ABORDAGEM CONSTRUCIONAL DA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS MARIANGELA RIOS DE OLIVEIRA 1,3 1. UFF - Universidade Federal Fluminense, 2. FAPERJ - Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, 3. CNPQ - Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico, 4. CAPES - Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal Docente de Nível Superior mariangela.rios@terra.com.br |
Na perspectiva dos estudos linguísticos funcionalistas mais recentes, sob a denominação de “linguística centrada no uso”, ganham relevo os aspectos contextuais e construcionais das categorias da língua, como se observa em Bybee (2010) e Traugott (2012; 2008), entre outros. Nessa vertente, o diálogo com a abordagem cognitivista, a partir da pesquisa da construção gramatical, nos termos de Goldberg (2006; 1995) e Croft (2001), ganha destaque. O resultado do diálogo mais estreito entre funcionalismo e cognitivismo é, portanto, a relevância da forte correlação entre as propriedades de estrutura e sentido dos constituintes da gramática. Tal tratamento construcional implica, de outra parte, o olhar para o entorno, para o contexto maior em que instauram os usos linguísticos, tanto em termos de sequências textuais e de gêneros discursivos produzidos, quanto acerca dos ambientes atípicos ou críticos, de acordo com Diewald (2002), que motivam padrões de uso mais convencionais. Assim posto, como Bybee (2010), assumimos que encadeamento, gradiência e protipicalidade são tomadas como traços constitutivos da categorias gramaticais do português.
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