S4. Dialetologia e Sociolinguística (Pôsteres)

CONTATO DIALETAL: ANÁLISE DO FALAR PAULISTA EM JOÃO PESSOA
KAROLINE DE ALBUQUERQUE CHACON 1, RUBENS MARQUES DE LUCENA 1, ADRIANA ALBINA MARÍA SPERANZA 4,3
1. UFPB - Universidade Federal da Paraíba, 3. UNLP - Universidad Nacional de La Plata, 4. UNM - Universidad Nacional de Moreno
karolinechacon@hotmail.com



O presente estudo teve por objetivo avaliar a existência ou não do processo de acomodação da palatalização em coda medial no contato dialetal de paulistas com pessoenses. A pesquisa foi do tipo experimental e de natureza quantitativa (resultados estatísticos rodados no programa GoldVarbX) e qualitativa, da qual participaram dez falantes paulistas selecionados por faixa etária (de 19 a 25 e acima de 30 anos de idade) e pelo tempo de residência em João Pessoa (acima de um ano). Como variáveis, foram controladas as linguísticas dependentes: fones [s,z] antes de /t/ e os fones [ʃ,Ʒ] antes de /d/; as variáveis estilísticas: estilos de leitura de texto e de entrevista; as variáveis sociais independentes: idade, tempo de exposição, naturalidade dos pais; e a variável atitudinal: atitude linguística. Após análise dos dados quantitativos e qualitativos, observou-se que, apesar das variáveis tempo de exposição e idade favorecerem à acomodação da palatalização, incidência geral deste fenômeno foi menor que 35%, indicando a pouca aplicação do fenômeno. Além disso, investigar os dados atitudinais dos falantes que aplicaram a palatalização possibilitou observar que é na fase da infância e da adolescência que o status e as forças relacionadas ao poder e à fala estimulam emoções negativas que favorecem à acomodação. Por isso, a idade e o tempo de exposição foram os fatores sociais mais relevantes para o estudo. Por outro lado, indicou também que aspectos de solidariedade com o falar de origem ajudam na preservação de aspectos do falar familiar, mantendo certo vínculo paulista e divergindo com a acomodação à palatalização.


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