P3. História do português brasileiro - desde a Europa até a América  (Comunicações dentro de Projetos)

A DISTRIBUIÇÃO DIATÓPICO-DIACRÔNICA DAS FORMAS VARIANTES DE 2P NA POSIÇÃO DE SUJEITO
CÉLIA REGINA DOS SANTOS LOPES 1, MÁRCIA CRISTINA DE BRITO RUMEU 2, MARCO ANTONIO MARTINS 3, IZETE LEHMKUHL COELHO 5
1. UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2. UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, 3. UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 4. UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana, 5. UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, 6. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco
celiar.s.lopes@gmail.com



O objetivo do trabalho é apresentar os resultados da distribuição regional quanto às formas variantes de 2ª pessoa na posição de sujeito ao longo dos séculos XIX e XX. O corpus de análise é constituído por cartas pessoais produzidas por brasileiros oriundos de três regiões brasileiras: sudeste (representada por missivistas do Rio de Janeiro e Minas Gerais), sul (representada por missivistas de Florianópolis) e nordeste (representada por missivistas da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A análise será feita com base em cartas de cunho pessoal, prevalecendo cartas trocadas entre membros da mesma família ou cartas amorosas (trocadas entre casais) que favorecem a emergência de estratégias tratamentais de 2P. Além da descrição da amostra analisada, serão levadas em conta: i) as formas de tratamento de 2ª pessoa na posição de sujeito; ii) o controle de questões relativas às relações de poder e solidariedade; iii) os graus de parentesco e (iv) os papeis sociais assumidos pelo remetente e destinatário das missivas. Para cada área analisada, tem-se como ponto de partida o subsistema de tratamento atual empregado na posição de sujeito descrito por Scherre et alii (2009, 2013) e readaptado por Lopes e Cavalcante (2011): (i) você; (ii) tu; (iii) você~tu. Do presente para o passado, parte-se da proposta do quadro pronominal de 2P atual por região para observar, na documentação remanescente, como se configuravam os subsistemas de tratamento nos séculos XIX e XX. Como aparato teórico-metodológico, conciliamos a sociolinguística variacionista laboviana (WEINREICH, LABOV & HERZOG, 1968; LABOV, 1994) com a sociolinguística histórica (ROMAINE, 1982; CONDE SILVESTRE, 2007; HERNÀNDEX-CAMPOY & CONDE SILVESTRE, 2012) para o tratamento dos dados e a interpretação dos resultados obtidos. O programa estatístico GOLDVARB-X será a ferramenta utilizada para a análise quantitativa dos dados.


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