A Igreja Evangélica Assembleia de Deus criou, em meados da década de 30, regras que deveriam ser observadas pelos seus membros e congregados com o propósito de diferenciá-los de outras instituições evangélicas, esses usos e costumes se tornaram uma marca desta instituição.Regras que visam o desapego das coisas mundanas.Esse discurso chamaremos de(FD) precursora. O objetivo é investigar a presença ou não,no discurso de membros da igreja. Especificamente,investigar a presença de uma nova FD que apresenta um crente que interage com o mundo sem denegrir sua identidade como evangélico. O trabalho apresenta como aporte teórico e metodológico a Análise do Discurso de linha francesa, tal como delineada por Pêcheux, na França e trabalhada no Brasil por Orlandi e seguidores. Apresentamos a hipótese que essa nova FD não é fruto de crentes que se conformam com o mundo, mas que está relacionada ao contexto histórico e sociocultural em que vivemos associadas à visão de mundo de indivíduos contemporâneos com a modernidade do novo século. Analisaremos discursos de evangélicos encontrados em blogues da internet e vídeos do You tube, nos quais assembleianos expõem seu ponto de vista sobre o assunto e também vídeos onde líderes evangélicos abordam a importância da observância de tais costumes ou não, e a influência destes usos e costumes nos crentes e na sociedade na qual interagem. A meta é construir novos conhecimentos a respeito da nova FD encontrada no discurso evangélico que vai mais além de um indivíduo ser reconhecido pela sociedade como pertencente a este ou aquele grupo religioso pelo seu vestir ou usar,mas sim, de retratar que ser cristão transcende o observar ou não dogmas estipulados por homens, retratar que ser cristão está na subjetividade deste homem e sua interação sadia com o mundo moderno.
|