P10. Estudo da Aquisição da linguagem (Comunicações dentro de Projetos)

A INSTÂNCIA DIAGNÓSTICA NA CLÍNICA DE LINGUAGEM: UM ESPAÇO PRIVILEGIADO PARA A DISCUSSÃO SOBRE DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E SINGULARIDADE
LUCIA M.GUIMARAES ARANTES 1
1. PUC-SP - PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE SAO PAULO
loureiroarant@uol.com.br



A clínica de linguagem atesta o perfil estranho e enigmático de falas sintomáticas. Essas ocorrências tão especiais, que instauram a clínica, são igualmente especiais para a discussão a respeito do modo singular de um falante habitar a linguagem. Desse modo, elas são, ainda, propícias à reflexão sobre os efeitos não menos singulares que promovem no clínico. Nessa perspectiva, a clínica de linguagem configura-se como um lugar em que se torna imperativo sustentar o espaço da diferença e da singularidade, i.e., assumir que a heterogeneidade manifesta de falas sintomáticas sé da ordem do acontecimento, da “ocorrência de um falante na fala [...] lugar de imbricamento manifesto de língua e sujeito” (LIER-DeVITTO,2000). Nem sempre, porém, é nesse enquadre que a clínica é conduzida – tudo depende de como a fala é concebida e abordada pelo clínico. Pode-se, mesmo, assistir ao apagamento da heterogeneidade dos acontecimentos patológicos, o que, sem dúvida, acarreta consequências indesejadas no modo de condução da atividade clínica, que pode levar ao apagamento do singular. Frente ao exposto, este trabalho, pretende abordar a relação singular/universal na instância diagnóstica da clínica de linguagem.


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