S16. Semiótica  (Pôsteres)

REFLEXÕES SOBRE O SIGNO LINGUÍSTICO A PARTIR DAS OBRAS “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” E “EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA”
DANIELA ARAÚJO MORAES 1, NIGUELME CARDOSO ARRUDA 1
1. FAFICH-GOIATUBA - FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DE GOIATUBA - FAFICH
dannygtba2009@gmail.com



A proposta do nosso trabalho é, partindo das concepções de Ferdinand Sausssure sobre a língua e seu funcionamento (mais especificamente no que diz respeito às considerações que o linguista faz em torno do signo linguístico), desenvolver uma análise linguística, tomando por base as obras “Alice no país das maravilhas” (de Lewis Carrol) e “Emília no país da gramática” (de Monteiro Lobato). A escolha por essas obras se fez justamente pelo fato de existir em ambas, por parte, sobretudo, das personagens protagonistas (Alice e Emília, respectivamente), muitas reflexões e questionamentos em torno da estrutura da linguagem, de um modo geral, e, em particular, da língua. De acordo com Saussure, a língua, sendo um fator social, é uma herança passada de geração para geração, não podendo, por isso não pode ser alterada individualmente, o que significa que um indivíduo não tem poder de mudar a língua sem que a massa de falantes permita. É deste ponto que partiremos para o desenvolvimento de nossa pesquisa, centrando-nos nos conceitos sobre signo linguístico, bem como em suas características. Justifica, ainda, a seleção das referidas obras como ponto de partida para nossas reflexões pelo fato de Monteiro Lobato ter, em 1931, traduzido e publicado no Brasil a obra de Lewis Carrol e, um pouco mais tarde, em 1934, publicar, de autoria do escritor brasileiro, “Emília no país da gramática”. Dessa forma, inicialmente, compararemos as personagens Emília e Alice, no que diz respeito ao comportamento e às reflexões que ambas fazem sobre a linguagem verbal, para, em seguida, refletirmos sobre a constituição do signo linguístico. Procuraremos, ainda, verificar se há influência de Lewis Carrol em Monteiro Lobato.


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