LUDICIDADE EM LINGUAGEM E EM MATEMÁTICA: PRÁTICAS DE INCLUSÃO EDUCACIONAL MARIA CECILIA DE MAGALHAES MOLLICA 1, RODRIGO ALIPIO CARVALHO DO NASCIMENTO 1,2 1. UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2. FAFIMA - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé ceciliamollica@terra.com.br |
É indispensável afirmar-se que a escola é o lócus do desenvolvimento sistemático de usos linguísticos monitorados tanto na escrita quanto na fala. A pesquisa em tela demonstra, através de experiências longitudinais, em extensão universitária (PR5-UFRJ), que é relevante a intervenção do docente bem qualificado, seja em classes seriadas, seja em EJA, seja em cursos preparatórios ao ingresso à formação de nível superior do nosso sistema educacional. As tensões de fenômenos variáveis, da fala para a escrita é, sem dúvida, considerável, especialmente em produções textuais de iniciantes e/ou de textos produzidos por pessoas com pouco domínio das variedades formais. Trabalha-se na hipótese de que, quanto mais cedo se inicia o processo de conscientização e instrução explícita das diferenças entre fala e escrita e dos contextos mais favoráveis para a incidência do erro, tanto mais fácil torna se o monitoramento normativo e estilístico. Verifica-se também o impacto positivo que atividades lúdicas produzem pedagogicamente tanto para se trabalhar conteúdos como diversidade linguística, quanto para lidar com tópicos complexos de escrita matemática. O diálogo entre teoria básica no mundo acadêmico e os desdobramentos aplicados constituem políticas afirmativas. O conflito entre fala e escrita é dissolvido se praticada uma política pedagógica adequada, de forma sistemática, subsidiada por orientações da pesquisa básica e descritiva das construções linguísticas em diversos contextos de uso. Experimentos em pré-vestibulares monitorados comprovam que uma pedagogia dirigida de forma qualificada, com base em pesquisa básica, são eficazes para a apropriação de variedades monitoradas exigidas pelos gêneros acadêmicos.
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