S8. Linguística Aplicada  (Pôsteres)

ORALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL: COMPREENDO O QUE É ESCUTA
VANESSA TITONELLI ALVIM 1, TÂNIA GUEDES MAGALHÃES 1
1. UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora
titonelli.vanessa@yahoo.com.br



Verificamos que pesquisas de diversos autores da área de ensino de linguagem que se dedicam aos estudos sobre a oralidade afirmam que a temática é recente na escola básica e ainda pouco compreendida pelos docentes. Estudos que se debruçam sobre as relações entre oralidade e escrita estão em cena desde a década de 60. Em sua aplicação escolar, alguns teóricos (MARCUSCHI, 1996; SCHNEUWLY e DOLZ , 2004; LEAL E GOIS, 2012) bem como documentos oficiais (PCN, 1998; OCEM, 2006), reafirmam a necessidade de se trabalhar com a modalidade oral em sala de aula enfocando, principalmente, os gêneros orais. Com base nisso, este trabalho, que é um recorte de dissertação de mestrado em andamento, busca desenvolver um trabalho de revisão de literatura em relação ao ensino de oralidade, tecendo reflexões sobre o que se tem conceituado e proposto em relação à análise linguística do texto oral, tomando como objeto de estudo as atividades de escuta. Pretendemos, com esse trabalho, verificar de que forma as atividades de escuta estão sendo abordadas na literatura da área, visando à formação linguística do aluno do Ensino Fundamental. Primeiramente, conceituamos escuta, apresentando suas concepções, finalidades e metodologia no ensino de Língua Portuguesa. Verificamos que a escuta está centrada em dois eixos principais: compreensão do texto oral e análise linguística, centrados em aspectos linguísticos, textuais e discursivos da modalidade oral, no tocante aos efeitos de sentido produzidos sobretudo pelos elementos prosódicos e paralinguísticos. Pretendemos, em seguida, elaborar um guia de escuta para, então, aplicá-lo em sala de aula e analisar que conhecimentos são construídos pelos alunos a partir desse trabalho. Com essa pesquisa, almejamos propor novos caminhos para abordar o ensino da oralidade, muitas vezes desconhecido ou pouco privilegiado pelos docentes de ensino básico.


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