S12. Linguística do Texto e Análise da Conversação  (Comunicações)

A ESCRITA DE INVENÇÃO EM SALA DE AULA DO FUNDAMENTAL EM SITUAÇÕES COLABORATIVA E INDIVIDUAL: UM ESTUDO COMPARATIVO
CRISTINA FELIPETO 1
1. UFAL - Universidade Federal de Alagoas
crisfelipeto@hotmail.fr



Embora o trabalho em pares e em grupos seja comumente usado em salas de aula, poucos estudos têm investigado questões relacionadas à natureza desta colaboração quando alunos escrevem conjuntamente um único texto. A escrita colaborativa também chamada de "redação conversacional", "escrita em dupla, em díades ou em pares" não é objeto que tem atraído o interesse de muitos investigadores no Brasil (cf. Calil, 2012 e Felipeto, 2008), ao contrário do que acontece em países como a França (Bouchard e Mondada, 2005; Gaulmyn, Bouchard e Rabatel, 2001, dentre outros) e os Estados Unidos (Yarrow e Topping, 2010; Wigglesworth e Storch, 2009, dentre outros). A escrita colaborativa e inventiva em sala de aula é uma situação didática com uma tarefa bem definida que coloca dois alunos em uma situação dialográfica. Trata-se de construir um objeto (o texto) em colaboração através do diálogo, da negociação, a partir das proposições feitas por cada um, ao contrário da escrita individual, em que normalmente se escreve sozinho e em silêncio. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um estudo comparativo entre textos produzidos colaborativamente por díades e textos produzidos pelos mesmos integrantes das díades, mas individualmente. Três categorias serviram de parâmetro analítico, quais sejam: 1) o número de palavras; 2) incidência de erros ortográficos; 3) o número de rasuras. A amostra do estudo compreende ao total 24 manuscritos, sendo 16 produzidos individualmente (início e fim do acompanhamento longitudinal) e 8 produzidos em duplas. Este trabalho é sustentado teoricamente pela Linguística da Enunciação (Bakhtin, 1977, 1979; Authier-Revuz, 1995, 2008, 2012), pela Crítica Genética (Grésillon, 1994 ) e pela Didática da Escrita (Plane, 2000, Bouchard e Mondada, 2005; Gaulmyn, Bouchard e Rabatel, 2001, dentre outros).


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