser possíveis, o que
caracteriza este período como o momento decisivo neste processo de
gramaticalização. (Figura 4.5). Desta forma, a mudança é vista de forma
dinâmica, refletindo um continuum de perda gradativa de traços formais.
Além do fator relacionado com a categoria lexical
(substantivo ou pronome), a autora controlou os seguintes fatores:
I -
Concordância interna no SN, para controlar a subespecificação de número formal
no substantivo (esta gente / estas gentes); os usos de formas no singular
favorecem o processo evolutivo gente > a gente. No século XVI, há 74% de
casos sem o traço formal de número; a partir desse período, o uso de gente só
no singular ganha terreno, chegando a 100% no século XX.
II - Traços
formais e semânticos de gênero, desde que gente substantivo se refere a um
agrupamento de pessoas [+genérico], enquanto a gente pronome apresenta
subespecificação semântica quanto ao gênero [?FEM]. Do século XIII ao XV, há
várias possibilidades de concordância de um predicativo adjetival com o sujeito
gente/a gente, ocorrendo 17 casos no feminino (9 no plural) e 6 no masculino
plural; nos séculos XIX e XX, a morfologia realizada é de feminino singular. O
uso significativo de dados que apresentam ambiguidade interpretativa e a
concordância de a gente com adjetivos no feminino referindo-se a personagens
masculinos evidenciam a transitoriedade do processo.
III - Traços de
pessoa, verificando-se uma preferência pelos usos de P6 nos século XIII-XIV
(68%), comparados aos 28% no século XV, chegando a 0% no século XX. Assim, a
partir do século XVI é que a freqüência de P3 começa a se tornar relevante.
IV -Os dados do
século XIX mostram, quanto ao fator gênero (sexo), uma maior realização de a
gente pronominal na fala feminina, com .77 de peso relativo. Nas obras
analisadas, as mulheres representam personagens populares, caricaturais. Isto
permite concluir que a disseminação desta gramaticalização resulta de um
processo de baixo para cima, tendo sido implementada pelas mulheres.
Caracteriza-se também como conseqüência de uma mudança encaixada lingüística e
socialmente, iniciada com as reestruturações das formas nominais e pronominais
de tratamento entre interlocutores. O uso dêitico da forma a gente também é
apontado como favorecedor da gramaticalização, com peso relativo de .94. Também
a forma pronominal a gente é favorecida com a interpretação +genérica (.62) do
que específica (.44). Associados à interpretação genérica, os tempos verbais do
subjuntivo (.92), do presente do indicativo (.51) e formas infinitivas (.87)
favorecem a forma pronominal a gente.
Separando dados
do português europeu dos do PB, a autora considera que a mudança no Brasil
ocorre realmente a partir do século XX, pois no século XIX o peso relativo para
a probabilidade de ocorrência de a gente pronominal é de .19, sendo de .84 no
século XX.
1.3 - Marilza de Oliveira e Jânia Ramos (2002) - O
estatuto de 'você' no preenchimento do sujeito. Comunicação apresentada no
XIII Congresso Internacional da ALFAL, Costa Rica.
Estudos como os de Duarte (1993, 1995), Roberts
(1993), Galves (1993), Faraco (1996) apontam para a perda do sujeito nulo no
PB. Duarte (1993) atribui a mudança na realização do sujeito à redução do
paradigma flexional do verbo no PB. A entrada da forma “você”, originalmente um
pronome de tratamento, no sistema de pronomes pessoais levou à neutralização
das formas verbais de 2a. e 3a. pessoas. Apoiando-se nesses dados, Roberts
(1993) sugere que o enfraquecimento da morfologia verbal no PB não se deve a
mudanças fonológicas, mas sim à reorganização do sistema pronominal.
Oliveira (2001, 2001a) propõe que o enfraquecimento da
flexão verbal do PB está pautado em uma mudança fonológica ocorrida no
português medieval (séc. XV), a saber, a queda do /d/ nas formas verbais de 2a.
pessoa do plural. A autora sugere que a queda do /d/ cria encontros vocálicos
que são desfeitos pela semivocalização e pela crase. Essas duas resoluções para
a dissolução do hiato configuram duas gramáticas distintas: a primeira
reconstitui o paradigma verbal com a inserção da semivogal; a segunda,
resultado da crase, provoca a composição de uma paradigma verbal com formas
neutralizadas para a 2a. pessoa do singular e a 2a. pessoa do plural. Tem-se aí
a representação das gramáticas do PE e do PB, respectivamente. Textos
quatrocentistas registram a variação nas formas de 2a. pessoa do plural:
(1) E quero logo saber de vos se vos prazerá que os
tyre fora, ou a maneira que em ello quereis ter, ... (Crônica de D.Pedro, de E.
Zurara, p.378)
(2) Como querês, Rruy Gomez, _ disserã allg~us dos
outros _ que vamos a cometer tall pelleja, ... (Crônica de D.Pedro, de E.
Zurara, p.374)
O apagamento do /d/ intervocálico podia atingi tanto o
morfema lexical quanto o morfema flexional do verbo. A queda do /d/ no morfema
lexical deixa intacta a diferença entre as formas do singular e do plural:
(3) Rei Bandemaguz, eu hei mui gram pesar porque vaas
a esta demanda, ca tu i morrerás. (Demanda do Santo Graal:48)
(4) Senhor, verdade é, mais rogo-vos, se vos
aprouguer, que vaades comigo a aquela foresta...(Demanda do Santo Graal:19)
Em alguns casos /d/ intervocálico do morfema lexical é
mantido à expensa do morfema flexional (podetis > podedes > podees >
podês) e a distinção entre a 2a. pessoa do singular e plural é mantida apenas
pela distribuição do acento:
(5) Senhor, vos nom devees n~e podees dereitamente
emtrar em Portugall (Cronica del Rei Dom Joham I, Fernão Lopes, p.96)
(6) [...] E assy, senhor, que não ponhais fundamento
nessas cousas, caa podês por ellas ficar muito ~eganado. (Cronica de D.Pedro,
de Zurara, p. 531)
(7) Ora _ disse elle _ podes dezer o que te prouver,
ca pois Abu me tem nessa pose e eu não quero sayr della... (CP:416)
Em outros casos, nem a distribuição do acento garante
a distinção entre singular e plural. A diferença entre o singular (tomasses)
e o plural (tomassês) está apenas na forma tensionada da vogal <e>
na 2a. pessoa do plural, resultado da crase:
(8) E porque ally nõ estaa tall capitão em que nos
tenhamos tall fiança, queriamos que vos tomassês parte dessa empresa. (CP:562)
Na Demanda e nas cartas enviadas aos jornais do século
XIX a variação morfofonológica entre as formas do singular e do plural se
estende para outras expressões verbais, como o pretérito perfeito:
(9) Rei Artur, eu me vou pera o Paraíso, que me tu
quisestes tolher per tua luxúria; (DSGraal:225)
(10) Galvam, vós me havedes morto e escarnido, que me
mataste meu sobrinho... (DSGraal:114)
(11) Dizeis ainda, meu jurisconsulto de tarimba, que o
delegado não podia derrogar um uso, e invocastes o chavão, que citasteis de
orelha _ que o uso faz lei. Para que vos metteis á tralhão, meu rabula
quadrado? Já que fallasteis em uso fazendo lei, pergunto-vos, com que condição
o uso faz lei? (...)Porque não pescasteis isto ahi com algum moço do 3.o anno?
Isso evitaria que viesseis tocar rabeca com arco de taquara. (O Correio
Paulistano 22/07/1854)
Oliveira (2001a) correlaciona o percurso evolutivo das
formas verbais com o aparecimento das formas nominais de tratamento,
(12) Senhor, _ disse elle _ eu farey vosso mamdado,
pero eu quisera que vos ho forais amte per mão do comde, meu senhor e padre,
que he tam homrrado como vossa merçe sabe e como he sabido per muitas partes do
mundo. (CP:694)
(13) Mas vossa merçee sayba que Aabu me disse que eu
viesse a vos... (CP:416)
A concordância das formas de tratamento na 2a. pessoa
do plural deve ter ocorrido na gramática que recompôs o paradigma verbal, o PE;
a concordância das formas de tratamento na 3a. pessoa do singular deve ter sido
comum à gramática representada pela neutralização das diferenças entre as
formas do singular e do plural, o PB.
Além da diferença na pessoa do verbo, a forma nominal 'Vossa
Mercê' passou por um processo de perda de massa fonética¨, que levou à sua
gramaticalização: nome > pronome > clítico. Uma vez gramaticalizado,
'você' constituiu uma escolha para a efetivação do preenchimento do sujeito na
gramática II, que caracteriza o PB, mas não foi o gatilho para o preenchimento.
Essa hipótese está em consonância com a proposta de Moraes Castilho (2001) de
que o PB tem base quatrocentista.
2. Gramaticalização de Advérbios
2.1 - Mário Eduardo Martelotta (UFRJ) / Afranio Gonçalves Barbosa
(UFRJ) / Mário Martins Leitão (UFRJ) -Ordenação de advérbios
intensificadores e qualitativos em -mente em cartas de jornais do século XIX:
bases para uma análise discrônica. Em Duarte / Callou (Orgs. 2002:
167-176).
O trabalho
analisa as tendências de ordenação dos advérbios indicados em cartas de jornais
e em anúncios do século XIX, comparando-os com ocorrências do século XVI.
Foram
considerados apenas os advérbios que têm um verbo por escopo, dada a maior
possibilidade de colocações nesse ambiente. A hipótese que anima o trabalho é a
de Pagotto (1999), segundo a qual até o século XVIII a posição pré-verbal era
disponível para qualquer tipo de advérbio, situação que se altera do século XIX
em diante, continuando aí apenas as estruturas comparativas.
As seguintes
posições foram consideradas:
P1 - antes do
sujeito
P2 - entre o
sujeito e o verbo
P3 - antes do
verbo sem sujeito expressso
P4 - depois do
verbo, sem outros complementos ou advérbios
P5 - entre o
verbo e o objeto
P6 - depois do
objeto, sem outros complementos ou advérbios
P7 - entre o
objeto direto e o objeto indireto
P8 - entre o
verbo e o advérbio, sem complementos
P9 - depois do
advérbio
No português
arcaico, como no atual, predomina a posição pós-verbal, e, 67% dos casos. Os
advérbios em -mente e os intensificadores predominaram em P3, disposição
não considerada por Pagotto:
(1)
[P2] ... o padre e madre direitamente falando
(2)
[P3] honra esta que muito apreciará quem tem a satisfação
de confessar-se
Os
intensificadores apurados nas cartas do século XIX não mudaram muito o quadro
do português medieval, com duas “novidades”: (1) ausência de ocorrências em P6
e P9, o que pode ser interpretado como um movimento de aproximação do advérbio
em relação ao verbo; (2) diminuição dos casos de P2 e aumento dos de P3,
ratificando a hipótese de que a posição entre o sujeito e o verbo é mais típica
do português arcaico. Os qualitativos em -mente acentuam essas
tendências, como se vê em
(3)
V. Ex. Considerava vago o lugar que ele dignamente enchia
no senado
(4)
... sobre os eleitores nós cordialmente lhe agradecemos
Observou-se nos
anúncios de jornais a tendência à posição pré-verbal P3, predominando P4, o que
favorece a hipótese de Pagotto para este século.
Em conclusão,
comparando as duas fases do português constata-se que no século XIX diminui a
liberdade de colocação dos advérbios estudados, o que aponta para uma sintaxe
mais rígida.
2.2 - Mário Eduardo Martelotta (UFRJ) / Afranio Gonçalves Barbosa
(UFRJ) / Mário Martins Leitão (UFRJ) - Advérbios qualitativos e
modalizadores em -mente: do português arcaico ao português do século XIX. Texto
apresentado ao V Seminário do PHPB (Ouro Preto, MG).
Este trabalho
analisa os advérbios qualitativos em -mente, observando, em seus usos,
três aspectos que são aparentemente distintos, mas, que um estudo mais atento
revela estarem bastante relacionados: as suas tendências de ordenação, a
polissemia que os caracteriza e o fenômeno da gramaticalização.
Esses advérbios
parecem poder se colocar, no português arcaico, não apenas depois do verbo,
como é normal atualmente, mas também antes do verbo, aparecendo, inclusive,
entre o sujeito e o verbo. Tudo indica, portanto, que havia uma situação de
variação no que diz respeito à colocação desses advérbios no português arcaico,
que, salvo recurso de estilização, desapareceu na fase contemporânea.
Levando em
conta a mudança por gramaticalização, podemos observar que, com o
desenvolvimento desse processo, novos usos surgem, especializando-se em
posições específicas. É o caso dos advérbios em -mente, que, perdendo
valor de qualitativo e assumindo valor modalizador, assumem tendências de
colocação diferentes. 0Isso demonstra a importância de se observar a polissemia
dos advérbios nos diferentes momentos evolutivos da língua estudados.
Nossa análise pretende verificar a ocorrência e a posição dos advérbios
em -mente em textos do português arcaico e do século XIX. Para tanto, utilizamos os corpora: Bíblia Medieval Portuguesa, organizado por Silva Neto
(1958), Livro das aves, de Rossi et alii (1965), Livros dos
conselhos de El-Rei D. Duarte, transcrito por Dias (1982) e O Orto do
Esposo, de Maller (1956) e os Registros médicos, de Bastos (1993),
para o português arcaico. Já os exemplos do século XIX são retirados dos corpora
do Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB): cartas publicadas em jornais oitocentistas e de
cartas pessoais manuscritas. Os dados recolhidos das cartas pessoais são do Rio
de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Bahia, ao passo que os dados retirados de
jornais, além de oriundos desses mesmos lugares, contam, também, com material
de São Paulo. A referência à atualidade está baseada em uma pesquisa feita em
Pinto (2002), com base em dados de língua falada e escrita, recolhidos do corpus
do Projeto Discurso e Gramática, do Departamento de Lingüística e Filologia da
UFRJ.
Com respeito
aos advérbios em -mente, Pereira (1935) propõe que um processo novo
desenvolveu-se em português e nas outras línguas românicas para a formação de
advérbios qualitativos: aglutinar o substantivo feminino mente (do latim
mentem = maneira, intenção) aos adjetivos, que, com isso passam à forma
feminina: justamente, honradamente, etc.
Mas há ainda
determinados aspectos do uso de alguns advérbios em -mente que são
interessantes para a análise da gramaticalização relacionada a esses elementos.
É o que propõem Traugott (1995) e Tarbor e Traugott (1998). Esses autores
repensam a noção de unidirecionalidade, com o objetivo de englobar alguns usos
de marcadores discursivos que não podem ser explicados pela teoria da
gramaticalização, tal como apresentada nas primeiras propostas do início da
década de 1990. Nesse sentido, os marcadores podem ter seus usos explicados
pela trajetória de gramaticalização advérbio interno à cláusula >
advérbio sentencial > marcador discursivo. Essa trajetória caracteriza
alguns advérbios portugueses como de fato, com certeza e
formações em -mente, como certamente, realmente, verdadeiramente,
seguramente, fatalmente, praticamente, obviamente,
entre outros.
No que diz respeito ao português arcaico, os dados demonstraram uma a
forte tendência dos qualitativos em -mente para ocorrer em posições
pós-verbais. Entretanto, há uma quantidade significativa desses elementos em
posição pré-verbal, sobretudo entre o sujeito e o verbo. Esses fatos apontam
para uma abertura às posições pré-verbais, que não é comum ao português atual.
Notamos também uma tendência mais geral que esses advérbios apresentam de
ocorrerem próximos ao elemento que modificam, no caso, o verbo. Percebe-se
ainda que, quando o sujeito ocorre antes do verbo, há uma tendência maior de o
advérbio assumir posição pós-verbal. Isso pode ser visto como uma espécie de
processo de equilíbrio entre os elementos na oração. Quanto aos modalizadores,
esperávamos, uma quantidade grande de desses advérbios no início da oração. Mas
constatou-se quase um equilíbrio com as ocorrências no meio da oração.
No que diz
respeito ao português do século XIX, percebemos a mesma tendência do português
arcaico para as posições pós-verbais: com as posições pré e pós verbais
apresentando percentagens muito parecidas e, do mesmo modo, uma quantidade
considerável de ocorrências entre o sujeito e o verbo. Esses fatos vão contra
nossa hipótese inicial de que o século XIX apresentaria bem menos casos de
qualitativos em -mente em posição pré-verbal, especialmente entre o
sujeito e o verbo. Esperávamos encontrar mais modalizadores no início e, em
menor escala, no fim da oração, já que esses advérbios se referem à oração como
um todo. De fato a maioria das ocorrências se deu no início da oração.
Entretanto, além de não encontrarmos ocorrências no final da oração, detectamos
alguns casos no meio da oração. Embora, nesses casos, o advérbio se refira à
oração como um todo, ele parece enfatizar um elemento que ocorre no seu
interior.
3. Gramaticalização de Preposições
Ataliba T. de
Castilho / Mário Eduardo Viaro / Marcelo Módolo / Verena Kewitz / Nanci Romero
/ Rafael Coelho / Tasso A.C. dos Santos - Gramaticalização das preposições ante,
até, de, entre / com / para. Comunicação
apresentada ao V Seminário do PHPB (Ouro Preto, 2002).
O trabalho acima tem por objetivo o estudo
da gramaticalização das preposições no corpus do PHPB, a partir das seguintes
questões, adiante detalhadas: (1) Propriedades lexicais das preposições: do
Léxico para a Gramática; (2) Propriedades discursivas das preposições: do
Discurso para a Gramática; (3) Propriedades semânticas das preposições: das
categorias cognitivas para a Gramática; (4) Propriedades sintáticas das
preposições: a estrutura argumental e as adjunções.
1 – Propriedades
lexicais das preposições: do Léxico para a Gramática
Para avaliar a trajetória das preposições do
Léxico para a Gramática, iniciamos o trabalho pelo estudo de sua etimologia.
Caso um mesmo étimo tenha dado origem a diferentes classes de palavras, todas
as ocorrências destas serão estudadas, para se comparar os diferentes graus de
gramaticalização das preposições em relação a essas outras classes. Tendo por
pano de fundo essa decisão metodológica, poderemos no final da pesquisa
identificar as condições da “preposicionalidade”, entendendo melhor o estatuto
categorial dessa classe. Como hipótese inicial, as preposições foram agrupadas
em pelo menos três pontos em sua escala de gramaticalização: (i) as mais
gramaticalizadas, isto é, as que se comportam exclusivamente como preposições
(como parece ser o caso de de, em, a,
para, com, por), (ii) as medianamente gramaticalizados (sem, sob, sobre, até, entre, contra, desde,
após) e, finalmente, (iii) as menos gramaticalizadas (ante, perante, durante, exceto, salvante,
salvo, conforme, trás, segundo). Essa espécie de “escala interna” vai
dos itens mais freqüentes e com maior amplitude sintática, para os itens menos
freqüentes, de menor amplitude sintática.
2 – Propriedades textuais
das preposições: do Discurso para a Gramática
Para o
estudo das propriedades textuais das preposições, foram formuladas as seguintes
perguntas: (1) que expressões preposicionadas topicalizam o enunciado, vale
dizer, que expressões fornecem o quadro de referências dentro do qual deve ser
entendido o enunciado que se segue? é possível identificar os papéis dessas
construções de tópico ? (2) que expressões preposicionadas operam como
conectores do enunciado ? (3) há competição entre as preposições que
desempenham essas funções textuais? Vejam-se ss seguintes exemplos:
(1) CT modalizadora:
De certo / sem
dúvida, logo havendo o uniforme fica sempre o mesmo vicio que se quer
evitar [SP CJ 19, 1]. [hiperpredicaçãoda sentença por modalização
asseverativa].
(2)
CT delimitadora:
(a) Para
nós, a situação de Ruanda é igual à de Botsuana.[o conteúdo proposicional é
considerado verdadeiro dentro do quadro de referências criado pela CT].
(b) Com
respeito à globalização, eu gostaria que o senhor falasse sobre o
significado da globalização no mundo moderno.
Foram consideradas como CTs as expressões
preposicionadas que tomam por escopo toda a sentença, e não apenas um de seus
constituintes. As CTs se situam fora das fronteiras sentenciais. Isto quer
dizer que se distinguiu “topicalização” (= [i] mecanismo discursivo de seleção
de um tópico textual; [ii] deslocamento de constituinte para a esquerda da
sentença) de “construção de tópico” (= estruturação de um constituinte
extra-sentencial). Adjuntos se movem na sentença, mas as CTs já são produzidas
em sua periferia. Tanto assim é que, adotado o expediente de movê-las para
dentro da sentença, altera-se o significado proposicional, como se pode
constatar em
(
isto
é,
(2’’)
Eu gostaria que o senhor colocasse respeitosamente o significado da
globalização,
que
não parafraseia (2b). Neste caso, o SP está em adjunção ao SV, funcionando como
um adjunto adverbial de qualidade.
2.2 - Expressões
preposicionadas que funcionam como conectivos textuais:
(3) As chuvas
chegaram com uma fúria incontrolável, as lavouras foram destruídas,perdeu-se a
criação. Com isso / desse modo os prejuízos se avolumaram,
e a miséria se abateu sobre a região.
3 - Propriedades
semânticas das preposições: das categorias cognitivas para a Gramática
A literatura sobre as preposições
tematiza continuadamente a difícil questão de seu sentido. Teriam elas um
sentido de base, de que decorreriam sentidos derivados ? Ou seriam
completamente vazias de sentido, e a semântica das expressões preposicionadas
decorreria dos termos que elas relacionam ?
Nesta pesquisa, hipotetizou-se que as
preposições têm um sentido prototípico de base, que se desdobra por metáfora em
sentidos derivados.
Os sentidos prototípicos das preposições
correspondem às categorias semântico-cognitivas de POSIÇÃO NO ESPAÇO,
DESLOCAMENTO NO ESPAÇO, DISTÂNCIA NO ESPAÇO e MOVIMENTO. A categoria de ESPAÇO
poderá ser descrita em termos dos eixos horizontal, vertical e transversal,
como se pode ver pelo quadro abaixo:
CATEGORIAS
SEMÂNTICO-COGNITIVAS DE BASE |
|
|
||
|
|
|||
POSIÇÃO NO ESPAÇO |
Eixo horizon-tal |
Origem |
|
|
Meta |
|
|||
Eixo vertical |
Inferior |
|
||
Superior |
|
|||
Eixo trans-versal |
Anterior |
|
||
Posterior |
|
|||
Conti-nente / conteúdo |
Dentro |
|
||
For a |
|
|||
DESLOCAMENTO NO ESPAÇO |
+ Movimento |
|
||
- Movimento |
|
|||
DISTÂNCIA NO ESPAÇO |
Proximal |
|
||
Distal |
|
|||
CATEGORIAS SEMÂNTICO-COGNITIVAS DERIVADAS |
Aspecto |
Imperfectivo |
|
|
Perfectivo |
|
|||
Iterativo |
|
|||
Tempo |
Passado |
|
||
Presente |
|
|||
Futuro |
|
|||
Qualida-de |
Causa |
|
||
Modo |
|
|||
Posse |
|
|||
Matéria |
|
|||
Assunto |
|
|||
Instrumento |
|
|||
Condição |
|
|||
Finalida-de |
|
|||
Meio |
|
|||
Beneficiário |
|
|||
|
|
|
|
|
Seria entretanto ingênuo supor que as
preposições espelham perfeitamente os eixos espaciais indicados nesse quadro.
Como se reconhece amplamente na literatura cognitivista, “entre a linguagem
e o mundo físico ou objetivo há um nível intermediário que nos chamamos
‘cognição’”: Svorou (1993: 2). A criatividade humana intervém aí de
diferentes modos, promovendo alterações nos sentidos prototípicos, de que
derivam os sentidos de Aspecto, Tempo e Qualidade, recolhidos na parte inferior
do quadro acima.
Num trabalho anterior, Viaro (1994)
havia proposto várias categorias para dar conta do desenvolvimento semântico
das preposições latinas em sua mudança para o português e o romeno. Ele opera
com as seguintes categorias: (1) Afastamento (ab, ex, de, sine, se(d), *an,
dis-); (2) Aproximação (ad, usque, tenus, paene, illac); (3) Meio (per);
(4) Circularidade (circum, circa, ambi-); (5) Verticalidade (de,
*an-, au-, *ni-, infra, sub, super, sursum, deorsum, subter, subtus, supra, per);
(6) Seqüência (ob, prae, por-, pri-, pro, ante, contra, erga, re-, pos,
secus); (7) Interioridade (ex, in, inter, indu-, intro-, intra, foras,
foris, penes); (8) Proximidade (apud, iuxta, cum, ad, ab, prope, cis,
citra, uls, ultra, trans, longo).
Os termos “afastamento”, “aproximação”,
“meio” e “seqüência” de Viaro (1994) correspondem ao percurso horizontal,
captado pelo eixo respectivo; “verticalidade”, ao eixo vertical;
“interioridade”, à oposição recipiente / conteúdo. No quadro acima, ficou de
fora o parâmetro de “circularidade”, gramaticalizado em português por meio das
preposições complexas.
A pergunta a
formular aqui é: haveria uma mudança diacrônica nessas representações? Para
responder a essa pergunta, teríamos de investigar a estabilidade das
preposições em sua representação das categorias cognitivas:
(4.1) Que categorias
semântico-cognitivas as preposições exemplificam? Que posição ou posições elas
ocupam nas células do quadro matricial proposto? Houve mudança nessa
distribuição?
(4.2)
Os usos apurados são de natureza prototípica, mais concretos, ou de natureza
metafórica, mais abstratos?
(4.3)
Uns e outros se distribuem por igual entre argumentos e adjuntos
preposicionados?
Os dados apurados no conjunto das pesquisas serão reunidos em quadro
próprio, permitindo que se compare a atuação das preposições estudadas.
4 - Propriedades sintáticas das preposições:
argumentos e adjuntos preposicionados
Foram considerados os seguintes quesitos: (1)
Funções sentenciais das expressões preposicionadas, distinguindo-se argumentos
de adjuntos adverbiais. Os adjuntos adnominais não foram considerados nesta
fase da pesquisa. (2) Posição do constituinte preposicionado. (3) Elipse de
preposições. (4) Troca lexical de preposições. (5) Grau zero, ou desaparecimento
de preposições. (6) Conjunções sentenciais formadas por preposições.
4.1 – Funções sentenciais: argumentos e adjuntos
preposicionados, posição desses constituintes na sentença, e estudo de seu
movimento
Para o
estudo dos lugares de figuração dos constituintes preposicionados, foi adotada
com pequenas alterações a seguinte representação da sentença proposta por
Tarallo / Kato (1992: 321):
[…Tóp
(...Suj...V...OD...O1...OBL) Antitóp…]
Na
formulação acima, substituiu-se da representação original V+FLEX por V,
Co por OD, Ci por OI, tendo-se incluído OBL para “complemento oblíquo”. Caso de
trate de perífrase, V se desdobrará em V1 e
V2. As reticências assinalam os espaços passíveis de preenchimento
por adjuntos adverbiais.
Para o estudo da movimentação desses constituintes, partiu-se da hipótese
de que adjuntos adverbiais preposicionados movem-me mais na sentença do que os
argumentos. A pesquisa procurará correlacionar os tipos de adjuntos adverbiais
e sua posição preferida, identificando quais os que se movimentam mais, e se é
verdadeiro que os argumentos preposicionados têm perfil diferente. Braga e
Botelho (1981) mostraram que os Adjuntos Adverbiais de Tempo [e de Aspecto]
movimentam-se para a esquerda mais que os de Lugar, Modo, Quantidade e
Companhia, numa proporção de 43,5% deslocados para os temporais, e de 56,5% não
deslocados para os demais:
(4) Naquele
dia, eles me levaram... [SP / Tempo]
(5) Æ Sábado e domingo eu não gosto de passar sem
dinheiro. [SP / Tempo, com apagamento da preposição a]
(6) Às
vezes, ela fica em casa. [SP / Aspecto iterativo]
(7) Sempre
o carnaval dá mais preocupação. [Sadv / Aspecto imperfectivo]
4.2 - Elipse de preposições
Expressões
preposicionadas movidas para a esquerda elidem habitualmente a preposição.
Rocha (1996) estudou os adjuntos sem cabeça no PB, concluindo que os papéis
temáticos temporal, locativo e freqüentativo favorecem a elisão das
preposições. Os seguintes nomes encabeçam os adjuntos sem cabeça: unidades do
calendário (dia, mês, ano, minuto, hora), intervalos particulares do
calendário (abril, segunda, manhã, noite, dia, sábado), nomes comuns (tempo,
vez, ocasião, férias, época), nomes comuns ou próprios indicativos
de lugar. Em outro trabalho, tratando de “adjuntos que ocorrem à margem
esquerda da sentença sem serem regidos por um núcleo visível”, Rocha (2001:
41) dá o seguinte exemplo:
(8)Æ O Norte, principalmente no Amazonas e no
Pará, a influência indígena é muito grande.
O exemplo mostra a elipse da
preposição
4.3 - Troca lexical
de preposições
Alguns
autores admitem que as seguintes preposições estão em processo de substituição
no PB: a por em / para, em por ni, de por desde,
ante por diante de e após por depois de.
Como se vê, a troca lexical em alguns desses casos se dá por
regramaticalização, fato já documentado no latim vulgar e no português arcaico
(de que são exemplos sempre lembrados de > des > desde, migo >
comigo, entre outros), ou por substituição por locuções prepositivas, como
em ante / diante de. O item que sai e o item que o substitui entram
inicialmente em variação, assumindo uma das variantes um valor mais geral, e a
outra um valor mais específico, até a consumação da troca lexical.
Alguns
casos terão de ser examinados mais de perto. Por exemplo, há de fato
substituição de a por para? Borba (1971: 133) mostra que com os
verbos ir, vir, levar, chegar, conduzir, voltar, mandar, descer, etc., a
preposição a indica a direção desse movimento, como em ir ao
restaurante, voltar à fazenda, ao passo que a preposição em indica
que o falante não está interessado em representar a direção em si, mas apenas
sua inclusão no ponto de chegada, como em ir no restaurante, voltar na
fazenda. Nova diferença entre essas preposições, ainda que em outro
contexto sintático, vem apontada à pág. 142: na indicação de datas, a “tem
valor pontual”, como em “às oito horas, às nove horas”, ao passo que
em indica a duração, empregando-se com períodos mais longos, como em “em
agosto, em
4.4 – Grau zero da
gramaticalização das preposições
Quando uma preposição A é trocada por uma
preposição B, é de supor-se que A esteja morrendo. O grau zero da
gramaticalização das preposições sobreviria após uma troca lexical.
Hipóteses
gerativistas sobre a mudança do PB previram que alterações no quadro dos
pronomes acarretariam perdas no sistema das preposições. Mollica (no prelo)
notou que no português do Rio de Janeiro, entre os anos 80 e 90, prevaleceram
as relativas cortadoras, o que confirma essa hipótese. Berlinck (1997,
Época / preposição |
A |
PARA |
EM |
PB séc. XIX |
72% |
20% |
8% |
PB contemporâneo |
4% |
74% |
22% |
O
desaparecimento progressivo de a deve explicar as dificuldades atuais em
operar com a questão da crase.
4.5 - Conjunções
sentenciais formadas por preposições
Os dados levantados até aqui mostram que as preposições, em geral
acompanhadas por outras expressões, podem funcionar como conjunções
sentenciais:
(9) Conjunção
coordenativa: O caipira é vadio. Vive em sua casa, mal barreada, e ali
vivem, ou antes, morrem a mulher e filhos, ao desabrigo [SP CJ 19 2]
(10) Conjunção
subordinativa: Entretanto, quem, antes de findar os dous annos,
quizer pagar o valor da letra, podê-lo-á faze mediante um abatimento (…) [PR
CJ 19 2[
(11) Conjunção
correlativa: Hoje gastamos mais do que vendemos, nossa venda é menor
que a despesa (…). [SP CJ 19 2].
Os primeiros resultados da pesquisa
estão disponibilizados na página www.fflch.usp.br/dlcv/lport
4. Gramaticalização de verbos
Verena
Kewitz - Gramaticalização de ser e estar no português medieval
e no século XIX. São Paulo: FFLCH/USP, dissertação de mestrado, 2002.
A revisão
da literatura pertinente mostrou que o tratamento dado aos verbos ser e estar
tem contemplado o estudo de um verbo em relação ao outro, procurando delimitar
os contextos lingüísticos em que cada um desses verbos atua no português atual,
ou procurando apontar a restrição do uso de ser e ampliação de estar
em estruturas locativas e atributivas. Nenhum desses estudos visava a observar
o percurso de cada uma dessas formas independentemente.
O trabalho buscou justamente preencher esta
lacuna. Tomando o recorte funcionalista, observou-se o processo de
gramaticalização desses verbos no período medieval (séculos XIV e XV) e no
século XIX. Para tanto, foram propostos grupos de fatores semânticos e
sintáticos.
Foram observados dois processos de
gramaticalização: o primeiro diz respeito à recategorização de ser e estar,
de verbos plenos a verbos funcionais. Com base em fatores como tipo de sujeito
e presença ou ausência de termo adjacente, foi possível observar que esses
verbos, definidos como “verbos de postura”, passaram a ter uma acepção mais
geral de localização. Esse processo ocorreu no período medieval.
O segundo processo de gramaticalização
observado está correlacionado com o conceito de metaforização (cf. Heine,
Claudi & Hünnemeyer 1991, Lakoff & Johnson 1980). A partir de
combinações de ser e estar + termo adjacente, verificou-se que
esses verbos, cujo significado primário indicava espaço, passaram a ser usados para expressar outros domínios
conceituais, como por exemplo, modo,
posse, aspecto etc. Esse processo ocorreu entre os dois períodos
analisados.
Nos dois processos de gramaticalização
identificados, os fatores semânticos analisados se mostraram relevantes. Além
disso, verificou-se uma hierarquia em relação aos traços semânticos do sujeito:
o traço animacidade precede o traço concretude. Considerando que essa
hierarquia ocorreu na recategorização e na metaforização de ser e estar,
propus um esquema que descreve a atuação desses fatores.
Ao longo de todo o trabalho, foi possível
verificar que ser apresenta-se num estágio de gramaticalização mais adiantado
que estar. Praticamente todos os fatores lingüísticos selecionados apontavam
que os dois verbos caminham paralelamente, no que concerne ao processo de
gramaticalização, no entanto, ser está sempre mais à frente nesse processo. Em
decorrência disso, observou-se que, em alguns momentos, ser e estar acham-se em
distribuição complementar. Em outras palavras, estar era usado em contextos
lingüísticos que já haviam sido exemplificados por ser. Esses aspectos podem
auxiliar na interpretação da transição de ser para estar, como aponta a
literatura, e foram devidamente ilustrados, ainda que não tenha sido este o
objetivo central desta pesquisa.
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Ilza Ribeiro / UFBA
Marilza de Oliveira /USP
A grande quantidade de estudos envolvendo o sistema I no PB, a partir dos trabalhos pioneiros de Mary Kato e Fernando Tarallo na Universidade Estadual de Campinas, levou o grupo do PHPB a optar pelo estudo inicial do sistema I, para confirmar ou não as mudanças observadas nos trabalhos diacrônicos orientados por esses dois professores. Assim, em reunião de 26 de novembro de 1999, fixou-se o seguinte conjunto de temas para a análise da mudança gramatical (Castilho 1999): (i) Descrição de fenômenos sintáticos, negação em S; (ii) ordem dos constituintes sentenciais; (iii) realização plena/nula do sujeito e do objeto; (iv) verbos pronominais e modais; (v) preposição em complementos verbais; (vi) auxiliares; (vii) flexão nominal e verbal. Com essa análise lingüística, pretendia-se responder especificamente às seguintes questões:
Moraes de Castilho (op.cit.) vincula
o PB ao português quatrocentista. De acordo com a autora, os textos
quatrocentistas exibem muitas variantes lingüísticas e a diferença entre o PE e
o PB pode estar na opção diferenciada por uma dessas variantes. A autora
propõe, então, um extenso programa de estudo do português quatrocentista para
elucidar a formação do PB.
Com esses dois trabalhos, as perguntas específicas da mudança gramatical
são ampliadas:
d) quais são as estruturas que o PB
desenvolveu a partir do português medieval e quais as mudanças que se pode
creditar ao século XIX, período de relevo para o desenvolvimento do PB
(Tarallo, 1993)?
e) a estrutura gramatical do PB moderno
está toda modelada no século XIX ou há desenvolvimentos no século XX?
f) A mudança está implementada na
escrita? A escola recupera os fósseis lingüísticos?
Essas perguntas, disseminadas nos trabalhos elaborados até o presente
momento, têm norteado os estudos sintáticos dos pesquisadores que integram o
PHPB. Neste artigo, fazemos uma releitura dos textos apresentados nos vários
seminários e buscamos recuperar as idéias centrais dos trabalhos, cuja
exposição se faz a seguir, para traçar o primeiro quadro geral dos resultados a
que se tem chegado. Como se verá, os trabalhos, que seguiram a Agenda proposta
no II Seminário, trazem importantes revelações sobre o sistema I (flexão) do
PB. O texto está organizado da seguinte maneira: na primeira seção, fazemos uma
breve retrospectiva dos estudos sintáticos do PB, com base no quadro da Teoria
de Princípios e Parâmetros; na segunda seção, trataremos da realização dos
argumentos; na terceira seção, apresentamos os resultados da análise da
preposição em complementos verbais; na quarta seção, agrupamos os resultados da
análise da ordem dos constituintes sentenciais em sentenças declarativas; na
seção cinco, são abordadas as estruturas negativas e na seção seis dá-se
atenção aos verbos auxiliares. Por fim, fazemos algumas considerações finais.
1. Parâmetro pro-drop
As idéias iniciais que deram origem
ao que hoje se conhece como Parâmetro do Sujeito Nulo surgiram de estudos
comparativos entre o inglês e línguas românicas como o italiano e o francês.
(Chomsky 1981, Rizzi 1982, Jaeggli & Safir 1989): em inglês, a realização
do sujeito pronominal é obrigatória, mesmo quando não-referencial ou expletivo
(it, there), caracterizando-se como uma língua [-pro-drop]; em
italiano e em espanhol, ao contrário, o sujeito pronominal só deve ser
realizado sob certas condições sintático-discursivas, em geral em contextos em
que o pronome recebe um acento enfático ou contrastivo, sendo, portanto,
línguas [+pro-drop].
O Português europeu (PE) e o
português brasileiro (PB) se distinguem em relação aos valores atribuídos a
este parâmetro, marcado positivamente para o PE e negativamente para o PB. Essa
diferença motivou o estudo do preenchimento do sujeito no PB por pesquisadores
com diferentes abordagens teóricas, quer numa abordagem sincrônica, quer numa
abordagem diacrônica. Entre eles, destacamos aqui só alguns, por a natureza do
nosso texto não permitir uma apresentação mais ampla da questão (sobre outros
estudos, cf. referências). Tarallo (1983/1985) apresenta evidências diacrônicas
para a tendência, observada no PB, ao preenchimento pronominal da posição de
sujeito, a partir dos inícios do século XIX; Duarte (1993/1995) também
apresenta evidências de mudança em tempo real e em tempo aparente, em direção à
marcação negativa para o parâmetro pro-drop. Ambos relacionam o fenômeno à
redução da morfologia verbal no PB, devida aos usos do pronome você(s) para segunda pessoa (em substituição a tu[14] e vós) e a gente
para primeira pessoa do plural.
Kato (1993/1996/1999) procura
explicar formalmente a perda da propriedade pro-drop do PB como resultante de
uma análise da morfologia verbal como [-pronominal], o que condiciona a
realização obrigatória do sujeito pronominal (pronome fraco).
Para Galves (1984/1991/1993), a
perda da propriedade pro-drop também está relacionada com a natureza da
morfologia verbal, embora com uma proposta distinta da de Kato: a flexão verbal
contém pessoa apenas como um traço puramente sintático, não mais conseguindo
identificar a pessoa do sujeito nulo. Negrão (1999), Modesto (2000), entre
outros, consideram que o enfraquecimento da morfologia verbal leva a uma
reanálise categorial do sujeito nulo no PB, como uma variável A'-ligada.
2. Objeto nulo
O estudo das propriedades
paramétricas do objeto nulo tem sido feito por Rizzi (1986), Farrell
(1987/1990) e Kato (1987, 1991, 1993), citando só alguns. O estudo inicial
deste fenômeno é o de Huang (1984), que analisa o objeto nulo como uma variável
ligada a um tópico discursivo nulo. O segundo estudo sobre este fenômeno, o de
Raposo (1986), também caracteriza o objeto nulo como uma variável, pois o
objeto nulo sofre restrições em ilhas sintáticas no PB. Para o autor, o objeto
nulo, uma variável, deriva do movimento de um OP vazio para a posição COMP;
este OP nulo estaria vinculado ao tópico nulo do discurso. Com isto, Raposo
consegue explicar as restrições de objeto nulo em ilhas no PE.
As possibilidades de realização de
objeto nulo, bem como o estudo das suas características estruturais, também têm
estado no âmbito dos estudos sobre a sintaxe do PB, sincrônica e
diacronicamente. Com base nos estudos de Huang (1984/1989), Galves
(1987/1989/1991, entre outros, aponta as diferenças entre objeto nulo no PB e no
chinês. No que concerne à comparação entre o objeto nulo no PE e no PB, Raposo
(1986) e Galves (cf. referências) sugerem que no PE o objeto observa as
restrições de ilhas e que, no PB, as possibilidades de objeto nulo são mais
amplas, podendo ocorrer mesmo em ilhas. Cyrino (1990/1992/1993/1997) traça um
percurso diacrônico desta mudança paramétrica, no que diz respeito ao PB.
Outros estudos surgiram mostrando
que o fenômeno conhecido como objeto nulo não é homogêneo, nem sempre se
caracterizando como uma variável, como muitos dos objetos nulos observados em
PB, em quíchua e no italiano. Cole (1987), por exemplo, mostra que o objeto
nulo do quíchua imbabura se comporta como um pronome e não como uma variável.
Farrell (1987) compara diferenças entre PB e chinês e analisa o objeto nulo do
PB como um pronome. As propostas de Galves (1987, 1989) e Kato (1991, 1993)
também caracterizam assim o objeto nulo do PB como categoria pronominal.
Em artigo de 1991, Huang reformula
sua análise, caracterizando o objeto nulo do chinês como um epíteto nulo. Kato
(1991) propõe que o objeto nulo dêitico seja analisado como um nome nulo.
Outros casos de "objeto nulo" são analisados como resultantes de
elipse de VP, aceita por todos os lingüistas citados acima, como possibilidades
de manifestação superficial de objeto nulo. Assim, vê-se que o fenômeno é
complexo e pode resultar de estruturas que podem ser confundidas com o chamado
objeto nulo. Há uma variação entre as línguas no que diz respeito a este
fenômeno, apresentando ocorrências bem restritas em umas, e mais amplas em
outras. As diferenças entre PE e PB são analisadas como definição de diferentes
valores paramétricos.
3. Ordem VS
A possibilidade de inversão entre
sujeito-verbo, em sentenças declarativas simples, tem sido associada à
possibilidade de sujeito nulo, como em (Chomsky 1981 e Rizzi 1982). Assim,
desde que a inversão livre de sujeito é considerada uma propriedade de línguas
de sujeito nulo, estudos têm observado a crescente fixação da ordem SVO no PB,
correlacionada com a perda da propriedade pro-drop (Torres Morais 1995, Lopes
Rossi 1996, Berlinck 1995, Cyrino, Duarte & Kato 2000, e Kato 2000).
Nascimento (1984) e Kato & Tarallo (1988) e Kato (2000), entre outros,
mostram que a ordem VS no PB contemporâneo é restrita a ambientes de
monoargumentos, ocorrendo sobretudo em construções apresentativas. A hipótese
de Kato (2000, cf. também outros textos da autora) é que os afixos de
concordância do PB não são pronominais, não funcionando como argumento do
verbo. Desse modo, o pronome fraco deve ocupar a posição de sujeito (Spec/TP).
A ordem VS ainda é possível em construções apresentativas (inacusativas e
existenciais) por o PB ainda manter um afixo -0 de concordância com valor
pronominal, que funciona como um tipo de expletivo neutro (tipo it do
inglês / il do francês).
No âmbito do projeto PHPB, tem-se
procurado fazer a descrição desses tópicos tomando como norte as diferentes
hipóteses sobre a organização da sintaxe do PB aqui delineadas. A seguir,
apresentamos os resultados a que se tem chegado com a análise do corpus
do século XIX, previsto na Agenda do PHPB.
A. Questões relacionadas com a realização do sujeito
Os estudos sobre as questões relacionadas com as possibilidades
de realização do sujeito pronominal, lexicalmente realizado ou foneticamente
nulo, permitiram uma caracterização ampla deste fenômeno no PB em relação não
só a sujeitos de referência definida/determinada, como também a sujeitos com
referência indeterminada, genérica, além de sujeitos não referenciais.
Diferentes estudos apresentados pelo PHPB abordam estes tópicos. A seguir,
fazemos algumas considerações sobre os resultados dos trabalhos e sobre as
interpretações dadas pelos pesquisadores do projeto, com vistas a fazer um
balanço dos estudos sintáticos realizados no âmbito do PHPB. Iniciamos com o
sujeito referencial e o sujeito arbitrário.
Partindo da constatação de que a 3a.
pessoa resiste mais ao preenchimento do sujeito (Duarte 1995, Oliveira 1996),
pois a identificação do sujeito nulo pode ser realizada pela coindexação com um
antecedente (Negrão & Muller 1994), Oliveira (1999) analisou a realização
pronominal de 3a. pessoa nas estruturas de subordinada com
correferente. A autora observou que nesses contextos o sujeito podia ser
realizado pronominalmente, inclusive nos casos em que entre o sujeito da matriz
e o da encaixada houvesse a interveniência de um SN, contrariando a hipótese de
Calabrese (1985).
A autora observou no corpus
recorrente separação do sujeito, por meio de vírgulas, o que a levou a
hipotetizar que essa marca pode ser um indício da marcação de fronteira entre a
posição do sujeito e do tópico (SN [_VX]), uma evidência de que a posição de
sujeito estava se tornando vaga para o preenchimento do sujeito, o que teria
permitido o aparecimento da estrutura de duplo sujeito no PB (Duarte 1995).
Como o trabalho se restringe ao
documento anúncios, a presença da vírgula separando o sujeito do verbo pode ser
uma estratégia de focalizar o elemento anunciado, sem com isso estabelecer uma
marcação da fronteira. A análise de outros documentos para a averiguação dessa
hipótese ainda não foi realizada, mas merece investigação, uma vez que o
sujeito duplo está sendo implementado no PB e tem importantes conseqüências na
aprendizagem da realização pronominal dos argumentos (Cordeiro, em andamento).
A segunda pessoa
No que concerne à segunda pessoa,
Oliveira (2001a) observou nas cartas do século XIX o uso das formas verbais de
2a. pessoa do singular para a 2a. pessoa do plural e
vice-versa. A presença das mesmas alterações na Demanda do Santo Graal
levou a autora a analisar as formas verbais da 2a. pessoa do plural,
pois, de acordo com Mattos e Silva (1994), essas formas verbais sofreram a
queda do /d/ intervocálico.
Estudando a queda do /d/
intervocálico nas formas verbais no Português Medieval, Oliveira (2001, 2001a)
observou que a dissolução do hiato era feita com a semivocalização e com a
crase. A autora interpreta essas duas resoluções como a configuração de duas
gramáticas distintas: a que optou pela crase criou um paradigma com
neutralização das formas do singular e do plural, da qual deriva o PB; a que
optou pela semivocalização reconstituiu o paradigma de seis formas distintivas,
derivando o PE.
A autora observa ainda que a queda
do /d/ intervocálico coincide com o aparecimento das formas de tratamento e
correlaciona o preenchimento do sujeito do PB a esses dois fenômenos
lingüísticos, i.e. o enfraquecimento da morfologia verbal, decorrente de um
processo fonológico, e o aparecimento de formas pronominais de tratamento em
substituição ao pronome vós, cuja forma verbal apresentava-se
morfologicamente enfraquecida. O longo período de tempo entre a manifestação do
enfraquecimento da morfologia verbal, a partir da queda do /d/ intervocálico
ocorrida no século XV, e o preenchimento do sujeito no PB, que ocorre no século
XX (Duarte 1993), se explica pelo longo processo de gramaticalização das formas
nominais de tratamento, assunto não desenvolvido pela autora nesse trabalho.
Oliveira e Ramos (2002) recuperam a
hipótese da correlação entre o enfraquecimento da morfologia verbal e o
surgimento das formas nominais de tratamento. Na esteira de Oliveira (2001,
2001a), as autoras sugerem que o pronome você não foi o gatilho do
preenchimento do sujeito (Duarte 1993), ainda que a gramaticalização desse
pronome tenha sido uma escolha para a efetivação do preenchimento do sujeito.
Nesse trabalho as autoras discutem a avaliação das formas pronominais tu
e você no Brasil e em Portugal para explicar o avanço da forma você
no PB. O trabalho é uma tentativa de dar uma explicação, dentro da história
social, à escolha do pronome você para a efetivação do preenchimento do
sujeito no PB. As autoras sugerem que a avaliação negativa de você em
Portugal se explica pela abertura da vogal nesse pronome, remetendo-o ao vós,
e pela concordância desse na 3a. pessoa do singular. O pronome você
no PB, cuja vogal é fechada, não remetendo, portanto, à segunda pessoa, pode
estabelecer a concordância verbal com a 3a. pessoa. Essa proposta
deve ser melhor investigada do ponto de vista diacrônico.
2. O sujeito arbitrário
2.1. Formas de sujeito arbitrário em sentenças finitas
Cavalcante (2001) analisa o sujeito
arbitrário em uma gramática do século XIX e em uma gramática do século XX e
observa que a primeira cita três tipos de sujeito arbitrário, a saber: a 3a.
pessoa do plural, o uso do pronome se e a expressão a gente. A
gramática do século XX prescreve apenas o uso dos dois primeiros tipos. O
trabalho parte da observação de Duarte (1995) de que na fala espontânea do PB o
sujeito arbitrário é majoritariamente realizado por formas pronominais como você,
a gente, eles e o pronome se nas estruturas com verbos na
3a. pessoa do singular é de uso variável.
Cavalcante (op.cit.) retoma os
resultados de trabalhos sincrônicos sobre o sujeito arbitrário e observa que no
PB atual o sujeito arbitrário pode ser realizado por a gente, você,
eles e nós. O uso de você é mais freqüente na variante
culta e o uso de a gente compete com nós na variante popular. O
pronome eles tem baixo índice de freqüência na amostra analisada. Esses
tipos de sujeito arbitrário aparecem realizados lexicalmente, independentemente
do nível de escolaridade do falante.
Analisando dados provenientes da
imprensa carioca dos séculos XIX e XX, Cavalcante (2002) observou que o uso de nós
e de a gente como sujeito arbitrário é atestado desde o primeiro quartel
do século XIX (1848-1869) e que o uso de você é atestado apenas um
século depois (1964-1968).
O que podemos observar nos
resultados desses trabalhos é que de todas as formas de sujeito arbitrário, o
pronome eles é o que apresenta mais baixo índice percentual de
preenchimento, seguindo a mesma trajetória do sujeito referencial, ou seja, a 3a.
pessoa é a que mais resiste ao preenchimento do sujeito. Se de um lado, pode-se
aventar a hipótese de que a realização nula da 3a. pessoa é
responsável pelo menor uso do pronome eles como sujeito arbitrário, de
outro, deve-se levar em conta uma reorganização do sistema pronominal com
interpretação arbitrária em torno das pessoas do discurso (você, a
gente/nós), que efetivamente apresentam maior índice percentual de
preenchimento nos casos de sujeito referencial.
2.2. A gramaticalização de a gente como sujeito arbitrário
Lopes (2001) estuda a
gramaticalização do item a gente, em tempo real de longa duração, partindo
do português medieval. Analisando os traços de número, gênero e pessoa, a
autora observa perdas e ganhos no processo de gramaticalização de a gente.
O traço formal de gênero [+fem] é eliminado e o traço formal de número passa a
ter valor default, designando um todo abstrato, indeterminado e
genérico. Ganha a subespecificação do traço semântico de gênero e de pessoa,
incluindo a pessoa que fala, e mantém a interpretação semântica de número
[+PL].
A autora propõe três fases no
processo de gramaticalização do item a gente: a) na primeira fase,
observa-se a alternância no nome gente/gentes; b) na segunda
fase, o número deixa de ser marcado formalmente no nome gente/*gentes;
c) na terceira e última fase, o nome é recategorizado como pronome, pois observa-se
a inclusão da pessoa que fala.
Cavalcante (2002) mostra que a
transitoriedade do processo de gramaticalização de a gente é marcada
pela perda do traço formal de número (*gentes), o que ocorre no século
XVI (74%), pela concordância desse item com adjetivos no feminino, referindo-se
a personagens masculinos e pela ambigüidade interpretativa, que começa a se
manifestar de forma relevante no século XVI, período a partir do qual P6 começa
ceder espaço para a freqüência de P3. De fato, entre os séculos XVI e primeira
metade do XIX, há casos esporádicos de uso de a gente com leitura
ambígua, nome (pessoas) ou pronome (“nós”). As primeiras ocorrências desse item
como pronome são atestadas na segunda metade do século XIX.
A autora conclui que a
gramaticalização de a gente é uma mudança encaixada, pois inicia-se com
as reestruturações das formas nominais e pronominais de tratamento. A mudança
efetiva no PB ocorre no século XX, período em que a gente pronominal
alcança .84 de peso relativo e, acrescentamos, a forma você também passa
a ser usada como sujeito arbitrário, o que nos leva a assumir a reorganização
do sistema pronominal de leitura arbitrária na órbita das pessoas do
discurso.
2.3. O uso variável de se nas construções de sujeito arbitrário
2.3.1. Sentenças finitas
Duarte (2002) observou que o
argumento em posição pré-verbal favorece a concordância e o posposto a
desfavorece, pois o peso relativo para não concordância é de .38 e .56 para SNs
antepostos e pospostos, respectivamente.
Na análise das formas de
indeterminação do sujeito nas cartas publicadas nos jornais do século XIX,
Duarte e Lopes (2002) observam três ocorrências de verbo no singular sem o
pronome se e atestam dois tipos de alternância nas construções com se
nas sentenças coordenadas: a) se+verbo no singular alterna com formas
verbais no plural sem se; b) se+verbo no singular alterna com o
pronome nós. Além dessa alternância em um mesmo período, as autoras
observaram o uso predominante de nós nas cartas de redatores, o que pode
ser indício da transmissão da voz do jornal, e de se nas cartas de
leitores, em que se comentam assuntos gerais.
O apagamento de se nas
sentenças finitas e alternância entre se e nós em sentenças coordenadas
podem ter criado espaço para a implementação do uso do item a gente, em
processo de gramaticalização. Esta hipótese, ainda não explorada, se apóia na
constatação de que a forma pronominal reflexiva para o item a gente é
homófona à forma do pronome com interpretação arbitrária se.
2.3.2. Sentenças não finitas
Analisando os anúncios publicados
nos jornais do século XIX, Duarte (2002) observou o predomínio de se nas
reduzidas de gerúndio (78%) e o predomínio das construções sem se nas
reduzidas de infinitivo (64%).
Segundo Cavalcante (2002), que
analisa dados do século XIX e XX, a presença de se nas infinitivas é
favorecida pela preposição, embora Cavalcante (2001) tenha observado a
alternância entre a realização lexical e nula de se nas sentenças não
finitas do PB atual (Há muita coisa para _ ver e uma ou outra dá até para se
comprar).
No que concerne à concordância
verbal nas infinitivas com se, Duarte (2002) observou maior ocorrência de
sua não realização com SNs na forma pluralizada ou coordenados. Cavalcante
(2002), por sua vez, sugere que a não-concordância verbal nas infinitivas com se
apresenta uma curva de variação estável e conclui que nas sentenças não finitas
ocorre a passagem de se indeterminador para se apassivador, em
contraposição às sentenças finitas em que se verifica a passagem de se
apassivador para se indeterminador. A autora sugere que a escola tem
sido bem sucedida na manutenção dos traços de concordância.
A autora não explica de que forma a
escola tem atuado para a manutenção de traços de concordância em uma construção
(inf+se) que configura uma inovação no PB (Nunes, 1990).
Quanto ao uso de se nas
infinitivas, vale salientar que essa forma pronominal não apresenta traços de
concordância, como me e te (Pagotto 1993), o que pode ter
motivado o seu uso justamente nas sentenças em que o verbo também não exibe
traços de concordância. O favorecimento de se nas infinitivas
preposicionadas pode estar relacionado à posição dos clíticos. A preposição tem
sido apontada como um fator que favorece a próclise. Atuando na posição dos
clíticos, é possível que a preposição atue também na sua realização fonológica.
B - A realização lexical dos
complementos verbais
Há três propostas
para explicar a realização do objeto no PB: a) o objeto nulo é licenciado pelo
V em T, o que caracteriza o PB em oposição ao português seiscentista; b) o
objeto nulo é reanálise da elipse proposicional e está relacionado à hierarquia
da referencialidade e c) o pronome tônico é resultado do apagamento do clítico
nas estruturas de redobro.
3.1. O objeto nulo
Cyrino (2001) analisou o objeto
direto e indireto no português do século XVI e comparou os resultados com os de
trabalhos sincrônicos do PB. Observou-se que no caso de verbos ditransitivos o
PB manifesta o apagamento simultâneo dos dois complementos e o português
seiscentista exibe o preenchimento simultâneo dos dois complementos. Nas duas
variedades o objeto direto nulo é predominantemente [+específico, -animado]. No
português seiscentista, o objeto indireto nulo era exclusivamente [+animado],
ao passo que no PB objetos [-animado] também podem ser nulos.
Considerando que o objeto nulo é
licenciado pela posição do V em T, Cyrino propõe que o português seiscentista e
o PB se diferenciam no que concerne à posição do V. Seguindo Torres Morais
(1997) e Ribeiro (1997), Cyrino sugere que no português seiscentista, o V
achava-se acima de I e que no PB o V se acha em T. O problema está em saber se
a mudança na posição do V está relacionada ou não com o enfraquecimento da
morfologia verbal, como no inglês.
Cyrino (2002) analisou o objeto nulo
nos anúncios e nas cartas enviadas aos jornais do século XIX, tendo constatado
25% de objeto nulo nos anúncios e 15% nas cartas. Nos anúncios o objeto nulo é
mais freqüente quando o verbo se acha no infinitivo, gerúndio e subjuntivo; nas
cartas a autora não registrou nenhuma ocorrência do objeto nulo com os
infinitivos (complemento de V) e com o gerúndio.
No que concerne ao traço semântico,
observou-se que nos anúncios o objeto nulo ocorria com antecedentes de traço [+
ou - animado], em contraposição com os estudos feitos para as peças teatrais,
em que se registra objeto nulo apenas com antecedente [-animado]. A análise
particularizada dos antecedentes [+animado] revelou que o objeto nulo ocorria
com o antecedente escravo. A interpretação do escravo como uma
mercadoria deve explicar o uso de nulos com traço [+animado] nos anúncios.
O traço animacidade se revelou
fundamental para a análise do objeto nulo, o que levou a autora a relacionar o
objeto nulo à elipse proposicional. Apoiando-se na Hierarquia da
Referencialidade (Cyrino, Duarte e Kato 2000) a autora sugere que o objeto com
baixa hierarquia referencial, como o que ocorre com o clítico sentencial, tende
a elidir, pois a sua interpretação depende do antecedente, o que leva à sua
reconstrução na FL.
3.2. O objeto na forma de pronome tônico
Moraes de Castilho (s/d) sugere que ele
acusativo e dele possessivo do PB atual derivam do apagamento de parte
da estrutura que apresenta o redobramento sintático dos pronomes, entendendo o
redobramento como uma relação de interdependência entre duas estruturas de
classes distintas X e Y.
A autora propõe três etapas para a
mudança, entendida aqui como o apagamento de um dos elementos que compõem o
redobramento sintático: 1) clítico e pronome tônico acham-se adjacentes; 2)
clítico e pronomes perdem a adjacência; 3) um dos constituintes é elidido. Com
o apagamento do pronome tônico, tem-se a gramática do PE que privilegia os
clíticos e os pronomes fracos para o possessivo; com o apagamento do clítico,
tem-se a gramática do PB que privilegia os pronomes fortes. A conservação dos
pronomes fortes no PB depende não só do apagamento das formas fracas, mas da
gramaticalização dos itens retidos: o pronome tônico é reanalisado como
acusativo e o P+ele é reanalisado como possessivo.
A autora sugere a coocorrência das
formas redobradas e das não redobradas durante algum tempo. O redobramento
desaparece da Língua-E, mas permanece como um princípio da Língua-I. As
mudanças iniciaram-se no português quatrocentista, com o apagamento de um dos
constituintes da estrutura de redobramento, e se desenvolveram no domínio do PB
com o processo de gramaticalização dos pronomes fortes.
A preposição a tem predomínio
quase absoluto no corpus do PB do século XIX nas construções com verbos
dativos e nas construções com objeto direto preposicionado. Torres Morais
(2002) sugere que o PE exibe a correlação entre a preposição a e o
clítico lhe, pois essa forma pronominal cliticiza exclusivamente o NP
introduzido pela preposição a, que não tem conteúdo semântico, mas tem o
papel morfológico de marcar Caso superficialmente, cuja atribuição é feita
inerentemente pelo verbo. Considerando que no PB coloquial a preposição para
é mais produtiva do que a com verbos dativos e que o clítico lhe
está sendo substituído por a ele/a ela, Torres Morais (2001,
2002) assume que no PB o OI é uma função oblíqua, realizada quase
exclusivamente por um SP.
No texto de
A análise quantitativa do OI nas
cartas e anúncios do século XIX de diferentes regiões (Oliveira 2002) confirma
o domínio quase absoluto da preposição a no PB do século XIX, ainda que
a preposição para já apareça introduzindo argumentos marcados [+meta] e
[+benefactivo]. A preposição a também é fortemente presente nas
construções com objeto direto preposicionado no século XIX, com elementos
nominais que apresentam o traço [+pessoa].
Torres Morais (2002) assume que a
substituição de a por para, uma preposição plena, que atribui
papel temático e Caso oblíquo a seu argumento, retira do verbo a propriedade
lexical de atribuir papel temático e Caso inerente dativo a seus argumentos. No
que concerne às formas a ele/a ela, Moraes as interpreta como formas
oblíquas. A preposição a se alinha à preposição para, i.e.
torna-se uma preposição semanticamente ativa no sentido de que seleciona um
argumento e lhe atribui o Caso inerente.
Oliveira (2002) busca observar o
aparecimento de para com verbos dativos. Partiu da hipótese de que o uso
de para com verbos dativos segue o percurso: verbo de movimento >
verbo híbrido > verbo dativo. Essa hipótese foi descartada porque, nos
contextos de verbo híbrido (levar, trazer, etc), a preposição a,
e não para, é usada categoricamente com os nomes [+pessoa].
Apoiando-se na proposta de
Figueiredo Silva (s/d) de que para projeta os elementos fora de VP, como
os adjuntos, e nos dados extraídos do corpus do século XIX, em que o
verbo dar aparece com objeto indireto arbitrário nulo e com a preposição
para introduzindo um SP deverbal, com valor final e com função oblíqua,
Oliveira postulou a hipótese de que o uso de para no OI deriva da
reanálise do SP com função oblíqua, i.e. com valor final. A preposição para
teria seguido o seguinte percurso: verbo final > deverbal > N [-animado]
> N [+humano]. A autora não explica os casos em que, no PB atual, tem-se o
uso da preposição a. Se considerarmos que a preposição a também
aparecia em contextos oblíquos, com valor final, o que é bastante saliente nos
dados do corpus analisado, podemos hipotetizar que tanto a quanto
para com essa função foram reanalisadas, no sentido de que passaram a
introduzir os elementos selecionados[15] pelo verbo.
Quanto à
preposição a, com função de marcar Caso, Oliveira sugere que a sua
presença é marcada pelo traço [+pessoa] no complemento dos verbos híbridos, no
complemento acusativo preposicionado e na realização do argumento dativo pelo
clítico lhe. Portanto, a perda dessa preposição está relacionada a uma
perda mais geral no PB, a saber, a perda do traço [+pessoa], verificado na
morfologia verbal (Galves 1993) e na preposição a.
No que concerne à seleção do verbo, no caso dos verbos de dois lugares registrou-se a variante zero. A realização do argumento na forma de um clítico acusativo e a forma da passiva são evidências da reanálise do OI como OD. No que concerne aos verbos ditransitivos, não se verificou a variante zero. Há duas possíveis análises:
a) os verbos ditransitivos estão
perdendo a propriedade lexical de atribuição de Caso inerente dativo e papel
temático ao NP (Raposo), funções agora da preposição lexical (a/para)
que projeta fora de VP, como os adjuntos;
b) os verbos ditransitivos mantêm a
propriedade de atribuição de Caso e de papel temático e juntamente com a preposição
descarregam o papel temático (Larson 1988). Nesse caso, o elemento
preposicionado é um argumento, i.e. é projetado dentro de VP.
Se se assume a
análise a), então os verbos do PB, independentemente do número de argumentos,
estão perdendo a propriedade lexical de seleção de um argumento dativo. Com os
verbos de dois lugares, o argumento passa a ter função acusativa; com os verbos
de três lugares, o “argumento” é “expelido” para fora de VP e passa a ter a
função oblíqua. Se se assume a análise b), tem-se que os verbos de dois lugares
deixam de selecionar um argumento dativo e os de três lugares continuam a
selecionar argumentos dativos. Nos dois casos, tem-se um movimento de
“introjeção” do elemento nominal. No caso dos verbos de dois lugares, o argumento
que antes era gerado em baixo de SP passa a ser gerado sob VP; no caso dos
verbos de três lugares, o SP antes gerado fora de VP, em adjunção a VP, passa a
ser gerado dentro de VP.
1.1. Verbos de movimento
Três são os tipos de construções em
que a preposição entra em variação com outras preposições no PB do século XIX: 1)
com verbos de movimento; 2) nas construções de dativo de posse e 3) nas
construções causativas e perceptivas.
No que concerne aos verbos de
movimento, Guedes e Berlinck (2001) e Oliveira (2002) apontam para o avanço da
preposição em com verbos de movimento, em lugar da preposição a.
Com base nos verbos do tipo aparecer/comparecer, que apresentavam
variação no uso da preposição, Oliveira sugere que os verbos apresentativos
constituem contexto para o uso da preposição em com verbos de movimento,
estabelecendo o seguinte percurso para a extensão do uso de em: estado
> existencial-apresentacional > movimento.
A análise dos NPs possessivos com
verbos inacusativos (Ramos 1999) mostrou que o licenciamento desses deixa de
ocorrer no último quartel do século XIX, seguindo as seguintes etapas: 1) NPs
plenos ocupam a esquerda de VP; 2) NPs plenos ocupam a direita de VP; 3)
substituição da preposição a por de. A queda da preposição a
tem o mesmo perfil da queda do clítico lhe, evidência da correlação
entre essa preposição e o clítico dativo.
A autora assume que aNP faz parte do
DP e adota a estrutura de Small Clause para a seqüência [NP possuidor NP
possuído]. O clítico lhe tem a função de recuperar, através do traço de
concordância, a relação entre o NP possuidor, na posição de tópico, e o NP
possuído. Uma alteração no valor de Agr/D impede a projeção de Spec de Agr/D e,
por conseguinte, do movimento de aNP. Se Caso, este elemento deixa de ser
visível na FF e a construção passa a ser mal-formada. Para a autora, somente o
movimento de núcleos é licenciado, o que explica a realização de posse apenas
com lhe no PB atual. Esta análise deixa de captar a relação entre a
queda do clítico lhe e a da preposição a, que, segundo Ramos,
apresentam o mesmo perfil.
3. As construções causativas
Baseando-se no italiano em que as
construções causativas diferem das perceptivas no que se refere à posição do NP
em relação ao verbo infinitivo, mas se assemelham no que concerne ao tipo de
argumento acusativo ou dativo, em função da transitividade do verbo não finito,
Oliveira (2002) analisou essas construções nas cartas e anúncios do século XIX.
Observou-se que nas estruturas
monoargumentais do verbo causativo tem-se a ordem V+Vinf+NP e nas do verbo
perceptivo predomina a ordem V+NP+Vinf. Nas estruturas biargumentais, a ordem
V+NP+Vinf é majoritária para os perceptivos e começa a avançar no caso dos
causativos.
No que concerne ao tipo de
argumento, verifica-se que nas estruturas biargumentais dos verbos perceptivos
tem-se um NP ou clítico acusativo. No caso dos verbos causativos, é mais alta a
freqüência de SPs. Curiosamente, o clítico acusativo tem maior freqüência do
que o dativo nessas construções. Portanto, a mudança começa a partir dos verbos
perceptivos, atingindo a ordem e a realização do argumento. Além disso, a
mudança no tipo de clítico precede a mudança SP>NP. A autora não analisou em
que medida a mudança na ordem dos constituintes sentenciais nas declarativas
(Berlinck 1989, 2000) está correlacionada com a mudança na ordem dos
constituintes das construções perceptivas e causativas.
IV - A ordem dos constituintes sentenciais: declarativas
Ribeiro (2001) analisa a inversão do
sujeito a partir da constatação de que o PB, ao contrário do PE, não apresenta
a ordem (X)VS em sentenças declarativas e interrogativas. Em outras palavras,
no PB a ordem VS é restrita à inversão românica e às estruturas inacusativas ao
passo que no PE a ordem VS inclui também a inversão germânica. A autora observa
que o Português Arcaico também exibia os três tipos de estruturas VS e se
propõe a analisar se a perda da ordem VS é resultante de uma mudança na
gramática do século XIX, conforme a literatura, ou se é resultado de uma
mudança mais remota. Para isso, Ribeiro analisa dados provenientes do século
XVI, pois assume que as raízes do PB devem ser buscadas nesse período.
A autora observa que, assim como no
PB atual, o Português Clássico exibe baixa freqüência da ordem VS, a qual
também se limita aos contextos de posposição do sujeito e de estruturas
inacusativas. Esses dados sugerem que a inversão germânica não fazia parte da
sintaxe do português clássico como Língua-I e parece não ter sido presente no vernáculo
brasileiro. Assim, a sua ausência no PB não deve ser tratada como uma mudança
em termos de Língua-I.
No que concerne ao PE, Salvi (1990),
Galves (1991), Martins (1994) e Torres Morais (1995) observam mudanças
prosódicas e sintáticas entre os séculos XVII e XVIII. No século XVIII, o
sistema gramatical do PE volta a exibir a inversão germânica. Baseando-se em
Torres Morais (1993), segundo a qual no século XVIII a inversão germânica
aparece de forma reduzida em escritores brasileiros, Ribeiro sugere que o
século XVIII marca a perda da inversão germânica no PB e se pergunta se a
inversão germânica nos escritores brasileiros do século XVIII pode ser
analisada como objetos de língua-I ou se faz parte de construções periféricas,
efeitos de língua-E.
Como o objetivo da autora era o de explicar
a ausência da inversão germânica no PB, Ribeiro não buscou explicar o retorno
da inversão germânica no PE. Entretanto, uma vez que se questiona se a inversão
germânica nos escritores brasileiros do século XVIII é um objeto de língua-I ou
de língua-E e uma vez que se assumiu que o português clássico não exibia esse
tipo de inversão, faz-se mister estudar diacronicamente a inversão germânica no
PE.
Ao lado da hipótese de que a inversão
germânica não era objeto de língua-I do Português Clássico e o seu reaparecimento
no PE se deve a mudanças prosódicas e sintáticas assinaladas para o século
XVIII, é possível alinhar, graças à argumentação da autora, uma segunda
hipótese: a inversão germânica não se manifestava na Língua-E do Português
Clássico, mas era um princípio invisível da Língua-I, o que teria motivado o
seu reaparecimento no PE. Além disso, a hipótese de que a inversão
germânica fosse um objeto de língua-I só pode ser proposta se se assume que
essa construção era um princípio invisível da língua-I, pois, segundo a autora,
o vernáculo brasileiro não exibia a inversão germânica.
Retomando a questão da perda da
ordem VS no PB, Ribeiro (2002) analisa a inversão do sujeito em um corpus
que representa o uso culto da língua, textos de gramáticos dos séculos XVI,
XVIII e XX, e compara os resultados com os dados provenientes das cartas
publicadas nos jornais do século XIX. Ribeiro observou que o corpus do
século XVI atestava seja a inversão VS seja a ausência da inversão nas estruturas
de topicalização.
No que concerne à focalização,
obteve-se que, em todos os materiais de análise, a focalização é realizada por
meio da clivagem. Nesse tipo de focalização, não há movimento do verbo para o
Foco, pois esta posição já está ocupada pela forma expletiva “é que”. Com o uso
da estratégia da clivagem, as evidências de movimento do verbo para Foco deixam
de ser robustas e deixam de ser atestadas no século XVIII. Considerando que o
PB atual tem topicalização sem inversão VS e que a clivagem é uma estratégia é
bastante recorrente nessa variedade lingüística para focalizar constituintes,
Ribeiro conclui que as estruturas que suplantam a ordem VS no PB já estão
presentes nos documentos portugueses do século XVI e XVIII.
Torres Morais (2001) observou que as
estruturas de dupla negação do português moderno apresentam uma assimetria na
realização do não sentencial. Se o indefinido negativo está em posição
pré-verbal, a presença do não é excluída; se o indefinido negativo está
em posição pós-verbal, a presença do não é obrigatória. A análise da
dupla negação no português arcaico e no século XVI mostrou que, no português
medieval, o licenciamento dos itens negativos exigia a presença do marcador
negativo. A dupla negação se manifesta na posição pré-verbal e pós-verbal. Nas
sentenças formulaicas observava-se já a variação da concordância negativa em
posição pré-verbal. No século XVI a obrigatoriedade da presença do marcador
negativo é relaxada quando os itens negativos se acham em posição pós-verbal. A
autora conclui que a dupla negação foi um fenômeno do galego-português. Não foi
possível datar a cronologia da perda da dupla negação em posição pré-verbal,
pois os séculos XV e XVI ainda atestam essas construções.
Alkmim (2002), analisando as
estruturas negativas nos anúncios publicados nos jornais do século XIX, atestou
a dupla negação no século XIX. No que concerne especificamente à partícula
negativa não, verificou-se a sua ocorrência na posição pré e pós-verbal.
A partícula também aparece interpolada entre o verbo e o clítico, o que ocorre
em 33,5% dos dados. A autora salienta que a interpolação é um dos aspectos que
distinguem o PE do PB atual e que, nesse aspecto, as estruturas negativas devem
ter sofrido mudanças em período subseqüente. A autora observou também que, além
da partícula não ter escopo sentencial, os dados do século XIX mostram
que ela pode negar outros constituintes, formados por SP e por Adjetivo. A
negação de constituinte nominais, entretanto, não é atestada no material
analisado, o que pode ser indício de que construções como “o não-pagamento”
sejam inovações lingüísticas que também remetem ao século XX.
Callou & Avelar (2002) estudaram
estruturas com verbo Ter e Haver nos anúncios do século XIX com o
objetivo de analisar a passagem de haver para ter, que
caracteriza o PB. Dentre as estruturas analisadas (existenciais, posse,
V+particípio passado e modal), as existenciais são as que mais resistem ao uso
de ter (22%). As estruturas com particípio passado ocorrem,
majoritariamente, com o verbo ter (94%).
Os autores verificaram a presença de
uma expressão locativa nas estruturas existenciais e nas de posse com ter
e haver, indício do elo semântico e sintático entre as duas construções.
Nas estruturas de posse, foram analisados aspectos como semânticos como
animacidade, características inerentes ao objeto, bem material ou abstrato do
possuidor e do elemento possuído. Observou-se que construções com X animado e Y
intrínseco também apresentam uma expressão locativa e estabelecem um elo entre
estruturas existenciais e possessivas (José Antonio tem uma cicatriz no
peito). Desse tipo de estrutura podemos derivar: a) O peito de José tem uma
cicatriz; b) No peito de José tem uma cicatriz.
Estruturas existenciais e
possessivas com Y concreto e não intrínseco, comuns no PB atual, não foram
atestadas nos anúncios: a) A mesa tem um livro; b) Na mesa tem um livro.
Com os resultados desse trabalho
pode-se vislumbrar a hipótese de que a gramaticalização de ter, passagem
de verbo pleno para funcional, antecede o uso desse verbo nas construções
existenciais. Pode-se aqui levantar a questão: há correlação entre a
gramaticalização de ter e o seu uso nas estruturas existenciais?
Considerações finais:
Os trabalhos
apresentados confirmam as hipóteses de Ribeiro (2001) e de Moraes de Castilho
(2001), a saber: (i) o PB é resultado de mais de uma gramática e não pode ser
descrito comparativamente apenas em relação ao PE moderno; (ii) algumas
questões gramaticais são derivadas das variantes lingüísticas do português
quatrocentista, cujo desenvolvimento está no domínio do PB.
As mudanças
gramaticais creditadas ao português quatrocentista são as seguintes: a) o
enfraquecimento da morfologia verbal; b) o apagamento de um dos constituintes
do redobramento sintático, do qual deriva o uso do pronome tônico na posição de
objeto e na estrutura possessiva; c) a perda da ordem VS de inversão germânica.
No domínio do PB verificamos
mudanças na realização dos argumentos e nas preposições em complementos
verbais. Na realização dos argumentos, observamos: a) o preenchimento do
sujeito nas encaixadas com sujeito correferencial; b) a gramaticalização das
formas pronominais, seja na posição de sujeito, seja na posição de objeto; c) a
extensão do uso das formas pronominais gramaticalizadas para a realização do
sujeito arbitrário; e d) a reorganização do sistema pronominal arbitrário, que
sai da órbita da 3a. pessoa para as pessoas do discurso. No que
concerne às preposições em complementos verbais, foram registrados os primeiros
indícios da perda gradual da preposição a nos verbos de movimento, nos
verbos dativos e nas estruturas perceptivas e causativas.
No que diz respeito à
gramaticalização das preposições nos complementos verbais e à gramaticalização
dos pronomes, seja para o sujeito referencial seja para o sujeito arbitrário,
parece que precisamos esperar o século XX para a implementação e difusão da
mudança. Nesse sentido, o século XIX apresenta apenas algumas poucas evidências
do que vinha a se firmar no século subseqüente.
De uma maneira geral, pode-se dizer
que a realização dos argumentos verbais, preposicionados ou não, depende do
processo de gramaticalização dos elementos pronominais, que se faz
gradualmente, em um percurso de LONGA duração, como mostrou Lopes, no estudo da
gramaticalização do item a gente, e como mostraram os trabalhos de
Duarte e Cavalcante no estudo do sujeito referencial e arbitrário. Além disso,
o apagamento e o preenchimento de um elemento argumental se submetem à
hierarquia da Referencialidade (Cyrino, Duarte e Kato 2000), cujos pólos são
atingidos após um LONGO período de tempo, dada a interação dos diferentes
traços semânticos envolvidos.
É possível que o
enfraquecimento da morfologia verbal e o apagamento de um dos constituintes do
redobramento sintático sejam mudanças mais instantâneas, retardadas apenas
pelas diferentes gramáticas que se alinham com as diferentes ondas migratórias.
Em suma, pode-se dizer que os
trabalhos de descrição lingüística desenvolvidos no âmbito do PHPB são
altamente elucidativos na explicação da formação do PB e a sua continuidade se
faz necessária para que possamos delinear o quadro descritivo da sintaxe do
Português do Brasil e para fornecer explicação gramatical dos epifenômenos
descritos, tarefas do PHPB, conforme Castilho (1999).
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CAP. III - A
HISTÓRIA SOCIAL LINGÜÍSTICA DO BRASIL NO
ÂMBITO DO
“PROJETO PARA A HISTÓRIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO”
(Versão preliminar)
Tânia
C. F. Lobo (UFBA)
Klebson
Oliveira (PPGLL-UFBA)
Introdução
O Projeto
Nacional para a História do Português Brasileiro (PHPB) estruturou-se, desde a
sua origem, a partir de três campos de atividades: a) estudos sobre mudança
gramatical; b) estudos sobre história social lingüística e c) organização de corpora. O objetivo deste relatório é
apresentar uma síntese das reflexões e das investigações produzidas no âmbito
do referido Projeto relativamente à história social lingüística do Brasil, o
segundo, portanto, dos três campos de atividades anteriormente mencionados;
para tal, foram considerados os textos publicados em Castilho (1998), Mattos e
Silva (2001), Alkmim (2002) e Duarte & Callou (2002)[16].
Embora o critério para a leitura dos textos
tenha sido o cronológico, obedecendo-se, portanto, à seqüência da sua
comunicação aos Seminários realizados, a apresentação que a seguir se fará está
pautada em critério temático, tendo-se agrupado os textos em três subconjuntos,
com o objetivo, assim, de que, para além de permitirem visualizar o já feito,
permitam também melhor planejar as investigações futuras:
1.
Projetos gerais para a história social lingüística
do Brasil e/ou para a história social do português brasileiro[17];
2.
Questões relativas à constituição sócio-histórica do
português popular e do português culto brasileiros;
3.
Projetos e investigações sobre a história social
lingüística do Brasil e/ou sobre a história social do português brasileiro em
regiões específicas do país[18].
Ao final, referem-se, na Bibliografia, os textos a partir dos quais este relatório foi elaborado, todos exclusivamente produzidos no âmbito do PHPB.
1. Projetos Gerais
No âmbito do
PHPB, durante a realização do seu I Seminário, destacam-se dois textos de
caráter geral, programático, em que se explicitam concepções
teórico-metodológicas sobre o campo de investigação história social
lingüística, mais especificamente sobre a história social do português
brasileiro. São eles: Idéias para a história do português
brasileiro: fragmentos para uma composição posterior de Rosa
Virgínia Mattos e Silva (1998) e História social do português brasileiro:
perspectivas de Jânia
Ramos (1998).
Em Idéias para a história do
português brasileiro: fragmentos para uma composição posterior,
Mattos e Silva (1998) organiza sua exposição em duas partes. Na primeira –
“Sobre o português brasileiro” –, expressa, calcada numa concepção
sociolingüística, a sua compreensão do objeto português brasileiro e, na
segunda – “Em direção a uma história do português brasileiro” –, propõe quatro
grandes campos de pesquisa para a reconstrução e a escrita de uma história do
português brasileiro.
Para explicitar a sua compreensão
sobre o português brasileiro, parte de Serafim da Silva Neto (1986 [1950])[19], formulador e defensor da tese da unidade e conservadorismo do português
no Brasil - expressão que o referido autor prefere à designação português brasileiro[20]. O cárater reducionista da tese da unidade e do conservadorismo é ressaltado por Mattos e Silva, quando afirma:
Reduzir a unidade ou variedade e a conservadorismo ou inovação a
compreensão da heterogeneidade – sobretudo social, mas também espacial – do
português brasileiro é extremamente simplificador; mas era o de que se
dispunha. São os avanços mais recentes, sobretudo nos estudos da morfossintaxe
e sintaxe do português brasileiro, que vêm permitindo delinear de forma menos
redutora a realidade multifacetada do português brasileiro.” (27-28)
Visando à superação da visão
reducionista acima referida, Mattos e Silva acolhe proposta de caracterização
sociolingüística do português do Brasil, elaborada por Lucchesi (1994)[21], que, capitalizando “os conceitos
teóricos de variação, mudança e norma formulados pela lingüística contemporânea
e os resultados de estudos e debates sobre o português brasileiro, a partir dos
anos 80 para cá, [vai] demonstrar argumentativamente que o português brasileiro
é não apenas heterogêneo e variável, mas também plural e polarizado.” Segundo tal proposta, no diassistema heterogêneo do
português do Brasil, distinguem-se dois subsistemas igualmente heterogêneos –
daí polarização e pluralidade –, designados pelo autor
como norma(s) culta(s) e norma(s) vernácula(s), designações que, mutatis mutandis, se aproximariam das
mais correntemente referidas português
culto e português popular.
Enquanto a(s) norma(s) culta(s)
tenderiam a perder características que as aproximam do padrão europeu original,
a(s) norma(s) vernácula(s) tenderiam
a adquirir características que as aproximam da(s) norma(s) culta(s), num processo de convergência, mas com
nítidas diferenças, entendendo-se que uma mesma comunidade de fala se poderia
caracterizar por sistemas de valores e padrões de uso lingüísticos distintos,
ou mesmo antagônicos. Mattos e Silva destaca ainda que a referida polarização tem sido tratada por Kato
(1993) como diglossia[22].
Relativamente à primeira questão,
afirma:
A língua portuguesa, das suas origens (...) até a nossa
contemporaneidade, não dispõe de um relato histórico circunstanciado e
fundamentado teórica e empiricamente.” (31)
E ainda:
Quanto à história específica do português brasileiro nos seus cinco séculos de constituição, o trabalho de 1950 de Serafim da Silva Neto (...) e seu artigo-síntese de 1960 ainda constituem os dois estudos mais aprofundados sobre questões referentes ao português brasileiro, integrados nas concepções teóricas e ideológicas próprias do seu tempo. O ensaio [de 1985] de Antônio Houaiss é uma renovada, mas sintética visão de conjunto sobre o português brasileiro (...) (32)
Quanto à segunda questão, afirma:
(...) na minha compreensão, a reconstrução histórica do português brasileiro se movimentará em direção à reconstrução tanto histórico-social quanto lingüística do Brasil; e aí teremos de estar ancilares à historiografia sobre o Brasil. Palmilhando os caminhos da ars interpretandi, palmilharemos também os caminhos da sociolingüística histórica ou sócio-história lingüística, tentando estabelecer – o que é difícil, e muito, para o passado – a correlação entre fatores extralingüísticos e lingüísticos; palmilharemos, ainda, os caminhos previstos por teorias de mudança intralingüística, quer sejam segundo os modelos teóricos explicativos e considerados científicos da teoria da gramática de orientação chomskiana, quer sejam caminhos interpretativos que outras vertentes da lingüística nos possam fornecer, mesmo que hoje considerados não-científicos, porque meramente descritivos.” (33-34)
Ao discutir como tratar a questão
histórica do português brasileiro, Antônio Houaiss (1985)[23] sugere quatro vias, que vêm abaixo mencionadas, por serem o ponto de
partida de Mattos e Silva para os quatro grandes campos de pesquisa que propõe
para a reconstrução e a escrita de uma história do português brasileiro:
Os quatro grandes campos de pesquisa
referidos são:
a,
campo que se moverá na reconstrução de uma história social lingüística do
Brasil; b, campo que se moverá na
reconstrução de uma sócio-história lingüística ou de uma sociolingüística
histórica; c, campo que se moverá na
reconstrução diacrônica no interior das estruturas da língua portuguesa em
direção ao português brasileiro; d,
campo que se moverá no âmbito comparativo entre o português europeu e o
português brasileiro.
A caracterização detalhada de cada
um dos campos é apresentada a seguir:
Dentro do campo a – ou campo da história social lingüística –, que “se moverá
fundado na história social do Brasil, [sendo, assim,] dos quatro campos (...)
aquele em que o historiador da língua estará mais próximo do historiador tout court”, Mattos e Silva indica duas
vertentes de investigação: a) uma referente à reconstrução da articulação entre
fatos demográficos e fatos lingüísticos e b) a outra referente à reconstrução
da história da escolarização no Brasil, que aponta como fundamental para
compreender-se a polarização entre norma(s)
vernácula(s) e norma(s) culta(s)
do português brasileiro.” As vias 1 e 2, previstas por Houaiss, estariam
contempladas nesse campo.
A abordagem dos campos b, c
e d é feita interligadamente, tomando
Mattos e Silva como orientação três dos conhecidos problems formulados por Weinreich, Labov e Herzog (1968)[24] para a investigação da mudança lingüística:
o transition problem – na sua dupla
face, transition na sociedade e transition na estrutura –, o embedding problem – também na sua dupla
face, embedding na sociedade e embedding na estrutura – e o evaluation problem – ou seja, a questão da
avaliação social das variantes.
Dentro do campo b – ou campo da sociolingüística histórica –, “que se moverá numa
perspectiva de estabelecer correlações entre fatores lingüísticos e fatores
sociais”, as investigações teriam como objetivo captar a variação histórica no
âmbito (i) do embedding problem, o
encaixamento na sociedade, (ii) do transition,
a difusão de variantes na sociedade, e ainda (iii) do evaluation, a captação das avaliações que favorecerão ou não a
mudança. Para a realização dos objetivos apresentados em (i) e em (ii), prevê a
organização de um conjunto significativo de documentos, seriados tanto do ponto
de vista estilístico quanto do ponto de vista cronológico. A seriação
estilística proporcionaria a visão da variação sincrônica em momentos
determináveis do passado, já que o objetivo é a reconstrução histórica do
chamado português popular e do português culto do Brasil, e a seriação
cronológica proporcionaria a visão do processo da mudança lingüística ao longo
do tempo. Já para a realização dos objetivos apresentados em (iii), prevê a
exploração de fontes indiretas, particularmente, porque passível de se fazer de
forma sistemática, dos instrumentos gramático-filológicos, não descartando,
contudo, a recuperação de avaliações dispersas em testemunhos históricos os
mais inesperados.
Os campos c e d correspondem ao
que, tradicionalmente, se designa como história interna; movem-se ambos, pois,
no âmbito de um dos aspectos do embedding
problem. Enquanto o objetivo do campo c
seria o de “descrever e buscar explicitar ou explicar (...) o encaixamento no
interior das estruturas e a difusão da variante em mudança pela estrutura”, a
questão central do campo d seria
“verificar se, em comparação com o português europeu, as mudanças ocorridas no
português brasileiro já estariam prefiguradas ou encaixadas nele. Para tanto,
terá de dispor do conhecimento do português europeu no seu processo histórico
de constituição.”
Em História social do português
brasileiro: perspectivas, Jânia Ramos (1998) organiza sua exposição
em três partes. Na primeira – “História interna, história externa e concepções
de gramática” –, a dicotomia história interna x história externa é retomada “à luz dos desenvolvimentos recentes
da sociolingüística quantitativa referentes ao tratamento da mudança
sintática”; na segunda – “Inter-relação dos aspectos sociais e lingüísticos no
passado e no presente” –, argumenta “a favor de que a busca de resposta aos
(...) problemas formulados por
Weinreich, Labov e Herzog (1968), revisitados por Labov (1982)[25], continua sendo uma formulação
adequada para explicitar a interação entre linguagem e sociedade, tomadas como
componentes da história da língua de uma comunidade” e, finalmente, na terceira
– “Perspectivas” –, “a partir do ponto de vista definido nas duas primeiras
sub-partes (...), [retoma] um plano de trabalho para a sócio-história do
português brasileiro apresentado por Houaiss (1985)” e tece considerações sobre
proposta de trabalho para a investigação da história social do português
brasileiro. Considerando o conjunto de temas propostos para o I Seminário,
quando, no que concerne à mudança lingüística, se deu privilégio exclusivo à
reflexão sobre a mudança sintática, Ramos aponta o seguinte problema: “como se pode
integrar a noção de mudança sintática, definida como resultado de contato de
gramáticas, num estudo que reconhece a atuação de fatores de ordem
sócio-histórica?”. A sua reflexão, portanto, será no sentido de contribuir com
parâmetros que norteiem a construção de uma história social não na perspectiva
do campo a – conforme proposto por
Mattos e Silva e por ela designado campo da história
social lingüística –, mas na perspectiva do campo b – designado de campo da sociolingüística
histórica.
A revisão da clássica dicotomia
história interna x história externa é
feita, partindo-se da oposição entre uma concepção estruturalista e uma
concepção sociolingüística de sistema. A autora destaca, assim, que, ao
conceber o sistema como homogêneo, o estruturalismo “impede uma abordagem que
investigue a força dos diferentes grupos socais no interior de uma mesma
comunidade de fala, porque esta é vista como um todo e a mudança lingüística,
concebida como resultado da atuação de forças internas à gramática.” Todavia,
ao conceber o sistema como heterogêneo, sendo tal heterogeneidade passível de
sistematização a partir da noção de que a unidade do sistema é uma variável, a
sociolingüística laboviana “leva à formulação de um quadro em que a dicotomia
história interna x história externa
fica diluída.” A noção de variável / de variação lingüística permite, pois,
integrar ao sistema a heterogeneidade social.
A seguir, Ramos traz ao debate a
hipótese, formulada por Kroch (1989)[26], de que a origem da mudança é
sempre externa, hipótese que tem a força de recolocar em foco a questão do
contato na explicação da mudança, porém não mais em termos de contato entre
línguas, mas entre gramáticas. De tal hipótese, decorreria que “informações
sócio-históricas, principalmente as de natureza demográfica, vão ser de
interesse central em análises cujo objetivo é fornecer explicações para
fenômenos de natureza diacrônica.” Decorreria ainda que “[se se aceita] a
variação/mudança como resultantes de contato e [se se assume] que o contato tem
como conseqüência a produção de enunciados representativos de gramáticas
distintas, [se podem buscar], na variação sintática presente no corpus selecionado, evidências da
presença das especificidades das gramáticas presentes na comunidade de fala.”
Finaliza essa primeira parte do seu texto, concluindo que a investigação
diacrônica, no sentido de “recompor o caminho de cada variante no contexto
sócio-histórico, de modo a identificar em que momento e em que lugar geográfico
e social a variante ocorreu, (...) equivale a responder à seguinte questão: com
que gramática se deu o contato, quando, onde, como?”
Na segunda parte do seu texto,
justamente com o objetivo de “exemplificar um tratamento [da mudança] que
poderia ser rotulado de sócio-histórico”, conjuga os resultados de dois estudos
sobre as formas de tratamento você e cê: Ramos (1996)[27] – que as investiga no dialeto
mineiro – e Faraco (1996)[28] – que faz uma abordagem histórica
de você. A perspectiva a ser
demonstrada, como já se disse, é a de que a busca de respostas aos problemas clássicos da sociolingüística,
formulados por Weinreich, Labov e Herzog (1968) em termos de questões, torna
evidente a imbricação entre os aspectos sociais e lingüísticos no passado e no
presente.
O estudo de Ramos (1996) “verificou
que as formas você e cê são freqüentes no dialeto mineiro e
que os contextos em que a forma cê é
usada constituem um subconjunto daqueles em que você o é”, resultados que forneceram “evidência a favor da hipótese
formulada por Vitral (1996)[29], segundo a qual cê seria um clítico no estágio atual do
português brasileiro.” A partir do exposto, formula Ramos, então, as seguintes
questões:
(i)
sabendo-se que no português europeu a forma você tem uso restrito e que a forma tu é preferida, qual teria sido a razão da “opção” por você no dialeto mineiro?;
(ii)
em que momento a forma você entrou no português brasileiro?;
(iii)
qual a correlação entre a cliticização de cê e outras tendências sintáticas manifestadas no português brasileiro
contemporâneo?
A seguir, sintetiza as conclusões de
Faraco (1996). Segundo Ramos, nesse estudo, o autor, ao traçar “panorama
econômico da sociedade portuguesa do século XII ao século XVII, com o propósito
de evidenciar a correlação entre o tratamento dispensado ao rei (...) e o
aumento do poder a ele conferido”, conclui que é justamente no “contexto de
dependência ao rei (...) que se multiplicam as formas de tratamento. O
tratamento por vós, usado no século
XII, dá lugar a outros cinco, todos tendo seu primeiro registro nos séculos XIV
ou XV: Vossa Mercê (1331), Vossa Senhoria (1434), Vossa Majestade (1440), Vossa Alteza (1450) e Vossa Excelência (1455).” A forma de
tratamento Vossa Mercê, por sua vez,
vulgariza-se: “No século XIV, torna-se forma habitual de tratamento não-íntimo
entre aristocratas; no século XV, entre aristocratas e não-aristocratas; no
século XVI, entre não-aristocratas (baixa burguesia); e, no século XVII, é
ainda recomendada em cartas, tendo-se arcaizado e já convivendo com a nova
forma: você.” Para finalizar a
aborgagem histórica, Ramos chega à atual sincronia do português, para a qual,
considerando o uso de você e de tu,
em Portugal e no Brasil, aponta as seguintes diferenças: a) em Portugal,
o uso de você, além de, segundo Paiva
Boléo (1946)[30], ser avaliado negativamente em
regiões rurais de Portugal, é observado entre iguais não-solidários e com
interlocutor de status social
inferior; já tu corresponde a
tratamento íntimo e em expansão; b) no Brasil, o uso de você está em expansão e o de tu,
restrito a certas regiões, utilizando-se a forma verbal correspondente à 3a
pessoa do singular.
Finalmente, após ter sido traçado o
panorama histórico, os problemas são
abordados:
· Questão da restrição [constraint problem]: Que mudanças são possíveis e que mudanças
não são? Um estudo como esse não oferece elementos para a formulação de uma
resposta.
· Questão do encaixamento [embedding problem]: Por que se expande o uso de tu
no PE e de você no PB? Encaixamento
social: a forma você, usada pela baixa burguesia, era a forma
corrente na fala dos colonizadores que vieram para o Brasil, por isso
estabeleceu-se entre nós. Encaixamento lingüístico: a forma tu, indicativa de uma flexão mais rica,
possivelmente seria, e de fato foi, preferida pelo dialeto cuja flexão possui
tal característica: o PE. A forma você
com flexão de terceira pessoa foi preferida pelo PB. No momento atual, em que
há extensão de uso nos dois dialetos, mantém-se a opção diferenciada, o que
mostra ser essa extensão subordinada a propriedades mais abstratas das
respectivas gramáticas (...)
· Questão da transição [transition problem]: Como a língua muda? Qual foi o percurso
que vai de vós a você? Por quais caminhos a língua muda? Primeiro
momento: Vós -> 2a pessoa do plural; segundo momento: V+N -> 2a pessoa do plural
(oscilação da 3a pessoa do singular) concordância; terceiro momento:
V+N -> 3a pessoa do
singular -> Você -> 3a
pessoa do singular. Inicialmente tem-se uma escolha lexical entre as várias
formas V+N, depois a escolha é
morfossintática (2a ou 3a pessoa?) e, por fim, há a
escolha entre clítico ou não-clítico.
· Questão da implementação [actuation problem]: Por que a mudança tu/você/ocê
ocorreu? Quando ocorreu? Onde ocorreu? Essas respostas são obtidas através de
informações de natureza sócio-histórica e análise lingüística quantitativa
(...)
· Questão da avaliação [evaluation problem]: Como os membros de uma comunidade avaliam
a mudança? Quais os efeitos dessa avaliação sobre o processo de mudança em si?
Novamente aqui informações tanto de natureza sócio-histórica quanto de natureza
propriamente lingüística são requisitadas, de modo a evitar a conclusão de que
a extensão do uso de tu no PE resulta
do fato de você ser usado em
contextos de relação assimétrica, sem levar em conta as propriedades
gramaticais abstratas, que se manifestam no PB contemporâneo como tendência de
preenchimento de sujeito e marcação não-redundante da concordância.
Na finalização dos seu texto, Ramos
retoma as quatro vias do plano de
trabalho para a sócio-história do português brasileiro apresentado por Houaiss
(1985) e sugere alternativas, justificando-as a partir do que expôs nos itens
anteriores[31]:
· Primeira via: (...) selecionar o mais brevemente possível um conjunto de tópicos
sintáticos a ser investigade e um conjunto mínimo de dialetos regionais e, em
seguida, empreender o levantamento sugerido.
· Segunda via: (...) um mapeamento da dialectologia brasileira que informe
satisfatoriamente sobre construções sintáticas á algo ainda por fazer. Por onde
começar? Como? Um ponto de partida, a meu ver, seria identificar duas
microrregiões cujo perfil evidencie diferenças sócio-históricas claras. O
segundo passo seria tomar como referência um grupo de informantes
representativo do dialeto urbano e um grupo de informantes representativo do
dialeto rural: comparar-se-iam dados lingüísticos das duas comunidades, os
quais refletissem os tópicos sintáticos inicialmente definidos e, em seguida se
faria um histórico da formação de ambas as comunidades, evidenciando fatos
relativos ao contato com falantes de outras gramáticas.
· Terceira via: (...) essa via se confunde com a anterior,
diferenciando-se apenas na ênfase dada ao aspecto vertical. A alternativa de
abordagem sugerida em relação à via anterior permite integrar a dialetologia
vertical e horizontal, uma vez que se adotam a noção de variação
sociolingüística e um conjunto mínimo de variantes (...).
· Quarta via: (...) o recorte alternativo inicialmente sugerido poderia
ainda ser mantido. Se se leva em conta, no conjunto global das informações,
referentes às duas comunidades inicialmente selecionadas, a penetração da
língua escrita em diferentes momentos do tempo e nos diferentes segmentos
sociais, será possível depreender tendências lingüísticas diretamente
condicionadas pelo fator letramento.
2. Questões relativas à constituição sócio-histórica
do português popular e do português culto brasileiros
Seis textos
dedicam-se à constituição sócio-histórica do português brasileiro, enfocando-o
não como uma unidade, mas privilegiando o ponto de vista que o reconhece como
uma realidade heterogênea, para a qual, sempre dentro de enfoque
sociolingüístico, se distinguem caracterizações que ou o concebem como um
diassistema constituído por pelo menos dois subsistemas, também eles
heterogêneos, designados de normas
vernáculas e de normas cultas, ou
o interpretam como um diassistema constituído por três subsistemas, grosso modo correspondentes a uma variedade rural inculta, uma variedade
urbana inculta e uma variedade urbana
culta.
Os textos a serem
apresentados a seguir, portanto, contribuem diretamente para uma reconstrução
mais aproximada da formação histórica daquilo que mais correntemente se tem
designado de português popular brasileiro
e de português culto brasileiro. São
eles: De fontes sócio-históricas para a história social lingüística do Brasil:
em busca de indícios de Rosa Virgínia Mattos e Silva (2001); A
variedade lingüística de negros e escravos: um tópico da história do português
no Brasil e Estereótipos lingüísticos: negros em charges
do século XIX de Tânia Maria Alkmim (2001 e 2002, respectivamente); Tentativa
de explicação diacrônica de alguns fenômenos morfossintáticos do português
brasileiro de Eberhard Gärtner (2002); Português padrão, português
não-padrão e a hipótese do contato lingüístico de Heliana Ribeiro de
Mello (2002) e, finalmente, Quais as faces do português culto brasileiro?
de Ilza Ribeiro (2002).
Em De
fontes sócio-históricas para a história social lingüística do Brasil: em busca
de indícios, de Rosa Virgínia Mattos e Silva (2001), o objetivo
principal é argumentar, a partir de indícios[32]
extraídos de fontes sócio-históricas, a favor do papel predominante de
africanos e afro-descendentes como difusores e formatadores do português popular brasileiro (PPB),
variante social majoritária do português brasileiro e cujo antecedente
histórico propõe ter sido o que designa de português
geral brasileiro.
Ao iniciar o seu texto, Mattos e Silva retoma a caracterização sociolingüística do português brasileiro contemporâneo proposta por Lucchesi (1994) e por ela acolhida[33] e destaca que a compreesão e explicitação da complexidade do diagnóstico feito só será possível a partir de uma abordagem diacrônica. Embora não seja objetivo da autora tratar do passado do português culto brasileiro (PBC) – que, afirma, só começará a elaborar-se tardiamente, da segunda metade do século XVIII para cá, “a partir da política geral e da política lingüística pombalinas, que definem a língua portuguesa como língua oficial da colônia brasileira e iniciam o incentivo ao seu ensino” –, julga oportuno apresentar dados do primeiro recenseamento geral do Brasil, de 1872, colhidos em Fausto (1994)[34], que revelam indícios da difusão provavelmente restrita do PCB, ao fim do período colonial e do período imperial:
Os primeiros dados gerais
sobre instrução mostram enormes carências nessa área. Em 1872, entre os
escravos, o índice de analfabetos atingia 99.9% e entre a população livre
aproximadamente 80%, subindo para mais de 86% quando consideramos as mulheres.
Mesmo descontando-se o fato de que os percentuais se referem à população total
[estimada nesse recenseamento em 4.6 milhões], sem excluir crianças nos
primeiros anos de vida, eles são bastante elevados. Apurou-se ainda que somente
16.8% da população entre seis e quinze anos freqüentavam a escola. Havia apenas
12 mil alunos matriculados em colégios secundários. Entretanto, calcula-se que
chegavam a 8.000 o número de pessoas com educação superior no país. Um abismo
separava, pois, a elite letrada da grande massa de analfabetos e gente com
educação rudimentar. (Fausto 1994:237)
Conclui, a partir dos dados acima
referidos, que a polarização em norma(s)
vernácula(s) e norma(s) culta(s) destacada por Lucchesi se enraíza no
abismo a que se refere o historiador.
A seguir, concentra-se na questão da
dinâmica do multilingüismo/ multidialetalismo no período colonial, enfocando,
sobretudo, a emergência do antecedente histórico do PPB, que designa de português geral brasileiro, mas tecendo,
previamente, considerações acerca do português
europeu e das línguas gerais
indígenas.
Ao enfocar o português europeu no Brasil colonial, Mattos e Silva vai buscar,
nos dados demográficos reunidos por Alberto Mussa (1991)[35], resposta para a questão relativa
ao contingente demográfico que teria sido o forte candidato a usá-lo ou a usar
o português mais europeizado. A questão é relevante, pois, “o português europeu
(ou o português mais europeizado) seria o modelo a perseguir na elaboração do
[PCB], que, certamente, se distanciava do português
geral brasileiro (...)”, e também porque “falantes dessas variedades de
português – o europeu e o geral brasileiro – estiveram,
certamente, em situações de contacto, portanto de interinfluências, ao longo,
pelo menos, do período colonial.”. Sobre tal questão, afirma:
(...) os europeus e
os brancos brasileiros, que se supõe terem falado o português mais próximo do
português europeu, por causa da própria história familiar e conseqüente forma
de aquisição do português, constituíram, ao longo do período colonial, uma
constante (...): à volta de 30%, só crescendo para 41% na segunda metade do
século XIX.
Ainda acerca do português europeu no
período colonial, destaca que, para além da necessidade de se ter em conta a
existência de diferenças dialetais geográficas e de diferenças dialetais
sociais entre as variantes aqui chegadas, se deve considerar ainda que “os
portugueses e sua língua chegaram ao Brasil em 1500 e continuaram a vir por
todo o período colonial”, a fim de que se possa avaliar se é pertinente a
postulação tradicional segundo a qual o português brasileiro seria mais conservador em relação ao europeu,
mantendo características do período arcaico e quinhentista[36].
O percurso histórico do conceito língua geral
no Brasil teria de ser reconstruído para que se tivesse uma aproximação mais
exata dos valores semânticos recobertos pelo significante língua geral.
O ponto de partida apontado para a
compreensão da diversificação que está embutida na expressão língua geral, é o estudo de Aryon
Rodrigues (1986)[37], em que trata não de uma, mas de
duas línguas gerais distintas – a paulista
e a amazônica[38]. A situação referida leva-a a supor
que, entre essas duas língus gerais, se pode idealizar um continuum de situações, com maior ou menor marca das línguas em
contato, o português e a(s) língua(s) indígena(s). É, contudo, com base em
trabalho do historiador John Manuel Monteiro (1995)[39] - segundo o qual, nas palavras do
referido autor, “observadores portugueses da época colonial (...) facilmente
confundia[m]-se com o português colonial, corrompido pela presença de
barbarismos africanos e indígenas” – que vai levantar uma hipótese ainda não
explorada, a de que
[aquilo] que na
documentação colonial se designa por usar
a língua geral, falar a língua geral,
saber a língua geral se refira a um
português simplificado, com interferências de línguas indígenas e também de
línguas africanas
Ou seja, mais concretamente,
deveria ter havido [dificuldade] em distinguir [as] línguas gerais [descendentes do encontro do português europeu e de línguas da família tupi-guarani] do português geral brasileiro das camadas sociais que constituíam a maioria, a base da sociedade colonial polarizada
A hipótese de
investigação proposta complexifica-se ainda mais, na medida em que não teriam
sido os índios os difusores – no geral do Brasil – do português geral brasileiro, já que, a taxa de índios integrados à
sociedade colonial descresceu drasticamente do século XVI para o século XIX:
50% no século XVI; 10% no século XVII; 8% no século XVIII; 4% na primeira
metade do século XIX e, finalmente, 2% na segunda metade do século XIX[40].
A argumentação da autora[41]
será, pois, no sentido de demonstrar que africanos e afro-descendentes foram os
principais difusores e formatadores do português
geral brasileiro, antecedente histórico do PPB. A defesa desse ponto de
vista baseia-se nos argumentos apresentados a seguir:
a.
a.
a.
a.
A massa de
africanos e de afro-brasileiros (negros e mulatos) foi extremamente
significativa na dinâmica da demografia colonial e pós-colonial brasileira: 20%
no século XVI; 60% no século XVII; 60% no século XVIII e 65% no século XIX. Não
tendo havido a possibilidade de se estabelecerem no Brasil línguas africanas,
os africanos adotaram o português do colonizador, reestruturando-o
profundamente, porque adquirido em situações de oralidade e sob o second language learning effect[42];
b.
b.
b.
b.
A presença dos
africanos e afro-descendentes foi generalizada por todo Brasil colonial, ainda
que com menos representatividade no Brasil meridional e no Brasil Amazônico. Para
além de terem estado sempre presentes nas grandes frentes de exploração
mercantil, desempenharam ainda múltiplos e pequenos, mas essenciais, papéis[43] no interior das famílias dos
colonizadores e também no espaço extra-doméstico, tanto nos núcleos urbanos em
formação, como nas áreas rurais.
A caracterização feita para o português geral brasileiro apresenta-o
como altamente diversificado e, embora afirmando a autora não ser tal
diversificação verificável empiricamente, considera provável ter havido denominadores
comuns entre as suas variedades, as quais permitiriam a intercomunicação, pelo
menos desde fins do século XVII e início do século XVIII. Destaca, então, o
período da mineração como primeiro momento da integração colonial e afirma:
“Muito provavelmente a língua de comunicação generalizada nesse momento integrador da sociedade colonial
seria o português geral brasileiro
(...).”
A parte final do texto trata da
questão lingüística dos quilombos, aspecto da história afro-brasileira
apresentado como essencial para a compreensão da difusão do PPB em perspectiva
histórica. Houve, durante o período colonial, centenas, senão milhares de
quilombos[44]. Segundo J. J. Reis e F.S. Gomes
(1996)[45] – organizadores da coletânea de
estudos Liberdade por um fio: história
dos quilombos no Brasil –, os quilombos, espaços ilegítimos da escravidão, apesar de terem de se isolar para
sobreviverem, também, por causa da sua sobrevivência, se articulavam com a
sociedade legítima. A partir de indícios extraídos desta última fonte
sócio-histórica, Mattos e Silva diz:
Embora os estudos do livro não falem
da “língua” dos quilombos como gostaríamos, poder-se-ia conjecturar (...) que,
nessas situações sociais, se encontrariam múltiplas falas correntes no Brasil:
africanas, indígenas, português africanizado, português indígena, até português
europeu, já que acoitavam fugitivos. Seriam laboratórios de formação (...) de
um português geral brasileiro,
necessário à articulação com a sociedade, sobretudo à do segmento escravo, mas
não só, externa a esses espeços ilegítimos.
As referências explícitas à questão
da língua em Palmares são transcritas pela autora e apresentadas a seguir:
não sabemos que língua se falava em Palmares. Aparentemente,
contudo, os palmarinos, como uma população de origem variada, congregando
africanosde diferentes tribos, índios e europeus, deveriam usar uma espécie de
língua comum, não necessariamente banto (Funari
1996)[46].
A língua falada pelos palmarinos, de acordo com o que li, era um
tipo de português misturado com elementos africanos, mas diferente o suficiente
para que outros brasileiros não a entendessem. Havia sempre intérpretes
acompanhando as entradas com o objetivo de interrogar os prisioneiros de
guerra. (Price 1996)[47].
Em ambos os
casos, confirma-se, pois, que não seria uma língua africana a do quilombo dos
Palmares. Então, para concluir, reforça a autora o ponto de vista defendido:
Provavelmente cada quilombo teria tido sua própria configuração lingüística, a depender dos membros componentes desses coletivos, mas muito provavelmente haveria sempre aqueles, em cada quilombo, que se articulariam com os espaços legítimos do seu entorno geográfico e social, já que havia uma articulação com os grupos sociais envolventes, importantes para a sobrevivência, pelo menos econômica, dos quilombos. Essas configurações também seriam diferentes, provavelmente, no que se refere aos quilombos da periferia dos centros pré-urbanos da época em relação aos rurais.
Os dois textos da
autoria de Tânia Maria Alkmim dedicam-se à caracterização da variedade
lingüística de negros e escravos.
No primeiro, justamente intitulado A variedade lingüística de negros e escravos:
um tópico da história do português no Brasil, após destacar a atuação pioneira de Serafim da Silva Neto (1950)
no registro de informações importantes, coletadas em fontes históricas, sobre o
tópico em questão, pergunta-se se haveria outras informações pertinentes e
responde afirmativamente a esta questão, dizendo que “a leitura de um conjunto
de obras que tratam da escravidão e do negro se mostrou fundamental com relação
à questão da documentação de fatos de linguagem.” O seu objetivo, pois, no
texto em questão, é, partindo essencialmente das informações extraídas de Serafim
da Silva Neto (1950), sistematizar um conjunto de informações extraídas de
outras fontes: Cunha (1985)[48]; jornais e periódicos do século XIX
e ainda textos literários brasileiros do século XIX, particularmente a prosa de
ficção (romances e contos) e o teatro.
Quanto aos dados extraídos de
charges de jornais e de obras literárias, observa que, “os dados relativos à
linguagem coletados em obras literárias devem, antes de mais nada, ser
avaliados enquanto elementos que integram a criação artística. Além disso, como
no caso da reprodução de linguagem em charges, a análise de tais dados é
inseparável da questão dos estereótipos”. Chama ainda a atenção para o fato de
que, apesar de as informações e as fontes apresentadas serem muito distintas,
não permitindo generalizações, apontam fatos importantes para uma pesquisa
sobre a linguagem de negros e escravos, referindo-se a quase totalidade dos
registros ao século XIX.
As informações coletadas foram
organizadas nos sete grupos seguintes:
(i)
Atitudes
(ii)
Idade de escravos
africanos
(iii)
Consideração da
influência de línguas africanas
(iv)
Uso de línguas
africanas
(v)
Situações de contato e
de interação
(vi)
Aquisição e domínio da
língua portuguesa
(vii)
Dados lingüísticos
Quanto ao último dos sete grupos referidos – Dados
lingüísticos –, os fenômenos lingüísticos observados são de forma resumida,
apresentados pela autora como vem a seguir:
-
formas de tratamento;
-
uso do próprio nome em lugar do pronome de 1a pessoa;
-
uso de forma verbal/pronominal de 3a pessoa;
-
gênero incorreto;
-
ausência da marca redundante de plural;
-
omissão de artigo;
-
concordância verbal incorreta;
-
presente do indicativo em lugar do presente do subjuntivo;
-
indefinido tudo em lugar de todos;
-
uso da forma subjetiva do pronome em função de objeto;
-
forma do pronome possessivo incorreta (mi, mê);
-
ausência do reflexivo se;
-
ausência do r final;
-
ausência do
l final;
-
l em lugar de r;
-
r em lugar de l;
-
r fraco em lugar de r forte;
-
fechamento do timbre da pretônica;
-
fechamento do timbre da vogal de monossílabos;
-
ieísmo;
-
despalatalização;
-
redução de ditongos;
-
metátese;
-
paragoge;
-
prótese;
-
epêntese de vogal em grupo consonantal;
-
aférese;
-
assimilação.
Na conclusão destaca que
o trabalho apresentado carece de aprofundamento, particularmente no
sentido de obter um volume bem maior de informações relevantes
No segundo texto, Estereótipos
lingüísticos: negros em charges do séc. XIX, a autora destaca,
inicialmente, Labov (1972)[49], para quem estereótipos são formas lingüísticas fortemente estigmatizadas, de
grande impacto social. E acrescenta:
Produto de avaliação social, os estereótipos constituem-se como marcas que representam a fala de indivíduos, de grupos ou classe de indivíduos. Nesse sentido, os estereótipos resultam da seleção de algumas formas – as mais freqüentes, as mais salientes, as mais privativas – que, simbólica ou efetivamente, funcionam como índices de pertencimento social, regional, sexual, etário, etc.
Neste trabalho, Alkmim analisa
charges escritas entre
a) formas utilizadas dos negros para
brancos: ssió (1831), meu sinhô (1864), seu moço urbano (1868), sinhô velho
(1868) e nhonhô;
b) formas utilizadas dos brancos para
negros: paizinho (1864) e
c) formas utilizadas entre negros: pai
Zuaquim (1868), mãe Zuana e pai Zuão.
Apresentam-se, a seguir, as marcas
de linguagem que chamam a atenção nas charges, as quais destacam aspectos
fonéticos e gramaticais das figuras de negros e escravos representados:
1. Marcas fonéticas
-
ausência de
r final
-
ausência de l final
-
l pós-vocálico → r
-
fechamento do timbre da pretônica
-
fechamento do timbre da vogal de monossílabos
-
aférese
-
síncope de fone
-
síncope de fone em paroxítono
-
epêntese de vogal em grupo consonantal (CVV)
-
Z → z
-
ditongação
-
l → λ
-
paragoge (CVC)
-
l → r
-
r → l
-
desnasalização
-
redução de ditongos – a) ew → e
b) oy →
o
c) ow → u
d) õwn →
o
-
λ → y
2.
2.
2. 2.
Marcas gramaticais:
-
concordância de
gêneros incorreta
-
flexão verbal de número e pessoa incorreta
-
ausência de artigo
-
quantificador “tudo” em lugar de “todo”e “todas”
-
ausência de marca redundante de número
-
ausência de concordância sujeito-verbo
-
forma do pronome após preposição
-
presente do indicativo em lugar de presente do subjuntivo
Frente a esse conjunto de dados,
pergunta-se a autora: “estamos, de fato, diante de estereótipos lingüísticos de
negros e escravos brasileiros? Ou ainda: os estereótipos observados e fixados
nas charges tinham correspondência com usos reais?”. E a sua resposta é
positiva, já que, em dados coletados em fontes literárias (prosa de ficção e
teatro) do século XIX, a quase totalidade das marcas fonéticas e gramaticais é
observada nos dois tipos de fonte, excetuando, para as marcas fonéticas,
ditongação e l → λ e, para as marcas gramaticais, forma do pronome após preposição e presente do indicativo em lugar de presente
do subjuntivo.
A questão final colocada é: tais
marcas – ou algumas delas – seriam privativas do grupo de negros e escravos?
Segundo a autora, algumas delas parecem indissociáveis da origem africana de
seus usuários; outras, com certeza, não.
Em Tentativa de explicação diacrônica de alguns
fenômenos morfossintáticos do português brasileiro, Eberhard Gärtner
(2002), a partir de estudos realizados na década de 80 sobre o português
não-padrão de Angola e Moçambique e ainda sobre a respectiva produção literária
daqueles países, afirma aceitar a tese do contato lingüístico como explicação
primordial de certos fenômenos brasileiros[50]
e propõe uma caracterização sociolingüística do PB, a partir de um diassistema
constituído por três variedades designadas de variedade rural inculta, variedade
urbana inculta e variedade
urbana culta.
A primeira parte do texto é, pois,
dedicada a discutir a formação do referido diassistema, entre cujas variedades
não supõe existirem barreiras rígidas. Segundo o autor, as línguas africanas e
as indígenas com as quais o português entrou em contato no Brasil pertencem a
grupos tipológicos que não conhecem o processo de flexão típico do português.
Dadas as condições em que foram obrigados aprender o português, os falantes
dessas línguas teriam simplificado todos aqueles elementos cuja função não lhes
fosse transparente, resultando deste processo o que é geralmente suposto ter
sido um pidgin[51], crioulo ou semi-crioulo[52], ou seja, um português extremamente
simplificado. É com base em um processo posterior de reaportuguesamento ou descrioulização,
que afirma ser decorrente da imposição do português a partir do século XVIII,
que vai explicar a formação das variedades
incultas, a rural e a urbana, as quais apresentariam traços
lingüísticos também encontrados nas variedades não-padrão do português de
Angola e Moçambique:
[o processo de reaportuguesamento ou descrioulização] terá contribuído para que o sistema
extremamente simplificado do pidgin ou semi-crioulo adotasse, nas regiões
influenciadas pela irradiação lingüística dos centros urbanos, pelo menos
alguns dos elementos e processos morfossintáticos do português normal, o que
terá resultado na formação da linguagem rural do interior, na forma dos
dialetos matuto[53] e caipira[54];
uma vez que as camadas baixas da população urbana se constituíram (e se
vêm constituindo até hoje) por elementos humanos de procedência rural, a
linguagem dessas camadas incultas, sob a influência direta do português normal
das classes dominantes, se terá ido paulatinamente transformando numa nova
variedade lingüística, no que costumamos chamar de linguagem urbana inculta, língua popular,
linguagem popular ou vulgar.
Explicado, assim, o processo de
formação das duas variedades incultas, passa à explicação do processo de
formação da variedade urbana culta,
cujo início vai situar em momento posterior:
No século XIX, depois da Independência do Brasil, com a urbanização da
sociedade, começou a formar-se a linguagem urbana culta (...), sob
a influência de dois fatores opostos: a linguagem falada nas cidades, bastante
heterogênea (...) e a norma culta européia, imposta até o nosso século, por
meio do ensino escolar. Na medida em que essa nova variedade ia tomando corpo
próprio, o que parece coincidir no tempo com a constituição da República em
fins do século XIX, ela foi aceitando determinados fenômenos do português
popular, arraigados já irremediavelmente no uso oral.
Gärtner conclui o item relativo à
explicação do processo de formação da variedade
urbana culta, observando ter sido tal processo descrito como alteração de
parâmetros[55] e apresentado, às vezes, como uma
mudança intra-sistêmica do PB[56], comparada à mudança similar no
francês medieval[57]; contudo a sua posição é a de que:
parece antes tratar-se de mudança dentro de uma determinada variedade, provocada pela entrada nela de fenômenos que tiveram a sua origem no contato lingüístico da época colonial, e que se expandiram da linguagem rural para a urbana inculta e daí para a falada culta.
Passa
a seguir à análise de fenômenos de simplificação ocorridos no português
brasileiro. O procedimento adotado em todos os casos é o de verificar se os
fenômenos sob análise se verificam: a) no suposto português extremamente
simplificado do passado, do qual só se teria conhecimento muito indireto
através da imitação da fala de negros em três peças de Gil Vicente[58] ou ainda através da imitação da
fala de índios das missões numa tragicomédia representada por padres jesuítas
em 1620[59] b) nos falares crioulos ou semi-crioulos
de Helvécia-Ba[60]; c) em manifestações do folclore
afro-brasileiro e d) no português não-padrão de Angola e Moçambique.
1. Simplificação da flexão verbal e
suas conseqüências
No âmbito da flexão verbal, o autor
destaca a queda do morfema número-pessoal, levando à generalização da 3a pessoa
do singular e à presença obrigatória do pronome sujeito[61]. A partir de Marques (1985)[62], a explicação proposta para a queda
do morfema é a ausência da flexão verbal nas línguas bantas, que exprimem estas
categorias mediante prefixos concordantes do sujeito:
Os falantes de línguas bantas terão identificado os pronomes retos do português com os sujeitos pessoais das suas línguas, e, descobrindo no português processo de concordância prefixal, terão passado a expressar o sujeito só pelo pronome, tornando-o assim obrigatório e negligenciando os morfemas verbais.
Propões Gärtner que o sistema
primitivo “terá ido sendo gradativamente alterado posteriormente, sob a
influência crescente do português normal, morfologicamente intato, dos
imigrantes portugueses a partir do século XVIII” e identifica na reconstituição
do morfema verbal na primeira pessoa do singular, com o que se obtém o sistema
morfológico característico da linguagem rural, o primeiro passo do gradativo processo
de alteração. A reconstituição do sistema terá tido como conseqüência a
redundância da expressão do sujeito, que também ocorre com as formas
semicorretas das primeira e terceira pessoas do plural. Finalmente, na
sociedade urbana, “a confluência do sistema rural com o do PE terá levado à
constituição do sistema redundante, com o emprego obrigatório do pronome
sujeito e do morfema verbal de pessoa e número em todas as pessoas do verbo
(ainda) usadas no PB”.
2. Simplificação da
flexão nominal e suas conseqüências
2.1 Flexão de gênero
No âmbito da flexão nominal, a
primeira situação referida é a confusão do gênero dos substantivos (e até dos
pronomes pessoais), observada, às vezes, na alteração da forma do próprio
substantivo (ou pronome)[63], porém, na maioria das vezes, na
atribuição do morfema inadequado de concordância aos artigos e adjetivos
adnominais ou predicativos[64]. Observa-se ainda que a alteração
se pode fazer em qualquer um dos dois sentidos: do masculino para o feminino e
vice-versa. Também aqui a explicação proposta para o fenômeno estaria na
diferença tipológica das línguas em contato, ou seja, o fato de as línguas
bantas não conhecerem a subclassificação dos substantivos segundo o gênero.
2.2. Flexão de
número
O segundo fenômeno enfocado é a
queda da concordância de número, ou seja, a redução da sua expressão muitas
vezes ao primeiro elemento do sintagma nominal[65]. Segundo Gärtner, não seria este um
processo fonológico generalizado, uma vez que o /s/ se mantém, por exemplo, no
primeiro elemento do SN, mas, antes, um processo morfológico, que, mais uma
vez, explica, a partir Marques (1985), pelo contato de línguas:
Nas línguas bantas, cujos substantivos se subclassificam em classes semânticas, caracterizadas por um prefixo característico com formas para o singular e o plural, respectivamente, o número é designado pelos prefixos variáveis dos substantivos e pelos prefixos concordantes dos adjetivos. A concentração no prefixos, elementos iniciais, terá levado os aloglotas africanos a negligenciar, mais uma vez, os morfemas gramaticais dos nomes portugueses, por se encontrarem no fim da palavra.
2.3.
Determinação: o artigo
O terceiro fenômeno tratado é a
omissão, embora não sistemática, do artigo[66]. A este respeito, afirma:
Como as línguas africanas também não conhecem a categoria de determinação, expressa pelos artigos, parece natural atribuirmos sua omissão igualmente à simplificação introduzida no português pelo aloglota.
2.4. Função sintática: preposições
2.4.1. Omissão
Segundo o autor, por serem as
preposições um recurso específico das línguas flexionais, não causa espécie
encontrar-se, na imitação da linguagem de negros e índios, exemplos da omissão
de preposições em complementos adverbiais de direção e em construções
perifrásticas. Nota ainda que, apesar de, em construções perifrásticas a
omissão da preposição também se encontrar no PE, o fenômeno teve maior
desenvolvimento no português extra-europeu, tendo sido atestado nas linguagens
rural e urbana inculta brasileiras, mas, sobretudo, no português africano, onde
não se limitou às construções perifrásticas com a preposição a, estendendo-se a outras preposições e
afetando mesmo o objeto preposicional, as locuções preposicionais e adverbiais
e até construções de infinitivo regidas por verbos.
2.4.2. Extensão funcional da
preposição em
O comportamento divergente das
preposições foi atestado não apenas no que toca aos casos de omissão
anteriormente comentados, mas também quanto ao fenômeno da extensão funcional
da preposição em. No PE, em
complementos adverbiais, em designa
normalmente o ‘lugar onde’, tendo
passado, no entanto, no português extra-europeu a designar também o ‘lugar aonde[67]. Apoiando-se mais uma vez em
Marques (1985), Gärtner afirma:
vemos a causa da confusão entre ‘lugar onde’ e ‘lugar aonde’, mais uma vez, na falta da respectiva distinção nas línguas bantas. Segundo a referida autora angolana, ‘para casa’ e ‘em casa’ dão indistintamente ‘ku nzo’ em kikoongo, ‘konjo’ em umbundo e ‘ku bata’ em kimbundo
E ainda:
À mesma causa será devido o emprego da preposição em para designar proximidade (...), função reservada em PE à preposição a. A tese da origem no contato de línguas é apoiada adicionalmente pela grande extensão que o emprego da preposição em em vez da preposição a tem tido no português africano e que ultrapassa de muito as possibilidades do português arcaico. Usa-se em adjuntos modais (...), em objetos preposicionais (...), no objeto direto pleonástico (...), mas sobretudo, e nomeadamente no português angolano, no objeto indireto dativo (...)
3. Simplificação
da flexão pronominal e suas conseqüências
Nas variedades incultas do PB, nos
subsistemas dos pronomes pessoais, constata o autor a neutralização da oposição
entre o caso reto e o oblíquo, e, na terceira pessoa, também entre o dativo e o
acusativo etimológicos. A este respeito afirma que
Embora as línguas bantas conheçam o processo de pronominalização anafórica, utilizando o umbundo e o kimbundo até formas diferentes para o caso reto e o oblíquo, ao passo que o kikoongo usa as mesmas formas para os dois casos, o sistema pronominal do português terá sido pouco transparente para o aloglota. Assim, optou por duas estratégias: (1) evitar seu emprego quando o sentido estivesse claro pela situação ou (2) empregar as formas tônicas mais facilmente segmentáveis na cadeia falada portuguesa, mas sem distinguir os casos reto e oblíquo e dando aos pronomes o mesmo tratamento sintático que aos substantivos.
3.1. Omissão do
pronome pessoal objeto
A omissão do pronome (=objeto nulo)
acontece sobretudo, embora não exclusivamente, no caso do objeto direto[68].
3.2. Pronomes
sujeito em função de objeto
A linguagem rural brasileira
apresenta solução radical quanto à oposição de casos, empregando as formas
retas na função de objeto direto e mesmo depois de preposição, com exceção,
talvez, do objeto indireto dativo, onde se atesta sistematicamente a forma mim. Gärtner considera que o fato de a
substituição das formas oblíquas pelas retas ter afetado todas as pessoas torna
pouco plausível a hipótese da sobrevivência de uso arcaico[69], explicando o fenômeno a partir do
contato do português com línguas que não conhecem um sistema pronominal com
distinção de pessoa, número, caso e gênero[70]. Supõe ter tido o processo do
reaportuguesamento, a partir do século XVIII, o papel de fortaler o emprego das
formas átonas, mas a reconstituição deu-se apenas parcialmente, já que ainda se
encontram formas retas em função de objeto direto na linguagem urbana inculta.
Destaca ainda, a ocorrência da forma reta da terceira pessoa (ele, ela)
em registros informais da linguagem falada culta[71]. Para o autor,
A maior aceitabilidade deste pronome em função de objeto direto se explicará pelo fato de ele, como os substantivos e o pronome-substantivo você, não ter formas distintas para os casos reto e oblíquo (...). Temos, portanto, que o resultado de uma simplificação efetuada em situação de contato lingüístico passou tal e qual para a linguagem urbana inculta, arraigando-se de tal maneira que o emprego das formas átonas do PE é hoje sentido como pouco brasileiro. A substituição das formas oblíquas átonas pelas tônicas retas de primeira e segunda pessoa parece ser mais acitável depois de verbos causativos (deixar, fazer, mandar) e sensitivos (ver, ouvir, sentir) seguidos de infinitivo (...). Isto se deverá a uma reinterpretação da função sintática do pronome.
Em Português padrão, português
não-padrão e a hipótese do contato lingüístico, Heliana Ribeiro de
Mello (2002) destaca inicialmente que “um dos primeiros fatores a se levar em
consideração ao analisar a ecologia lingüística caracterizadora do Brasil
colonial é o multilingüismo.” Assim, a questão fundamental a se discutir é como
se teria desenvolvido, a partir de tal contexto lingüístico, o que hoje se
chama de português brasileiro. Apoiando-se em Thomason and Kaufman (1998)[72], propõe hipótese para o
desenvolvimento do português brasileiro, levando em conta a interação de
fatores sócio-históricos e suas implicações no âmbito da mudança lingüística.
Mello distingue,
no português brasileiro, duas variedades:
-
a não-padrão (PNP):
dialetos falados pela massa populacional que pouco ou nenhum acesso teve à
educação escolar, ou por pessoas que dominam variedades dialetais padrão, mas
se expressam em PNP em contextos relaxados, íntimos, familiares;
-
a padrão (PP):
modalidade predominantemente utilizada nos contextos de interação formal por
uma parcela da população que teve acesso à educação formal.
Chama a atenção para o fato de que
não haveria um corte abrupto entre PNP e PP e, sim, gradações de marcas lingüísticas.
Contudo, dentres outras, seriam cacterísticas apenas de variedades do PNP as
seguintes:
a) redução do paradigma de concordância
verbal;
b) marcação de concordância de número
no primeiro elemento do SN;
c) predominância de construções
analíticas (por exemplo a quasi-passiva em lugar de passivas sintéticas);
d) relativas cortadoras e com
estratégias de uso do pronome lembrete.
Para a autora, dois quadros, não
mutuamente excludentes, se colocam no estudo da formação do PNP:
1. mudanças lingüísticas
intra-sistêmica e deriva (fatores internos) – “tendências internas presentes em
dialetos portugueses, incluindo-se aí variedades arcaicas, além de inovações,
simplificações e mudanças que ocorrem espontaneamente em todas as línguas ao
longo do processo de transmissão pelos seus falantes”;
2. inovações induzidas pelo contato
lingüístico (fatores intersistêmicos) – “possíveis efeitos acarretados por
situações de contato lingüístico, ou seja, empréstimos, transmissão incompleta
e crioulização.”
Apesar de reconhecer ser a deriva, dentre os
processos de mudança, o mais bem estudado, afirma que “muitas dúvidas quanto
aos mecanismos que levam à sua aplicação permanecem”. Enfocando a vertente de
estudos comparativos entre PNP e Português Arcaico (PA), observa que se tem
sugerido que muitos dos traços diferenciadores do PNP seriam resultado de
tendências evolutivas não apenas do PA, mas do próprio latim. Da comparação
entre o PNP e o PA, vai destacar:
Para o nível fônico:
Pontos de divergências:
a) “parecem diferir quanto ao número de
consoantes e na qualidade de algumas vogais”;
b)
“[no PNP, ocorre]
simplificação da estrutura silábica, especialmente no que diz respeito à quebra
de grupos consonantais pela inserção de vogais e apagamento de consoantes”;
c)
“não encontrei
evidências, nos dados consultados, que confirmassem a afirmação de Naro e
Scherre (1993) sobre a possível origem fonológica no PA para o apagamento de –s
de sílaba final (...)”.
Pontos de aproximação:
d) “um dos processos fonológicos que
aparentemente já estavam em andamento no PA e que se manifesta no PNP é a
desnalazação das vogais átonas em sílabas finais”
Para o nível da morfossintaxe:
Pontos de aproximação:
a) uso do verbo ter em sentido existencial;
b) uso da preposição em com sentido locativo e direcional;
c) uso da preposição para em lugar de a;
d) uso de orações ativas com sujeito
indeterminado substituindo construções passivas;
e) no paradigma verbal, uso do
pretérito imperfeito pelo futuro do pretérito e uso do presente pelo futuro do
indicativo;
São ainda apresentados no nível da
morfossintaxe outros fenômenos possivelmente resultantes da deriva, mas que
aparecem esporadicamente nos dados consultados:
f) uso de pronomes nominativos em
função de objetos;
g) construções relativas com pronome
lembrete.
Observando que, aparentemente, nos dois últimos casos, as ocorrências se davam em contextos enfáticos, vai propor, como explicação possível, que os portugueses utilizassem construções enfáticas ao se comunicarem com falantes de outras línguas numa tentativa de facilitar a comunicação e que, com tempo, o tom enfático se tivesse perdido e essas construções entrado no uso corrente da língua.
- a de transmissão
normal, que “preserva a língua geneticamente, mesmo que haja mudanças
resultantes de contato”;
- a de transmissão
imperfeita, que “resulta na formação de línguas novas, mistas, como é o caso
das línguas crioulas”.
Segundo Mello, Thomason e Kaufman
(1998) concluíram que é a sócio-história
dos falantes de uma língua, e não a estrutura da língua, que determina o
resultado do contato linguístico. Embora concordando quanto à importância
dos aspectos sócio-históricos, diz que alguns fatores puramente lingüísticos –
os de natureza tipológica, implicaturas universais ou regras de naturalidade –
têm grande relevância na interpolação da gramática de uma dada língua a outra e
não podem ser excluídos da análise.
Na parte final do seu texto, Mello
dedica-se a apresentar a sua hipótese para o desenvolvimento do PNP. Segundo a autora,
a maioria dos primeiros colonizadores falava dialetos vernáculos e apenas uma
pequena parcela, modalidades dialetais mais prestigiadas. Os primeiros
nivelaram seus falares para uma modalidade lingüística que eliminou formas
marcadas, dando início ao processo de distanciamento entre o português falado
no Brasil e o português de Portugal. Em áreas rurais, supõe, os portugueses
devem ter aprendido alguma forma de pidgin
para comunicação com escravos africanos e, em áreas de ameríndios, devem ter
usado algum dialeto de contato, como a língua geral. Quanto aos escravos
africanos, falariam as suas línguas de origem, dentre elas, inclusive o crioulo
satotomense, já que “uma porcentagem dos escravos vindos para o Brasil se
originou em São Tomé” e devem ter usado alguma forma de pidgin português –
aprendido nos entrepostos escravagistas africanos ou nas fazendas e zonas
mineiras – para se comunicarem entre si e também com os falantes de português.
Escravos de segunda geração falariam as línguas nativas de seus pais e o
pidgin, já as crianças escravas, criadas com as brancas, falariam o português,
com marcas de reestruturação. Escravos domésticos falariam um português menos
pidginizado. Com o tempo, escravos nascidos no Brasil falariam variedades
nativizadas do português com traços de línguas de substrato e erros de
aquisição de segunda língua. a população rural branca, em muitos casos, teria a
fala escrava como modelo de sua aquisição nativa.
Propõe que, ao final do século XVII,
já deveria ter-se formado um contínuo de variedades da língua portuguesa no
Brasil – PNP –, em cujo extremo mais reestruturado figuraria a fala dos
escravos nascidos na África; em cujo centro fugurariam as variedades faladas
por escravos de zonas rurais nascidos no Brasil e, finalmente, em cuja
extremidade menos reestruturada, figurariam as variedades faladas pelos
escravos domésticos e pela população branca de baixa renda. Propõe ainda que a
difusão de traços gramaticais no PNP seja, em parte, explicada por meio de um
nivelamento dialetal secundário, desencadeado em sua maioria por movimentos
migratórios[73]. Destaca, finalmente, que o grupo
populacional que mais cresceu foi o mestiço e que “um dos elementos de coesão
na identidade desse grupo teria sido a língua por ele falada, (...) uma variedade
do PNP.”
A autora
sintetiza a sua proposta como vem a seguir:
foram
propostas a interação e a confluência de três grupos de fatores para a
emergência dos chamados traço distintivos do PNP, quais sejam, fatores
intra-sistêmicos (mudanças internas do português, deriva, evolução
lingüística), nivelamento dialetal e faores inter-sistêmicos (aquisição
imperfeita de segunda língua, transferência de traços de língua de substrato,
reestruturação gramatical).
Em Quais as faces do português
culto brasileiro?,
Ilza Ribeiro (2002) contribui com o debate, enfocando duas questões: a) a
questão a história da escolarização no Brasil, sobretudo a do ensino superior,
cujo conhecimento é necessário para se rastrear a formação do português culto
brasileiro e b) a questão da caracterização das propriedades lingüísticas que
diferenciariam o PB culto do PB popular; relativamente à última questão,
pergunta-se “se é possível caracterizar sintaticamente a pluralidade e a
polaridade do PB culto, em oposição ao PB popular.”
No seu passeio pela história da
escolarização no Brasil, Ribeiro vai partir de uma fotografia que retrataria
não só a situação do presente, mas também do nosso passado, próximo e
longínquo:
em 1991[74], de um total de 34.734.715 chefes de família, menos de 6% tinham formação universitária completa, sendo que aproximadamente 30% tinham entre zero e um ano de escolarização; o maior índice de escolarização, aproximadamente 30%, diz respeito a uma média entre quatro e sete anos de estudo. Sendo de menos de 6% a porcentagem de chefes de família candidatos ao domínio da norma culta, essa porcentagem tão irrisória de algum modo se dilui na massa de brasileiros não-falantes da norma culta.
Quanto ao Brasil Colônia, vai
destacar, a partir de Rossato (1998)[75], que a realização dos cursos de
Filosofia e Teologia “tem levado historiadores a julgar que os colégios dos
jesuítas em quase nada se diferenciavam das instituições de ensino superior das
colônias hispânicas”. Assim, em 1638, com o curso de Filosofia no Colégio do
Rio de Janeiro, teria tido início o ensino superior no Brasil. Em meados do
século XVIII, os jesuítas são expulsos do Brasil, resultando daí a destruição
do sistema de ensino colonial, pois inicialmente nada foi organizado para
substituí-lo. Apesar dos cursos superiores que, paulatinamente, foram surgindo,
Ribeiro conclui, com base em Fávero[76], ter havido, ao longo do período
que vai da Colônia à República, grande resistência à idéia de criação de
instituições universitárias. Relativamente à questão de saber quantos, no
período colonial e imperial, freqüentaram cursos superiores, sendo, assim, os
prováveis falantes de um português culto brasileiro, vai observar que, “com 30%
de portugueses e descendentes na composição demográfica da sociedade brasileira
de então[77], só uma parcela deles deveria
participar desses cursos, [já que] muitos dos portugueses que para cá vieram
eram adultos, analfabetos ou semi-alfabetizados e pobres”. De acordo com
Ribeiro (1978:20)[78], ao longo de todo o período
colonial, aproximadamente apenas 2.800 bacharéis e médicos se formaram em
Coimbra; ainda segundo o mesmo autor, por ocasião da Independência, seriam em
torno de 2.000 os brasileiros com formação superior, número que, segundo Fausto
(1997), se eleva um pouco em 1872, quando se calcula que 8.000 pessoas teriam
educação superior no país. Adverte ainda a autora para o fato de que “essas
prováveis 8 mil pessoas com curso superior correspondiam a uma pequeníssima
parcela da população, desde que eram analfabetos 99.9% dos escravos e
aproximadamente 80% da população livre.”
Com a criação do Ministério da
Instrução Pública, Correios e Telégrafos, a República (1889), mais
sensivelmente, vai instaurar a preocupação com a erradicação do analfabetismo,
com a expansão da educação escolarizada. Todavia, só a partir da década de 20
surgem as universidades, sendo a Universidade do Rio de Janeiro, de 1920,
considerada a primeira[79] e cabendo ao período getulista
(1930-1945) a organização teórica e prática da universidade brasileira: cria-se
o Ministério de Educação e Saúde Pública, fundam-se 95 novas instituições de
ensino superior e elabora-se o primeiro estatuto da universidade brasileira.
Mais uma vez, relativamente à questão de saber sobre a progressão do número dos
que freqüentaram cursos superiores, os dados abaixo extraídos de Rossato são
elucidativos:
a. De 1950 para 1960, passa-se de 44
mil para 96 mil matrículas no ensino superior, o que, contudo, era era pouco
expressivo para o volume da população do país, que ultrapassava os 70 milhões
na entrada da década de 1960. Em 1960, portanto, menos de 2% da população
freqüentavam cursos universitários;
b. De 1960 para 1970, passa-se de
96.691 para 425.478 matrículas no ensino superior;
c. De 1970 para 1980, passa-se de 425.478
para 1.377.286 matrículas no ensino superior ;
d. De
O crescimento do número de
matriculados no ensino superior, apesar de não significativo na última década,
e também do número de instituições superiores não teria alterado
significativamente o quadro geral do ensino escolarizado no país, já que, a
partir de Cunha (1978)[80], diz a autora:
do número total de crianças com 7 anos de idade, zonas urbana e rural,
só 30.9% freqüentavam a 1a série em 1964 e so 34.4%, em 1970. (...)
em 1960, de 1.000 alunos matriculados na 1a série, só 63 chegaram à
3a série colegial; desses só 48 alcançaram a 1a série
superior (...). Para 1971, do número total de ingressos na 1a série
(5.657.999 matrículas), apenas 40.1% chegaram à 2a série,
apresentando-se índices de 28.3% de reprovação e de 13.1% de evasão. Quando é observado
o número de matrículas na 2a série, para 1972, constata-se uma
evasão de 35.7% durante as férias.
Cunha analisa ainda, para
A comparação entre os percentuais de pessoas com 6 anos de
escolarização (2.5%), com 7 anos (2.0%), com 8 anos (1.7%) e com
Finalmente, para o período que vai
de
-
analfabetismo (pop. +
15 anos): 1991 – 20.1%; 1994 – 17.2%
-
escolaridade (crianças
7-14): 1991 – 91.6%; 1994 – 92%
-
repetência (1o
grau): 1991, sem dados; 1994 – 33%
-
evasão (1o
grau): 1991, sem dados; 1994 – 5.6%
A conclusão da
autora é a de que
neste Brasil semiletrado, a aprendizagem da norma culta deve ser como aprender uma língua estrangeira (...), pois muitos da pequena parcela que atinge o nível superior devem ser oriundos de ambientes lingüísticos diversificados, com muito pouco ou nada da norma culta a lhes ser apresentado, de modo natural, como modelo durante o processo de aquisição da língua materna.
Passando à segunda questão, a da
caracterização das propriedades lingüísticas que diferenciariam o PB culto do
PB popular, a opinião de Ribeiro é que este não seria um problema de fácil
solução. Considerando inicialmente características fônicas, a autora vai
afirmar a necessidade de se considerar a pluralidade das normas, já que,
conforme os exemplos a seguir o demonstram, não seria possível caracterizar
uniformemente a fala da população não escolarizada ou semi-escolarizada[81]: a) redução de ditongo [ne‘gosu];
b) elisão de consoante final [‘õnibu]; c) metátese [frevenu]; d) confusão das
líquidas [‘gawfu] e e) simplificação de encontros consonantais [‘otu].
No que tange a fatos
morfossintáticos, julga difícil definir características próprias às normas
populares, em oposição às cultas, exceto no que diz respeito ao fenômeno da
concordância, nominal e verbal. Adverte ainda para o fato de que “nem todos os
casos de não realização da concordância verbal e nominal podem servir de
indicadores de norma culta X popular”, como se pode notar a partir dos exemplos
abaixo: a) Segue as blusas; b) Vende-se casas e c) Pega essas cadeira aí e
coloca tudo ali, naquele lugar.
Finalmente, lista algumas
propriedades que não permitiriam distinguir normas cultas de normas vernáculas:
1. Propriedades pertinentes à
realização do sujeito oracional:
a) “A maior realização do sujeito
pronominal, em construções como “Eu vou ao cinema”, é um fenômeno geral
na fala dos brasileiros (...);
b) “Também é de uso geral o sujeito a
gente (...)
c) A substituição da forma do pronome
sujeito de 2a pessoa singular tu por você e do do
pronome sujeito de 2a pessoa do plural vós por vocês;
d) “O uso do pronome oblíquo como
sujeito de infinitivo (Isto é para mim fazer);
e) “Vários tipos de construções em que
um sujeito paciente se realiza em uma estrutura verbal ativa “O texto está
xerocando”
2. Realizações e
colocações dos complementos pronominais:
a) “uso de pronome em início de
sentença (...)
b) “uso de pronome tônico como objeto
c) “ausência do pronome se reflexivo (Maria
casou ontem); ausência do se em passivas (Assoalho de madeira não encera –
Galves 1993)
d) “uso de lhe como acusativo (Eu lhe
abraço)
3. Orações
relativas – são características do PB também identificadas na fala culta:
a) “uso de relativa cortadora (Vi o
artista que te falei ontem)
b) “uso de relativa lembrete (Conheço
uma moça que ela só gosta de música sertaneja)
c) “ausência de cujo (A casa que as
janelas (dela) estão sujas)
Na conclusão
destaca:
penso que a definição da norma culta
em termos de escolarização superior não permite delinear sintaticamente os dois
pólos – culto e popular – identificados pelos pesquisadores dos fenômenos da
variação. Com exceção de alguns traços mais estigmatizadores da concordância
verbal e nominal, parece-me que a sintaxe dos falantes com e sem curso superior
não apresenta propriedades tão diferenciadoras como os fatos fonológicos levam
a supor.
3. Projetos e investigações regionais
Apresentam-se, neste
item, as sínteses dos projetos e investigações sobre a história social
lingüística do Brasil e/ou sobre a história social do português brasileiro em
regiões específicas do país. Nos quatro Seminários realizados, São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais e a Região Sul foram as regiões que se destacaram por
apresentar trabalhos específicos. Os trabalhos apresentados e já publicados
foram:
CASTILHO, Ataliba T. de. (1998).
Projeto de História do Português de São Paulo.
CASTILHO, Ataliba Teixeira de.
(2001). Para um programa de pesquisa sobre a história social do português de
São Paulo.
GROPPI, Mirta. (2001). Problemas e
perspectivas para um estudo da situação lingüística de São Paulo no século
XVIII.
OLIVEIRA, Marilza de; KEWITZ, Verena. (2002). A representação do caipira
na imprensa paulista do século XIX.
CALLOU, Dinah. (2002). Da história
social à história lingüística: o Rio de Janeiro no século XIX.
CALLOU, Dinah; AVELAR, Juanito.
(2002). Subsídios para uma história do falar carioca: mobilidade social no Rio
de Janeiro do século XIX.
VITRAL, Lorenzo. (2001). Língua
geral versus língua portuguesa: a
influência do “processo civilizatório”.
VENÂNCIO, Renato Pinto. (2001).
Migração e alfabetização em Mariana colonial.
RAMOS, Jânia Martins; VENÂNCIO,
Renato Pinto. (2002). Topônimos mineiros: uma fonte para a história social da
língua portuguesa.
OLIVEIRA, Gilvan Müller. (2001).
Matrizes da língua portuguesa no Brasil Meridional (1680-1830).
AGUILERA, Vanderci de Andrade.
(2002). Para uma história do português paranaense: nas veredas do Atlas
Linguístico do Paraná.
Ataliba de Castilho inicia texto de
1998 caracterizando o que designou de ‘nova’ lingüística histórica, que,
segundo ele, se peculiariza por uma forte atuação interdisciplinar, maiormente
com a sociolinguística e a psicolínguística, e pela escolha da sintaxe como
área preferida de atuação. A seguir, debruça-se sobre as pesquisas na área da
lingüística histórica do português no que chamou de România Velha e România
Nova. Quanto à România Velha, buscou-se, de maneira geral, identificar as
contribuições fonéticas e léxicas dos povos pré-romanos e dos povos
pós-romanos; reconstruir o latim vulgar e rastrear a variedade hispânica do
latim vulgar que dera surgimento ao galego-português. No que toca à România
Nova, as pesquisas focalizam as mudanças do português, do espanhol e do francês
da América.
Passa o autor a enumerar as fases do
Projeto de História do Português de São
Paulo, que objetiva: (I) constituição de um corpus para a diacronia do português de São Paulo; (II) rastrear a
história social do português brasileiro e das particularidades do português de
São Paulo e (III) flagrar as mudanças lingüísticas do português de São Paulo.
Para a constituição do corpus, de acordo com Castilho, as
melhores fontes escritas para a pesquisa histórica são as que mais se aproximam
da linguagem corrente. Ressalta ainda a preocupação filológica com a formação
dos pesquisadores. A pesquisa propriamente dita se iniciará com a fase de
recolha e a conseqüente informatização dos fundos documentais; os materiais
identificados serão digitados de acordo com critérios técnicos em discussão na
Associação Brasileira de Lingüística. No caso de São Paulo, o projeto
considerará eventuais contrapontos linguísticos relacionados com aspectos
sócio-históricos, tais como o povoamento da cidade, os ciclos econômicos a que
estava sujeita, os movimentos migratórios, entre outros tópicos. Além disso, as
seguintes questões entrarão em pauta de discussão: variedade(s) do português
trazida(s) ao Brasil; contatos lingüísticos do português de Portugal no Brasil;
necessidade de se pesquisar o português quinhentista, a fim de se dar conta
sobre o português transplantado para o Brasil. Para o desenvolvimento do
Projeto referido, será necessário levar em conta o debate teórico atual sobre a
mudança lingüística. Por fim, informa o autor que as pesquisas sobre o
português do Brasil na sua variedade paulistana começarão pela sintaxe,
orientadas pelas descrições fornecidas pelo Projeto NURC e pelo Projeto
Gramática do Português Falado, portanto partirão do presente para o passado.
Em texto de 2001, Ataliba de
Castilho retoma o Projeto de História do
Português de São Paulo. Neste trabalho, expõe o seu ponto de vista sobre o
que é a história social de uma língua e apresenta, em seguida, um plano de
pesquisa sobre a História Social do Português de São Paulo centrado em dois
momentos, que considera relevantes: (1) implantação e expansão do “português
europeu em São Paulo”, entre os sécs. XVI e XVIII, e (2) caracterização da
variedade paulista do português brasileiro, durante os séculos XIX e XX,
dando-se ênfase ao português da capital.
Segundo o autor, a identificação dos
dois momentos históricos mencionados assenta em peculiaridades do Português
Europeu desses séculos e em duas tendências observadas na formação da sociedade
paulista: uma tendência centrífuga e uma tendência centrípeta. Quanto aos fatos
demográficos, a tendência centrífuga predominou dos primórdios do povoamento
até 1765. Eis os aspectos sociais que caracterizam essa fase: movimentos das
bandeiras e das viagens dos tropeiros; escassez da população; predomínio da
língua geral paulista; período de colonização do planalto e, portanto, de
estagnação e de despovoamento da cidade de São Paulo. Por outro lado, a
tendência centrípeta caracterizou a capital paulista a partir da segunda metade
do século XIX. O cultivo do café e integração de São Paulo na economia de
mercado; milhares de imigrantes externos e internos; aumento drástico da
população; predomínio da língua portuguesa, que sofre a influência do italiano
e, posteriormente, do falar caipira interiorano e dos falares nordestinos são
fatos que caracterizam o momento referido.
O autor procura
identificar os processos constitutivos da língua falada e apresenta uma teoria
modular da língua: um módulo de partida, o Léxico, e dois módulos de chegada, a
Gramática e a Semântica. Alojado no centro da capacidade lingüística, um
programa discursivo-computacional, de natureza pré-verbal, faria a mediação
entre esses módulos. É através desse programa que se estabelecem as identidades
constitutivas do discurso, vale dizer, a subjetividade (=locutor) e a
alteridade (=interlocutor). Continuamente alimentado pela análise da situação
de fala que envolve o locutor e o interlocutor, o programa
discursivo-computacional conduz à tomada de decisões sobre como administrar o
Léxico, que palavras escolher, e que propriedades semântico-gramaticais nele
ativar, reativar ou mesmo desativar. Disso surge a hipótese de que o mencionado
programa discursivo-computacional deve desempenhar um papel igualmente
importante na mudança gramatical. Hipotetiza o autor que, numa situação de
estabilidade social, diminuem as variantes gramaticais da mesma língua. A
heterogeneidade lingüística, cuja natureza constitutiva não nega, atenua-se
nessa situação, as gramáticas em confronto não são muito distanciadas. Sem a
necessidade de buscar adaptações, diminui o ritmo da mudança. Por outro lado,
numa situação de grande mobilidade social, aloglotas disputam o mesmo espaço,
cresce o número de variantes gramaticais, locutor e interlocutor vivem uma
situação de “afastamento lingüístico”, e todo um processo de ajuste se
desencadeia, visando a sustentar a cooperação conversacional. Como decorrência
disso, acelera-se a mudança lingüística. Se esta hipótese for verdadeira, é um
mecanismo discursivo de avaliação das identidades lingüísticas envolvidas no
ato de fala que freia ou dispara a mudança, via excitação da busca de ajuste
entre o eu e o outro. O momento decisivo da mudança gramatical se localizaria,
portanto, na interação conversacional, e nas avaliações continuadas a que os
locutores sujeitam as múltiplas imagens geradas nesse espaço. Como se vê, esta
é uma abordagem funcionalista da mudança.
Castilho discute ainda a importância
dos contatos, tanto intra como interlingüísticos, como gatilhos discursivos da
mudança lingüística. Situações de contacto
interlingüístico caracterizam o ponto máximo do afastamento discursivo,
impeditivo da natural tendência que têm os humanos de interagir através da
linguagem articulada. Em São Paulo, o invasor português adotou por três séculos
a língua do outro, dando lugar à “Língua Geral Paulista”. A partir do final do
século XVIII, a língua do invasor se torna vitoriosa, desaparecendo
progressivamente a língua indígena, e também o “dialeto das senzalas”, se é que
ele existiu em São Paulo. Novos aloglotas afluem no século XIX. As situações de
contato intralingüístico, por sua
vez, caracterizam o ponto máximo da proximidade discursiva, não impeditiva da
interação. Em relação a São Paulo, a constituição da metrópole pôs em contato,
inicialmente, falantes paulistas da zona rural com falantes paulistas da zona
urbana. Depois, falantes do português nordestino e do português do sudeste
convivem com os falantes do português paulista. Lembra-se ainda o contacto
entre falantes cultos e falantes analfabetos de uma mesma variedade geográfica.
Além disso, portugueses continuam a chegar.
Debruça-se ainda o autor sobre a
implantação e expansão do português europeu em São Paulo. Segundo ele, marcavam
a São Paulo colonial: a) “A característica mais acentuada de São Paulo Colonial
é o desenvolvimento de atividades voltadas para o comércio interno, enquanto no
Nordeste a produção era orientada para o exterior.” b) “Um novo modelo de
povoamento gerado em São Paulo [e motivado por razões geográficas] separa essa
cidade das demais comunidades brasileiras fundadas no século XVI. Com efeito,
pela primeira vez ocorre um povoamento no interior do país, e não na região
costeira, prática comum aos colonizadores portugueses (...)”. No século XVI,
com a fundação da Vila de São Vicente, em 1532, tem início todo um período de
adptação do imigrante português às novas terras. É pequeno o número de
portugueses e grande o número de índios, surgindo o mestiço, o mameluco. As
escolas existentes pertenciam aos jesuítas e são criadas essencialmente para
evangelizar os índios. A língua do cotidiano é o Tupinambá, ou Tupi Antigo. No
século XVII, começa a expansão das fronteiras. Durante a primeira metade desse
século, a invasão do Nordeste por estrangeiros desarticula o tráfico de negros
para o Brasil, aumentando a procura de escravos índios. Assim, os paulistas,
que já escravizavam os índios, passaram a atacar as missões jesuíticas para
aprisionar índios e depois vendê-los no mercado interno. Surgem as bandeiras de aprisionamento. Essas
bandeiras começam a ampliar as fronteiras do Brasil. A população branca
continua minoritária, registrando-se grande quantidade de escravos índios e
mamelucos. Produz-se uma época de grande esvaziamento da cidade, motivada pelas
bandeiras. Na segunda metade do século, terminam as invasões estrangeiras no
Nordeste e se restabelece o tráfico de negros para o Brasil. As bandeiras
deixam de perseguir índios, transformando-se em bandeiras de contrato, com a finalidade de capturar negros
fugitivos. Prossegue a tendência ao despovoamento de São Paulo. O século XVIII
caracteriza-se pelo desenvolvimento de um mercado interno e a fundação de
aglomerados que mais tarde se tornarão cidades. Na primeira metade desse
século, tem início um novo ciclo de bandeirismo, as bandeiras de monções,
“frotas fluviais voltadas para o abastecimento da região aurífera de Mato
Grosso e no comércio do gado muar do Rio Grande até a Região das Minas Gerais”
(Bellloto 1979:33). O ponto máximo da expansão territorial ocorre em 1709, com
a criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. A partir daí sucessivos
desmembramentos reduzem consideravelmente o território.
Groppi (2002), como anuncia no
título de seu texto, discutirá problemas e perspectivas para um estudo da
situação lingüística de São Paulo no século XVIII. Segundo ela, para se poder
ter uma idéia aproximada dos dados que atuaram, numa comunidade, como input para a formação das gramáticas dos
falantes em situação de aquisição, num certo período histórico, é importante
possuir uma visão da situação lingüística dessa comunidade. Buscará, então, se
aproximar de uma imagem da comunidade paulista do século XVIII como fase prévia
ao início do estudo do corpus
pertinente.
Para justificar a
escolha pelo século XVIII, a autora apóia-se nas opiniões de historiadores,
entre os quais:
a) Wehling e Wehling (1994)[82]: destacam o século XVIII como época
da consolidação do projeto colonial português;
b)
Queiroz (1992)[83]: “o período que vai fundamentar a
futura projeção da cidade de São Paulo se inicia em
c)
Marcílio (1973)[84]: “depois de dois séculos em que as
condições tinham sido muito especiais, de vida em isolamento, de convivência de
culturas diferentes, com períodos em que a vila era abandonada por boa parte da
população, nas últimas décadas do séculos, as condições econômicas começam a
mudar, assim como as condições administrativas (...)”.
Groppi destaca ainda dois aspectos
que têm interesse para uma história lingüística: aumento da população de
escravos e início de uma política lingüística para levar a uma situação
hegemônica da língua portuguesa. Ao enveredar pelo campo da história social, a
autora elege dados demográficos como ponto de partida: “entre os dados da
realidade histórica que devemos conhecer para chegar a entender a realidade
lingüística da sociedade paulista daquela época, aparecem os dados demográficos
em primeiro lugar.” Portanto, será nos trabalhos de recenseamento do século em
questão em que se centrará a autora. Conforme Groppi, houve trabalhos de
recenseamento no século XVIII e nas primeiras décadas do século XIX. Em 1765,
após ter estado sob a jurisdição do Rio de Janeiro, a autonomia é devolvida à
Capitania [de São Paulo] e um Capitão Geral, Luiz Antônio Souza Botelho, o
Morgado de Mateus, é enviado com fins muito precisos. Os primeiros censos,
registros de população, aparecem depois de 1765. No século XIX, o governo
provincial vai encarregar o Marechal Daniel Pedro Müller de um trabalho de
recenseamento que vai ser publicado em 1838 como Ensaios de um Quadro Estatístico da Província de São Paulo. Os
dados de ambos, segundo a autora, não são confiáveis.
Para o tópico que desenvolveu a
seguir – O território e a ocupação -,
Groppi apóia-se em Marcílio (1973). Segundo ela, o estudo da ocupação do
território de São Paulo traz algumas diculdades dificilmente transponíveis, uma
vez que:
Não se conhece a importância das migrações que, provenientes quer do
exterior – da Europa e da África – quer do sertão e de outras capitanias
povoaram São Paulo. Nem mesmo uma ordem de grandeza pode-se arriscar. Nenhum
estudo sistemático foi realizado no setor (Marcílio, 1973)
Outra dificuldade consiste na
diferença que aparece nos documentos entre os registros de brancos, negros e
índios. Muitas vezes os registros de população referem-se exclusivamente aos
brancos. Além disso, sabe-se que São Paulo foi cidade depois de 1711, mas qual
a área que recebia esse título? Aquilo que era considerado como cidade de São
Paulo era, de fato, uma área diferente em momentos diferentes que eram
cotejados como se implicassem a consideração do mesmo espaço habitado. Como a
primeira divisão territorial das aglomerações urbanas na Colônia foi a
paróquia, Marcílio estuda o povoamento de São Paulo através da história das
paróquias. Dessa maneira consegue reconstruir as relações território-habitantes
na época de diferentes recenseamentos.
Passa, então, a autora às fontes dos
registros de população para a história de São Paulo. Inicia com o que chamou de
Listas de habitantes: “(...) é depois
de 1765 que começam os trabalhos de censo com certa regularidade. A partir
dessa data, cada ano, são organizadas listas de habitantes da cidade e seus
distritos. As listas de habitantes das cidades como os quadro de população
estão no Arquivo do Estado como Maços da
População da Capital.” Embasada nos dados dos recenseamentos de 1765, 1798
e 1836, os números a que chega para o total da população livre são: 1765 –
14.760 habitantes; 1798 – 21.304; 1836 – 21.933.
Para ter uma idéia do total da
população, os dados foram reconstruídos empregando as listas de escravos feitas
pelos vigários da Capitania enviadas ao governador em 1768. Entre 1765 e
Resta a seguinte questão: esse
aumento é devido à introdução de mão-de-obra escrava africana? Ou também houve
influência da mudança de vida que a lavoura de cana trouxe, um vez que, ao
contrário da lavoura de subsistência, fixou o homem à terra?
Os registros paroquiais constituem
outra fonte através da qual a autora busca chegar a números aproximativos da
população de São Paulo. Pautada em Marcílio (1973), a autora tece alguns
comentários acerca dos Registros Paroquiais do Arquivo da Cúria Metropolitana
de São Paulo: “Até a proclamação da República os registros de batizados,
casamentos e óbitos eram da competência da Igreja. Essas três categorias de
documentos estão classificadas em duas coleções: Livres e Escravos.”
A partir dessas datas, existem,
segundo a autora, informações mais seguras:
a) 1740 para batismos
b) 1728 para casamentos
c) 1731 para sepulturas
Os registros de casamentos parecem
apresentar o maior número de dados e, segundo Groppi, isso não varia no decurso
dos anos. Entende que a informação contida nesses documentos pode ser
especialmente interessante para o estudo de cárater lingüístico. Uma das
indicações que esses registros fornecem – embora não sistematicamente – é a
origem dos cônjuges: indiretamente, ao especificar a origem geográfica dos
noivos, identificam-se quais foram as prováveis principais correntes
migratórias. Segundo Bacellar (1991): “A
percentagem dos que jamais saíram de suas vilas de nascimento varia desde os
64% na vila de Itu até os 100% de Campinas, índices simultaneamente elevados e
diferenciados de vila para vila. Os resultados das tabelas que aparecem na
obra de Marcílio confirmam que a mobilidade das mulheres da cidade de São Paulo
era muito inferior à dos homens. Da mesma forma, fica comprovado que a corrente
migratória da metrópole apresentava predomínio de elementos masculinos. Esses
dados também confirmam o retorno das populações das zonas mineiras, por volta
de 1760; que os casamentos entre pessoas de São Paulo com pessoas do Rio eram
relativamente importantes; e que, através de 80 anos de observação, o número de
“negros novos” (nascidos na África) libertos era pequeno (52 homens e 12
mulheres).
Por fim, volta a autora para o que
chamou de Setores de produção.
Segundo ela, de
Oliveira e Kewitz (2002) investigam
no seu texto a noção do caipira no século XIX e sua representação no linguajar
paulista oitocentista a partir de dois eixos: Rio de Janeiro x São Paulo e São Paulo-cidade x São Paulo-interior. Inicialmente
pesquisam a representação do caipira em obras literárias, sociológicas,
depreendendo que se identificava com adjetivos pejorativos: atrasado,
preguiçoso, etc. Possivelmente os padrões europeus no modo de trajar, de
portar-se e de falar implantados no Rio teriam servido de contraponto para a
definição do paulista como ‘caipira’. Com esse objetivo, estruturam o trabalho
em quatro partes: (I) Levantamento numérico da população da cidade de São Paulo
ao longo do século XIX e os principais fatos sócio-econômicos responsáveis pela
organização da cidade; (II) dados extraídos dos jornais do século XIX a
respeito do epíteto ‘caipira’ atribuído ao paulista; (III) Comparação entre as
estruturas morfossintáticas dos anúncios paulistas e cariocas numa tentativa de
buscar traços que caracterizam o falar paulista; (IV) Alinhavamento das idéias
principais.
Com base nos anúncios do
século XIX do Rio e de São Paulo, as autoras fazem um estudo morfossintático a
fim de verificar o português paulistano e carioca do século XIX, baseando-se
nas seguinte dicotomia:
-
Paulistas -
rural, barbárie, ridicularizado, rústico e popular;
-
Cariocas -
urbano, progresso, civilizado, elegante e culto.
Eis os aspectos
lingüísticos confrontados:
1) Concordância verbal e nominal -
Embora os dados dos anúncios de São Paulo apresentem maiores índices de
ausência da concordância, não se podem diferenciar os dois eixos, uma vez que
os dados não são suficientes.
2) Grupos verbais - verbos de controle
que selecionam uma sentença infinitiva cujo sujeito é correferencial com o
objeto da matriz para averiguar o fenômeno da concordância - o uso categórico
da preposição a e da concordância
verbal nos grupos verbais nucleados por verbos de controle nos dados
paulistanos sugere o distanciamento das demais variedades.
3) Locuções prepositivas - RJ:
predominância das locuções formadas pela preposição de. SP: predominância das
locuções formadas pela preposição a,
assim como na Constituição do Império
4) Emprego do advérbio onde/aonde - Rio: imperava o emprego do onde. SP: imperava o emprego do aonde, exatamente a forma mais corrente
na Constituição do Império.
Os indícios mostram que o falar
paulista se diferenciava dos demais em seus aspectos discursivos.
As autoras elencam, através de duas
cartas de 1865, características do português do interior paulista. Não há
diferenças que permitam caracterizá-las como expressão de um português culto ou
popular.
Os dois textos que versam sobre a
história social do Rio de Janeiro são de autoria de Dinah Callou, um dos quais
em co-autoria com Juanito Avelar.
O primeiro, apresentado ao III
Seminário do PHPB, realizado em Campinas/SP, pauta-se na afirmação de que dar
conta da história linguística de uma língua implica, necessariamente, dar conta
da sua história social. Disso, começa a autora apresentando aspectos da cidade
do Rio de Janeiro no século XIX. Segundo ela, o ano de 1808 marca o início de
uma nova fase cultural do Rio de Janeiro. A vinda da família real e a
conseqüente fixação do centro político do Império determinou a elevação da
cidade a centro de uma civilização luso-brasileira e há, ao menos até 1822, uma
unidade culural. Dentre as mudanças promovidas pela permanência da Corte
Portuguesa estão a criação das cátedras de ensino, a fundação da Academia
Militar e o processo de implantação da impresa. Desse modo, a cidade do Rio de
Janeiro começa a transformar a sua forma urbana e a apresentar uma estrutura
espacial estratificada em termos de classes sociais.
A vinda da família real impõe ao Rio
uma classe social até então inexistente, impondo também novas necessidades materiais
que atendam não só aos anseios dessa classe, como facilitem o desempenho das
atividades econômicas, políticas e ideológicas que a cidade passa a exercer. No
que se refere à Divisão administrativa, a cidade do Rio dividia-se em
freguesias ou paróquias. Ao final da Monarquia, contava com 21. Havia diferença
social entre as 5 freguesias urbanas.
O grande volume de escravos deu à
corte características de uma cidade quase negra e, a partir de 1840, de uma
cidade meio africana. Essa composição étnica e social vem a modificar-se em
consequência da imigração portuguesa. A expansão urbana não foi acompanhada de
uma preocupação social igualitária, uma vez que não beneficia as áreas em que
as camadas mais pobres da população residiam. O primeiro recenseamento oficial
de 1872 mostra diferenças quanto à composição étnica e quanto à alfabetização
entre as paróquias do Rio de Janeiro.
A mobilidade espacial e populacional
como privilégios de poucos talvez possa explicar, em parte, as diferenças
linguísticas que existem hoje na fala dos moradores das tradicionais áreas da
cidade. Pode-se verificar uma possível influência do ambiente espacial em que
vive o falante carioca tomando como ponto de referência a distribuição do R.
Enfatiza a autora os anúncios de
jornais como fontes ricas que permitem o levantamento historiográfico da vida
social, política e cultural do Rio de Janeiro de
No outro texto também de 2002,
Callou e Avelar iniciam apresentando os contrastes geográfico, social e
econômico no Rio de Janeiro atual, para se perguntarem: esse contraste
sócio-econômico implica em contraste linguístico?
O trabalho é parte integrante de um
projeto que busca interpretar o português carioca, marcadamente heterogêneo,
numa perspectiva sócio-histórica, e assim contribuir para a descrição da
História Social do Português Brasileiro. O objetivo é correlacionar instâncias
que parecem ter sido fundamentais para a formação do atual quadro linguístico
da cidade. De outro modo: correlacionar fatores da história da capital
fluminense com a configuração atual da fala carioca. Busca também estabelecer
de que forma a heterogeneidade e polarização do português se organizam no
espaço da cidade, num intervalo que se inicia nos primeiros anos do século XIX
e se estende até os dias atuais.
Segundo Mattos e Silva (1998), os
principais atores no cenário do Brasil colonial seriam as línguas gerais
indígenas, o português europeu e o português geral brasileiro em formação.
Dessa maneira, tentam os autores, por meio dos contrastes resultantes do
processo da mobilidade social, depreender quais seriam os principais ‘atores
linguísticos’ no Rio de Janeiro no século XIX.
Uma questão posta diz respeito à
metodologia da pesquisa, mais especificamente sobre como implementar estudos em
História Social que tenham a língua como seu objeto. Por conta de não haver
essa metodologia, adotam o que chamaram de metodologia particular.
Procurar-se-á correlacionar, prioritariamente, o processo da mobilidade social
à migração portuguesa.
O processo da mobilidade que
culminou numa série de contatos interlinguísticos sugere que, ao final do
século XIX, o português carioca seja marcado, pelo menos, por quatro grandes
resultantes:
um
1. falar de maior prestígio, das
classes altas, localizadas na Zona Sul
2. um falar de caráter mais popular,
das classes desfavorecidas, localizadas nas freguesias mais centrais (Santa
Rita, Esp. Santo e Santana)
3. um falar rural, localizado nas
freguesias mais afastadas do centro (Guaratiba, Jacarepaguá e Campo Grande)
4. um falar oriundo da confluência
entre os habitantes das regiões rurais e das regiões centrais (Inhaúma e
Engenho Novo).
Focalizam os autores a imigração portuguesa
por se apresentar como um fato polêmico para a interpretação sócio-histórica do
falar carioca. Após colocar em termos numéricos a quantidade de portugueses
que, no Rio de Janeiro, desembarcaram ao longo do século XIX, põem, em termos
lingüísticos, as seguintes questões: (1) se a leva de portugueses vai
caracterizar uma disposição em termos geográficos, permitindo uma diferenciação
entre as diferentes regiões da cidade; (2) de que forma essa leva vai
interagir, em termos sociolingüísticos, com os que já se encontravam na cidade,
e as repercussões dessa interação para uma possível nova configuração
lingüística e (3) qual ou quais modalidade(s) do português de Portugal
chegou/chegaram junto com esses imigrantes.
Um primeiro passo para
responder a essas questões seria definir a ‘funcionalidade’ social e/ou
profissional dos novos profissionais. Para a última questão, um complicador
aparece: supõe-se que, com a família real, o uso lingüístico predominante não
foi o do português popular, se se considera que a maioria dos imigrantes fazia
parte do ‘aparato administrativo’.
Quanto à distribuição dos
portugueses pelas diversas freguesias, os dados dos censos de 1872 e 1890
sugerem diferenciação entre as freguesias urbanas e rurais: quanto mais
centrais as freguesias, maior a incidência de portugueses. Em termos
lingüísticos, as freguesias mais centrais teriam tido a oportunidade de
absorver uma quantidade maior de marcas do português europeu que as demais, uma
vez que abrigavam um número maior de imigrantes. Se a hipótese estiver certa, o
ponto nevrálgico será identificar quais foram essas marcas e para que regiões
da cidade foram levadas. A única chance de a hipótese não estar no caminho
correto se situa na idéia de os portugueses terem tido as marcas dos seus
falares absorvidas pelas marcas do falar local, uma vez que o percentual de
portugueses não correspondia à maioria da população em nenhuma das freguesias.
Vitral (2001) afirma que, na
literatura tradicional sobre o português brasileiro, é comum a idéia de que houve,
no Brasil, uma vitória da língua portuguesa sobre suas concorrentes indígenas e
africanas. Discutir, portanto, quais acontecimentos da nossa história influíram
nessa vitória da língua portuguesa será o objetivo do artigo do autor. Pretende
examinar, mais exatamente, a influência do chamado “processo civilizatório”[85] no fato de o uso da língua
portuguesa ter superado o uso da língua geral do sul no decurso do século
XVIII.
A seguir, discute Vitral o
significado do termo língua geral.
Conforme o autor, “o que exatamente é designado pelo termo língua geral continua a ser tema de discussão entre nós.” (304).
Adota nesse artigo a definição de Rodrigues (1996)[86], que é a seguinte: “a expressão língua geral tomou um sentido
bem definido no Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando, tanto em São Paulo,
como no Maranhão e Pará, passou a designar as línguas de origem indígena
faladas, nas respectivas províncias, por toda a população originada no
cruzamento de europeus e índios tupi-guaranis (especificamente os tupis em São
Paulo e os tupinambás no Maranhão e Pará), à qual foi-se agregando o
contingente de origem africana e contingentes de vários outros povos indígenas,
incorporados ao regime colonial, em geral na qualidade de escravos ou de índios
de missão.” O auge do predomínio das línguas gerais ocorreu no século XVII.
A partir do século XVIII, a balança começa a pender para o lado da língua
portuguesa. O que houve na passagem do seiscentos para o setecentos que
determinou a vitória da língua portuguesa no Brasil?
Dois acontecimentos da nossa
história colonial são, normalmente, associados ao sucesso da língua lusitana. O
primeiro deles foi gerado pela política do Marquês de Pombal, que incluiu um
decreto, de 1758, tornando obrigatório o uso da língua portuguesa na colônia.
Além desse decreto, fez parte da política pombalina a expulsão dos jesuítas do
Brasil, cuja presença, nos dois primeiros séculos de colonização, foi
determinante para a primazia das línguas indígenas. O segundo acontecimento é a
vinda de D. João VI e da corte portuguesa para a colônia. Os cerca de quinze
mil portugueses que se instalaram no Rio de Janeiro contribuem, segundo
Teyssier, para “relusitanizar” a então capital do Brasil.
Rejeita o autor a idéia de que a
instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro tenha contribuído para a
vitória da língua portuguesa. Parece a Vitral mais adequado considerar que esse
evento contribuiu para a consolidação dessa vitória. Tal não parece ser o caso
da reforma pombalina. A decretação de obrigatoriedade da língua portuguesa
teve, provavelmente, um papel determinante na sua prevalência sobre as línguas
gerais. É preciso evitar, no entanto, assumir uma perspectiva “legalista” em
relação à história. No que diz respeito a fenômenos de linguagem, esse cuidado
deve ser ainda maior: não parece possível obrigar o uso de uma língua por meio
de decreto. O principal instrumento do decreto pombalino foi a reforma do
ensino. Pretendeu-se subordinar ao estado português a educação formal na
colônia, que, até então, estava a cargo de inacianos e religiosos em geral. O
analfabetismo imperava e a submissão à língua portuguesa de grande parte da
população da colônia, prevista pela política pombalina, não se fez de forma indireta, quer dizer, através da escola.
Apesar disso, a política lingüística arquitetada por Pombal obteve seu intento.
O trabalho do sociólogo alemão
Norbert Elias mostrou que, a par das mudanças políticas e econômicas, a idade
moderna caracterizou-se por promover um processo de revisão do mundo de crenças
dos europeus, que foi nomeado de “processo civilizatório”. Segundo Silveira: “a aristocracia de alguns países europeus
passou por uma espécie de refinamento de hábitos em virtude das alterações que
ocorriam em sua composição como grupo social dominante. Na França, em
particular, tais mudanças resultaram da mescla de camadas aristocráticas e
burguesas e os cuidados com o comportamento tornaram-se cada vez mais
necessários como meio de se distinguir. Passava-se, assim, da courtoisie – isto é, o modo de se comportar em corte,
herdado da idade média – para os novos padrões da civilité.” O prestígio da
cultura francesa em Portugal permitiu a influência, em território luso, dos
novos padrões civilizados, que, como marcas de distinção de classe, encontraram
condições favoráveis de propagação devido à estrutura do estado português,
controlado por um reduzido grupo vinculado à monarquia (Faoro 1975, Silveira op. cit.)[87]. Pode-se considerar que a plena instalação
do poder da monarquia foi aliada do processo civilizatório. A partir da segunda
metade do século XVII, a concepção absolutista do estado foi solidificada em
Portugal onde a estrutura administrativa lhe foi, então, propícia. A política
do Marquês de Pombal, no início da segunda metade do século XVIII, foi
formulada, portanto, nesse contexto de busca de civilidade. A medida pombalina
de expulsar jesuítas é, por exemplo, vista por Lorde Kinnoull, embaixador
inglês enviado a Lisboa em 1760, como de inspiração civilizatória. A política
lingüística do Marquês de Pombal pode também ser considerada como uma das
conseqüências da influência do processo civilizatório em terras lusitanas.
Parece, então, que o uso da língua portuguesa era visto como critério de
atribuição de civilidade, sendo inclusive aliado do poder absolutista. Essa
valorização do idioma luso não se fez sentir apenas em relação às línguas
indígenas. Também em comparação com o latim, a língua portuguesa passa a ser
valorizada.
A instalação da ordem institucional
de acordo com os interesses do absolutismo português e a reforma pombalina
parecem, portanto, poder ser analisadas com reflexos da mentalidade do
setecentos que restabeleceu, valorizando de forma diferente os modelos de
convívio social. Essa interpretação dos fatos, gerada de acordo com os modelos
teóricos da história das mentalidades (1997, Le Goff & Nora 1976)[88], torna inteligível, como se verá a
seguir, o fato de a língua portuguesa ter suplantado uma de suas concorrentes
na colônia. Discutir-se-á o papel de um acontecimento da história de Minas
Gerais, a saber, a guerra dos Emboabas, em relação ao cerceamento da expansão
da língua geral do sul.
No cenário descrito de busca de
civilidade que descreve, o estado português buscou controlar mais de perto a
colônia, o que se tornou preemente devido à descoberta, no final do século
XVII, de ouro e diamante na região das Minas, para onde afluíram aventureiros
de todas as regiões do reino e da própria colônia. Importava, então, para a
coroa portuguesa estabelecer a ordem institucional numa região onde a ambição e
o sonho de enriquecimento rápido justificavam o desapego às leis, a crueldade e
todos os excessos. Foi essa realidade que teve de ser dominada pelo estado
português e pelo discurso reformista e civilizador do século XVIII. O embate
entre a civilidade e a barbárie vai perpassar todo o setecentos mineiro,
caracterizando muitos dos relatos a respeito da vida da capitania e do
comportamento de seus habitantes (cf. Silveira op. cit.).Os esforços
civilizatórios obtiveram certo êxito na capitania das Minas, o que pode ser
comprovado [dentre outros aspectos] pela Inconfidência Mineira, que, como se
sabe, foi influenciada pelas idéias da Ilustração, cujos elementos
racionalistas foram, segundo Ávila (1967:118)[89], “trazidos da Europa pelos moços
mineiros.”
Como já se disse, há um
acontecimento na história da capitania das Minas que pode ser considerado como
um “divisor de águas”, possibilitando a exposição da capitania à mentalidade do
setecentos. Trata-se da guerra dos emboabas, ocorida no ano de 1709, que opôs,
de um lado, os paulistas e, de outro, portugueses, mas também baianos,
pernambucanos e outros (cf. Golgher 1982). Nesse conflito pelo controle da
região das Minas, os paulistas, seus descobridores, foram derrotados pelos
emboabas, apelido dado aos portugueses pelos paulistas. Silveira (op. cit.: 63)
sugere que a imagem da galinha de plumagem está “ligada à crítica aos hábitos afetados e pretensamente refinados dos
estrangeiros ante a rusticidade dos “indianizados” paulistas de então.”
(311). Essa visão selvagem e rústica dos paulistas pode ser facilmente
comprovada: eles eram majoritariamente bilingües, dominando a língua geral do
sul e o português[90], e eram temidos, muitas vezes
menosprezados, pela ferocidade e cobiça que expressavam (cf. Taunay 1975,
Golgher op. cit.).
Diante desse quadro, o autor propõe
que a vitória dos emboabas, ao permitir o estabelecimento da ordem
institucional na região das Minas, que veio a se tornar, no transcorrer do
século XVIII, a capitania mais importante da colônia, cerceou a expansão da
língua geral do sul no Brasil. Assim, a dominação política daqueles que não
falavam a língua geral da terra foi, provavelmente, decisiva na atribuição de
prestígio ao idioma lusitano. Levando em conta tal hipótese, é possível
afirmar, então, que as línguas gerais eram associadas com a barbárie enquanto a
língua portuguesa era vista como a língua da civilização. O desprestígio das
línguas indígenas é transparente em relatos de viajantes no início do século
XIX. Se se compara agora a visão concernente às línguas indígenas na época de
Anchieta com a emitida pelos viajantes no início do século XIX, fica evidente a
mudança de mentalidade que interessa aqui. O contraste enfim entre a atitude
dos jesuítas e a dos viajantes parece autorizar a seguinte conclusão: as
línguas de base indígena serviram ao colonizador quando seu domínio se dava
através da fé cristã, enquanto que o uso da língua portuguesa se tornou parte
dos padrões civilizados necessários para o domínio do colonizador através do
estado absolutista. Pode-se concluir assim que a atitude pode ser o mecanismo
social que permite a manifestação lingüística da mentalidade.
O objetivo do texto de Venâncio
(2001) é procurar avaliar os níveis de alfabetização referentes à cidade de
Mariana setecentista, tendo em vista a relação desse fenômeno com os movimentos
migratórios. Traça o autor inicialmente o perfil de Mariana Colonial:
inicialmente, quanto à população livre, a maior parte da população marianense
era composta por imigrantes; num segundo momento, a cidade deixa de receber
adventícios. Quanto aos escravos, eram originalmente africanos, índios e
asiáticos em sua grande maioria, depois os nascidos localmente predominaram.
Quanto à história da educação no
Brasil colonial, até o presente momento, afirma que se tem restringido à
análise das leis da criação ou do fechamento das instituições de ensino. A
educação, no sentido da leitura e da escrita, ainda é um campo muito pouco
explorado. Para conhecer essa dimensão oculta da vida colonial, é necessário
explorar séries documentais ainda praticamente desconhecidas, como, por
exemplo, livros de ingresso em irmandades leigas, uma vez que as irmandades
eram um elemento fundamental nas cidades pré-industriais por conta de suas
intensas atividades sociais. No Brasil, as irmandades se organizaram a partir
de identidades étnicas, distinguindo os homens brancos em relação aos pardos e
negros.
No século XVIII, os burocratas portugueses
passam a exigir que os regulamentos (‘os compromissos’) das irmandades fossem
regidos e devidamente aprovados pelo poder régio; além disso, tornam
obrigatória a abertura de um livro de matrícula em que constassem o nome, lugar
de residência e a assinatura do irmão. Através da última informação, é possível
uma primeira avaliação, em Mariana Colonial, do número de indivíduos que sabiam
desenhar, assinar ou simplesmente marcavam uma cruz entre o nome e o sobrenome.
Venâncio pesquisa duas irmandades
situadas em freguesias rurais (Catas Altas e Barão de Cocais) e a Irmandade do
Santíssimo Sacramento, em Mariana. O resultado revela uma elite com um perfil
extraordinariamente culto para a época. Os altos índices de alfabetização
devem-se ao fato de que 60% da elite de Mariana era formada por portugueses.
Dessa forma, é possível sustentar que a alfabetização, entre os setores
privilegiados da população de Mariana, foi uma variável relacionada à emigração
de metropolitanos.
Para saber o índice de alfabetização
entre negros, utilizou o autor o Livro de matrícula da irmandade de N. Senhora
do Rosário dos Homens Pretos, em Mariana. Os dados indicam que os nativos
nascidos localmente, os ‘crioulos’, teriam maior chance de aprender a escrever
do que homens e mulheres provenientes de sociedades africanas.
Ramos e Venâncio (2002) debruçam-se
sobre os topônimos mineiros como uma fonte para a história social da língua
portuguesa. Segundo os autores, se estamos interessados na história social de
uma língua, a seleção lexical como objeto de investigação permitirá capturar,
de modo mais transparente, a força dos fatores sócio-históricos. Desse modo,
constitui o objetivo central do artigo identificar critérios adotados na
escolha dos nomes das localidades, tendo em conta permanências e substituições.
É objetivo também propor uma tipologia de base sócio-histórica para topônimos
mineiros. Duas amostras compõem o corpus
dos autores:
a) nomes de cidades mineiras ao
longo dos séculos XVIII e XX
b) nomes oficiais e populares de
favelas de Belo Horizonte.
A comparação permitirá mostrar que,
quanto maior a presença do Estado, menor a presença dos nomes descritivos. Do
ponto de vista linguístico, o estudo permitirá explicitar que há
sistematicidade na troca de nomes, o que confirmará a atuação de padrões de
organização social sobre a escolha lexical. Dos 853 municípios mineiros, apenas
15% nunca sofreram alteração na respectiva designação. A hipótese inicial do
trabalho é formulada da seguinte maneira: as alterações nos topônimos estariam
relacionadas à tentativa de valorizar personalidades históricas. No entanto,
ela não se confirmou: apenas 61 localidades têm o nome de personalidades
(7,1%). É possível afirmar que a mudança de nomes de cidades mineiras estava, e
ainda está, vinculada ao ‘apagamento’ de nomes religiosos. Na maior parte das
vezes, isso ocorreu através da eliminação da referência ao santo padroeiro do
lugar (Santa Rita de Cássia > Cássia; Santo Antônio de Coluna > Coluna). No período colonial, o
abandono de nomes religiosos tinha outra origem: observava-se a tendência à
substituição de nomes religiosos por topônimos que fazem referência à casa
reinante portuguesa. Após o período colonial, em decorrência do processo da
construção da identidade nacional, algumas designações religiosas foram
substituídas em proveito de fatos ou de personagens da história brasileira (São
João Del Rei >
Tiradentes; Coração de Jesus > Inconfidência). Esse traço nacionalista também
se expressou através de substituições de nomes estrangeiros por nacionais.
Nos últimos 150 anos, 9,9% das
localidades mineiras adotaram designações indígenas, reflexo de uma
representação positiva do indianismo. Se o índio era considerado um elemento
positivo, o mesmo não podem dizer em relação à população de origem africana.
Houve um processo de apagameneto da memória africana na toponímia mineira. A
modernização da onomástica desdobrou-se ainda na tendência de apresentar rigor
na grafia das palavras, mudança orientada pela lei de 1938 (Oberava > Uberaba). Outra conseqüência da
modernização foi o apagamento de nomes descritivos (localidades designadas por
meio de nomes de animais, plantas e aspectos topográficos - geralmente com
alguma conotação irônica. Um traço comum a todas essas designaçõses é serem de
autoria do povo, traduzindo especificidades locais). Dos 384 topônimos
analisados, quase todos tiveram seu nome reduzido. A ampliação dos nomes é um
fenômeno raro, sendo registrada em apenas 18 localidades.
Os resultados da análise parecem
exibir tendências contraditórias, pois tanto há abandono quanto adoção das três
categorias apontadas (nomes religiosos, indígenas, de tradição popular). Mas
essa contradição é aparente, uma vez que há um padrão regular na adoção de
novos nomes. Para a comprovação disso, há que considerar as denominações
intermediárias. A comparação dos dados leva a depreender o seguinte percurso:
nome descritivo > nome religioso > nome indígena > nome de pessoa > nome com sufixo - pólis ou - lândia.
Quanto às favelas, os nomes oficiais convivem simultaneamente com os
nomes não-oficiais. O exame dos nomes das favelas vai mostrar tendência
semelhante àquela observada em relação aos municípios: o nome oficial apaga
marcas da tradição popular. Das 154 favelas atuais, 43,9% têm dois nomes. As
denominações não-oficiais são descritivas. Já os nomes oficiais são, em sua
maioria, de inspiração religiosa ou nacionalista.
O texto de Oliveira (2001) pretende
ser, como diz o próprio autor, uma tentativa de escrever História e
Lingüística, focalizando uma região e uma época específicas: o Brasil
meridional de
Segundo o autor,
a compreensão do fenômeno a que chamamos ‘português brasileiro’ depende de
entendermos que houve, por um lado, a aquisição desta língua por aloglotas,
cuja representatividade no número total de habitantes foi muito grande e em
certas partes do território maior do que
Os mapas
produzidos pelo Projeto ALERS permitem relacionar características lingüísticas
sincrônicas presentes na Região Sul com os ciclos históricos que determinaram a
povoação dessa Região. Algumas isoglossas dividem quase que perfeitamente as
áreas paulista e açoriana da colonização. O autor analisa os seguintes
fenômenos para comprovar essa correlação: africação do /t/ antes do /i/; uso do
‘tu’ ou de ‘você’ no tratamento íntimo.
Aguilera (2002) começa o seu texto dando informações
acerca do português paranaense no passado, através dos relatos de Auguste de
Saint-Hilaire (1816-1822) e do General José Cândico da Silva Muricy (final do
século XIX). A seguir, historia o percurso dos estudos dialetológicos sobre o
português paranaense:
A partir de Silva Neto
(1957), discute a autora a importância dos atlas linguísticos como fonte de
dados diacrônicos de determinada língua[92].
A seguir, postula que a distribuição de variantes conservadoras, pelo
território do Paraná Tradicional, isto é, das regiões povoadas entre os séculos
XVII e XIX, abre perspectivas de associação com os movimentos das bandeiras
paulistas, por meio da (a) manutenção de tupinismos e (b) palavras e expressões
arcaicos e rurais setecentista ou oitocentista. A autora considera a proposta
pioneira, uma vez que parte dos dados coletados na linguagem oral para
subsidiar a pesquisa documental. A pesquisa constará das seguintes etapas: (a)
levantamento das cartas lexicais que apresentam registros não padrão e que, do
ponto de vista do falante urbano, seriam arcaicos e/ou rurais; (b) seleção das
formas lexicais para comporem o corpus de investigação; (c) estudo e registro da
etimologia das palavras selecionadas; (d) análise da correlação registro
lexical x fato e momento histórico; (e) pesquisa em documentos da época para
verificar a vitalidade ou não dessas formas; (f) elaboração de artigos de cunho
filológico sobre o vocabulário rural paranaense e sua relação com o vocabulário
português.
BIBLIOGRAFIA
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CALLOU, Dinah. (2002). Da história social à história lingüística: o Rio
de Janeiro no século XIX. In: ALKMIM, Tânia Maria. (Org.). Para a história do português brasileiro. Novos estudos. v. III. São
Paulo: Humanitas. p. 281-292.
CALLOU, Dinah; AVELAR, Juanito. (2002). Subsídios para uma história do
falar carioca: mobilidade social no Rio de Janeiro do século XIX. In: DUARTE,
Maria Eugênia L.; CALLOU, Dinah. (Org.). Para
a história do português brasileiro. Notícias de corpora e outros estudos. v. IV. Rio de Janeiro: UFRJ/FAPERJ. p.
95-112.
CASTILHO, Ataliba T. de. (1998). Projeto de História do Português de São
Paulo. In: CASTILHO, Ataliba T. de. (Org.). Para
a história do português brasileiro. Primeiras idéias. v. I. São Paulo:
Humanitas/FAPESP. p. 61-76.
CASTILHO, Ataliba Teixeira de. (2001). Para um programa de pesquisa
sobre a história social do português de São Paulo. In: MATTOS E SILVA, Rosa
Virgínia. (Org.). Para a história do
português brasileiro. Primeiros estudos. v. II. t. 2. São Paulo:
Humanitas/FAPESP. p. 337-369.
GÄRTNER, Eberhard. (2002). Tentativa de explicação
diacrônica de alguns fenômenos morfossintáticos do português brasileiro. In:
ALKMIM, Tânia Maria. (Org.). Para a
história do português brasileiro. Novos estudos. v. III. São Paulo:
Humanitas. p. 293-328.
GROPPI, Mirta. (2001). Problemas e perspectivas para um estudo da
situação lingüística de São Paulo no século XVIII. In: MATTOS E SILVA, Rosa
Virgínia. (Org.). Para a história do
português brasileiro. Primeiros estudos. v. II. t. 2. São Paulo: Humanitas/FAPESP.
p. 371-389.
MATTOS E SILVA,
Rosa Virgínia. (1998). Idéias para a história do português brasileiro:
fragmentos para uma composição posterior. In: CASTILHO, Ataliba T. de. (Org.). Para a história do português brasileiro.
Primeiras idéias. v. I. São Paulo: Humanitas/FAPESP. p.
MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia. (2001). De fontes sócio-históricas para a história
social lingüística do Brasil: em busca de indícios. In: MATTOS E SILVA, Rosa
Virgínia. (Org.). Para a história do
português brasileiro. Primeiros estudos. v. II. t. 2. São Paulo:
Humanitas/FAPESP. p.
MELLO, Heliana Ribeiro de. (2002). Português padrão, português
não-padrão e a hipótese do contato lingüístico. In: ALKMIM, Tânia Maria.
(Org.). Para a história do português
brasileiro. Novos estudos. v. III. São Paulo: Humanitas. p. 341-358.
OLIVEIRA, Gilvan Müller. (2001). Matrizes da língua portuguesa no Brasil
Meridional (1680-1830). In: MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. (Org.). Para a história do português brasileiro.
Primeiros estudos. v. II. t. 2. São Paulo: Humanitas/FAPESP. p. 401-420.
OLIVEIRA, Marilza de; KEWITZ, Verena. (2002). A representação do caipira
na imprensa paulista do século XIX. In: DUARTE, Maria Eugênia L.; CALLOU,
Dinah. (Org.). Para a história do
português brasileiro. Notícias de corpora
e outros estudos. v. IV. Rio de Janeiro: UFRJ/FAPERJ. p. 125-154.
RAMOS, Jânia Martins; VENÂNCIO, Renato Pinto. (2002). Topônimos
mineiros: uma fonte para a história social da língua portuguesa. In: DUARTE,
Maria Eugênia L.; CALLOU, Dinah. (Org.). Para
a história do português brasileiro. Notícias de corpora e outros estudos. v. IV. Rio de Janeiro: UFRJ/FAPERJ. p.
113-123.
RIBEIRO, Ilza. (2002). Quais as faces do português culto brasileiro?.
In: ALKMIM, Tânia Maria. (Org.). Para a
história do português brasileiro. Novos estudos. v. III. São Paulo:
Humanitas. p. 359-381.
VENÂNCIO, Renato Pinto. (2001). Migração e alfabetização em Mariana
colonial. In: MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. (Org.). Para a história do português brasileiro. Primeiros estudos. v. II.
t. 2. São Paulo: Humanitas/FAPESP. p. 391-399.
VITRAL, Lorenzo.
(2001). Língua geral versus língua
portuguesa: a influência do “processo civilizatório”. In: MATTOS E SILVA, Rosa
Virgínia. (Org.). Para a história do
português brasileiro. Primeiros estudos. v. III. t. 2. São Paulo:
Humanitas/FAPESP. p. 303-315.
CAP. IV - CORPORA DO PROJETO
PARA A
HISTÓRIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO DE
Afranio Gonçalves Barbosa (UFRJ)
Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ)
Introdução:
Este relatório
enumera e sistematiza todos os materiais transcritos e/ou editados pelas
equipes regionais do Projeto Nacional PHPB desde seu primeiro seminário,
realizado na USP em 1997, até o primeiro semestre de 2003. Figuram aqui,
primeiro, não só os trabalhos coletivos com corpora programados para os
encontros nacionais do grupo, como também aqueles outros que as equipes
regionais vêm publicando em suporte impresso ou eletrônico. Registram-se,
igualmente, as produções individuais de seus membros, em geral contribuições
espontâneas, livros ou partes de teses e dissertações que integram o quadro
tipológico-textual que o PHPB deixa à disposição da comunidade científica. Cabe
destacar o avanço significativo que o labor histórico de todos os integrantes
do projeto proporcionou à qualidade dos resultados das investigações em
diacronia sob diferentes olhares teóricos: edições boas e representativas
fazem bons e representativos os maus e limitados dados
lingüísticos.
I - Produção Coletiva em âmbito nacional:
1.1) Para o III
Seminário Nacional do PHPB (Campinas-SP, 1999), as equipes regionais da Bahia,
de Minas Gerais, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina
e de São Paulo editaram corpora
locais com anúncios publicados em
jornais brasileiros do século XIX. Todo esse material, totalizando 1643
anúncios, foi reunido sob forma de capítulos em:
GUEDES,
Marymarcia & BERLINK. Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E os preços eram commodos...: Anúncios
de Jornais Brasileiros Século XIX. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
1.2) Para o IV
Seminário Nacional do PHPB (Teresópolis-RJ, 2001), as equipes regionais da
Bahia, de Minas Gerais, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e de São
Paulo editaram corpora locais com cartas de redatores e cartas de leitores publicados em
jornais brasileiros do século XIX. Todo esse material foi reunido sob forma de
capítulos em:
BARBOSA, Afranio;
LOPES, Célia Regina (orgs.). Críticas,
queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de
leitores e cartas de redatores. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No
prelo. Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br
ou afraniogb@letras.ufrj.br.
1.3) Para o V
Seminário Nacional do PHPB (Ouro Preto-MG, 2002), as equipes da Bahia, Minas
Gerais, Paraná e do Rio de Janeiro distribuíram eletronicamente edições de
cartas manuscritas – de caráter público e privado – dos séculos XVIII e XIX. O
material, detalhado na produção regional a seguir, será ampliado para o VI
Encontro Nacional do PHPB (Bahia, previsto para 2004) e oportunamente publicado
em versão impressa.
II - Produção Coletiva em âmbito regional:
2. 1 BAHIA
2.1.1) Página na
rede mundial de computadores com corpora
da equipe da Bahia: em fase final de construção. Informações e materiais por prohpor@ufba.br.
2.1.2) Publicação de textos oficiais
setecentistas: os papéis de uma devassa e cartas acompanhadas com anexos de
natureza variada – listas, certificados, certidões, dentre outros.
LOBO, Tânia (org.); FERREIRA,
Permínio; GONÇALVES, Uílton; OLIVEIRA, Klebson (Colaboradores). (2001) Cartas baianas setecentistas. São Paulo:
Humanitas/FFLCH/USP (Série Diachronica: fontes para a História da Língua
Portuguesa,3).
2.1.3) Edição de
Atas oitocentistas da administração privada escritas por negros africanos e
brasileiros afro-descendentes. Material ao encargo de Tânia Conceição Freire
Lobo, Klebson Oliveira e bolsistas IC/CNPq e PET – Edição de atas da Sociedade Protetora dos Desvalidos: contribuição para
a escrita da história lingüística dos negros no Brasil. Prevista até julho
de
2.1.4) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
CARNEIRO, Zenaide
de Oliveira Novais; ALMEIDA, Norma Lúcia F. de; RIBEIRO, Ilza; ALVES, Juvanete
Ferreira; BATISTA, Vanúzia; CARVALHO, Elaine de; MALAFAIA, Aldísia (2000).
“Estado da Bahia” . In: GUEDES, Marymarcia & BERLINK. Rosane de Andrade
(orgs.). (2000) E os preços eram commodos...:
Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.1.5) Cartas
publicadas em jornais do século XIX em:
MATTOS E SILVA,
Rosa Virgínia; RIBEIRO, Ilza; CARNEIRO, Zenaide de Oliveira Novais; ALMEIDA,
Norma Lúcia F. de. “Cartas em jornais oitocentistas da Bahia”. In: BARBOSA,
Afranio; LOPES, Célia Regina (orgs.). Críticas,
queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de
leitores e cartas de redatores. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No
prelo. Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br
ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2.1.6) Documentos
oficiais dos séculos XVIII e XIX – certidões, testamentos, inventários, dentre
outros – transcritos e em fase de edição por Zenaide de Oliveira de Novais e
Norma Lúcia Fernandes de Almeida. Material distribuído eletronicamente por zenaide@uefs.br e analisado em:
CARNEIRO NOVAIS,
Z.; ALMEIDA, N. L. F. de (2001) “Arquivos municipais do interior da Bahia:
fontes para a história do português brasileiro”. In: MATTOS E SILVA, Rosa
Virgínia (org.) Para a história do português brasileiro: volume II –
primeiros estudos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP/FAPESP, tomo II, p. 500-529.
2.1.7 Cerca de
200 cartas pessoais escritas por 125 diferentes remetentes letrados e com
influência na política brasileira. Material remetido de diversas localidades,
como Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, Cuiabá, São Paulo, Minas Gerais, do sul
do Brasil e do exterior. Material distribuído eletronicamente por zenaide@uefs.br e analisado em:
CARNEIRO NOVAIS,
Z.; ALMEIDA, N. L. F. de (2002) “Informes sobre corpus em fase de
conclusão: cartas de homens ‘ilustres’ do século XIX(PB/Bahia)”. In: DUARTE,
Maria Eugênia L.; CALLOU, Dinah. (org.) Para a história do português
brasileiro: volume IV – Notícias de corpora e outros estudos. Rio de
Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ/FAPERJ.
2.1.8 Transcrição
diplomática de 26 documentos oficiais – certidões, inventários, testamentos e
declarações – dos séculos XVII, XVIII e XIX. Material distribuído
eletronicamente por zenaide@uefs.br e analisado
em:
CARNEIRO NOVAIS,
Z.; ALMEIDA, N. L. F. de (2002) “Notícias sobre o banco de textos de Feira de
Santana e Cachoeira”. In: ALKMIM, Tânia Maria. (org.) Para a história do
português brasileiro: volume III – Novos estudos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP,
p. 465-488.
2. 2 MINAS GERAIS
2.2.1) Elaine
Chaves e Mônica G. R. Alkmim. Publicação eletrônica com edição
diplomático-interpretativa e fac-similada de mais de uma centena de cartas do
século XIX – do Acervo Histórico Monsenhor Horta, localizado no Instituto de
Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto (MG). Material
organizado em:
CHAVES, Elaine
& ALKMIM, Mônica G.R. (org.) (2002) Cartas
pessoais do século XIX: Acervo Histórico Monsenhor Horta. Mariana:
Instituto de Ciências Humanas e Sociais/UFOP, versão
2.2.2) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
ALKMIM, Mônica
G.R.; BORGES, Júlia; RAMOS, Jânia; LEITE, Ana Maria; FREITAS, Miriam Lúcia V.
de (2000). “Estado de Minas Gerais”. In: GUEDES, Marymarcia & BERLINK.
Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E os
preços eram commodos...: Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.2.3) Cartas em
jornais oitocentistas de Minas Gerais em:
RAMOS, Jânia;
ALKMIM, Mônica. “Cartas em jornais oitocentistas de Minas Gerais”. In: BARBOSA,
Afranio; LOPES, Célia Regina (orgs.). Críticas,
queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de
leitores e cartas de redatores. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No
prelo. Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br
ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2.2.4) Documentos
da administração privada: transcrição parcial do Livro de Termos da Irmandade
do Rosário dos Pretos, Minas Gerais, século XVIII. Material distribuído
eletronicamente por ramosjan@zaz.com.br
e analisado em:
RAMOS, Jânia
(2001). “Seleção do corpus para o estudo da língua portuguesa na
Capitania de Minas Gerais no século XVIII”. In: MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia
(org.) Para a história do português brasileiro: volume II – primeiros
estudos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP/FAPESP, tomo II, p. 423-434.
2. 3 PARANÁ
2.3.1) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
CYRINO, Sônia
Maria Lazzarini (2000). “Estado do Paraná”. In: GUEDES, Marymarcia &
BERLINK. Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E
os preços eram commodos...: Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.3.2) Cartas em
jornais oitocentistas do Paraná em:
CYRINO, Sônia
Maria Lazzarini. “Cartas em jornais oitocentistas do Paraná”. In: BARBOSA,
Afranio; LOPES, Célia Regina (orgs.). Críticas,
queixumes e bajulações na Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de
leitores e cartas de redatores. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No
prelo. Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br
ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2.3.3) Edição de
24 cartas pessoais do final do século XIX, sendo algumas de comércio, com a
qualidade especial de ter-se identificado a naturalidade de todos os redatores:
brasileiros. Material distribuído eletronicamente por oniryc@sercomtel.com.br.
2. 4 PERNAMBUCO
2.4.1) Anúncios publicados
em jornais do século XIX em:
PESSOA, Marlos de
Barros (2000). “Estado de Pernambuco”. In: GUEDES, Marymarcia & BERLINK.
Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E os
preços eram commodos...: Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.4.2) Cartas em jornais
oitocentistas de Pernambuco em:
PESSOA, Marlos de Barros. “Cartas em
jornais oitocentistas de Pernambuco”. In: BARBOSA, Afranio; LOPES, Célia Regina
(orgs.). Críticas, queixumes e bajulações
na Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de leitores e cartas de
redatores. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No prelo. Distribuição
eletrônica por celiar@unisys.com.br ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2.4.3)
Transcrição de textos da administração pública pernambucana do século XVII
guardados no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa. Material distribuído
eletronicamente por marlospessoa@bol.com.br.
2.4.4)
Transcrição de textos da administração pública pernambucana dos séculos XVIII e
XIX. Material distribuído eletronicamente por marlospessoa@bol.com.br.
2. 5 RIO DE JANEIRO
2.5.1) Página na rede
mundial de computadores com corpora
da equipe Rio de Janeiro: www.letras.ufrj.br/phpb-rj.
Materiais literários e não-literários dos séculos XVIII e XIX: cartas pessoais,
cartas das administrações pública e privada, peças populares; além de anúncios,
cartas de redatores e de leitores publicados em jornais oitocentistas.
BARBOSA, Afranio Gonçalves; CALLOU, Dinah Maria Isensee & LOPES,
Célia Regina dos Santos (2000). Corpora
diacrônicos e sincrônicos do PHPB-RJ. Rio de Janeiro: www.letras.ufrj.br/phpb-rj. Página do projeto Para uma História do
Português Brasileiro (equipe Rio de Janeiro) na rede mundial de computadores.
2.5.2) Página na rede
mundial de computadores com corpora
da equipe Rio de Janeiro: www.letras.ufrj.br/nurc-rj.
Transcrições de inquéritos do Projeto Norma Urbana Culta/RJ gravados, na década
de 70, em três modalidades: diálogo entre informante e entrevistador (DID),
elocuções formais (EF) e diálogo entre dois informantes (D2). Conta-se, também,
de um corpus complementar para
estudos em tempo real, gravado na década de 90 com informantes da de 70. (vide
item 2.5.1).
2.5.3) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
CALLOU, Dinah
Maria Isensee; AVELAR, Juanito Ornelas de; PORTELA, Kate Lúcia; FRANCO, Ana
Luísa (2000). “Estado do Rio de Janeiro”. In: GUEDES, Marymarcia & BERLINK.
Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E os
preços eram commodos...: Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.5.4) Cartas
publicadas em jornais do século XIX em:
BARBOSA, Afranio;
LOPES, Célia Regina; CALLOU, Dinah. “Cartas em jornais oitocentistas do Rio de
Janeiro”. In: BARBOSA, Afranio; LOPES, Célia Regina (orgs.). Críticas, queixumes e bajulações na Imprensa
Brasileira do séc. XIX: cartas de leitores e cartas de redatores. Rio de
Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No prelo. Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2.5.5) Cartas
pessoais do século XIX: 15 escritas por naturais do Rio de Janeiro, 3 de
naturais de outros estados brasileiros, 4 escritas no Brasil sem identificação
de naturalidade e 4 cartas escritas no Brasil por portugueses. Material
Distribuição eletrônica por celiar@unisys.com.br
ou afraniogb@letras.ufrj.br.
2. 6 SANTA CATARINA
2.6.1) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
OLIVEIRA, Gilvan
Müler de (2000). “Estado de Santa Catarina” . In: GUEDES, Marymarcia &
BERLINK. Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E
os preços eram commodos...: Anúncios de Jornais Brasileiros Século XIX. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.6.2) Toda a
produção da Série Filológica, edição crítica de fundos documentais de
CASTILHO, Ataliba
T. de (Org.) (1998). Para a história do português brasileiro: Volume I –
primeiras idéias. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, p. 211-227.
2. 7 SÃO PAULO
2.7.1) Página na rede
mundial de computadores da equipe São Paulo: www.fflch.usp.br/dlcv/lport/ .Em
breve, essa página contará com os documentos editados pela equipe.
2.7.2) Anúncios
publicados em jornais do século XIX em:
CASTILHO, Ataliba
Teixeira de; BERLINCK. Rosane de Andrade; GUEDES, Marymarcia; OLIVEIRA, Marilza
de; MORAIS, Maria Aparecida C. R. Torres; MURAKAWA, Clotilde de Almeida
Azevedo; TOLEDO NETO, Sílvio de Almeida; KEWITZ, Verena; MARINE, Talita de
Cássia; ZAMBUZI, Luciana; KAWAKAMI, Taísa; BARROS, Chimena Meloni Silva de;
BARDINI, Tatiana; EUFRADE, Franciane Maria de Godoy, DÓTELE, Kátia Regina;
SILVA, Éster Cardoso da; OLIVEIRA, Lúcia Inês Freire de; MACHADO, Soraia
Floriano; NÓBREGA, Marlene Assunção de; SZABO, Leda Cecília; FELICE FILHO,
Renato H. de; MICHELETTI, Helena (2000). “Estado de São Paulo”. In: GUEDES,
Marymarcia & BERLINCK. Rosane de Andrade (orgs.). (2000) E os preços eram commodos...: Anúncios
de Jornais Brasileiros Século XIX. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
2.7.3) Cartas em jornais
oitocentistas de São Paulo em:
CASTILHO, Ataliba Teixeira de;
MÓDOLO, Marcelo; OLIVEIRA, Marilza de; KEWITZ, Verena. “Cartas em jornais
oitocentistas de São Paulo”. In: BARBOSA, Afranio; LOPES, Célia Regina (orgs.).
Críticas, queixumes e bajulações na
Imprensa Brasileira do séc. XIX: cartas de leitores e cartas de redatores.
Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ. No prelo. Distribuição eletrônica por
celiar@unisys.com.br ou afraniogb@letras.ufrj.br.
III - Produção individual:
3. 1 BAHIA
3.1.1) Conjunto
de cerca de 200 cartas particulares de enclausuradas no Convento de Santa Clara
do Desterro editadas na tese:
LOBO, Tânia
Conceição Freire (2001) Para uma
sociolingüística histórica do português no Brasil. Edição filológica e análise
lingüística de cartas particulares do Recôncavo da Bahia, século XIX. São
Paulo: USP. Orientador: Professor Doutor Ataliba de Castilho.
3.1.2) Conjunto
de cartas particulares a ser publicado em sua tese de doutoramento de Zenaide
de Oliveira Novais Carneiro: Pronomes,
com base no corpus “Cartas privadas
da elite letrada do Brasil oitocentista (1807-1900) com identificação
biográfica dos remetentes” (orientadora: Professora Doutora Charlotte Galves –
UNICAMP; data provável da defesa: 1º. semestre de 2004). Informações por zenaide@uefs.br.
3.1.3) Edição
fac-similada de documentos escritos por africanos e afro-descendentes na
dissertação:
OLIVEIRA, Klebson
(2003) Edição filológica e estudo
lingüístico de documentos da Sociedade Protetora dos Desvalidos, uma irmandade
de cor – século XIX. (orientadora: Professora Doutora Rosa Virgínia Mattos
e Silva - UFBa e co-orientadora: Professora Tânia Conceição Freire Lobo).
3.1.4) Edição de
documentos de administração privada coordenada por Ilza Maria de Oliveira
Ribeiro – Cartas do Rosário dos Pretos do
Pelourinho – Bahia, século XIX., colaboração de Ana Cristina Farias,
Vanesca Bispo, Soraia Rebouças, Maria Margareth Costa. Material distribuído
eletronicamente por ilzaribeiro@e-net.com.br.
3.1.5) Edição de
documentos, em sua maioria cartas, da administração privada do Hospital da Santa
Casa da Misericórdia da Bahia. Trabalho coordenado por Ilza Maria de Oliveira
Ribeiro. Material distribuído eletronicamente por ilzaribeiro@e-net.com.br.
3. 2 PARAÍBA
3.2.1) Conjunto de 203 cartas oficiais
dos séculos XVIII e XIX guardadas no Arquivo Histórico da Paraíba e editadas na
dissertação:
FONSECA, Maria Cristina de Assis
Pinto (2003). Caracterização lingüística de cartas oficiais da Paraíba dos
séculos XVIII e XIX. Tese de doutorado (2 v.), Universidade Federal de
Pernambuco, 215 p. (Orientador: Marlos Pessoa). Material distribuído
eletronicamente por cristinassis@uol.com.br.
3. 3 RIO DE JANEIRO
3.3.1.1) Edição de 93 cartas pessoais
manuscritas por mercadores portugueses radicados no Brasil na última década dos
setecentos e reunidas em:
BARBOSA, Afranio Gonçalves. Para uma História do Português no Brasil:
Cartas de mercadores do século XVIII. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP (Série
Diachronica: fontes para a História da Língua Portuguesa). No prelo.
3.3.1.2) Edição
de documentos oficiais (petições, textos anexos à devassa política e cartas)
escritos no Rio de Janeiro ao final do século XVIII. . Distribuição eletrônica
por afraniogb@letras.ufrj.br ou
consulta direta à tese:
BARBOSA, Afranio
Gonçalves (1999). Para uma História do
Português colonial: aspectos
lingüísticos em cartas de comércio. Tese de Doutorado
3.3.2) Edição de
cerca de 60 cartas pessoais e oficiais escritas no Rio de Janeiro nos séculos
XVIII e XIX editadas em:
RUMEU, Márcia
Cristina de Brito. Para uma História da
Língua Portuguesa no Brasil: formas de tratamento em cartas coloniais
(título provisório). Dissertação de mestrado
3.3.3) Edição de
documentos manuscritos diversos dos séculos XVIII e XIX: 5 cartas pessoais escritas
no Rio de Janeiro (01 datada em 1720, 3 em 1833 e 1 em 1851); 01 relato
histórico produzido no Rio de Janeiro em 1821 e 4 entremezes portugueses de
1706). Documentação editada em:
LOPES, Célia
Regina dos Santos (2001). Documentos dos
séculos XVIII e XIX: Cartas cariocas e peças portuguesas – Transcrição e
fac-símile. Rio de Janeiro, UFRJ/FUJB.(versão em CD). Informações por celiar@unisys.com.br.
3.3.4) Edição de
41 cartas pessoais manuscritas de Cristiano B. Ottoni e Bárbara B. Ottoni a
seus dois netos Christiano e Mizaelno período de
LOPES, Célia
Regina dos Santos & MACHADO, Ana Carolina Morito (Org.) (2003) Cartas da Família Ottoni aos netos
1879-1889: corpora diacrônicos PB (fac-símile). Rio de Janeiro,
UFRJ/PIBIC-CNPq. (versão preliminar em CD). Informações por celiar@unisys.com.br.
3.3.5) Edição de
17 entremezes portugueses do séculos XVIII e XIX que foram reunidos em:
LOPES, Célia
Regina dos Santos, VIANNA, Juliana Barbosa de Segadas & MACHADO, Ana
Carolina Morito (Org.) (2003) Peças
Populares Portuguesas – 1783-1877: Corpora diacrônicos para estudos
contrastivos. Rio de Janeiro, UFRJ/PIBIC-CNPq. (Versão preliminar em CD).
Informações por celiar@unisys.com.br.
3.3.6) Banco de
dados de ter/haver em contextos de cinco linhas levantados em documentos
do século XVII da administração pública: sesmarias do Convento do Carmo no Rio
de Janeiro editados em:
ELEUTÉRIO, Sílvia
Maria (2003). A variação ter/haver:documentos notariais do século XVII.
Rio de Janeiro, UFRJ, Faculdade de Letras, 417fls. Mimeo. Tese de Doutorado
3. 4 SÃO PAULO
3.4.1) Edição de
27 cartas particulares do século XIX (de 15 diferentes redatores) da
correspondência passiva no fundo Washington Luís do Arquivo do Estado de São Paulo,
material editado por:
KEWITZ, Verena
(2002). A gramaticalização de ser e estar no período medieval e no século XIX. Dissertação de
Mestrado: Filologia e Língua Portuguesa – Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas/USP. (Orientadora: Professora Doutora Marilza de Oliveira).
Informações e distribuição por kewitz@matrix.com.br.
3.4.2) Edição de
14 cartas particulares do século XIX (diferentes autores) pertencentes à
coleção particular, material editado por:
MÓDOLO, Marcelo
(1998) Um corpus para a Diacronia do Português da Cidade de São Paulo. Dissertação
de Mestrado, São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/ USP.
(Orientador: Prof. Doutor Ataliba Teixeira de Castilho). Informações e
distribuição por modolo@usp.br ou marcelomodolo@hotmail.com
3.4.3) Edição
eletrônica de documentos oficiais dos séculos XVII e XVIII do Estado de São
Paulo. Ver descrição dos materiais em: DUARTE, Maria Eugênia L.; CALLOU, Dinah.
(org.) Para a história do português brasileiro: volume IV – Notícias de corpora
e outros estudos. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/UFRJ/FAPERJ. Material
publicado em:
MARIOTTO, Lia Carolina Prado Alves
& TOLEDO NETTO, Sílvio de Almeida (org.) (2004) Documentos do ouro: corpus dos séculos XVII e XVIII. São Paulo,
FFLCH-USP/FAPESP,CD-ROM. Informações por tolnet@osite.com.br ou flc@edu.usp.br
3.4.4) Cópia digitalizada de
correspondências do século XX publicadas no livro:
ANDRADE, Mário de (1958)
"Cartas de Mário de Andrade a Manuel Bandeira". Prefácio e notas de Manuel
Bandeira, Rio de Janeiro, Organização Simões (Col. Rex) 62 pp. Digitalização
feita por Marcos R. Sagatio, bolsista de iniciação científica da Fapesp.
Informações e distribuição por modolo@usp.br ou marcelomodolo@hotmail.com
3.4.5) Cópia
digitalizada de diários de viagem do século XVIII: "Diário da viagem de
Moçambique para os rios de Sena" (1797-1798); "Instruções e diário de
viagem da Vila de Tete, capital dos rios de Sena para o interior da África
(1798)" . Diários de viagens oficiais ordenadas ao paulista Francisco José
de Lacerda e Almeida, que estudara em Coimbra antes de se tornar funcionário da
Coroa Portuguesa na qualidade de astrônomo da comissão de demarcação de limites
territoriais, atuando no Brasil e em África. Textos copiados do livro:
LACERDA e
ALMEIDA, Francisco José de (1944) Diários
de Viagem. Notas e prefácio de Sérgio Buarque de Holanda. Rio de Janeiro:
Imprensa Nacional. 125 pp. Digitalização feita por Marcos R. Sagatio, bolsista
de I. C. da Fapesp. Informações e distribuição por modolo@usp.br ou marcelomodolo@hotmail.com
3.4.6) Seleção e digitalização de
cartas do século XVI: Dez cartas dos
primeiros jesuítas no Brasil, 58 pp.
Trabalho feito por Marcelo Módolo a partir de cópia digitalizada de
correspondências do século XVI publicadas no livro:
LEITE, Serafim (1954) Cartas dos primeiros jesuítas no Brasil
(1538-1553). São Paulo: Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo, 3
volumes. Informações e distribuição por modolo@usp.br ou marcelomodolo@hotmail.com
IV – O quadro geral Corpora do PHPB.
O quadro geral
dos textos disponibilizados, na íntegra, pelo PHPB permite vislumbrar a
constituição de um corpus diacrônico
do português distinto da simples soma de “papéis antigos” divididos por marcos
seculares sem motivação histórica.[93]
De fato, a separação por séculos – escritos setecentistas e oitocentistas – é a
básica em nosso corpus em função do
número de células tipológicas a serem construídas e em função, também, de
impossibilidades reais, efetivas e intransponíveis como, por exemplo, a
localização de materiais impressos no Brasil no século XVIII. Veja-se que,
quando a distribuição cronológica está equilibrada, o material cobre ao menos
três faixas de tempo dentro de um século, como vem a ser o caso dos textos
veiculados por jornais oitocentistas. Investigações que se viabilizem cobrindo
somente essa célula da amostra do PHPB podem estabelecer a diacronia de seus
fenômenos dentro do século XIX, período em que a nação brasileira se rascunhava
e se consolidava autônoma e independente no imaginário nacional.
Essa vantagem de
um melhor recorte temporal, contudo, não é a principal vantagem do material ora
proporcionado. Os corpora do PHPB, até
onde seja possível, são fruto de um investimento especial tanto no tratamento
filológico de fontes não literárias e literárias, quanto na busca de materiais
que possam refletir a linguagem de diferentes segmentos sociais dentro e fora
da esfera do poder oficial de cada fase da história brasileira. Mais que isso,
os materiais do século XIX proporcionam um contraponto mínimo do contexto de
sua produção.
Os pesquisadores
podem controlar se os fenômenos lingüísticos em foco sofrem condicionamentos
pela diferente sintonia em que se opera o ato de escrever. Se hoje, nossas
opções de registros e fórmulas dependem da sintonia com o contexto geral de
escritura, o mesmo se aplica ao passado, diferindo-se os valores que guiavam a
pena. O texto de um redator contemporâneo, tenha ele o grau de instrução que
tiver [94],
assume opções distintas quando se trata de uma mensagem eletrônica para um
amigo, ou de uma carta manuscrita para o mesmo amigo; de um escrito a ser
publicado em um jornal ou em circular interna de uma agência bancária. Assim
funciona para o século XIX no corpus
geral do PHPB: cartas pessoais manuscritas podem ser comparadas àquelas
escritas para serem publicadas
O controle
tipológico-textual, baseado nessa noção de sintonia com o contexto de produção,
não se restringe ao século XIX e alcança, evidentemente, os demais períodos
cobertos pelo corpus geral, como o século
XVIII que começa a ser descortinado. Interfere, por exemplo, a diferente
pressão sobre os redatores criada pelo fato de os textos terem sido escritos
para serem lidos por um único receptor próximo – como no caso das cartas
pessoais – ou por um receptor simbólico, inatingível– como no caso dos
documentos destinados aos governadores coloniais ou ao próprio Imperador do
Brasil. Apesar de representado por um funcionário-leitor de inferior
hierarquia, como um oficial da burocracia palaciana, escrever a um governador
exige cerimônias e modelos específicos aos textos a ele encaminhados. Esse
contraponto pode ser recuperado no confronto entre documentos oficiais e documentos
privados.
Se uma dada
pesquisa exigir maior rigor no controle da sintonia de escritura, essas duas
categorias podem ser desmembradas em três: administração pública,
administração privada e documentos pessoais.
Escrever para ser lido por uma autoridade dentro de uma instituição privada –
da qual, muitas vezes, o próprio redator participa – segue diferentes esquemas
e tradições de escritura em relação ao material encaminhado ao rei, bem como ao
texto enviado a um amigo. Fosse numa ordem religiosa, num círculo literário ou
entre homens de negócios, de acordo com o período, enfim, era no espaço
institucional não público que se criaram condições de identificação de
segmentos quase sempre sem registro e desconsiderados pela máquina oficial.
Eram contextos histórico-sociais peculiares que produziram textos reveladores
de marcas específicas.
Vem a ser esse o
caso das irmandades religiosas de
negros
Por outro lado,
se a opção de controle tipológico de uma dada investigação que lance mão de
nossos materiais não quiser considerar a administração privada como
categoria de análise, os
materiais das Irmandades deverão
ser incluídos aos da categoria documentos
oficiais, assim como as cartas
de mercadores aos da documentos
privados. O importante é não
enviesar os resultados.
O quadro geral
dos corpora assume essa tripartição tipológico-textual que se demonstrou
produtiva como fator de controle extralingüístico em determinados estudos e a
ela somam-se os textos literários e de jornais. O critério
subjacente é o do modo de circulação dos textos: papéis que circulavam
entre remetente e destinatário quando, de certo modo, um deles fosse pessoa
jurídica oficial, pessoa jurídica não oficial, ou quando remetente e
destinatário escrevessem na qualidade de pessoas físicas. Note-se que, no
século XIX, o próprio jornal transforma-se em categoria pois funcionava,
e até hoje funciona, como veículo para diferentes tipos de textos,
imprimindo-lhes, contudo, a diferente sintonia de serem escritos para
circulação pública geral.
Vale dizer que
sempre haverá certas sobreposições de critérios, inevitáveis a qualquer
tipologia. Dessa forma, os diários – quando não protocolares na
administração, por exemplo, como os diários de bordo em navios oficiais
e da marinha mercante – são colocados na categoria documentos particulares
por seu caráter evidentemente pessoal, ainda que o documento não circule, pois
não há um outro destinatário senão o próprio redator. De fato, o texto de um
diário pessoal até pode circular, pois, apesar de não ter sido concebido para
tal, por vezes a vontade humana é a de que o itinerário de quem redige fique
registrado para além de sua própria existência, assumindo-se tacitamente a
existência de um leitor potencial não coevo. Nesse caso, poder-se-ia
considerá-lo documento particular pois o texto de um diário
circula virtualmente na esfera pessoa-a-pessoa entre redator presente e
o leitor futuro. Reflexões à parte, para classificar os diários basta seu
caráter essencialmente pessoal ou administrativo.
Enfim, o leitor
do presente, exatamente o deste relatório, conta, nas tabelas a seguir – e no
quadro complementar com os materiais dos séculos XVI e XX copiados de livros –
com uma visão ampla dos corpora reunidos e tratados nesses seis anos de
trabalho do PHPB nacional. Para agilizar a recuperação das informações, consta
em cada célula das tabelas a numeração do item deste relatório onde se encontra
a descrição completa do material
Quadro Geral
Tipologia
textual
|
Século XVII |
Século XVIII |
Século XIX |
Documentos da Administração Pública |
Bahia burocracia oficial (ver 2.1.8) Pernambuco burocracia oficial (ver 2.4.3) Rio de Janeiro burocracia oficial (ver 3.3.6) São Paulo burocracia oficial (ver 3.4.3) |
Bahia burocracia oficial (ver 2.1.2; 2.1.6, 2.1.8) Paraíba burocracia oficial (ver 3.2.1) Pernambuco burocracia oficial (ver 2.4.4) Rio de Janeiro burocracia oficial (ver 2.5.1, 3.3.1.2, 3.3.2)
Santa Catarina burocracia oficial (ver 2.6.2)
São Paulo burocracia oficial (ver
3.4.3)
diários oficiais (ver 3.4.5) |
Bahia burocracia oficial (ver 2.1.6, 2.1.8) Paraíba burocracia oficial (ver 3.2.1) Rio de Janeiro burocracia oficial (ver 2.5.1, 3.3.2)
Santa Catarina burocracia oficial (ver 2.6.2) |
Tipologia textual
|
Século XVI |
Século XVII |
Século XVIII |
Século XIX |
Documentos da Administração Privada |
São Paulo Cartas da adm. jesuítica (ver 3.4.6) |
(em construção) |
Minas Gerais doc. Irmandades de negros (ver 2.2.4) Rio de Janeiro cartas de mercadores portugueses (Ver 2.5.1, 3.3.1.1) |
Bahia doc. Irmandades de negros (ver 3.1.3, 3.1.4) doc. De Santas Casas (ver 3.1.5) |
Tipologia textual
|
Século XVII |
Século XVIII |
Século XIX |
Século XX |
Documentos Particulares |
(em construção) |
Rio
de Janeiro cartas
pessoais (ver
2.5.1, 3.3.2, 3.3.3) |
Bahia cartas
pessoais (ver
2.1.7, 3.1.1, 3.1.2) Paraná cartas
pessoais (ver 2.3.3) Minas
Gerais cartas
pessoais (ver 2.2.1) Rio
de Janeiro cartas
pessoais (ver
2.5.1, 2.5.5, 3.3.2, 3.3.3, 3.3.4) São
Paulo cartas
pessoais (ver
3.4.1, 3.4.2) |
São
Paulo Cartas pessoais (ver 3.4.4) |
Tipologia textual
|
Século XVII |
Século XVIII |
Século XIX |
Textos literários: |
(em construção) |
Rio de Janeiro peças teatrais portuguesas (ver 2.5.1, 3.3.3, 3.3.5) |
Rio de Janeiro peças teatrais portuguesas (ver 2.5.1, 3.3.5) |
Tipologia textual
|
Século XVII |
Século XVIII |
Século XIX |
Textos em Jornais: |
(Não existiam no Brasil) |
(Não existiam no Brasil) |
Bahia anúncios
(ver 1.1, 2.1.4) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver
1.2, 2.1.5) Minas
Gerais anúncios
(ver 1.1, 2.2.2) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver1.2,
2.2.3) Paraná
anúncios
(ver 1.1, 2.3.1) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver
1.2, 2.3.2) Pernambuco anúncios
(ver 1.1, 2.4.1) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver
1.2, 2.4.2) Rio de Janeiro anúncios
(ver 1.1, , 2.5.1, 2.5.3) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver 1.2, 2.5.1, 2.5.4) Santa Catarina anúncios
(ver 1.1, 2.6.1) São Paulo anúncios
(ver 1.1, 2.7.2) cartas
de redatores e cartas de leitores (ver 1.2, 2.7.3) |
CAP.
V - PHPB: PLANEJANDO A CONTINUAÇÃO DO ACORDO
BRASIL
/ ALEMANHA
Ataliba T. de Castilho (USP, CNPq)
Coordenador do Projeto
CAPES/DAAD/PROBRAL 109/00 pelo lado brasileiro
Presidente da Associação de Lingüística
e Filologia da América Latina
Três anos e meio após a vigência do
Projeto 109/00, integrado no Programa CAPES-DADD-PROBRAL, e esgotado o período
de financiamento concedido por essas agências para o período de 2000-2003, uma pergunta
natural que todos devemos estar nos fazendo é: “vamos parar por aqui, ou vamos
continuar juntos”?
Este documento corporifica a opinião dos pesquisadores brasileiros, e é apresentado a este seminário de Blaubeuren para ouvir a opinião de nossos parceiros alemães. Anexado a ele, pode ser consultada a Bibliografia gerada pelo PHPB, um pouco lacunosa no que diz respeito a possíveis textos de nossos parceiros alemães que não chegaram ao nosso conhecimento.
Cabe inicialmente
verificar se os subprogramas previstos em 1999, cujos resultados constam do
corpo deste relatório, foram desenvolvidos com a mesma intensidade. Esses
subprogramas foram enumerados na apresentação deste volume.
Uma primeira constatação diz
respeito ao desigual tratamento desses itens. Pode-se afirmar que os tópicos 1
(Gramaticalização e tipologia lingüística) e 3 (Contacto, variação e normas
lingüísticas) conheceram um considerável desenvolvimento, o que se deve à
existência prévia, nos dois ambientes, de interesses voltados para eles. Já o
tópico 2 (Tradições discursivas entre oralidade e escrita) permaneceu por um
bom tempo representado pelas pesquisas do Prof. Marlos Barros Pessoa – pelo
menos no que diz respeito a uma atuação mais cingida às idéias de Brigitte
Schlieben-Lange – e às considerações filológicas de Heitor Megale, César
Cambraia, Sílvio Toledo Neto e Afrânio Gonçalves Barbosa (este, integrado como
apêndice ao presente Relatório). Uma nova frente teve início em 2002, com a
participação de Helena Nagamine Brandão e Maria Lucia C.V.O. Andrade no V
Seminário do PHPB, as quais exemplificaram como poderia ser uma Análise
Diacrônica do Discurso.
A segunda constatação é que em seus primeiros 4 anos, o Acordo CAPES/DAAD/PROBRAL envolveu o conhecimento mútuo de pesquisadores brasileiros e alemães. É verdade que ambos os grupos praticamente não se conheciam, e que passaram a conviver em virtude dos seminários anuais e das missões de estudo e de trabalho – estas mais rarefeitas do que aqueles em seus resultados, visto que o mútuo benefício só pode ser notado nas universidades visitadas em ambos os países.
Acredito que a
essa natural dificuldade somou-se certo desconhecimento dos procedimentos
universitários de uns e outros, um aprendizado que teve início com a vigência
do Projeto. Agrava-se esta perspectiva quando se constata que poucos dos
pesquisadores brasileiros lêem textos publicados em alemão.
Mas o problema fundamental não está
aqui. Não parece possível aprofundar os trabalhos mútuos se ignorarmos que os
lingüistas brasileiros envolvidos atuam exclusivamente na área da Lingüística
Portuguesa, ao passo que os lingüistas alemães dedicam-se habitualmente a pelo
menos três línguas românicas, por requisitos profissionais. Seu interesse
continua a concentrar-se no francês, italiano e espanhol, notando-se também que
as línguas românicas de pequena difusão (o catalão, o galego) têm despertado
sua atenção. No panorama da “Nova România”, o espanhol da América tem atraído
sua atenção bem mais que o português americano.
Esta última observação aconselha a
que, com a necessária urgência, se agreguem hispanistas na continuação
de nossos trabalhos. Não se trata apenas de dar atendimento a um evidente
requisito dos parceiros alemães, e sim a de buscar uma interação entre
brasileiros e hispano-americanos, uma ação política que já se desenvolve em
duas frentes, de que tenho sido defensor em mais de uma ocasião.
Na primeira frente, precisamente no
âmbito do PHPB, a busca dessa interação se manifestou já em seus momentos iniciais.
Assim, no I Seminário do PHPB (São Paulo, 1997), sinalizou-se claramente o
objetivo de associar os dois projetos, o já consolidado “História do Espanhol
da América” e o nascente PHPB. Para pôr em marcha esse desideratum, naquele
momento foi convidado o Prof. Adolfo Elizaincín, da Universidad de
Na segunda frente, no âmbito da
Associação de Lingüística e Filologia da América Latina (ALFAL), sua atual
diretoria criou a Comissão de Pesquisas em História do Português da América,
atualmente coordenada por dois membros do PHPB, os Profs. Drs. Afrânio
Gonçalves Barbosa e Célia Lopes, e pediu à coordenadora da pré-existente
Comissão de Pesquisas em História do Espanhol da América, Profa. Dra. Elena
Rojas, da Universidad de Tucumán (Argentina), que propusesse algum tipo de ação
conjunta, à semelhança do que ocorre com várias das Comissões de Pesquisa da
ALFAL. Só para lembrar a última das realizações neste domínio, a revista Lingüística 13 (2001) publicou os
resultados das pesquisas luso-hispanoamericanas em Aquisição da Linguagem. As
Comissões de Pesquisas em história do Espanhol e do Português, integradas na
ALFAL, poderiam fornecer a moldura para a continuação (alargada) de nossos
trabalhos.
A entrada dos colegas alemães
hispanistas daria um reforço considerável a essa política, ampliando e
consolidando uma relação triangular alemães-brasileiros-hispanoamericanos.
Mas quê temas teriam o potencial de
interessar e inspirar essa ação ? Bem, aqui ingressamos no complicado terreno
dos sonhos e dos projetos de cada um / “de cada quien”. Impossível avançar sem
conhecer esses sonhos para explorar seu possível compartilhamento.
Ajudaria muito sondar o modo como
estamos imaginando nossa atuação enquanto lingüistas no séc. XXI. Ora,
justamente Antônio Carlos Xavier e Suzana Cortez acabam de publicar um
inquérito entre 18 lingüistas brasileiros[95].
Todos responderam às mesmas perguntas, a última das quais foi “quais os
desafios para a Lingüística no séc. XXI”?
Eis aqui um quadro-síntese das
respostas:
1. Prosseguir nas análises do português
e das línguas indígenas (pp. 48, 56, 128, 156), preparando-se obras de
referência (gramáticas e dicionários), com o objetivo de promover uma interface
com as ciências da computação (p. 76, 110, 199) e de entender melhor “esse
dentro da linguagem, como ela funciona, como é mesmo sua gramática, que regras
regem de fato uma língua”(p. 173). Impulsionar o caráter abstrato da
Lingüística em sua caminhada das regras, que se situam no nível da observação,
para os princípios, que são explicativos, e destes para as lei, inteiramente
preditivas, refazendo a caminhada já percorrida pela Física (p. 121).
2. Estimular o estudo sobre o passado
do português, recuperando a história do português do Brasil (p. 111).
3. Assumindo que “a linguagem é uma
capacidade cognitiva” (p.187), aprofundar as relações entre língua e cognição,
acelerando a agenda cognitiva no que diz respeito às formas de pensar, à
criação de gêneros (p. 129, 140), à gramaticalização das categorias cognitivas
(p. 61), e ao diálogo da Lingüística com a Neurobiologia, a Psicologia, a
Filosofia da Linguagem e a inteligência artificial (p. 192). Em suma, alargar a
agenda da Lingüística, tornando mais sistemáticos seus contactos com a
Neurologia, a Psicologia e outras ciências (p. 34), inserindo as pesquisas
lingüísticas nas pesquisas experiencialistas da genética (p. 148).
4. Retomar os pressupostos de várias
teorias e modelos já elaborados, na tentativa de “verificar o que é possível
conciliar [para] responder às grandes questões que se colocam sobre a
linguagem” (p. 22). Estimular a pluralidade teórica (p. 70). Redefinir do
objeto da Lingüística, retomando a linguagem como objeto, e não o sistema (p.
88). Estimular a Lingüística Aplicada, para tornar mais eficaz o ensino da
língua materna e das línguas estrangeiras (p.90, 95).
5. Ganhar espaço público, “saltar os
muros da academia”, fazendo ouvir nossa voz nos grandes espaços institucionais
(p. 70).
6. Construir a história das idéias
lingüísticas no Brasil (p. 157).
Essa manifestação dos lingüistas brasileiros – que precisaria ser
comparada à dos romanistas alemães e hispanoamericanos – talvez nos possa ajudar
na identificação dos próximos passos a dar. Precisaríamos, portanto,
identificar os interesses destes colegas, por meio de algum tipo de
questionário. Solicitarei à Profa. Cristina Altmann, coordenadora da Comissão
de Pesquisas
Do lado brasileiro, é clara a vontade de prosseguir o intercâmbio. Provavelmente a agenda de 2000 precisará sofrer algumas alterações, sejam aquelas sugeridas em Blaubeuren, sejam aquelas derivadas do questionamento mencionado acima. Mas sem dúvida há interesse em verticalizar a temática, desenvolvendo pesquisas de cunho teórico. Continua também a expectativa de que um número maior de interações sejam estabelecidas.
São estas as questões que trazemos
ao debate em Blaubeuren.
Aspectos
sincrônicos e diacrônicos do Português Brasileiro
Blaubeuren, 4-6
de julho de 2003.
CONCLUSÕES: PLANEJANDO A CONTINUAÇÃO DO
ACORDO
BRASIL / ALEMANHA
Ataliba T. de Castilho (USP, CNPq)
Coordenador do Projeto CAPES/DAAD/PROBRAL
109/00 pelo lado brasileiro
Presidente da Associação de
Lingüística e Filologia da América Latina
Três anos e meio
após a vigência do Projeto 109/00, integrado no Programa CAPES-DADD-PROBRAL, e
esgotado o período de financiamento concedido por essas agências para o período
de 2000-2003, uma pergunta natural que todos devemos estar nos fazendo é:
“vamos parar por aqui, ou vamos continuar juntos”?
Este documento corporifica a opinião dos pesquisadores brasileiros, e é apresentado a este seminário de Blaubeuren para ouvir a opinião de nossos parceiros alemães. Anexado a ele, pode ser consultada a Bibliografia gerada pelo PHPB, um pouco lacunosa no que diz respeito a possíveis textos de nossos parceiros alemães que não chegaram ao nosso conhecimento.
Cabe inicialmente verificar se os
subprogramas previstos em 1999, cujos resultados constam do corpo deste
relatório, foram desenvolvidos com a mesma intensidade.
Uma primeira constatação diz
respeito ao desigual desenvolvimento desses itens. Pode-se afirmar que os
tópicos 1 (Gramaticalização e tipologia lingüística) e 3 (Contacto, variação e
normas lingüísticas) conheceram um considerável desenvolvimento, o que se deve
à existência prévia, nos dois ambientes, de interesses voltados para eles. Já o
tópico 2 (Tradições discursivas entre oralidade e escrita) permaneceu por um
bom tempo representado pelas pesquisas do Prof. Marlos Barros Pessoa – pelo
menos no que diz respeito a uma atuação mais cingida às idéias de Brigitte
Schlieben-Lange – e às considerações filológicas de Heitor Megale, César
Cambraia, Sílvio Toledo Neto e Afrânio Gonçalves Barbosa (este, integrado no
presente Relatório). Uma nova frente teve início com a participação de Helena
Nagamine Brandão e Maria Lucia C.V.O. Andrade no V Seminário do PHPB, as quais
exemplificaram como poderia ser uma Análise Diacrônica do Discurso.
A segunda constatação é que em seus primeiros 4 anos, o Acordo CAPES/DAAD/PROBRAL envolveu o conhecimento mútuo de pesquisadores brasileiros e alemães. É verdade que ambos os grupos praticamente não se conheciam, e que passaram a conviver em virtude dos seminários anuais e das missões de estudo e de trabalho – estas mais rarefeitas do que aqueles em seus resultados, visto que o mútuo benefício só pode ser notado nas universidades visitadas em ambos os países.
Acredito que a
essa natural dificuldade somou-se certo desconhecimento dos procedimentos
universitários de uns e outros, um aprendizado que teve início com a vigência
do Projeto. Agrava-se esta perspectiva quando se constata que poucos dos
pesquisadores brasileiros falam a língua de seus parceiros alemães.
Mas o problema fundamental não está
aqui. Não parece possível aprofundar os trabalhos mútuos se ignorarmos que os
lingüistas brasileiros envolvidos atuam exclusivamente na área da Lingüística
Portuguesa, ao passo que os lingüistas alemães dedicam-se habitualmente a pelo
menos três línguas românicas, por requisitos profissionais. Seu interesse
continua a concentrar-se no francês, italiano e espanhol, notando-se também que
as línguas românicas de pequena difusão (o catalão, o galego) têm despertado
sua atenção. No panorama da “Nova România”, o espanhol da América tem atraído
sua atenção bem mais que o português americano.
Esta última observação aconselha a
que, com a necessária urgência, se agreguem hispanistas na continuação
de nossos trabalhos. Não se trata apenas de dar atendimento a um evidente
requisito dos parceiros alemães, e sim a de buscar uma interação entre
brasileiros e hispano-americanos, uma ação política que já se desenvolve em
duas frentes, de que tenho sido defensor em mais de uma ocasião.
Na primeira frente, precisamente no
âmbito do PHPB, a busca dessa interação se manifestou já em seus momentos
iniciais. Assim, no I Seminário do PHPB (São Paulo, 1997), sinalizou-se
claramente o objetivo de associar os dois projetos, o já consolidado “História
do Espanhol da América” e o nascente PHPB. Para pôr em marcha esse desideratum,
naquele momento foi convidado o Prof. Adolfo Elizaincín, da Universidad de
Na segunda frente, no âmbito da
Associação de Lingüística e Filologia da América Latina (ALFAL), sua atual
diretoria criou a Comissão de Pesquisas em História do Português da América,
atualmente coordenada por dois membros do PHPB, os Profs. Drs. Afrânio
Gonçalves Barbosa e Célia Lopes, e pediu à coordenadora da pré-existente
Comissão de Pesquisas em História do Espanhol da América, Profa. Dra. Elena
Rojas, da Universidad de Tucumán (Argentina), que propusesse algum tipo de ação
conjunta, à semelhança do que ocorre com várias das Comissões de Pesquisa da
ALFAL. Só para lembrar a última das realizações neste domínio, a revista Lingüística
13 (2001) publicou os resultados das pesquisas luso-hispanoamericanas em
Aquisição da Linguagem. As Comissões de Pesquisas em história do Espanhol e do
Português, integradas na ALFAL, poderiam fornecer a moldura para a continuação
(alargada) de nossos trabalhos.
A entrada dos colegas alemães
hispanistas daria um reforço considerável a essa política, ampliando e
consolidando uma relação triangular alemães-brasileiros-hispanoamericanos.
Mas quê temas teriam o potencial de interessar
e inspirar essa ação ? Bem, aqui ingressamos no complicado terreno dos sonhos e
dos projetos de cada um / “de cada quien”. Impossível avançar sem conhecer
esses sonhos para explorar seu possível compartilhamento.
Ajudaria muito sondar o modo como
estamos imaginando nossa atuação enquanto lingüistas no séc. XXI. Ora,
justamente Antônio Carlos Xavier e Suzana Cortez acabam de publicar um
inquérito entre 18 lingüistas brasileiros[96][96].
Todos responderam às mesmas perguntas, a última das quais foi “quais os
desafios para a Lingüística no séc. XXI”?
Eis aqui um quadro-síntese das
respostas:
7. Prosseguir nas análises do português
e das línguas indígenas (pp. 48, 56, 128, 156), preparando-se obras de
referência (gramáticas e dicionários), com o objetivo de promover uma interface
com as ciências da computação (p. 76, 110, 199) e de entender melhor “esse
dentro da linguagem, como ela funciona, como é mesmo sua gramática, que regras
regem de fato uma língua”(p. 173). Impulsionar o caráter abstrato da
Lingüística em sua caminhada das regras, que se situam no nível da observação,
para os princípios, que são explicativos, e destes para as lei, inteiramente
preditivas, refazendo a caminhada já percorrida pela Física (p. 121).
8. Estimular o estudo sobre o passado
do português, recuperando a história do português do Brasil (p. 111).
9. Assumindo que “a linguagem é uma
capacidade cognitiva” (p.187), aprofundar as relações entre língua e cognição,
acelerando a agenda cognitiva no que diz respeito às formas de pensar, à
criação de gêneros (p. 129, 140), à gramaticalização das categorias cognitivas
(p. 61), e ao diálogo da Lingüística com a Neurobiologia, a Psicologia, a
Filosofia da Linguagem e a inteligência artificial (p. 192). Em suma, alargar a
agenda da Lingüística, tornando mais sistemáticos seus contactos com a
Neurologia, a Psicologia e outras ciências (p. 34), inserindo as pesquisas
lingüísticas nas pesquisas experiencialistas da genética (p. 148).
10. Retomar os pressupostos de várias teorias e
modelos já elaborados, na tentativa de “verificar o que é possível conciliar
[para] responder às grandes questões que se colocam sobre a linguagem” (p. 22).
Estimular a pluralidade teórica (p. 70). Redefinir do objeto da Lingüística,
retomando a linguagem como objeto, e não o sistema (p. 88). Estimular a
Lingüística Aplicada, para tornar mais eficaz o ensino da língua materna e das
línguas estrangeiras (p.90, 95).
11. Ganhar espaço público, “saltar os muros da
academia”, fazendo ouvir nossa voz nos grandes espaços institucionais (p. 70).
12. Construir a história das idéias lingüísticas no
Brasil (p. 157).
Essa manifestação dos lingüistas brasileiros – que precisaria ser comparada à dos romanistas alemães e hispanoamericanos – talvez nos possa ajudar na identificação dos próximos passos a dar.
Do lado brasileiro, é clara a vontade de prosseguir o intercâmbio. Provavelmente a agenda de 2000 não precisará ser alterada, mas sem dúvida há interesse em verticalizar a temática, desenvolvendo pesquisas de cunho teórico. Continua também a expectativa de que um número maior de interações sejam estabelecidas.
São estas as questões que trazemos ao debate em Blaubeuren.
Informações e bibliografia
Última revisão: 20/06/03
1. Objetivos
Historiar o Português Brasileiro nas cidades de Recife, Salvador, João
Pessoa, Rio de Janeiro,Ouro Preto, São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Para
atingir esse objetivo o PHPB desenvolverá três subprogramas:
· Constituição do Corpus Diacrônico do Português Brasileiro.
· História Social do Português Brasileiro.
· Mudança gramatical do Português Brasileiro. Até aqui, os pesquisadores
têm optado por um dos seguintes modelos teóricos: variação e mudança,
gerativista (princípios e parâmetros), funcionalista (processos de
gramaticalização).
2. Formas de atuação
·
Foram constituídas
equipes regionais de pesquisadores, as quais desenvolvem a agenda acima.
·
Os resultados obtidos
são apresentados e discutidos em seminários nacionais, realizados a cada ano e
meio.
·
Uma vez revistos, os respectivos
textos são publicados na série Para a História do Português Brasileiro,
editada pela Humanitas (FFLCH-USP).
·
Encerrada a agenda de
pesquisas, prevê-se a consolicação dos resultados obtidos e sua publicação em
série própria.
3. Corpus diacrônico do
Português Brasileiro
Por enquanto, o corpus de análise se
compõe dos seguintes tipos de texto:
·
Anúncios em jornais
brasileiros do século XIX: Guedes & Berlinck (Orgs. 2000).
·
Correspondência de
editores de jornais brasileiros do século XIX: Barbosa e Lopes (Orgs., no
prelo).
·
Correspondência de
leitores de jornais brasileiros do século XIX: Barbosa e Lopes (Orgs., no
prelo).
·
Correspondência de
juízes e desembargadores do séc. XVIII: Lobo (Org. 2001).
·
Correspondência de
ordem religiosa: Lobo (2001,vol. 4).
·
Cartas da Santa Casa de
Misericórdia, séc. XIX: Ilza Ribeiro / Soraia Rebouças / Lavínia de Jesus
(2001).
·
Atas de reuniões de
irmandade negra do séc. XIX: Oliveira (2003)
As “Normas para transcrição de documentos manuscritos para a história do
português do Brasil” foram publicadas em R. V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo
2: 553-555).
4. Seminários Nacionais
·
I, São Paulo, 1997, sob
o patrocínio da Área de Filologia e Língua Portuguesa da USP e da Fapesp.
·
II, Campos do Jordão,
1998, sob o patrocínio da Fapesp.
· III, Campinas SP, 1999, sob o
patrocínio do Programa de Pós-Graduação em Lingüística da Unicamp.
·
IV, Teresópolis RJ,
2001, sob o patrocínio da Faculdade de Letras da UFRJ, CNPq e Faperj.
·
V, Ouro Preto, 2002,
sob o patrocínio da UFMG.
· PERNAMBUCO
Coordenador: Marlos Pessoa de Barros
(UFPe).
· BAHIA
Coordenadora: Rosa Virgínia Mattos e
Silva (UFBa). Pesquisadores: Ilza Ribeiro (UFBa), Tânia Lobo (UFBa), Zenaide de
Oliveira Novais Carneiro (UEFS, doutoranda Unicamp), Norma Lúcia Fernandes de
Almeida (UEFS, doutoranda Unicamp). Discentes: Permínio Ferreira (doutorando
USP), Klebson Oliveira (doutorando UFBa), Soraia Oliveira Rebouças (Unifacs),
Lavínia Rodrigues de Jesus (Unifacs), Marcos Bispo dos Santos (graduação UFBa),
Margarida Maria Oliveira dos Santos (graduanda UFBa), Marina Andari Hatty
(graduanda UFBa).
· PARAÍBA
Coordenador: Dermeval da Hora (UFPB). Pesquisadores: Maria Elizabeth Affonso Christiano, Eliane Ferraz
Alves, Maria Cristina de Assis Pinto Fonseca, Maria das Graças Ribeiro
Carvalho, Fabrício Possebon (Doutorando - USP). Discentes: Ana Clarissa Santos
Bessera (Mestranda) Rubens Marques de Lucena (Doutorando-UFPB), Adryana de
Araújo Oliveira (graduanda), Elton Jones Barbosa Andrade (graduando), Renata
Conceição Neves Monteiro (graduanda), todos da UFPB.
· RIO DE JANEIRO
Coordenadora: Dinah I. Callou
(UFRJ). Pesquisadores: Maria Eugênia Lamoglia Duarte (UFRJ), Afrânio Gonçalves
Barbosa (UFRJ), Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ), Mário Eduardo Toscano
Martelotta (UFRJ). Discentes: Carolina Ribeiro Serra (UFRJ), Juanito Ornelas de
Avelar (UFRJ), Márcia Cristina de Brito Rumeu (UFRJ), Márcio Martins Leitão
(UFRJ).
· MINAS GERAIS
Coordenadora: Jânia Ramos (UFMG). Pesquisadores: Mônica Alkmim (UFOP),
Renato Porto Venancio (UFOP), Candice Fernandez (UFMG), Raquel Dettoni
(UFMG/UnB), Ev’Angela Barros (UFMG). Discentes: Daniela Bassani (UFMG), Lillian
Moura (UFMG).
·
SÃO PAULO [www.fflch.usp/dlcv/lport]
Coordenador: Ataliba T. de Castilho (USP). Pesquisadores: Ângela C. S.
Rodrigues (USP), Helena Nagamine Brandão (USP), Maria Aparecida Torres de
Morais (USP), Maria Lúcia C.V.O. Andrade (USP), Marilza de Oliveira (USP),
Mário Eduardo Viaro (USP), Marymarcia Guedes (Unesp / Araraquara), Rosane
Andrade Berlinck (Unesp / Araraquara), Tânia Alkmim (Unicamp). Discentes: Célia
Maria Moraes de Castilho (doutoranda Unicamp), Marcelo Módolo (doutorando USP),
Nanci Romero (mestranda USP), Verena Kewitz (doutoranda USP), Vandersi Santana
(doutoranda Unicamp), Rafael Coelho (IC, USP), Tasso A. C. dos Santos (IC,
USP).
· PARANÁ
Coordenadora: Sônia Maria Lazzarini Cyrino (Univ. Est. Londrina).
Pesquisadores: Vanderci de Oliveira Aguilera (UEL), Jerusa de Paula Barrichello
(UEL), Flávia Figueiredo (UEL).
· SANTA
CATARINA
Coordenador: Gilvan Müller de Oliveira (UFSC).
6. Doutorados
· Célia Regina dos Santos Lopes - A inserção de a
gente no quadro pronominal do português: percurso histórico. Rio de
Janeiro: UFRJ, Faculdade de Letras, 1999.
· Afrânio Barbosa –
Análise Lingüística do Gerúndio. Cartas de comércio do séc. XVIII. Rio de
Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2000, inédita.
· Tânia Lobo – Para
uma Sociolingüística Histórica do Português no Brasil. Edição filológica e
análise lingüística de cartas particulares do Recôncavo da Bahia, século XIX.
São Paulo: Universidade de São Paulo, 2001, 4 vols, inédita.
· Miguel Salles – Pronomes
de Tratamento do Interlocutor no Português Brasileiro: um estudo de pragmática
histórica. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2001, inédita.
· Mônica Alkmim- Negativas
Sentenciais: uma abordagem sociolingüística. Belo Horizonte: Universidade
Federal de Minas Gerais, 2001.
· Sílvia Rita
Magalhães Olinda – A Colocação dos Pronomes no Português Brasileiro, sécs.
XVIII e XIX: a questão revisitada. Salvador: Universidade Federal da Bahia,
2002.
· Eliana Pitombo
Teixeeira – Era uma vez Você. Salvador: Universidade Federal da Bahia,
2002.
· Gilvan Müller de
Oliveira – História Social do Português de Santa Catarina. Universidade Estadual
de Campinas, em andamento.
· Marcelo Módolo – Diacronia
das sentenças correlatas. Universidade de São Paulo, em andamento.
· Raquel Dettoni – Marcação
de Gênero no Dialeto da Baixada Cuiabana. Universidade Federal de Minas
Gerais , em andamento.
· Ev’Angela Barros
– Realizações de dativo de posse: o percurso de uma mudança.
Universidade Federal de Minas Gerais , em andamento.
·
Vandersi
Santana – Interface Dialetologia / Lingüística Histórica. Campinas: Universidade
Estadual de Campinas, em andamento.
7. Mestrados
· Marcelo Módolo – Um
Corpus para a Diacronia do Português de São Paulo. São Paulo: Universidade
de São Paulo, 1998, inédita.
· Verena Kewitz - Gramaticalização
de ser e estar locativos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002,
inédita.
· Klebson Oliveira
– Textos escritos por africanos e afro-descendentes na Bahia do século XIC:
fontes do nosso latim vulgar ? Salvador: Universidade Federal da Bahia,
2003.
· Lavínia Rodrigues
de Jesus – O relativo cujo em documentos do século XIX. Salvador:
UFBa, 2002, inédita.
·
Candice
Fernandez – Português Padrão: conceituação e avaliação por informantes
belorizontinos. Universidade Federal de Minas Gerais, Dissertação de Mestrado,
em andamento.
8. Convênio internacional
Sob o abrigo do “Programa
Brasil-Alemanha” (PROBRAL), estebelecido pela CAPES e pelo DAAD, foi assinado
um convênio para o intercâmbio de pesquisadores e de doutorandos envolvidos
neste Projeto, com vigência de
9. Publicações
Relacionam-se aqui os trabalhos
publicados na série Para a História do Português Brasileiro, tanto
quanto aqueles apresentados por seus pesquisadores em eventos no país ou no
exterior.
AGUILERA,
Vanderci de Andrade (2002). Um estudo lexical em documentos notariais
paranaenses. In M. E. L.Duarte / D. Callou (Orgs. 2002: 223-235).
ALKMIM, Tânia
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português no Brasil. In R. V. Mattos e Silva (Org. 2001, tomo 2: 317-336).
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[1][1][1][1] O documento completo do acordo
Brasil – Alemanha circulou entre os pesquisadores, tendo sido publicado
* Em 2000, também o Prof. Dr.
Eberhard Gärtner esteve no Brasil, financiado porém pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo. Ele ministrou na Universidade de São Paulo um
curso de pós-graduação e proferiu diversas conferências no país.
[2][2][2][2] Este trabalho integra o projeto
“Para a história do Português Brasileiro: gramaticalização e mudança
bramatical”. Bolsa de Produtividade Científica do CNPq (Proc. 306319/88-8)
[3][3][3][3] Este trabalho integra o projeto
“Novos clíticos no Português Brasileiro”. Bolsa de Produtividade Científica do
CNPq (Proc. 521811/97-0)
[4][4][4][4] As seis propriedades referidas são
atrito, condensação, paradigmatização, coalescência, obrigatoriedade e fixação
(tal como traduzidos por Castilho, 1997:49).
[5][5][5][5] Roberts, Ian & Roussou, Anna. A Formal Approach to
Grammaticalisation. In
//A:A%20Formal%20Aproach%to%grammaticalisation.htm
[6][6][6][6] Por mecanismo de fixação de
parâmetro entende-se................
[7][7][7][7] “Lexical Subset Principle: Interpret lexical items as being susceptible of occurence in the smallest set of contexts consistent with the input.”(in Roberts & Roussou (1999:20)
[8][8][8][8] Por Teoria de Checagem
entenda-se........
[9][9][9][9] Forma Fonética, ao lado da Forma Lógica, seriam as interfaces entre o sistema computacional da gramática e os sistemas externos à gramática, a saber, sistemas perceptuais-auditivos e sistemas conceptuais-intencionais. (Chomsky, N. The Minimalist Program. 1995).
[10][10][10][10] Vincent, Nigel (2001) LFG as a Model of Syntactic Change. In M.Butt & T.H. King (eds) Time over Matter. Diachronic Perspectives on Morphosyntax. Stanford, CLSI Publications.
[11][11][11][11]De acordo com Nigel (2001), este
grupo reuniria estudiosos que adotam a gramática funcional de Halliday, a
gramática funcional de Dik e a Gramática Léxico-Funcional. Os dois primeiros grupos conceberiam a língua principalmente em sua
dimensão comunicativa, enquanto que o último abrigaria aqueles que
considerariam princípios que dizem respeito à correspondência entre estruturas,
comportando uma base representacional para variantes em competiçào, a partir
das quais uma mudança poderia evoluir. Estes últimos não estariam comprometidos
a ver mudança morfo-sintática como resultado de efeitos erosivos de mudança
sonora.
[12][12][12][12] As noções de língua-E e língua-I
foram formuladas por Chomsky (1986) nos seguintes termos
[13][13][13][13] Desnecessário dizer que esses
tópicos freqüentemente se recobrem. É o caso, pelo menos, das entradas
“advérbios”, “conjunções”, “preposições” e “operadores discursivos e
argumentativos”.
[14][14][14][14] Ainda em uso em algumas regiões,
com formas verbais variando entre morfologia canônica de 2a. pessoa
e morfologia de 3a. pessoa.
[15][15][15][15] Vamos deixar em aberto a questão da
seleção do verbo.
[16][16][16][16] Os textos apresentados ao V Seminário
Para a História do Português Brasileiro, realizado em Ouro Preto, em 2002,
serão organizados para publicação por Jânia Ramos e Mônica Alkmim.
[17][17][17][17] ELIZAINCÍN, Adolfo. (1998a). Estado actual del Proyecto Historia del
Español de América e (1998b) Historia
social del español de América: perspectivas não serão abordados neste
trabalho.
[18][18][18][18] Coube a Tânia Lobo a redação dos
itens 1 e 2 e a Klebson Oliveira, a do item 3.
[19][19][19][19] NETO, Serafim da Silva. (1986
[1950]). Introdução ao estudo da língua
portuguesa no Brasil. 5 ed. Rio de Janeiro: Presença.
[20][20][20][20] Afirma Mattos e Silva: “A defesa da
tese do conservadorismo se funda basicamente em fatos de mudanças fônicas que,
talvez a partir do século XVII, mas com certeza no século XVIII, ocorreram no
português europeu e não se deram no português brasileiro. (...) são,
fundamentalmente, aquelas relacionadas ao sistema vocálico não-acentuado.
Sustenta ainda essa tese o pressuposto do caráter conservador do mundo rural,
próprio ao Brasil até o nosso século.”
[21][21][21][21] LUCCHESI, Dante. (1994). Variação e
norma: elementos para uma caracterização sociolingüística do português do
Brasil. Revista Internacional de Língua
Portuguesa, 12:17-28.
[22][22][22][22] KATO, Mary. (1993). Português
brasileiro falado: aquisição em contexto de mudança lingüística. Actas do Congresso Internacional sobre o
Português. v. II. Lisboa: Colibri/APL.
[23][23][23][23] HOUAISS, Antônio. (1985). O português no Brasil. Rio de Janeiro:
UNIBRADE/UNESCO.
[24][24][24][24] WEINREICH, U., LABOV, W., HERZOG, W.
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change. In LEHMANN, W. P., MALKIEL, Y. (eds.) Directions for historical linguistics.
[25][25][25][25] LABOV, W. (1982). Building on empirical foundations. In LEHMANN, W. P., MALKIEL, Y. (eds.) Perspectives on historical linguistics. Amsterdã/Filadélfia: John Benjamins Co.
[26][26][26][26] KROCH. (1989). Reflexes of grammar in patterns of language change. Language, variation and change, 1:199-244.
[27][27][27][27] RAMOS, Jânia. (1996). O uso das
você, ocê e cê no dialeto mineiro. In HORA, Dermeval. (org.), Diversidade
lingúística no Brasil.
[28][28][28][28] FARACO, Carlos Alberto. (1996). O
tratamento você em português: uma abordagem histórica. Fragmenta, 13:51-82.
[29][29][29][29] VITRAL, Lorenzo. (1996). A forma cê
e a noção de gramaticalização. Revista
Estudos da Linguagem 4 (1):115-124.
[30][30][30][30] BOLÉO, M. Paiva. (1946). Introdução ao estudo da filologia
portuguesa. Lisboa: Revista de Portugal.
[31][31][31][31] O plano de trabalho referido consta
da síntese de Mattos e Silva (1998), feita anteriormente, razão por que não é
aqui retomado.
[32][32][32][32] Esclarece a autora que utiliza a
designação indícios no sentido proposto
por GUINSBURG, Carlo. (1989). Mitos
emblemas sinais: morfologia e história. Rio de Janeiro: Companhia das
Letras, para quem o “conhecimento histórico é indireto, indiciário,
conjectural”.
[33][33][33][33] Para a caracterização referida, ver
Mattos e Silva (1998), anteriormente sintetizado.
[34][34][34][34] FAUSTO, B. (1994). História do Brasil. São Paulo:
EDUSP/FDE.
[35][35][35][35] MUSSA, Alberto. (1991). O papel das língua africanas na história do
português do Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ. Dissertação de Mestrado.
[36][36][36][36] A propósito desta questão, Mattos e
Silva indica RIBEIRO, Ilza. (1998). A mudança no PB é mudança em relação a que
gramática? In: CASTILHO, A. T. (org.). Para
a história do português brasileiro. v. I. Primeiras idéias. São Paulo:
Humanitas.
[37][37][37][37] RODRIGUES, Aryon. (1986). Línguas brasileiras. São Paulo: Loyola.
[38][38][38][38] Admite que outras terá havido e
menciona o caso da língua geral de base
cariri, difundida pelos interiores do Nordeste do Brasil, a que se refere
Antônio Houaiss (1985).
[39][39][39][39] MONTEIRO, John Manuel. (1995). Negros da terra: índios e bandeirantes nas
origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras.
[40][40][40][40] Cf. MUSSA op. cit.
[41][41][41][41] Apóia-se em MUSSA op. cit. e RIBEIRO, Darcy. (1995).O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São
Paulo: Compahia das Letras.
[42][42][42][42] Cf. KROCH, A., TAYLOR, A. (1994). English verb-second
constraint: case study in language and language change. Mimeo.
[43][43][43][43] Cf. KARASCH, M. (1994). Escravidão
africana. In: NIZZA DA SILVA, M. B. (org.). (1994). Dicionário da história da colonização portuguesa no Brasil. Lisboa:
Verbo.
[44][44][44][44] Cf. SCHWARTZ 1994
[45][45][45][45] REIS, J. J., GOMES, F. S. (orgs.) (1996). Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo:
Companhia das Letras.
[46][46][46][46] FUNARI, P. P. (1996). A arqueologia
de Palmares: sua contribuição para o conhecimento da cultura afo-americana. In:
REIS. J. J., GOMES, F. S. (orgs.) (1996). Liberdade
por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Compahia das
Letras.
[47][47][47][47] PRICE, R. (1996). Palmares como
poderia ter sido. In: REIS. J. J., GOMES, F. S. (orgs.) (1996). Liberdade por um fio: história dos quilombos
no Brasil. São Paulo: Compahia das Letras.
[48][48][48][48] CUNHA, Manuela Carneiro da. (1985). Negros, estrangeiros: os escravos libertos e sua volta à África. São Paulo: Brasiliense.
[49][49][49][49] LABOV, W. (1972). Sociolinguistic
patterns.
[50][50][50][50] Afirma, contudo, não perder de
vista a possibilidade de coincidência entre os resultados concretos e os
esperáveis da deriva.
[51][51][51][51] CARVALHO, Felix de. (1979). Sobre
os falares crioulos do Brasil. Caderno de
Letras, Universidade Federal da Paraíba, 4:79-92.
[52][52][52][52] MELO, Gladstone Chaves de. (1946). A língua do Brasil. 3 ed. Rio de
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memory of John E. Reinecke. Honololu, p. 406-429.
[53][53][53][53] ELIA, Sílvio. (1979). A unidade lingüística do Brasil. Rio de
Janeiro: Padrão.
[54][54][54][54] AMARAL, Amadeu. (1920).
[55][55][55][55] ROBERTS, Ian, KATO, Mary. (orgs.) (1993). Português
brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: Ed. UNICAMP.
[56][56][56][56] Cf. KOSS, A. M. (1971). Sobre um fenômeno da linguagem corrente
falada no Brasil (reestruturação do paradigma de conjugação (em russo).
Filologi_eskije nauki, 4:102-110 e DUARTE, Maria Eugênia Lamoglia. (1993). Do
pronome nulo ao pronome pleno: a trajetória do sujeito no português do Brasil.
In: ROBERTS, Ian, KATO, Mary. (orgs.) (1993). Português brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: Ed. da
UNICAMP.
[57][57][57][57] DUARTE op. cit.
[58][58][58][58] VICENTE, Gil. (1943). Frágoa d’amor
(1525). In: Obras Completas. Lisboa:
Sá da Costa; VICENTE, Gil. (1968). Clérigo da Beira (1526). In: Obras Completas. Lisboa: Sá da Costa e
VICENTE, Gil. (1943). Nau d’amores (1527). In: Obras Completas. Lisboa: Sá da Costa
[59][59][59][59] MIMOSO, Juan Sardina. Relación de
la real tragicomedia com que los padres de la Compañia de Jesus...recibieron a
la magestad católica de Felipe II (1620), publicado pel primeira vez em Silva
Neto. (1963).
[60][60][60][60] FERREIRA, Carlota. (1985).
Remanescentes de um falar crioulo brasileiro (Helvécia – Bahia – Brasil). Revista Lusitana, Lisboa, Nova Série,
5:21-34.
[61][61][61][61] Atesta a mudança da expressão do
sujeito nas imitações da fala dos negros, nas imitações da fala dos índios, nos
falares crioulos ou semi-crioulos de Helvécia, no folclore afro-brasileiro e no
português não-padrão de Angola e Moçambique.
[62][62][62][62] MARQUES, Irene Guerra. (1985).
Algumas considerações sobre a problemática lingüística em Angola. In: Congresso sobre a situação actual da língua
portuguesa no mundo (Actas, v. 1). Liboa: ICLP, p. 205-223.
[63][63][63][63] Atestada na imitação da fala de
negros, em Helvécia e no dialeto caipira.
[64][64][64][64] Atestada na imitação da fala de
negros e índios, em Helvécia, no folclore afro-brasileiro, no dialeto caipira e
no português angolano.
[65][65][65][65] Na imitação da fala de negros e de
índios, no folclore afro-brasileiro, no dialeto caipira, no português de Angola
e de Moçambique.
[66][66][66][66] Atestada na imitação da fala de
negros e de índios, no semicrioulo de Helvécia, no folclore afro-brasileiro e
no português inculto africano.
[67][67][67][67] Uso atestado no folclore
afro-brasileiro, nas linguagens rural e urbana incultas brasileiras, assim como
no português angolano e moçambicano.
[68][68][68][68] Foram atestados indícios dela nas
imitações da fala de negros e de índios, no folclore afro-brasileiro, nas
linguagens rural e urbana inculta brasileiras, no português de Angola e de
Moçambique. Gärtner ainda chama a atenção parao o fato de que “No Brasil, como
é sabido, a realização zero já entrou na fala urbana culta (...) não se
restringindo (...) aos clíticos do objeto direto.”
[69][69][69][69] , defendida por Sousa da Silveira
(1966), Rocha Lima (1998) e Chaves de Melo (1946) para as formas de terceira
pessoa.
[70][70][70][70] explicação plausível, como aliás
foi reconhecido em 1979 por Sílvio Elia (...)” que antes reproduzia a
explicação de Sousa da Silveira
[71][71][71][71] As imitações da fala dos aloglotas
dos séculos XVI e XVII caracterizam-se por uso preferencial (porém não
exclusivo) das formas tônicas como objeto direto, sem distinção de gênero na 3a
pessoa, o que estaria de acordo com as línguas bantas, que não têm a referida
distinção. O uso de ele / ela como objeto direto também se
encontra em Angola.
[72][72][72][72] THOMASON KAUFMAN. (1988): “a
história de uma língua é uma função da história de seus falantes, e não um
fenômeno independente que pode ser estudado em detalhes sem menção ao contexto
social em que está inserido”
[73][73][73][73] Bandeirantes, mercadores e suas
caravanas, movimentos de escravos das regiões canavieiras para as mineradoras
e, posteriormente, de volta às regiões agrárias, sendo o maior dos movimentos o
que ocorreu após o fim da escravatura com a ida de ex-escravos para as cidades.
[74][74][74][74] Fonte:
[75][75][75][75] ROSSATO. (1998).
[76][76][76][76] FÁVERO
[77][77][77][77] Cf. MUSSA op. cit.
[78][78][78][78] RIBEIRO. (1978).
[79][79][79][79] Rossato relata que, por influência
política e poder da economia local, foram criadas 3 universidades de
[80][80][80][80] CUNHA. (1978).
[81][81][81][81] Observa que os fatos referidos são
bastante homogêneos na fala rural típica.
[82][82][82][82] WEHLING, WEHLING. (1994).
[83][83][83][83] QUEIROZ. (1992).
[84][84][84][84] MARCÍLIO. (1973).
[85][85][85][85] Cf. ELIAS, N. (1990). O processo civilizador. Rio de Janeiro:
Zahar e SILVEIRA, M. A. (1996) O universo do indistinto: Estado e sociedade nas
Minas setecentistas. São Paulo: Hucitec.
[86][86][86][86] RODRIGUES op. cit.
[87][87][87][87] FAORO, R. (1975). Os donos do poder. Porto Alegre:
Globo-EDUSP.
[88][88][88][88] LE GOFF & NORA. (orgs.) (1976).
História: novos objetos. Rio de
Janeiro: Francisco Alves.
[89][89][89][89] ÁVILA, A. (1967). Resíduos seiscentistas em Minas. Belo
Horizonte: Imprensa da Universidade Federal de Minas Gerais. 2 v.
[90][90][90][90] Cf. RODRIGUES op. cit.e VILLALTA, L. C.
(1997). O que se fala e o que se lê: língua, instrução e leitura. In: SOUZA, L.
M.. (org.) (1997). História da vida
privada no Brasil. Cotidiano e vida na América portuguesa. v 1. São Paulo:
Companhia das Letras.
[91][91][91][91] KROCH, A. (1996).Sintactic change and the nature of grammar. Porto Alegre, I Encontro de Variação Lingüística do Cone
Sul (Setembro de 1996). Mimeo.
[92][92][92][92] SILVA NETO. (1957).
[93][93][93][93] As normas para transcrição dos
documentos levantados pelas equipes do PHPB encontram-se publicadas em: MATTOS
E SILVA, Rosa Virgínia (org.) (2001) Para a história do português brasileiro:
volume II – primeiros estudos. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP/FAPESP, tomo II,
p. 553-555.
[94][94][94][94] Vale sempre lembrar que os esquemas
de escrita – ou a preocupação em tentar seguir um esquema qualquer preestabelecido
pela tradição – independe da habilidade de quem escreve. Edith Pimentel Pinto,
em O português popular escrito, afirma que “Diferentemente do que ocorre
na interação oral, que é espontânea, (...) o monólogo epistolar acusa, não só
um adestramento para a execução desse tipo de texto, evidente no plano de
disposição gráfica e orgânica do texto, mas também, e coerentemente, um senso
de responsabilidade manifesto no ato de escrever”.
[95][95][95][95] Antônio Carlos Xavier e Suzana
Cortez (Orgs. Conversas com Lingüistas. Virtudes e controvérsias da
Lingüística. São Paulo: Parábola Editorial, 2003, 199 páginas.
[96][96][96][96] Antônio Carlos Xavier e Suzana
Cortez (Orgs. Conversas com Lingüistas. Virtudes e controvérsias da
Lingüística. São Paulo: Parábola Editorial, 2003, 199 páginas.