O objetivo geral desta comunicação é apresentar algumas das avaliações e atitudes linguísticas exibidas por falantes do dialeto norte-rio-grandense, da cidade de Nova Cruz que está localizada na Região Agreste desse Estado, evidenciando que o comportamento avaliativo dos informantes pode revelar diversas visões que os falantes têm de si mesmo, de determinados grupos sociais ou de outros em relação ao falar. A análise está orientada pelos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria da Variação (LABOV, 1963, 1966, 1972) e dos estudos de atitudes linguísticas (FASOLD, 1984; FRAGA, 2008). Para tanto, se constituiu um corpus com 12 informantes estratificado socialmente por sexo, idade e escolaridade e como técnica utilizou-se um questionário de perguntas diretas. Assume-se, portanto, que nesse processo de interação sociolinguística, a avaliação social tornar-se questão fundamental na análise dos usos linguísticos. Com relação aos resultados, a primeira constatação geral foi a de que a maioria dos informantes pesquisados afirma que reconhece outros informantes que falam diferentemente deles, o que aponta para uma maior percepção linguística desses usuários da língua, e reconhece seu estilo de falar como “normal” ou que é necessário incorporar ao seu falar aspectos da tradição gramatical. Parece que há uma atitude conservadora e de manutenção do estilo de fala já empregado pelos informantes analisados, exibindo atitudes bastante diferentes: o falar correto está associado à ausência de erros e esses erros são entendidos como sendo as variantes linguísticas estigmatizadas e exibem uma atitude explícita acerca do conhecimento da variação linguística.
|