As orações de propósito podem ser caracterizadas por representar o esquema imagético de movimento de uma origem para um alvo, projetado para o mundo das intenções (Barroso, 2005; 2007; Martelotta, 2001). No português, essas as orações podem ser marcadas pelas conjunções para que, de modo que, de maneira que, a fim de que e pelas preposições para e a fim de. A proposta desta comunicação é discutir algumas questões relativas à caracterização das orações adverbiais de propósito, tomando como base a teoria da Gramática Discursivo Funcional, de Hengeveld e Mackenzie (2008). Especificamente, pretende-se demonstrar que as diferentes formulações interpessoais (relacionadas à questões pragmáticas) e representacionais (relacionadas à questões semânticas) são expressas por três padrões morfossintáticos, a saber, a anteposição, a posposição e a intercalação.
A proposta é descrever as orações de finalidade do português escrito do Brasil dos séculos XIX e XX, com dados coletados no banco de dados Corpus do Português (FERREIRA, DAVIES, 2007).
Palavras-chave: Orações de propósito, Aspectos morfossintáticos, Gramática Discursivo-Funcional.
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