S4. Dialetologia e Sociolinguística (Comunicações)

ASPECTOS MORFOSSINTÁTICOS DO FALAR MATO-GROSSENSE
JOSÉ LEONILDO LIMA 1
1. UNEMAT - Universidade do Estado de Mato Grosso
lima@sisproel.com.br



Este trabalho vincula-se ao projeto Atlas Linguístico do Estado de Mato Grosso – ALIMAT, cujo objetivo é identificar, registrar, analisar e divulgar as variedades linguísticas do estado de Mato Grosso. Com o objetivo de fazer o registro da identidade linguística do estado foi que em 2009 teve início o Projeto ALIMAT. Centrado num modelo geolinguístico que, com base em um questionário que leva em conta os níveis fonético, morfológico, sintático e semântico, visa mapear o falar mato-grossense. Em decorrência do número de municípios, e pela quantidade dos que se enquadram na metodologia adotada, foram selecionados dezesseis pontos de inquérito, sendo que oito deles fazem parte da delimitação feita por Antenor Nascentes (1958) em seu livro Bases para a elaboração do atlas linguístico do Brasil. Para esta comunicação selecionamos alguns traços morfossintáticos mais recorrentes de determinadas regiões do estado. Dentre eles, encontram-se questões relativas ao gênero, de modo especial, dos substantivos “alface”, “cal’, “guaraná”, “alemão”, “chefe”, “ladrão” e “presidente” bem como a flexão em número. Observam-se, ainda, o emprego dos pronomes pessoais (do caso reto e oblíquo), possessivos e indefinidos e a alternância entre “nós” e “a gente’, o emprego dos tempos verbais (presente do indicativo, pretérito perfeito, futuro do presente e do pretérito). Além desses aspectos, outros dois que são objeto de investigação são a concordância verbal e o emprego dos verbos “ter” e “haver” em sentido existencial.


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