Este trabalho é um recorte da pesquisa de doutorado em andamento intitulado “O letramento acadêmico na formação inicial do professor de educação do campo: a contribuição da Sociolinguística Educacional”. A pergunta título busca responder sobre o perfil sociolinguístico do aluno ingresso no curso de Licenciatura de Educação do Campo, oferecido pela UnB, campus de Planaltina, configurado como o contexto da pesquisa. Em uma abordagem qualitativa de cunho etnográfica colaborativa buscamos identificar o perfil dos educandos e educandas de três turmas do curso, totalizando 105 alunos de idade entre 18 a 55 anos de idade oriundos de área do campo, região Centro-Oeste. A pesquisa teve como motivação o desenvolvimento do letramento acadêmico dos alunos, por meio da mediação, visto que, o curso recebe, por meio de um vestibular específico, pessoas do campo que tiveram um ensino básico de baixa qualidade e que chegam à universidade apresentando problemas nessas modalidades. Ao verificar essa problemática procuramos entender, antes de tudo, o perfil sociolinguístico desses sujeitos de cultura de oralidade. Fundamentamo-nos na Sociolinguística Qualitativa com foco nas práticas interativas de sala de aula com base nos aportes Gumperz, Goffman, Bortoni-Ricardo e Zavala, partimos da premissa que a oralidade é um evento, uma prática onde se viabilizam as identidades sociais que são negociadas. Como resultado deste trabalho espera-se caracterizar melhor o perfil do aluno atendido de modo a melhorar as formas de mediação da formação acadêmica no marco do letramento crítico.
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