S4. Dialetologia e Sociolinguística (Comunicações)

A LATERAL PALATAL NO PORTUGUÊS DO BRASIL E NO PORTUGUÊS EUROPEU
VIVIAN DE OLIVEIRA QUANDT 1
1. UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
viviquandt@gmail.com



O presente trabalho pretende analisar o comportamento da lateral palatal na fala culta e popular da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Municípios de Nova Iguaçu e do Rio de Janeiro, este representado por Copacabana) e da Região Metropolitana de Lisboa (Oeiras e Cacém) e será desenvolvido à luz dos pressupostos da Teoria da Variação Laboviana e da Fonologia Experimental, com base em dois corpora, tanto o que se refere ao Português do Brasil (PB), quanto o que diz respeito ao Português Europeu (PE), eliciados de entrevistas que constituem o Acervo do Projeto Estudo comparado dos padrões de concordância em variedades africanas, brasileiras e europeias do Português (www.letras.ufrj.br/concordancia). Os inquéritos, do tipo DID (Diálogo Informante e Documentador), foram efetuados com 36 informantes brasileiros e 36 informantes portugueses, distribuídos igualmente por sexo, faixa etária e nível de escolaridade. Obteve-se um total de 4.213 dados, 2.470 referentes ao PB e 1.743 referentes ao PE. Com este estudo, busca-se determinar os fatores que condicionam a variação da lateral palatal por meio do controle de variáveis linguísticas e extralinguísticas. Para tanto a pesquisa desenvolve-se em duas etapas. Na primeira, analisa-se o comportamento dessa variável, com o auxílio do pacote de programas GOLDVARB-X. Na segunda, descrevem-se os experimentos acústicos efetuados em laboratório para a obtenção de evidências que contribuam para o debate sobre o status fonológico da lateral palatal. Os resultados indicam que a variação desse fonema, apesar de apresentar um forte condicionamento linguístico e extralinguístico, também está sofrendo influência de fenômenos que se enquadram numa perspectiva difusionista.


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