A alfabetização tem sido tema de muitas discussões teóricas e de pesquisas científicas. Portanto, muitos questionamentos são levantados sobre o modo mais eficaz de ensinar as crianças a lerem. No Brasil, o documento que orienta as escolas e secretarias educacionais são os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Essas orientações partem de uma articulação entre o aluno, a língua e o ensino, no entanto, o ensino da língua é visto como “uso social”, o que exclui o ensino do princípio alfabético e o desenvolvimento da consciência fonêmica – pré-requisitos fundamentais (OLIVEIRA, 2008). Este estudo visa uma reflexão sobre o conceito de alfabetização, bem como verificar e quantificar através de testes de leitura o desenvolvimento da aprendizagem de alunos de escolas públicas de Porto Alegre, as quais participam do projeto “Avaliação de crianças em risco de transtorno de aprendizagem” (ACERTA. Este almeja consolidar uma interface entre a neurociência e o ensino fundamental brasileiro e auxiliar na identificação precoce de transtornos de aprendizagem. A metodologia está definida do seguinte modo: (a) levantamento da literatura disponível - a saber- Adams et al. (2007), Dehaene (2012), Morais (2013), Casella et al. (2011), entre outro; (b) coleta de dados através de testes nas escolas; e (c) análise dos dados. Concluímos que o conceito de alfabetização, no Brasil, é tido erroneamente pelos pressupostos construtivistas apregoados e difundidos há mais de uma década na educação brasileira. Sobretudo, dados ainda preliminares, acreditamos obter resultados abaixo do nível de alfabetização.
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