S16. Semiótica  (Comunicações)

A GESTUALIDADE TEATRAL SEGUNDO ALGUNS PRINCÍPIOS DA SEMIÓTICA GREIMASIANA
ALPHA CONDEIXA SIMONETTI 1
1. USP - Universidade de São Paulo
alphasimonetti@hotmail.com



Numa primeira abordagem semiótica sobre a gestualidade no teatro, o ator aparece com seu corpo e voz, ao mesmo tempo em que aspectualiza e modula a narrativa. Diante disso, nosso objetivo é explicitar o estatuto semiótico do gesto, a partir das dimensões propostas para a análise do plano do conteúdo do discurso gestual, segundo Algirdas Julian Greimas no texto “Condições para uma Semiótica do Mundo Natural” (1975: 46 – 85). De certo, para Greimas, a gestualidade é observada no mundo natural afeita à linguagem visual ao tratar de uma topologia para compreender as relações entre o sujeito em movimento e o espaço. Mas, como sabemos, no artigo supracitado, as dimensões (atributiva, modal e mimética) fundamentam o plano do conteúdo de modo que tais dimensões não se restringem a uma dada expressão particular. Neste caso, é possível pensar se os conteúdos incitados pelo mestre lituano poderiam tratar da gestualidade tanto corporal quanto vocal, porque resolveriam os problemas relativos ao posicionamento do sujeito enunciativo. Assim, partindo de problemas gerais sobre a gestualidade, a classificação dos gestos atributivo, modal e mimético merece mais atenção do que lhe é conferida geralmente. Acreditamos que tal classificação traz um ganho para as análises do “volume em movimento” quando compreendidas junto aos desenvolvimentos atuais da teoria com o modelo tensivo. Com isso, é necessário demonstrar as contribuições teóricas da semiótica de linha francesa diante do estudo dos discursos gestuais no teatro.


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