Está apresentação tem o intuito de mostrar alguns avanços da pesquisa sobre as defesas do funcionamento do inconsciente. Ao investigar os efeitos de sentido na semiose do processo de defesa psíquico, embasado na teoria semiótica de linha francesa, verificamos a intensidade e a extensidade marcados no tempo, espaço, foco e apreensão pela somação da linguagem corpo e sujeito. A princípio a análise se pautará na defesa de repressão (Verdrängung). Segundo Tatit (1997), a linguagem traz sentido na corporeidade, a forma semiótica é da significação múltipla do corpo ao sujeito. É possível assim dizer que as defesas do inconsciente, no caso trarei apenas da repressão, vem no acontecer do ser, à medida que o sujeito e o objeto se fundem, algo se remonta em forma de um novo. Um acontecimento extraordinário disfórico, como um trauma psíquico, isto é, uma impressão que o sistema nervoso tem dificuldade em abolir por meio do pensar associativo ou da reação motora, leva a imperfeições na junção do sujeito com seu objeto, levando ao processo daquilo que não lhe dá sensação de plenitude, de gozo. Nesse percurso inicial da significação da defesa do inconsciente, a repressão, percebe-se que na relação sujeito e objeto, o processo psíquico da defesa será a somação corpo e sujeito em linguagem marcada na duração e na tonicidade do movimento marcado pelo corpo, no espaço, na relação com o outro ou com o mundo.
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