S16. Semiótica  (Comunicações)

RITMO SEMIÓTICO NO CINEMA HOLLYWOODIANO CONTEMPORÂNEO: OS FILMES MAIS VISTOS DE 2001 A 2010.
LEVI HENRIQUE MERENCIANO 1
1. UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
levihm@gmail.com



Como o significante cinematográfico tem a característica de ser descontínuo (analisado enquanto quadro, fotograma, plano, etc) e contínuo ao mesmo tempo (devido à ilusão de realidade que o encadeamento de quadros proporciona), pode-se compreendê-lo por meio do ritmo de sua expressão plástica cinemática. Se o eixo sintagmático está para a relações "in praesentia", atualizadas, ele compõe-se de descontinuidades; por sua vez, o eixo associativo (paradigmático) é o eixo das possibilidades, "in absentia". Este, assim como já provara Jakobson, também pode ser "projetado" no eixo sintagmático do significante cinematográfico, de forma a compor efeitos de sentido característicos e ritmos específicos. Assim, no caso do paradigma e sintagma, explico haver a possibilidade de possuírem continuidades e descontinuidades no cinema, ambas com valor absoluto ou relativo, a depender da forma como se encadeiam os planos ou da forma como se projetam as possibilidades do paradigma nessas unidades sintagmáticas. Pode-se também depreender um ritmo do conteúdo (na narratividade explicada pela semiótica), pois as unidades fílmicas (conforme os tipos de segmentos propostos por Metz - em A significação no cinema), além de descrever espaço e tempo, também podem conter enunciados narrativos ou programas narrativos, e esses tipos de transformações nos enunciados de ser e fazer provocam ritmos narrativos diversos. A finalidade de minha tese será tentar definir tipos de filme a partir do ritmo plástico e do ritmo do conteúdo, portanto, permitindo comparar a organização de conteúdo e expressão dos filmes mainstream de Hollywood aos filmes cults, experimentalistas, documentários, etc., com o fito de entender suas identidades e diferenças estruturais.


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