O trabalho voltado para o desenvolvimento de competências com a leitura e interpretação de textos conta com teorias que propiciam o reconhecimento das marcas de subjetividades na língua. Nessa perspectiva, o presente estudo apoia-se em textos midiáticos para apontar subjetividades presentes na construção da imagem da presidente Dilma Roussef em dois periódicos de projeção nacional: Folha de S. Paulo e O Globo. O exame baseia-se no gênero charge, contextualizado por outros discursos que dialoguem com o tema proposto pelo texto de humor.
A fundamentação teórica que subsidia os estudos da subjetividade funda-se nas propostas de Benveniste e de Charaudeau. Este último, teórico da Análise Semiolinguística do Discurso, propõe o exame de textos com base no conceito de contrato comunicativo que diz respeito a um circuito de comunicação cujos sujeitos participantes interagem, visando à persuasão do outro. Trata-se de uma mise-en-sciène em que os sujeitos reais são reconstruídos discursivamente.
As propriedades do gênero devem ser consideradas, tendo em vista suas especificidades. No caso da charge, a crítica e o humor permitem a recriação de um mundo fictício, normalmente denegrindo o sujeito caricaturado. Objetiva-se avaliar a maneira como a mídia abaliza a imagem de Dilma Roussef, a primeira mulher eleita presidente do Brasil.
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