P20. Atlas linguístico do Brasil (Comunicações dentro de Projetos)

DESAFIOS DA COLETA DE DADOS PARA UM ATLAS TOPODINÂMICO: A QUESTÃO DO PERFIL DOS INFORMANTES
MARIGILDA ANTONIO CUBA 1
1. UEL - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
cubamac@terra.com.br



A partir de reflexões sobre os diferentes momentos da Dialetologia, este trabalho discute a questão da seleção dos informantes do projeto de pesquisa Atlas Linguístico das Variedades do Português Falado no “Território Incaracterístico” (NASCENTES, 1922), em desenvolvimento como tese de doutorado, que tem como objetivo mais amplo registrar, por meio de um atlas linguístico, a língua portuguesa falada no território considerado incaracterístico por Antenor Nascentes (1922), na sua proposta de divisão dialetal do português brasileiro. A pesquisa está ancorada nos pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia Pluridimensional (THUN, 1991; 1995; 1998; 2005), para atlas topostáticos e topodinâmicos, e contempla as dimensões: diatópica, diassexual, diageracional, diafásica e diarreferencial. As entrevistas foram realizadas com pluralidade simultânea de informantes com mesmo perfil e utilizada a técnica de perguntas em três tempos: perguntar, insistir, sugerir, cujo procedimento visou controlar divergências e convergências de respostas, ou mesmo aumentar a representatividade e confiabilidade dos dados. Em cada um dos onze pontos da pesquisa, foram realizadas, portanto, quatro entrevistas, cada uma delas com dois informantes, num total de oito informantes por ponto, perfazendo um total de 88 informantes entrevistados. Neste trabalho, são discutidas a aplicabilidade e as limitações desses critérios, como também as trilhas percorridas para a definição final da seleção desses informantes.


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