AS SENTENÇAS COPULARES COMPLEXAS ENCABEÇADAS COM A EXPRESSÃO "É RUIM QUE" PERMITEM SINTÁTICA, SEMÂNTICA E PROSODICAMENTE DUAS LEITURAS: UMA PREDICACIONAL E OUTRA ESPECIFICACIONAL. NARA JUSCELY MINERVINO DE CARVALHO MARCELINO 1, NARA JUSCELY MINERVINO DE CARVALHO MARCELINO 1 1. UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2. UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte narajuscelymcm@gmail.com |
A teoria gerativa divide as sentenças copulares complexas em sentenças copulares comuns (SCC), de leitura semântica predicacional (PRED), e sentenças clivadas (SCliv), de leitura Especificacional (ESP). O nosso trabalho tem como finalidade analisar as estruturas com é ruim que e propor que elas podem ser interpretadas ora como PRED, ora como ESP. Nas PRED, o constituinte predicador da Small Clause insere ampla predicação sobre todo o sujeito; por sua vez, o foco de uma ESP, constituinte movido, tem escopo estreito com o vestígio que deixou ao se mover, que pode ser uma categoria vazia (de agora em diante, ec) ou um pronome-Q. Tendo em vista tal quadro, apontaremos que as sentenças com é ruim que, cuja configuração estrutural se realiza com SER + XP + QUE + IP, podem ser: (i) PRED, quando o ruim estabelece predicação ampla sobre o CP sujeito e é concatenado à Small Clause; (ii) ESP, na qual a expressão é ruim tem escopo estreito sobre um vestígio do NegP não da estrutura neutra original. Nesse caso último, é uma estrutura copular que denominamos Sentença Copular Especificacional de Negação. De acordo com nossas análises, a realização de uma ou outra leitura se dá, também, pelo modo do verbo principal da oração encaixada: se no subjuntivo, para que a oração encaixada – sujeito – adquira plenitude, ela recorre ao predicador ruim para satisfazer todas as exigências semânticas requeridas; se no indicativo, a encaixada, plena de constituintes, altera o seu valor semântico quando o é ruim nega o que é afirmado. Nosso trabalho está fundamentado em autores como Quarezemin (2009), Resenes (2009), Kato & Ribeiro (2006), Lobo (2006), Mioto (2003), Modesto (2001) e Zanfeliz (2000).
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