No âmbito da resolução da correferência intrasentencial, o Princípio A da Teoria da Ligação (CHOMSKY, 1981) rege a escolha do antecedente das formas anafóricas. Esse princípio prediz que uma anáfora deve ter um antecedente que a c-comande. Devido à relevância dos princípios de ligação (CHOMSKY, 1981) nos estudos de correferência intrasentencial, esse estudo pretende observar a atuação das restrições de ligação no processamento da anáfora ‘a si mesmo (a)’, observando se a noção de c-comando é importante para o estabelecimento da correferência. Para tanto, realizamos um experimento on-line utilizando a técnica de leitura automonitorada com 24 conjuntos de frases que foram divididas em seis condições experimentais e 48 frases distratoras. Esse trabalho tem como variáveis independentes a posição e o gênero do antecedente, e como variável dependente o tempo de leitura do segmento crítico, a anáfora que retoma o antecedente. Tomamos como hipótese que a anáfora ‘a si mesmo(a)’ está sujeita ao Princípio A da Teoria da Ligação, e que os traços de gênero ao concordar com o antecedente mais próximo não serão levados em consideração no momento da resolução correferencial. Os resultados obtidos apontam que esse princípio é relevante para a correferência da anáfora ‘a si mesmo(a)’.
Palavras chave: Psicolinguística experimental, Correferência anafórica; C-comando; Teoria da Ligação.
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