CONSTRUÇÕES DE TÓPICO MARCADO EM PORTUGUÊS: COMPARAÇÃO ENTRE USOS CULTOS E POPULARES JAIR BARBOSA DA SILVA 1, AGUIMRIO PIMENTEL SILVA 1, NADIR MARQUES MAURICIO 1 1. UFAL - Universidade Federal de Alagoas, 2. UFAL - Universidade Federal de Alagoas aguimariopimentel@gmail.com |
O presente trabalho, assentado nas teorias de base funcionalista da língua, objetiva comparar de que modo os falantes cultos e populares do Português, variedade falada no município de Arapiraca/AL, estruturam as construções com tópico marcado. A hipótese central: os falantes usam esse tipo de construção sintática, independentemente da variedade do português por eles usada, rompendo com a falsa ideia de que apenas determinado grupo de falantes “viola” estrutura canônica – SVO – da língua. A fim de verificar essa hipótese de trabalho, serão coletados dados de fala, por meio de entrevista estruturada e de relatos de histórias de vida, de dois grupos de indivíduos: dez com formação superior em curso ou concluída e dez analfabetos. No primeiro momento, fizemos uma revisão de literatura em gramáticas do português brasileiro sobre tratamento dado às construções de tópico marcado no nível da sentença. Constituem objeto da revisão de literatura as seguintes obras: Perini (1989; 1996; 2006; 2008; 2010); Neves (2000); Berlink, Duarte e Oliveira (2009); Bagno (2011); Castilho (2010; 2012); Jubran (2006); além da obra Gramática do Português Falado, sob a organização de Castilho (2002), Ilari (2002), Castilho (2002), Kato (2002), Koch (2002), Neves (2002) e Abaurre e Rodrigues (2002). Posterior à etapa de revisão, os dados linguísticos estão em processo de coleta para subsequente análise. Parcialmente, observam-se: i) parece que o PB, ao lado de estruturas do tipo SVO, apresenta a coexistência de estruturas alternativas do tipo TOP-COMT (tópico-comentário); ii) as gramáticas do português estão em processo de reconhecimento e de descrição dessas alternativas.
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