O computador vem oferecer, segundo Norte (2000), um ambiente favorável de aprendizagem, proporciona atividades interativas, sendo um fonte de estímulo a autoaprendizagem. Assim, o presente estudo vem abordar a cibercultura na sala de aula, por meio do estudo de gêneros digitais. De modo específico, pretende mostrar a importância do estudo da linguagem no processo de aquisição da escrita, corroborando com a aprendizagem de leitura e de escrita dos alunos. Para Marcuschi (2002), o sucesso do contexto da tecnologia digital é devido há várias formas de expressão, que vão além da própria escrita, como o som e a imagem, a maleabilidade para incorporar simultaneamente múltiplas semioses e a interferência que ocorre na natureza dos recursos linguísticos utilizados. Baseando-se nos estudos sobre gêneros textuais desse autor, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, em que foram levantados sites contendo jogos virtuais, leituras interativas e livro digitais para jovens e crianças. Com a análise desse material virtual, observou-se que as deficiências na aquisição da escrita não ocorrem em razão do uso do meio virtual, em que o aluno faz uso de uma escrita reduzida, sintética, própria desse meio ou de cada gênero, mas por não se trabalhar o uso da linguagem, em diversos contextos comunicativos, durante seu processo de aquisição da escrita.O professor deve, portanto, explorar a cibercultura em sala de aula, mas conscientizando seu aluno sobre o uso da linguagem, em situações comunicativas diversas, para que possam ter habilidades suficientes para usarem a escrita, sucinta ou prolixa, de acordo com o contexto comunicativo do gênero em uso.
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