Esta pesquisa discute em que medida as políticas linguísticas presentes nos documentos oficiais consideram a diversidade linguística brasileira, nos âmbitos político, social, histórico e cultural, e quais as orientações de cunho teórico-metodológico, embasadas em uma perspectiva pluri- e multilíngue, são direcionadas aos professores de língua estrangeira. Baseamo-nos, para tanto, nos teóricos representativos da Política Linguística, a exemplo de Spolsky (2004/2008), Skutnabb-Kangas (2008), Shohamy (2006, 2008), dentre outros estudiosos da área, que ampliam o escopo da discussão ao evocar os direitos linguísticos, por vezes, silenciados. Para tanto, com base em uma pesquisa de base qualitativo-interpretativa, analisaremos as vozes da política linguística nas Orientações curriculares para o ensino Médio (OCEM, 2006) e como estas ecoam nos Referenciais Curriculares Estaduais da Paraíba (RCE/PB, 2006), a fim de observar se nesses documentos, um nacional e outro estadual, são consideradas as perspectivas atuais que perpassam o ensino de línguas sensível às necessidades dos educandos. Entre as constatações, confirmamos a presença das vozes das políticas linguísticas com vistas a um ensino que considera a diversidade linguística; contudo, há falta de clareza nas orientações quanto ao espaço e tratamento que devem ser assumidos no currículo de língua estrangeira.
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