S8. Linguística Aplicada  (Comunicações)

POLÍTICAS INCLUSIVAS NA AMÉRICA LATINA COMO PARADIGMA INOVADOR NA EDUCAÇÃO FORMAL DO TERCEIRO MILÊNIO
MARIA CECÍLIA DE MAGALÃESMOLLICA 1, CYNTHIA PATUSCO GOMES DA SILVA 1
1. UFRJ - Universidade  Federal do Rio de Janeiro
ceciliamollica@terra.com.br



Os  estudos  desenvolvidos  por  Silvia  (2011),  assim  como  experimentos de campo realizados no campo do PROFLETRAS vêm oferecer subsídios ao Projeto de  Escola Inclusiva (Almeida, 2011) já aprovado e implementado pelo governo brasileiro,  como  uma  diretriz  política  educacional  proativa. Com  aspectos  positivos  e  negativos,  entendemos que deva ser discutido como uma alternativa viável para assegurar direitos  iguais  a  todos  os  cidadãos  com  ou  sem  comprometimento  do  ponto  de  vista  do  desenvolvimento  (Relvas,  2011)  em  razão  de  fatores  genéticos  ou  em  decorrência  de  variáveis  exógenas  (MAIA,  2011,  vols  I  e  II).  Apresentamos  reflexão  sobre  a  necessidade  de  imprimir  cuidado  redobrado  na  literacia,  especialmente  nos  casos  de  analfabetos  funcionais  (Mollica & Leal,  2009) e  de  sujeitos com  déficit mental leve e  moderado,  mas  potencialmente  capazes  para  o  processo  de  alfabetização.  Assim,  discutimos sobre a demanda de  recursos distintos, indispensáveis para a construção da  lectoescrita  (KLEIMAN,  1995).  Oferecemos  noções  básicas  referentes  à  temática  da  aprendizagem  da  leitura  e  da  escrita  e  algumas  propostas  concretas  que  podem  ser  implementadas ao lidar com aprendizes de diferentes graus de dificuldade. Salientamos  que  a  proposição  e  a  práxis  de  uma  política  de  educação inclusiva,  além  de levar  em  conta o amplo elenco de casos diferenciados, supõe assumir atitude sensível, flexível e  rigorosamente  profissional  para  obter-se  minimamente  o  sucesso  pretendido  na  fase  incipiente  da  alfabetização.  Defendemos  que  o  letramento  inclusivo  não  é  utopia;  ao  contrário,  pode  ser  realidade  nas  salas  de  aula  para  alunos  especiais,  ainda  que  o  processo  ocorra  num  ritmo  mais  lento.  Apresentamos  resultados  de  pesquisas  com  portadores de Dislexia e de Síndrome de Down (Silva, 2011) os quais demonstram que  os desvios de leitura e escrita não são totalmente aleatórios, ainda que, em se tratando  de  deficiência  mental,  cada  caso  deva  ser  avaliado  isoladamente.  Havendo  adequada  estimulação  desde  tenra  idade,  a  atipicidade  dos  sujeitos  e  suas  dificuldades  de  aprendizagem  são  superadas.  Para  tanto,  a  nova  Escola  deve  contar  com  uma  equipe  interdisciplinar  (alfabetizador,  fonoaudiólogo,  psicólogo  além  de  outros  profissionais  afins) co o intuito de (a) desenvolver “olhar clínico” para as reais necessidades de cada  aluno e (b) efetivar/ potencializar o processo de letramento em toda a sua plenitude.


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