S11. Política Linguística  (Comunicações)

A POLÍTICA LINGUÍSTICA PERCEBIDA NOS PARECERES DE ARTIGOS CIENTÍFICOS ESCRITOS EM INGLÊS POR BRASILEIROS
JOSETE MARINHO DE LUCENA 1, GERTHRUDES HELLENA CAVALCANTE DE ARAÚJO 1,2
1. UFPB - Universidade Federal da Paraíba, 2. IFPB - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DA PARAÍBA
josetemarinho.ufpb@gmail.co



Com a crescente necessidade de publicações, cada vez mais brasileiros submetem seus trabalhos a revistas internacionais. Mas, muitos desses trabalhos, apesar de apresentarem propostas consistentes e uma estrutura da língua inglesa correta, são devolvidos com pedidos de correção para que o inglês fique mais próximo de como um nativo escreveria. Objetivando discutir se estas questões permeiam apenas o âmbito linguístico ou se vão mais além, passando pelo campo das políticas linguísticas, analisaremos pareceres recebidos por autores que submetem seus trabalhos a publicações enviadas por revistas internacionais. Esse trabalho fundamenta-se na concepção de imperialismo linguístico proposta por Philipson (2012) na qual o autor define que imperialismo configura um controle militar e político de um poder dominante sobre pessoas e territórios dominados. Impérios envolvem valores culturais e uso de língua como também o controle do estado e economia. O imperialismo linguístico tem como base ideologias de superioridade racial e linguística. Nessa perspectiva, traremos para as discussões resultados da pesquisa em desenvolvimento denominada “A Política Linguística percebida nos pareceres de artigos científicos escritos em inglês por brasileiros” que tem como objetivo analisar de que forma essa atitude dos revisores coloca esses artigos em posição de desvantagem em comparação a artigos escritos por nativos no meio acadêmico.


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